Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Crónicas na Rádio Voz da Ria

Escola

O recente caso da violenta disputa da posse de um telemóvel entre uma jovem senhora e a professora que, e muito bem, o apreendera, acaba por tornar pública a situação inadmissível a que, à imagem do país, chegou a escola. Algo que se resolveria com duas valentes bofetadas, o dito lançado pela janela fora e a proprietária posta na rua, merece estatuto de notícia nacional, e um rosário sem fim, de pedopsiquiatras que defendem a necessidade de “ajudar os alunos” como se, bandalhos desta estirpe, merecessem sequer tal estatuto.

A situação é causal, resultado de diferentes estigmas encimados pela esquizofrenia democrática dos governos socialistas que redundou na falta de disciplina, autoridade e educação, transversais à sociedade portuguesa. Da menorização das polícias, dos diferentes estatutos promulgados – desde o do aluno que neste caso, melhor se designaria, do delinquente, ao do arguido – da benevolência das penas estipuladas nas leis, ao fim do serviço militar obrigatório, de tudo têm feito os governos para garantir a impunidade dos malfeitores e, a desresponsabilização social.

Os resultados estão à vista e envergonham qualquer pessoa de bem. Falta de respeito geral, ausência de disciplina e civismo, um sentimento geral de impunidade, criminosos à solta, vigaristas que se escapam no emaranhado legal, uma crescente onda de violência que parece, ninguém consegue ou, está interessado em parar.

Alvitra a imprensa, que a aluna em causa, “poderá vir a ser transferida para outra escola.” Ou seja, desde já, o máximo que lhe poderá vir a acontecer, será o continuar a sua falta de educação, desinteresse na aprendizagem e as práticas de violência, noutro estabelecimento de ensino.

A escola deveria ser, aqui e em qualquer país, a respeitável instituição que já foi noutros tempos. Um local de estudo, respeito, aprendizagem e crescimento intelectual. A escola pública, sustentada com o dinheiro dos contribuintes, deveria ser acessível apenas aos que querem efectivamente estudar e aprender. Não aquilo em que se transformou; uma instituição na qual, improváveis pais, largam os filhos à sua sorte, esperando dos que lá trabalham, tudo aquilo que é, efectivamente, de sua própria responsabilidade.

Esta menina, bem como toda a gandulagem que vai à escola, não para estudar mas para conviver com os seus pares, deveria ser, pura e simplesmente, expulsa do ensino público. Não se admite que o dinheiro dos contribuintes seja gasto com gente que não quer aprender. Gente que, não fora o facilitismo introduzido pelas novas psicologias e metodologias de ensino, criadas por ignorantes de passagem no ministério da educação, apenas passaria de ano, no dia de são nunca.

Não se admite que o ensino público continue a albergar ilimitadamente idiotas sem qualquer aproveitamento, alguns mais velhos que os próprios professores que, à falta de melhor, passam os seus dias em alegres e divertidos convívios ou, a organizarem-se em gangues criminosos. Quem não quer estudar, tem o direito de o fazer, mas não, o de consumir recursos económicos ao país.

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