Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Segurança & seguranças

A CME, em parceria com a SEMA, contratou segurança privada para vigilância do património municipal, vigilância que se traduzirá numas poucas rondas nocturnas nas áreas contratadas. Aceitamos assim a demissão das funções que cabem ao posto da GNR de Estarreja, que, obviamente, continuaremos a pagar, agora a dobrar, considerando o novo contrato privado.

Pessoalmente, acho estas decisões do domínio do fantástico, para não dizer surrealistas. Mas afinal, quem é que tem a função, o dever e legitimidade para garantir a segurança dos cidadãos. Se não são as polícias, para que servem, para que as pagamos? E quanto aos seguranças privados, qual é a sua legitimidade para exercer policiamento? Que resultados práticos tem a passagem de um carro duas ou três vezes por noite pela praça Francisco Barbosa? E no caso de verificarem qualquer acto ilegal, o que fazem? Dão voz de prisão aos infractores? Vão-se a eles de peito feito, já que andam desarmados? Chamam a polícia? Assobiam para o lado e continuam a ronda?

Claro que é mais fácil acalmar os cidadãos com medidas deste tipo que não têm qualquer efeito prático, do que exigir o que nos é devido. Policiamento, prevenção, investigação e punição dos infractores, tudo uma grande maçada que até poderia molestar o sossego da polícia.

Pura demagogia, com alguma irresponsabilidade à mistura - porque induz uma falsa noção de segurança - e mais uma factura endossada ao cidadão. As justificações dadas à RVR pelo senhor vice-presidente, foram simplesmente lamentáveis mas, um assunto desta natureza também não é fácil de justificar ou levar a sério. Francamente meus senhores, o Carnaval já passou.

1 comentários:

Jose Matos disse...

Olá Abel

O sistema é uma melhoria na segurança do centro de Estarreja e até era uma promessa eleitoral da coligação.

Além da videovigilância que regista qualquer movimento suspeito, a segurança presencial permite a detecção de qualquer acção criminosa.

No caso do assalto, a GNR será de imediato avisada, pois o segurança não anda armado.

É uma melhoria significativa em relação ao que existe e um tipo de sistema que começa a ganhar forma noutros concelhos.

Isso não invalida obviamente que existe um problema em relação à GNR. Mas isso é outra história.