sábado, 2 de Janeiro de 2010

vem aí o entrudo

O que o Camilo aqui explica, não surpreende. Num país pobre, pejado de gente ignorante, pastoreada pelo pior que a sociedade pôde produzir, não só não surpreende, como é bem merecido. Como já disse, as freguesias do Concelho não necessitam qualquer orçamento. A excursão ao caldo verde e respectivo pé-de-dança, é quanto baste para garantir a eleição de qualquer fala-barato, ou amante da boa caligrafia.

Um país que se afunda em milhões de euros a cada minuto que passa, que hipoteca o futuro em novas oportunidades e enterra o presente em velhos oportunistas, apenas pode merecer o que tem. É certo que vivemos um ciclo vicioso em que a estupidificação de todo um povo garante a sobrevivência de uns poucos milhares de oportunistas que vão saqueando o que podem, sem que nenhuma justiça se faça. Até um dia, espero.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

um país de sucateiros e um reino de sucatas

Vai-se a ver, e o Godinho dos robalos é um anjo no reino das sucatas.

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

um conto de natal, num país improvável

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.

E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.

Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.

E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.

O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.

Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura
de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.

E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

Mário Crespo

aos amigos


enganados, roubados e fodidos

Parece-me bem. Sinto-me mesmo orgulhoso por ter tido o azar de nascer num país liderado por gente de grande visão. Gente que não se perde com problemas mesquinhos de desemprego, défice ou pobreza generalizada.

Casar paneleiros e fufas, isso sim, é rasgo de modernidade que a todos nos faz feliz.

boas festas

Segundo o JE, os orçamentos para as pequenas freguesias, serão em 2010, menores do que os ridículos 250.000€ que durante anos, foram inscritos nas respectivas rubricas.

Não é de estranhar. O Concelho é gerido por gente que se está cagando para os munícipes, sendo que estes, têm o que merecem. Para a ignorância e estupidez demonstradas, provavelmente, até será demais. O passeio anual ao caldo verde, chegava e sobrava.

Apenas lamento, pagar impostos para sustentar estas súcias; as que fazem o que lhes dá na cabeça e, as que o permitem.

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

reconhecimento

Eu por acaso, acho bem. Um gajo que tão brilhantemente se distinguiu na supervisão bancária nacional, merece um cargo europeu, quiçá mundial, que o projecte ao estrelato internacional, considerando ademais, o alto valor acrescentado que é o facto de não ter espinha, cara ou vergonha.

Nós por cá, sentimos-nos honrados em pagar todas as vigarices bancárias que a sua supervisão tão eficazmente supervisionou, ainda que já não tenhamos para comer mas, como é sabido, para tapar buracos, arranja-se sempre.

Apenas desejo que o PS arranje um novo faz fretes com estômago que comporte tantos sapos.

um país que vive a fiado

Civilizacional, cultural e tecnicamente, somos muito fraquinhos. É o resultado da mescla entre chico-espertismo, malandrice, falta de carácter e irresponsabilidade que nos caracteriza enquanto povo.

Uma nação com um módico de decência, perante governos que se limitam a deixar andar, roubar e deixar roubar, pedindo fiados para continuar a festa, há muito teria exigido respeito e rigor. Como somos todos farinha do mesmo saco, só não rouba quem não pode, e quem não pode, morre de inveja.

Apenas nos poderão valer, as almas piedosas que decidirem cortar-nos o crédito.

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

fraquinhos

Estranharão o afastamento relativo aos affaires locais. Explica-se facilmente; o povo quis, o povo tem. Não vale a pena tentar melhorar a vida de quem o não pediu, nem quer a sua vida melhorada. Logo, que se fodam!

Através dos blogs locais, soube que a famosa fábrica de pilhas que o erário público vai pagar, para os japoneses deixarem por cá o lixo e levarem os lucros, vai ser instalada em Cacia, sítio que não fazia parte das localidades pré-seleccionadas; Estarreja e Sines. É elucidativo da capacidade do executivo de Estarreja quanto à atracção de empresas para o Concelho.

Deste executivo, o que se pode esperar, é que nos vá ao bolso tanto quanto a lei o permita, e mesmo, o não permita. Cobrar o IMI, mais uma vez, nos valores máximos, com o argumento de que é para fazer as obras que as freguesias pediram, é consequente à fraquíssima qualidade do dito.

É capaz de ser para financiar a piscina e mais uma série de obras estruturantes, como o campo de andebol de praia, e os parques de merendas. De resto, e como cansei de dizer, destes, não se espera nada de bom. Provavelmente, nem de mau.

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

o primeiro mais suspeito da história

afinal, o gajo que tanto se indigna com as fugas ao segredo de justiça, é um dos que mais se aproveita das ditas.

quadrilheiros

meter a mão na cousa pública, não é grave. Grave, é saber-se!

peixeiradas

ainda não recebi a minha caixa de robalos.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

com o subsídiozinho de natal...,

a juntar à continha do banquete, há que abrir os cordões para mais um Audi e um BMW, dado a pressa dos senhores funcionários públicos. O Zé paga!

solidariedade natalícia

O senhor Silva, presidente desta coisa, oferece hoje o jantarinho aos participantes na comovedora cimeira ibero-americana, obviamente, endereçando a respectiva continha aos infelizes contribuintes.

Na melhor tradição judaico-cristã, sentimos-nos aliviados, por matar a fome a estes necessitados transnacionais. Miséria, não é só por cá.

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

notícias verdadeiramente importantes

Carolina Salgado está com gripe A.

juntar um pé-de-meia, é crime?

entre desmentidos e juras por estes dois que a terra há-de comer, o caminho já foi apontado pelo faz-fretes do PS. Aumento dos impostos, taxas e emolumentos, que é a única estratégia económica conhecida da gajada da política nacional. Em termos populares, escorropichar o contribuinte, esse nababo auferente de salários de mais de 450 euros.

O mesmo gado, aparece a toda a hora nas televisões, sorridente e bem disposto, às portas dos tribunais, a contas com averiguações várias mas, confiante e certo de que as ditas irão parar ao sítio do costume.

Perante isto, um gajo só pode continuar a comentar esta paróquia, em fino francês, pelo que ficamos por aqui.

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (VII)


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

da gripe dos porcos

Vão surgindo teorias várias sobre a gripe h1n1, normal e convenientemente apelidadas de, conspiratórias. Entretanto, e enquanto o vídeo não for retirado, seria bom meditar neste corajoso depoimento da Dra. Rauni Kilde, porque o que é certo, é que as próximas gerações, já começaram a morrer.

Por via de dúvidas, cá em casa, ninguém se vacina.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

boas festas

O país uniu-se, finalmente. Não para trabalhar, acabar com a corrupção ou, exigir governantes sérios e competentes mas sim, para sacar o 13 ordenado, ou subsídio de natal, a quem ainda o recebe. Instituições, comércio e particulares, já estão na rua. O grande merceeiro do país, já subiu os preços e suspendeu promoções e descontos. Em cada esquina, se encontra um pedinte. Todos desejam boas festas, à boa maneira portuguesa. De mão estendida.

PDM

A CME, promove a partir de 23/09 e por trinta dias, a discussão pública da alteração ao PDM de Estarreja.

Pessoalmente, nada me move contra ou a favor das alterações propostas. Não tenho interesses pessoais nem propriedades cuja classificação interfira com interesses colectivos ou, individuais. Estou-me pois, nas tintas.

Já os eleitos do PSD para a junta de freguesia desta aldeia, terão a obrigação de verificar se os interesses da mesma, estão contemplados nas alterações propostas e, caso assim não seja, propor de imediato as correcções necessárias e devidas. Lembro aos senhores, que não é a contar casas velhas que se promove a construção de novas habitações, nem resolve os estrangulamentos habitacionais que levam os jovens a fixarem-se noutras localidades.

Serão pois responsáveis, e responsabilizados, por tudo o que aconteça à posteriore.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (VI)


no país dos robertos

De um tal Lopes da Mota, e daquele assunto dos primos, ainda alguém se lembra?

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

percebe-se

O investimento estrangeiro em Portugal, ano após ano, vai decrescendo, ao mesmo tempo que muitas das empresas aqui instaladas, vão fazendo a mala para outras paragens. Os próceres do regime, vão falando tanto quanto baste e não se ouça muito, do problema que vai fazendo aumentar os números do desemprego, enquanto diminui os da riqueza.

A razão oficial e conveniente apontada, é a falta de qualificação do operariado e, os altos salários de 480 € mensais que estes prósperos trabalhadores, recebem do empresariado que vive à sombra do estado.

Não se fala das dificuldades que um empresário minimamente sério e cumpridor tem, para licenciar e instalar uma chafarica qualquer. E disso, o caso Freeport é exemplo que baste. É preciso subornar meio-mundo local, para se conseguir uma merda de uma licença para criar trabalho, para além claro, das doações ao partido, exigidas. Subornos que vão dos mais altos funcionários públicos, ao calceteiro da câmara. Assim como se não fala, da avassaladora carga fiscal que faz com os investidores, procurem países onde o capital investido tenha a rentabilidade minimamente aceitável. Quem já tentou criar uma empresa, conhece o lodaçal subjacente.

Oficialmente, são os trabalhadores que não sabem trabalhar e nem sequer, são produtivos. Percebe-se.

Por muita boa vontade que se tenha,

não há paciência para aturar esta merda de país, povoado de gatunos e outra gente sem vergonha. Ao que é noticiado, as escutas das conversas entre o indivíduo que faz de primeiro-ministro, e os amigos que se governam nas empresas públicas por artes de ilícitos e corrupção, terão sido anuladas pelo STJ. Não porque as ditas, se não revelem provatórias de ilicitudes e tráfico de influência mas sim, porque uma lei aprovada pelo PS no anterior mandato do querido líder, qual Berlusconi dos pobrezinhos, obrigue a que escutas que o envolvam, tenham de ser autorizadas pelo próprio STJ.

Não espero deste país, senão o agravar das dificuldades, aumento da corrupção e, a descriminalização do crime de colarinho branco, considerando que os responsáveis não são a súcia que chega ao poder mas sim, a cambada de deficientes alienados que nem sequer consegue distinguir, quem os fode.

vale a pena ler,

este escrito do Camilo, ainda que a generalidade tenha recentemente, revelado total incapacidade para o compreender. Parece que é isto que se designa de “pérolas a porcos”.

domingo, 8 de Novembro de 2009

senhor dos aflitos

Ao que se diz, as certidões do processo do sucateiro do regime, estiveram a marinar quatro convenientes e estratégicos meses, nas gavetas da PGR, até que a questão menor dos actos eleitorais, fosse ultrapassada. Provavelmente, na mesma gamela onde se encontra em vinha d’alhos, as suspeitas do caso Freeport.

Parece que é para isso, para valer aos azarados que se deixam apanhar, que existe a PGR. Haja alguém que lhes possa valer.

inimputáveis

O país que temos, explica-se. É um amontoado de seres, capacitados desta forma.

sábado, 7 de Novembro de 2009

retrato do regime

Um país entregue a pilha-galinhas. Ainda há bem pouco, o povo mobilizou-se para legitimar a bondade dos cargos que permitem a esta súcia roubar tudo o que passe ao alcance da mão.

Legitimados que estão os mandantes, as vítimas não têm de que se queixar.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Nada de excitações

Calma. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vida à sombra desta democracia de maus costumes.

O Ministério Público chegou à conclusão de que o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara foi feito à medida dos interesses do grupo Mota-Engil. Evidentemente que esta evidência não significa que alguém vá preso. Nada disso. Neste caso, o negócio foi feito por anjinhos que não receberam nada em troca e só pensaram, a todo o momento, nos interesses estratégicos do sítio. É natural.

É em nome desses interesses estratégicos que o Estado anda metido em tudo e mais alguma coisa. A esquerda baba-se com os sectores estratégicos e as empresas estratégicas. Pois é. É a face visível de um sistema corrupto, cada vez mais corrupto, em que vale tudo para fazer fortuna e impor aos privados regras sujas de um jogo cada vez mais porco e repelente. Agora aí está mais uma operação policial que descobriu uma pequena parte da face oculta do sistema. No centro do caso, que está a excitar os indígenas, aparece um sucateiro que criou um grupo empresarial ao fim de muitos anos de trabalho e que terá corrompido uns senhores de colarinho muito branco para fazer negócios com empresas estratégicas do Estado, empregar centenas de trabalhadores e pagar-lhes os salários.

Obviamente que está preso. Os outros, senhores de gravatas caras que circulam nos corredores do poder e das empresas públicas estratégicas há imensos anos, ligados aos partidos do Bloco Central, os patrões do polvo, andam por aí à espera de novas e mandados já com um rol imenso de defensores. É evidente que neste sítio manhoso, cada vez mais manhoso, corrupto, cada vez mais corrupto, pobre, cada vez mais pobre, deprimido, cada vez mais deprimido, cheio de larápios, e que larápios, chicos-espertos, e que chicos, cheio de mentirosos, e que mentirosos, e obviamente cada vez mais mal frequentado, o que não falta é sucateiros que só sobrevivem corrompendo os patrões do sistema.

Claro que não são todos iguais. Há os pequenos, os médios e os tubarões. Desta vez caiu na rede um à medida do sistema que andou por aí a fazer negócios corruptos com várias empresas estratégicas do Estado. Obviamente que está preso. Mas nestas coisas de corrupção é preciso muita calma. Nada de excitações. As campainhas de alarme já começaram a tocar em todos os corredores do poder, e, mais cedo do que tarde, em nome dos altos interesses do Estado, tudo irá voltar à normalidade. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vidinha à sombra desta democracia de muitos maus costumes.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter in Correio da Manhã

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

calúnias

É claro que estes senhores, (.) (.) (.) são inequivocamente vítimas de uma qualquer cabala que o Ministério Público anda a amanhar. Gente tão importante, seria impensável andar na promiscuidade governo/privados só para arrebanhar o que estiver ao alcance da mão.

Por outro lado, se algum dia o país vier a ter uma justiça séria e códigos penais adequados, o melhor é colocar gradeamentos à volta de Lisboa e declarar a zona de prisão de alta segurança.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

a bem do negócio

A nulidade política incumbente da Saúde, mais aquele senhor George, é que deviam ir explicar aos americanos as vantagens da vacina contra a gripe dos porcos que estão a impingir aos incautos que, na verdade, também não merecem outra merda. Compradas 3 M de doses, alguém tem de levar com elas, não é?

A relação risco-benefício, concretamente, é o quê? Por cada 3 vacinados, um morre, o outro constipa-se e o ultimo fica imune?

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Titanic

Por Aveiro, discute-se o destino dos 13 milhões de contos que custou o estádio de futebol no qual se realizaram dois encontros. Uns querem a sua implosão. Outros defendem que, caia de pé. De qualquer forma, os 13 milhões e respectivos juros, estão a pagamento até para lá de 2020. Tirando alguma coisa à mesa, mais um pouco à saúde, alguma à farmácia, uns trocos à educação dos filhos, e sacrificando qualquer extravagância relacionada com qualidade de vida, a gentinha há-de pagar.

Os mesmos coiros que contribuíram ao aumento da dívida a pagamento, atarefam-se para a repetir. A turba aplaude. Lembra o naufrágio do Titanic que se afundava num mar de gelo, enquanto a orquestra tocava.

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

faz de conta

Passadas 24 horas sobre a emissão da reportagem da TVI sobre o despejo selvagem de lamas e lixos tóxicos um pouco por todo o país, o ministério do ambiente, presidido por aquele senhor que todos temos ideia de já ter visto em algum lado, não tem nada a dizer.

É natural. Talvez tivesse algo a dizer, se existisse. Estamos habituados a pagar fantasias, e esta ideia que nos meteram na cabeça de que existe um organismo que zela pelo nosso ambiente, apenas faz parte da farsa mais geral de que este sítio, é um país.

Estarreja pela objectiva de um visitante (V)


Porta sul da cidade

sábado, 17 de Outubro de 2009

incúrias várias

A TVI apresentou ontem uma reportagem sobre a deposição ilegal de lamas e resíduos tóxicos, e os perigos recorrentes, associados à prática. Chamou-lhe muito apropriadamente, A Máfia Lusitana.

Posso testemunhar, no essencial, tudo o que foi dito, concluindo que passados dois ou três anos sobre o problema vivido nesta freguesia, nada mudou, nem sequer a estupidez, incúria e ignorância de quem deveria estar na linha da frente ao combate a este tipo de banditismo.

À época, quando levantei o problema, o então presidente da Junta desta Freguesia, nas primeiras reacções aos media, declarou que aquilo até era bom para a agricultura. A CME, tratou o problema assente no princípio de que não seria sua competência ou responsabilidade. As forças policiais, fizeram então o que hoje fazem ou seja, nunca têm efectivos para actuar na hora e se possível, tal como aqui aconteceu, arquivam o processo.

Outras instâncias, empurram o problema umas para outros. Por esta aldeia de Canelas, no Concelho de Estarreja, foi preciso levar o caso à Assembleia da República para que a empresa depositante, se visse constrangida a continuar a despejar a merda vinda do norte, em terrenos desta freguesia.

Para além da profunda ignorância revelada nas convicções de bondade destas acções, dos interesses económicos que se escondem por detrás destes despejos selvagens, do laissez faire comprometido de diferentes autoridades, o que está em causa, é a qualidade de vida e, principalmente, a saúde das populações, vítimas do laxismo, corrupção e desumanidade de quem é por si pago, para evitar que tais situações aconteçam.

Os relatórios apresentados nesta reportagem, por si, atestam a origem das terríveis doenças que nos vão devastando.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

pequenas achegas à compreensão da crença

O PSD ganhou a autarquia de Estarreja com o voto de 36% dos eleitores inscritos. Um fenómeno recorrente que talvez se explique pela notável compreensão popular local, do fenómeno partidário e claro, respectivas doutrinas:

CDS, Partido Popular; o comunismo branco.

PS, Partido Socialista; o comunismo rosa.

PC, Partido Comunista; o comunismo vermelho.

PSD, Partido Social Democrata; hei-de votar no peessedêzinho do meu coração, até ao fim da vida.

PS, post scriptun ou disclaimer:
dado a confusão instalada na apreciação das posições políticas do autor deste blog, esclarece-se que o texto supra, nada tem a ver com a fotografia infra, por sinal bem bonita e testemunha do cuidado e ajardinado, coração da cidade.

Estarreja pela objectiva de um visitante (IV)

Estarreja, Cidade

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Tempos difíceis

Trapalhada das escutas, delírio do BE e pulverização do PSD ajudam a criar os mais improváveis estadistas.

Ontem, à saída do palácio de Belém, o engº Sócrates brindou-nos com uma exibição de luxo: rendido aos encantos do diálogo e às vantagens da negociação, o novo primeiro-ministro dispôs-se humildemente a falar com todos os partidos da oposição, sem "reserva mental" e sem "preconceitos", para assegurar "um Governo de quatro anos que responda aos problemas do país". Este alto desígnio exige, como é óbvio, uma oposição grata e solícita que saiba corresponder devidamente ao "gesto de abertura" tomado pelo PS. Tendo em conta o Governo anterior, exigiria também um primeiro-ministro diferente mas, terminado o ciclo eleitoral, os tempos não parecem propícios a este tipo de avaliações.

Por muito que isso custe a alguns espíritos mais renitentes, o engº Sócrates, depois de ter ganho este ciclo eleitoral, pretende, agora, transformar-se numa espécie de referencial de estabilidade. Uma pretensão que seria, no mínimo bizarra, se não se desse o caso do PS ter pela frente um PSD em frangalhos, um Bloco de Esquerda diminuído e um Presidente da República fragilizado. Perante este quadro de miséria, não é particularmente difícil governar à vista, entre a esquerda e a direita, recorrendo, sempre que necessário, ao apetecível papel de vítima. Difícil, sim, será suceder a si próprio mas enquanto o principal partido da oposição não se apresentar como uma alternativa sólida aos devaneios socialistas essa dificuldade acabará sempre por ser resolvida – como, aliás, se viu, nas últimas legislativas. Se o PS perdeu um partido (e perdeu), o PSD acabou por perder mais uma vez o país.

Por outro lado, os resultados do Bloco de Esquerda, no domingo, nomeadamente os resultados em Lisboa, não mostram só que o partido tem uma fraca implantação autárquica, o que, já de si, seria um fraco consolo eleitoral: mostram principalmente as debilidades de uma agremiação que vive do voto de protesto e de uma série de propostas lunáticas. O caminho, que parecia tão prometedor nas europeias, acabou por se afunilar inesperadamente nas autárquicas e na intransigência de meia dúzia de luminárias. Ao excluir-se de qualquer solução governativa, o Bloco corre o risco da inutilidade e de ficar de novo a falar sozinho.
Já o Presidente da República, a única voz com autoridade neste cenário de desolação, corre o risco de a ter perdido. Depois admirem-se que tudo isto – a trapalhada das escutas, o delírio do Bloco de Esquerda, a pulverização do PSD – ajude a criar os mais improváveis estadistas.

Constança Cunha e Sá, Jornalista, in CM

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (III)

Praça Francisco Barbosa - Estarreja

o cavaquistão, é aqui

e não em Viseu. Em Estarreja, desde que candidato pelo PSD, até um cão ganha eleições. Aqui vota-se por fé, pura, autêntica, mais divina do que aquela que leva os crentes à igreja. Personalidades ou projectos, são irrelevantes, se não mesmo um problema porque dão que pensar, e isto de pensar, já se sabe, pode provocar dores de cabeça ou, coisa pior em cabeças que cultivam a felicidade que provém da ignorância.

O candidato Mendonça, é certo, acumulou erros de palmatória. E no entanto, o resultado, provavelmente teria sido igual, caso tivesse feito diferente. Estas terrinhas são pequenas, a inveja é um culto, e os ódiozinhos, são para a vida. O seu principal adversário, não foi o candidato concorrente. Foi sim, a sua esposa, então deputada à assembleia nacional, uma ascensão e um sucesso pessoal que a tacanhez local, jamais perdoará. Basta ouvi-los falar.

Alguns dos candidatos nas listas socialistas, representaram uma janela de oportunidade para estas terras. Foram literalmente varridos pela crença, e nem sequer valerá a pena falar dos custos da perda de oportunidade. Gente ignara que se sente feliz e realizada com excursões à Malafaia, dizem eles, à conta da Câmara, não merece outra merda senão aquela em que vive.

Mas, esta é a realidade do eleitorado local, e a língua que este percebe, é a das excursões por conta da Câmara. O candidato Mendonça, parece não ter percebido que os eleitores não são “os jovens” que fazem muita festa, muita animação, muita cantoria mas, globalmente, são poucos e não votam.

Por aqui, a decisão de voto é formada em conversas de mal dizer, ou boatos lançados a propósito, entre o espaço que medeia o minimercado e a taberna mais próxima. A uma franja significativa deste, projectos ou programas de candidatura não lhe interessa. Pior quando os ditos se não apresentam consistentes – caso do lago – ou não são vistos como sérios – caso da fábrica do carnaval, pois servem apenas para denegrir o seu autor.

Não vi um só eleitor, discutir os programas das diferentes candidaturas. Do programa do PSD, apresentado nos dias últimos da campanha eleitoral, não ouvi um só comentário. Já das propostas socialistas, ouvi alguns, quase sempre parvoíce. E destes, o que reti, foi o ódio sibilino que envenenava cada palavra.

Com toda esta fé partidária, o PSD pode dispor por mais quatro anos, da vida, da economia e do destino, dos que por aqui vão estando.

das eleições locais,

e como é conhecido, preferia que a candidatura do Camilo Rego tivesse vencido. Assim não aconteceu. Os eleitores preferiram mais do mesmo, pois que venha o caldo que a mesa está posta.

Isto é o que é, e não é seguramente, merecedor de grandes análises sociológicas. A candidatura PSD/CDS sabe do que é que o povo gosta e não se fez rogada. Ainda assim, apenas uma pequena nota para dizer que aqui, em Canelas, o PSD perdeu 74 votos e o Camilo Rego aumentou a votação do PS em 91. Tal significa apenas que aqui vivem mais 91 cidadãos para quem a vida não se faz com pinturas dos muros dos cemitérios. O PSD ganhou a freguesia por uma diferença de 109 votos.

à atenção do senhor Primeiro-ministro indigitado

Eis aqui dois potenciais ministros para o futuro governo desta comédia.

Disclaimer: Acessoria livre e desinteressada, gratuitamente concedida no espírito democrático do exercício da cidadania, conforme apelo do senhor presidente desta república.

domingo, 11 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (II)


democracia

Gente que se mata a tiro de caçadeira, por razões partidárias. É desta animalidade que se faz a democracia, e a universalidade do voto. As consequências, são conhecidas.

sábado, 10 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (I)



Estarreja - Portugal

comédia

Sensibiliza-me imenso o cuidado com que este simpático crente, analisa os meus textos e acto contínuo, cola as minhas opiniões a qualquer coisa entre o bloco de esquerda e a falecida união nacional. Qualquer coisa serve, excepto um módico de exercício intelectual na ponderação das opiniões expressas.

E como o compreendo. Inegavelmente, o seguidismo político que antecede o carreirismo, impede toda e qualquer liberdade de pensamento ou expressão. Não é o melhor caminho. É sim o único caminho, condição sine qua non para se singrar na porca da vida e particularmente, no conspurcado mundo da política à portuguesa.

O Zé Matos, entende que o voto de um cidadão cumpridor das suas obrigações para com a sociedade, deverá valer o mesmo que o de um marginal à dita. Que o voto de um cidadão honesto, deverá valer o mesmo que o de um criminoso. Que o voto de um pagador de impostos, deverá valer o mesmo que o de um parasita. Que o voto de um demente, deverá valer o mesmo que o de um cidadão lúcido. Que o voto de um cidadão responsável, deverá valer o mesmo que o de um irresponsável. Que o voto de um comatoso, deverá valer o mesmo que o voto de um individuo em posse de todas as suas faculdades, e que isso, será quinta essência da democracia. Pois bem, eu acho que não, e é um direito que me assiste. Entendo que as escolhas para a vida, para a sociedade e para o país, deveriam consubstanciar-se num acto decidido por gente capaz e responsável, nunca por via desta inclassificável palhaçada em que o futuro se decide pelo marketing político, e onde o voto é trocado por bonés e esferográficas.

Entendo que assim não pense. Compreende-se que se o acto eleitoral fosse uma coisa séria e responsável, não estariam na política os vigaristas que se conhecem, nem o país teria chegado ao estado calamitoso a que chegou. Por isso sou livre e independente, não preciso de me encostar a qualquer seita nem de lhe louvar falsas virtudes.

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

escolhas



Em Estarreja, as escolhas a fazer no próximo Domingo, são simples. Votar nos candidatos PSD, para continuarmos a viver como habitualmente ou, votar os candidatos das listas do PS, para ousar viver de forma diferente.

A escolha é simples. Já as implicações são mais complexas. Viver como habitualmente, significa um futuro próximo, igual ao passado. Ousar viver de forma diferente, obriga-nos a correr riscos, ir à luta, querer melhor futuro para nós e para os nossos filhos.

Cabe aos que sabem distinguir, influenciar com o seu voto, a escolha. A maioria dos eleitores, esses não estão capacitados para escolherem pela razão.

a maioria

Dizia-me um concidadão, que não lê nem lhe interessam os programas das candidaturas a Estarreja. Ele vota no partido X, independentemente de quem seja o candidato ou, o seu programa.

É desta massa idiota que é feito o país, sendo desta mesma massa que se alimenta a vampiragem que suga o esforço de quem trabalha e produz. E também é por isto que discordo da universalidade do voto que me sujeita a ser governado por maiorias de retardados funcionais.

enquanto o pau vai e vem..,

a legislação que limita os mandatos autárquicos a um máximo de dois consecutivos, deveria entrar agora em vigor. Os lobies partidários, autarcas de profissão e demais interessados nos negócios públicos, conseguiram adiar a coisa para daqui a quatro anos.

Adivinham-se quatro anos de grandes negócios, com forte incremento na construção de gaiolas para grilos e um peso significativo nas contas dos fazedores, em virtude do pesado aumento dos custos dos incentivos.

inaugurações

Ao que se diz, teremos amanhã nesta aldeia, umas horas antes de irmos a votos, mais uma inauguração, de mais uma semi-inutilidade pública, desta vez, um mini parque de recreação infantil, ali junto ao Ribeiro.

As preocupações da CME de Estarreja pelo bem-estar desta freguesia, particularmente depois do Camilo se apresentar a votos nas listas do PS, são comoventes e esclarecedoras quanto às políticas inconsequentes do executivo em funções, uma espécie de distribuição de papelinhos coloridos a indígenas selvagens.

De estrutural para resolução dos efectivos problemas dos fregueses, é que, nada! Fixar jovens através de políticas habitacionais, criação de emprego, exploração das potencialidades locais, políticas para o rejuvenescimento populacional, nicles batatoides.

Creio que o executivo camarário, veio mais vezes a Canelas nos pretéritos dois meses, do que nos oito anos que leva de governo. Na semana passada, tivemos a inauguração da recuperação do velho edifício da estação. Este, teremos a do parque infantil, um até sempre de José E. Matos que, mesmo a ser reeleito, adivinha-se, dificilmente cá voltará.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

RSI

O PS, distribui por 385.000 indivíduos, muitos deles confirmadamente, indigentes profissionais, através de uma mecanismo denominado RSI, uma pequena parte da extorsão a que nos sujeita. Percebe-se e já aqui o disse diversamente, que a pobreza mantém os cidadãos reféns dos governos. Quanto mais gente for subsidiada ou paga pelo estado, mais seguro estará o voto no partido do poder.

O PS ganhou as eleições por uma maioria de votos equivalente ao número de indivíduos que recebem o RSI. Em vésperas de eleições, uma escola de um desses bairros sociais que albergam criminosos, indigentes e marginais, teve mesmo de destacar um funcionário para responder a uma questão recorrentemente posta:

- De que partido é o gajo que paga o subsídio à gente?

da ética ou, da sua falta

Na ética republicana, levar velhos a passear a 3 dias de eleições, é legal e democraticamente virtuoso. Na minha percepção, é uma desonestidade imperdoável, reveladora da tal honestidade intelectual, no caso, da sua falta, que venho referindo.

Levar os idosos a ver as obras do eco-parque, é claramente uma acção de campanha imposta aos mesmos que apenas seria aceitável se os ditos, voluntariamente o desejassem. Embarcar idosos em autocarros e, contra sua vontade ou, aproveitando-se da perda das faculdades subjacente à respectiva idade avançada, é uma espécie de sequestro e desrespeito que deveria ser objecto de participação criminal.

Devo confessar que me causa avultada repulsa este tipo de comportamento. Não bastando a desgraça da miséria moral, intelectual e financeira em que vivem estes idosos, ainda são abusados por quem, no fim de contas, encabeça a lista dos responsáveis pela situação em que se encontram.

Algumas destas pessoas, já não terão vontade própria, consciência de que estão a ser violentadas, força para dizerem não, mundo para perceberem que estão a ser usadas por gente pouco escrupulosa. Efectivamente, e como diz o povo, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

por acaso, também acho

Os governantes têm de conhecer a realidade do País. E os cidadãos, por seu turno, têm o dever de participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política.

Discurso de Cavaco Silva em 5/10/2009

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

comparando as propostas (3)

Do que representa efectivamente alguma verdadeira mais-valia para a freguesia, o programa da candidatura do PSD a Canelas é, basicamente omisso.

De tal forma que nem sequer vale a pena continuar a comparar os programas, ainda que mereça referência a obsessão pelo desporto.

Compreendo que a coisa veste como uma luva na cultura e consciências locais, formadas na filosofia vigente de que a vida não é para ser levada a sério. Para servir tal propósito, haverá um equipamento desportivo em cada esquina e um campeonato de qualquer berlinde, a qualquer hora.

Indo ao que interessa: O Camilo Rego, propõe-se a construir um lar para a terceira idade e lutar pela revisão do PDM, de acordo com as necessidades da freguesia. A candidatura do PSD rebate estes propósitos com a argumentação fútil de que os idosos preferem morrer em suas casas, e a revisão do PDM, não será prioritária. Por isso contrapõe a criação de (mais) um gabinete de apoio aos desvalidos, e o levantamento do número de habitações degradadas.

É óbvio que estas propostas são desonestas e profundamente perniciosas para esta aldeia, pela demagogia, pela irresponsabilidade dos seus proponentes.

A crua realidade, é que o PSD não quer a construção do lar em Canelas, porque o pretende para Estarreja, assim como não quer abrir frentes de construção nesta aldeia porque persegue o objectivo de concentrar investimentos e população, no mesmo local. Curto e grosso, o que a candidatura do PSD a Canelas propõe, é defender estes propósitos camarários, perpetuando a situação de retrocesso e a via do aniquilamento em curso.

Decidir ente Camilo Rego e Gabriel Tavares, é muito mais do que escolher uma cor ou um partido. É escolher os nossos, presente e futuro.