Mais uma colaboração do nosso amigo Narciso Cruz:24 de Agosto de 1928
Pelo período de uma semana é interdita a igreja paroquial, passando os actos religiosos a ser efectuados na Capela de Santo António, na Rua da Aldeia.
Sobre o motivo que deu origem a esta interdição, julgamos oportuno transcrever o que a esse respeito nos deixou escrito Arnaldo Cândido Duarte Silva:
“Vivia aqui, em regime de mancebia, um rapaz de nome Jacinto Tavares Catarino, de profissão estucador e pintor.
Além do seu viver irrequieto perante a sociedade (…), não frequentava a igreja nem os sacramentos – o que se torna reparado nos meios pequenos.
Dizem que morreu de uma dor.
Com tempo para reclamar e receber os sacramentos, nem os pediu nem os recebeu, nem tão pouco, ninguém os reclamou, naturalmente por se reconhecerem as suas ideias anti religiosas.
Depois do seu falecimento os encarregados do funeral – mais papistas que o papa – dirigiram-se ao pároco para lhe ser feito enterro católico, ao que este se recusou dizendo – e muito bem – que tal não podia fazer sem uma licença do seu Bispo.
Aqui arrasou-se Tróia!
Na ocasião do enterro, como as portas da Igreja estivessem fechadas, foram arrombadas ou abertas furtivamente e, uma vez dentro da igreja, uma mulher de nome Gertrudes de Oliveira lhe fez “os responsos”.
Tudo isto – trocado a miúdos – quer dizer que os vivos, numa inconsciência pasmosa à mistura com uma grande maldade – pela boa vontade de criar dificuldades ao Rev. Prior – não respeitaram as ideias e vontades do falecido, pretendendo fazer-lhe à força, enterro aparentemente católico, quando de católico, o falecido nada tinha.
E se passássemos revista aos indivíduos que mais teimosamente persistiram na ideia de levarem o pobre Jacinto dentro da igreja, chegaríamos à conclusão de que a respeito das suas crenças religiosas havia muito que se lhe dissesse.
Se fosse possível, naquele momento, uma ressurreição, temos a certeza de que o ressuscitado correria a pontapés todos os seus amigos…, de Peniche!
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Na caixinha da musica, velhas novidades: Canções incontornáveis de Elton John, como Curtains, We all fall in love sometimes ou Blue Eyes; The Moody Blues com For My Lady ou Melancholy Man; The Kinks, com I’m Not Like Everyone Else e Days; Roger Waters, todas para ouvir e esperar por mais, ainda assim, destaque para Confortably Number, gravada ao vivo no concerto The Wall em Berlin; The Bee Gees, Words, World, I Started a Joke; Roy Orbison…, Pretty Woman e algumas mais; Nirvana, The man Who Sold The World. Áh, e Procol Harum, Grande Final…, obrigatório.
Já agora, aceitam-se pedidos desde que não Pimba!
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