Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

disse, ingovernável?


Assim de repente e perante o quadro económico, não fora o esclarecimento das prioridades, e não me lembraria de nenhuma. A gentinha que detém o poder esclarece: Modernização das escolas; energia sustentável; modernização da infra-estrutura tecnológica – redes banda larga de nova geração; apoio especial à actividade económica, exportações e pequenas e médias empresas; apoio ao emprego.

Redes de banda larga, modernização de escolas e umas abstracções vagas sobre emprego e actividade económica. São estas as prioridades para um país insustentável. Tudo isto no quadro da contratação pública.

Certamente que o doutor Soares anda distraído.

antecipar o óbvio

O doutor Mário Soares teme que o país se torne ingovernável. Mas o país que produziu esta sociedade de alienados, irresponsáveis, indigentes intelectuais, pedintes e ladrões, quando é que foi, efectivamente, governado?

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

muuuuuuuuuuuuuuu

Um país tranquilo, mesmo no centro das maiores calamidades, só pode constituir-se por regiões alienadas e estupidificadas.
Cucujães despede-se de 2008 no 5º lugar
Instituições recebem Cadeiras de Rodas
Entrega de duas cadeiras de rodas a associações do concelho.
Futebol vence a fechar 2008
Derrotas dos quatro clubes de Águeda da 1ª. divisão
Equipas de Águeda jogam em casa
Séniores cepeenistas não desarmam na perseguição ao líder

Provavelmente, não haverá volta a dar a isto. É resultado de muitos anos de imbecilização e alienação, produzidos por políticas de entretenimento conducentes à desresponsabilização e ao esvaziamento intelectual dos cidadãos que o poder quer bovinos, e não racionais.

Ainda assim, em onze assuntos, seis respeitarem a pontapés na bola e similares, dois, a cadeiras de rodas, um, a dúvidas vocacionais, e os dois restantes, a coisas que igualmente, não são notícia, evidencia uma sociedade que está muito para além da irracional bovinidade.

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

só mais uns dias

Os noticiários das televisões nacionais e particularmente os da RTP 1, chegam a ser enternecedores. Só boas notícias, do futebol, da baixa dos combustíveis, da neve na serra e inócuos afins.

Os portugueses não têm de se preocupar, o engenheiro zela por nós. Daqui a um ou dois meses, quando o pessoal da estiva começar a receber, massivamente, as guias de marcha para o desemprego, e o dinheiro para o essencial do dia-a-dia começar a escassear, talvez se lembrem do protesto grego, dos ladrões que saquearam o sistema financeiro e agora estão a salvo, das balelas governamentais e missas cantadas consentâneas.

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

cartão único

Quem controla? Como controla? Quem manda? O que está por detrás das guerras? Porque colapsa a economia? As razões para o terrorismo? Porque se estupidifica os cidadãos? Como se controla os cidadãos? Onde estamos e para onde vamos?

Vejam este vídeo, da primeira à última frame. Talvez ajude a perceber os mecanismos do mundo.

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

prioridades

A ASAE voltou ao mercado municipal de Estarreja e determinou alterações diversas, entendendo que várias das instalações não ofereciam condições de higiene à venda de diversos produtos alimentares, e obrigou à sua mudança ou interdição de comercialização.

A autarquia anda a encanar a perna à rã e vai adiando para as calendas qualquer decisão de intervenção. Entre uma hipotética mudança de local – que seria um erro irreparável pelos prejuízos que causaria a quem ali se abastece ou vende, bem como ao comércio tradicional que beneficia duas vezes por semana, da afluência ao centro de Estarreja – e uma intervenção de fundo no recinto do mercado, vai dando prioridade ao que verdadeiramente parece interessar-lhe; as obras de arregalar o olho. Para o que é efectivamente necessário e estrutural, não há vontade e consequentemente, não há dinheiro.

Para quem aqui vive, e observa o governo público, também vai faltando, a paciência para conceder nestas políticas de terra queimada.

esmolas


Que a vida destas famílias se resolve com 500 contos? Ou que os gastam e continuam na mesma miséria. Ou que os está a endividar ainda mais? E os que não sendo servidores do estado, encontrando-se em idênticas dificuldades, quem os socorre?

Efectivamente o país está em bolandas. Falido o Estado, as famílias, as empresas, este acorre a tudo e todos, sem que se perceba de onde surgiu tanto dinheiro. Aguarde-se o desenlace. Não vai ser bonito.

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

ler os outros

A propósito deste post, leia-se, este e, Feliz Natal.

Domingo, 21 de Dezembro de 2008

coisas grandes

A propósito do que por aí se diz, reconheça-se que as GOP 2009, são efectivamente, um grande orçamento. Só páginas, são 300. Pena que se não tenha usado caracteres maiores, assim um Times New Roman 36, teríamos seguramente, um orçamento ainda maior.

visões ou, a a falta delas

Ainda a propósito deste sketch de fino humor rural, e porque estamos em época de boa-vontade, talvez fosse caridoso explicar aos intervenientes, que um povo, não se gere a partir dos bitaites produzidos por populares reunidos à pressa, para “dar ideias”. Sim, eu sei que é assim que tem sido. Nem se compreenderia a miséria do país, se as coisas até aqui, tivessem sido feitas de forma séria.

Grosso modo, um projecto de governo de um povo, desenvolve-se com base na determinação de metas específicas, quantificadas e temporizadas. Objectivos claros para as diferentes áreas; riqueza, bem-estar social, saúde, educação, emprego, qualificação, ambiente, mobilidade, transportes, etc., etc. Seguidamente, estabelece-se a estratégia para a realização dos objectivos planeados. Depois executa-se, controlando a evolução de cada área e, por fim, prestam-se contas aos eleitores.

É um processo essencialmente assente na visão do que se quer para o país, região ou, concelho, implementada com determinação e rigor.

Brainstormings de populares para produzir uma base de governação, só com o competente porco assado no espeto e os almudes de vinho necessários à sua ingestão. As ideias entretanto produzidas diluem-se nos vapores etílicos e a coisa dá no habitual.

A questão de fundo, e o grande problema que se põe, é que quem vai pedir ideias a novos e menos novos, gigantes e anões, analfabetos e licenciados, não tem qualquer ideia própria – a visão essencial ao estabelecimento das metas - para o Concelho, não se coibindo no entanto, de procurar assumir a sua gestão. O habitual, de qualquer forma.

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

a crise também é de ideias


No âmbito das GOP para 2009, integra o executivo autárquico, a seguinte medida:

Autocarros urbanos

Desenvolvimento de uma rede de transportes públicos, utilizando os autocarros municipais. "Temos meios físicos e humanos, temos horas mortas dos funcionários e por isso vamos rentabilizar meios, aproximando os lugares mais distantes, que não têm uma rede de transportes públicos".

Ora aí está. Chama-se a isto, acessória da boa e a custo zero. Aproveitar capacidades instaladas, produzindo a custo marginal, efectivos benefício para as populações, são medidas de gestão responsáveis. Pena que tivesse demorado tanto e tivesse que ser ventilada de fora. De dentro, piscinas e polidesportivos. Haja Deus! Lamenta-se que se mantenha a surdez quanto a outros assuntos de igual importância.

Estarreja, GOP 2009

Pouco há dizer do orçamento municipal para 2009. É o costume, agravado da síndrome eleitoralista, e da necessidade de inaugurar. Cimento e macadame, é praticamente tudo o que é destinado às freguesias.

Quanto à afectação, tudo como antes. As três pequenas freguesias - Fermelã, Canelas e Veiros – não valem metade do dinheiro a gastar em Avanca, ou em Beduído. Os habitantes destas localidades não têm qualquer motivo para votar neste executivo caso se recandidate. Terão todos os motivos, para lhe exigirem responsabilidades pelo atraso a que os condenaram.

Este é o mapa da afectação por freguesia e dentro destas, pelas obras diversas e macadame, ou seja, arranjo dos arruamentos:

Freguesia

Rede Viária

Total

%

Avanca

1.029.600

1.026.500

2.056.100

27,9%

Beduído

1.151.100

727.400

1.878.500

25,5%

Canelas

225.500

195.500

420.500

5,7%

Fermelã

213.500

216.000

429.500

5,8%

Pardilhó

1.342.00

214.100

1.556.100

21,1%

Salreu

288.500

445.000

733.500

10,0%

Veiros

94.500

193.800

288.300

3,9%

Total

4.344.200

3.018.300

7.362.500

100,0%

No que respeita a Canelas, grande parte, senão a maioria dos investimentos projectados, transitam de anos anteriores. Não tem importância, tratando-se de tapar buracos e obras que não visam o desenvolvimento estrutural da freguesia, se não forem feitas, também não se perde grande coisa. Eis a lista dos arranjos previstos;

Freguesia:

Largo do novo cemitério - 17 500 euros

Centro cívico - 35 mil euros

Passeios - 7500 euros

Arranjo paisagístico da ribeira de canelas - 90 mil euros

Estação viva - 25 mil euros

Parque do mercado - 50 mil euros

Rede viária:

Rua da Devesa 62 500 euros

Rua Mártir S. Sebastião - 61 mil euros

Rua Nossa Senhora dos Prazeres - 55 mil euros

Rua Fonte do Cão - 15 mil euros

Rua S. Bartolomeu (parte) - 1 500 euros

Rua do Botelho (parte) - 16 mil euros

Rua Penedo do norte (projecto) - 5 mil euros

Nada mais há a dizer. Este tipo de política, em cima do joelho, desestruturada e sem um enquadramento visando um objectivo determinado, resulta no Concelho que temos.

Com mais tempo, tentarei perceber, em que é gasto o grosso do dinheiro. É que o valor global orçamentado para 2009, é de 33 milhões de euros, grosso modo, 6,6 milhões de contos. O montante afectado às freguesias, é de 7.362.500 ou seja, menos de 1,5 milhões de contos. Em que se gasta, mais de 5 milhões de contos? Quanto custa o funcionamento da autarquia? Quais os diversos rácios? Deve ter pano para mangas.

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

outros cómicos

Anuncia a senhora Marisa Macedo no Jornal de Estarreja que um grupo de 40 pessoas, entre engenheiros, operários, agricultores, arquitectos, professores, médicos, enfermeiros, estudantes, reformados, comerciantes, funcionários públicos, jovens e menos jovens, em quatro horas, produziu um conjunto de ideias que servirão de base ao programa do PS local às eleições autárquicas de 2009.

Um conhecido músico nacional, afirmava há tempos que em seis horas, seria capaz de fazer vinte músicas pimba, e com mais duas, fazia igualmente, as letras. Estamos conversados.

cómicos

O PSD local, insurgiu-se contra o senhor Crisóstomo, distinto cavalheiro que presidiu ao encerramento da urgência nocturna do HVS, acusando-o de comissário político do PS.

Devo confessar que a falta de vergonha, moral, ética, e sentido de responsabilidade de toda esta gente, me causa náuseas.

Mas não foi o PSD local, na pessoa do senhor Eduardo Matos, seu comissário político e actual presidente da Câmara Municipal de Estarreja, que anuiu protocolarmente no encerramento daquele serviço. Não tem sido o PSD que excepto, um ou outro período de alternância com o PS, desde há 34 anos, governa Estarreja? Não é portanto o PSD o responsável pela diminuta relevância de um Concelho que nem sequer gerou massa crítica populacional para manter um hospital, erigido a custo de um benemérito.

Não tem sido o PSD, que por incompetência, incúria, desleixo e irresponsabilidade, tem mantido Estarreja na obscuridade, subdesenvolvimento, pobreza económica e estagnação. Não tem sido o PSD que através de uma política obscena de subsídios a instituições privadas, tem concorrido para o entretenimento de novos e velhos descurando o concurso da formação, da aquisição de competências, do desenvolvimento do parque industrial que herdou do Estado Novo, da criação de emprego especializado, do desenvolvimento económico familiar?

Tenham é vergonha na cara e assumam as responsabilidades.

a grande farra

O endividamento externo português ascendia, em 31 de Dezembro de 2007 a 461.200.000.000,00 (quatrocentos e sessenta e um mil e duzentos milhões de dólares). Em 2004, situava-se nos 13.100.000.000,00. Em quatro anos, (des)governados por Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates, chegámos longe. A dívida externa portuguesa é incobrável, e impagável. O país não tem recursos naturais, industriais, tecnológicos ou quaisquer outros, que possam gerar a riqueza necessária ao pagamento desta monstruosidade.

A um ritmo alucinante, acrescerão todos os incontáveis milhões que se estão a enterrar na banca e na orgia de cimento anunciada para combater a crise. Continuaremos a contrair dívidas até que o aval do Estado nada garanta e o crédito nos seja negado. Viveremos então da nossa real riqueza. A crise – que tem costas largas - tem sido usada como explicação para todas as desgraças caseiras, escamoteando as verdadeiras causas; populismos, irresponsabilidade, gestão danosa praticada por sucessivas administrações públicas e privadas. Os relatórios do FMI, explicam como é.

Quando esta merda de país falir de vez, quem se governou, estará governado e ao abrigo das tempestades que se avizinham. Todos os outros, estarão por sua conta, provavelmente a apanhar banhos de sol nas piscinas municipais, já que não terão dinheiro para frequentar as auto-estradas, os estádios de futebol, os submarinos, os F16, os TGVs, as reconstruções autárquicas de praças e rotundas, o desbaratar de dinheiros em actividades não produtivas e todo o rol de irresponsabilidades, desleixos e incúrias conhecidos.

vai-te catar!

Entendo mesmo que o cavalheiro deveria reclamar, a independência. A independência para Aveiro, já! A subalternidade de um presidente regional em nada se pode comparar com o poder absoluto de um chefe de estado e, para quem governa a vida a intrigar – não a fazer política – o absolutismo é condição sine qua non para qualquer pretendente a déspota.

Estes gajos ou ainda não compreenderam ou então fazem-se desentendidos mas, estamos fartos destas políticas e fundamentalmente, destes indigentes políticos, quais aves de arribação no governo da vida própria que conduziram toda uma nação à miséria, e à precariedade. Vai fazer pela vida a trabalhar as “gajas boas”!

ora, ao que parece,

a política?? local anda ao arrasto das opiniões expressas neste e noutros blogues, o que representa um significativo avanço cultural. Numa terra onde se não lêem jornais, mas já se vão lendo blogues, é um significativo princípio. Se a coisa pega, qualquer dia esta gente desata a ler livros, e depois é que vão ser elas.

Vem isto a propósito da discussão municipal sobre as GOP para 2009. Segundo o JE, o PS local questionou o orçamento atribuído às pequenas freguesias – e isto é a grande novidade, porque no passado nada se dizia - que é, o do costume mas, pôrra, desculpem o desabafo, orçamento que já está ao nível do previsto gastar no arranjo das Rua das Patas em Avanca (215 mil euros). Ora há aqui uma clara evolução, estas pequenas freguesias já são comparáveis a Avanca, facto que se não pode escamotear e deve ser tido em conta na piolhice da política local.

Contestou-se a soberba e olímpica obra regimental, questionando-se a inexistência de qualquer plano de financiamento e, dos custos, a meio da construção, já terem derrapado 1 milhão de euros. Deve explicar-se aos senhores que se não devem preocupar com estas coisas, evitando o risco de um qualquer ACV até porque o hospital mais próximo, fica longe. É que isto das GOP é apenas mais uma paródia que deve servir para nos divertir e nunca para nos aborrecer. A coisa, no maior rigor, é para ser globalmente cumprida aí a 70% e, quanto às pequenas freguesias a 30%, ainda que em ano de eleições, a dotação destas freguesias devesse ser reforçada no necessário à aquisição dos porcos e vinhos necessários à competente campanha eleitoral.

Quanto aos custos da construção da piscina, é bicho para se não ficar nos 3, nem 4 milhões de euros. Upa, upa! Pelos motivos habituais, a coisa há-de passar os 5 e quem cá ficar, que os pague. Planos de financiamento para quê? A receita é a usual e os pagantes são os do costume, tudo gente conhecida, educada e acima de qualquer suspeita que nem sequer merece a ousada e empreendedora visão autárquica de construir um tanque colectivo, onde as bestas possam lavar o surro.

Não concordo com a acusação de que o executivo camarário anda a iludir os fregueses, perdão as juntas das pequenas freguesias. Então e o esforço, e o investimento em campos para jogo da malha e parques de merendas? Não conta? E os executivos das juntas são constituídos por gente que se deixa iludir? Tudo pessoas de grande peso e esmerado contributo cívico? Os habitantes de Canelas, desde já agradecem a este extraordinário executivo municipal a construção do nosso próprio parque de merendas bem como a requalificação da ribeira, obras estruturais que o executivo vem assegurando desde há vários anos que, um dia, serão executadas. Se não fosse incómodo, pedíamos até que nos fossem enviadas novas cópias das plantas destas obras porque o tempo, e o cuspo, já estragaram um bocado as originais e nós já não sabemos em que locais seriam feitas as ditas obras. Confiamos e entregamo-nos nas mãos deste executivo que tão bem sabe o que é melhor para todos nós e ao qual, confiamos o nosso destino.

PS: recomenda-se que este último parágrafo, seja publicado naquela secção da revista municipal em que se lambe os sapatos ao executivo.

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

questões de fé

Propõe-se à comissão uma ida a pé a Fátima, caso o empenhamento da autarquia seja, pelo menos, a mesma que esta teve no processo de encerramento do HVS. E já agora, que se não distraia, pois corre o risco de, num ápice, ser confrontada com a assinatura do protocolo que lhe vai trazer o céu para terra.

cultura, cultura.., agora não me lembro

A propósito do novo “regime geral dos bens de domínio público” de autoria do ministério das Finanças, o património cultural da nação e no caso concreto o património monumental, que poderá futuramente ser “objecto de uso privativo”, prevendo-se igualmente a sua “venda e oneração pelas vias do direito privado”.

Ou seja, segundo o novo regime, o estado poderá alienar a seu bel-prazer qualquer monumento nacional, esgotadas que estão as empresas públicas, ou as seiscentas toneladas de ouro que o Dr. Salazar deixou em herança à democracia, esgotados os anéis, vendam-se os dedos.

Deveríamos surpreender-nos ou mesmo, escandalizar-nos com a delapidação da nossa cultura, dos marcos do nosso passado, à mercê do merceeiro do ministério das finanças e perante a indiferença da inutilidade que ocupa o cargo de, espantemo-nos, ministro da cultura.

Mas não. Encaremos a realidade. Vejam o vídeo abaixo, e questionem-se quanto à cultura da corja de imbecis que habita no país.


Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

não deixa de ser curioso,

antes que seja tarde

uma boa medida para aumentar a produtividade da CIRES Estarreja, passaria por impedir alguns dos seus utilizadores de informática, de passarem os dias a visitar blogues, em vez de trabalharem. A menos que a empresa, os tenha contratado para tal, obviamente.

anda tudo a roubar

Os padeiros, prometem um aumento do preço do pão na ordem dos 5 a 6%. Nada de mais, com tanta gente importante a roubar incontáveis milhões ou, a montar esquemas de pirâmide, porque não haveriam os padeiros de comprar o trigo a 16 cêntimos o quilo, e vender cada carcaça de 20 gramas a 30 ou 40 cêntimos?

A miséria encarregar-se-á de regular a coisa. Tal como no petróleo, assim que as vendas caírem, o preço vai atrás. E não vale a pena mudar de padeiro. Não se muda de ladrão.

gopo 2009

Ainda não me dei ao trabalho de olhar para as grandes opções do plano e orçamento (GOPO) de Estarreja para 2009, porque não é para levar a sério. Do que se lê na apresentação, não há nada de novo para além das habituais prioridades desportivas e a revelha bandeira do eco parque empresarial.

Na dramática situação em que o país se encontra, não se esperaria outra coisa de quem já provou que não quer, pode, ou saberá fazer diferente. Seria louvável que a generalidade do magro orçamento – muitas juntas de freguesia têm orçamentos desta, ou mesmo superior, dimensão – fosse canalizado para o investimento reprodutivo, para a captação da instalação de empresas relevantes no eco parque, para a qualificação e formação profissional. Ao que se percebe, continuaremos a gastar o pouco dinheiro existente na construção da piscina e parques de merenda.

Duas observações; a referência ao rigor de execução que se estima, para o ano em curso, em 70%. Maior rigor, só mesmo estimativas entre zero e cem, mais ou menos. E a contratação de mais um empréstimo de 1,5 milhões de € que aumenta a dívida contraída e corresponde, grosso modo, ao que a autarquia gasta em subsídios e festarolas. Escusadamente.

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

um povo de bananas...

Quem o ouve, poderá pensar que têm sido fáceis. A um povo roubado, desempregado, com salários de merda, conduzido por gente incapaz, o que o primeiro-ministro tem a dizer, é que se avizinha o pior.

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

nunca é demais lembrar

E na senda das melhorias nos cuidados de saúde devidas ao encerramento da urgência do HVS…

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

medina carreira

Sei que é pesado mas, nos intervalos do futebol, telenovelas e restante telelixo nacional, talvez fosse bom tomarmos consciência.

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

o serventuário

O senhor Constâncio, melhor dizendo, o senhor que julga justificar o imoral salário que os contribuintes lhe pagam, com os favores que faz ao governo, enquanto descura as suas obrigações e responsabilidades de supervisor da banca, o mesmo senhor que titula de generosos os subsídios de desemprego, dizia ontem pelas 14:50, que “ao contrário da Europa, Portugal não está em recessão técnica" e, cerca de duas horas depois “admitir recessão técnica no final deste mês”.

Efectivamente, temos apenas o que merecemos. Mas um gajo ter de pagar para engolir merda desta, é obra.

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

apreço

Não posso deixar de manifestar grande admiração por esta gente que subiu na vida a pulso, exclusivamente pelo esforço do seu trabalho, tudo dentro da legalidade e da ética republicana e o catano, acreditando que as boas almas que pagam impostos têm o céu garantido, até porque é uma obra de caridade esmifrar o povo que não possa comprar cerveja e doces, coisas que como é sabido fazem imenso mal à diabetes, ou então os filhos roubam os pais e roubar por roubar, mais vale sê-lo por pelos filhos-da-puta, do que pelos próprios.

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

o seu, a seu dono

Efectivamente, o encerramento das urgências do HVS, só nos trouxe vantagens e melhorias no que respeita aos cuidados de saúde. Nunca serão suficientes os agradecimentos aos senhores Matos, Correia e aquela outra peça que cumprida a missão, vai tratar da vida a outros, sem esquecer o PS de Estarreja que tanto se bateu por este final feliz.

o infortúnio bate a todas as portas

Manifestamos a nossa solidariedade às gentes de Cantanhede, Mira, Anadia e Mealhada. Estamos convosco neste infortúnio.

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

e não preciso de esclarecer que não sou professor

A propósito da greve dos professores, em diferentes fóruns e entrevistas, os portugueses mostraram o que são. Pequeninos, estúpidos e maus. Não ouvi um que questionasse o modelo de ensino a que chegámos. Preocupava-os, não saberem onde hoje, abandonar os filhos. Entendem os professores como amas públicas, não como educadores e formadores. Uma besta qualquer, dizia na Antena 1 que estava farto de pagar impostos para pagar salários a maus profissionais. A dita besta, deveria preocupar-se com os milhões que o governo está a enterrar na banca em geral, e no BPP em particular, não com o salário de quem ensina um país a ler e a escrever.Os portugueses que escarram os seus medíocres ódios e invejas para cima dos funcionários públicos, neste caso, sobre os professores, não conhecerão seguramente nem farão qualquer ideia do que é o estatuto que o governo lhes quer impor. Não saberão o que é estar deslocado a centenas de quilómetros de casa. Não saberão o que é aturar os filhos dos outros. Não saberão sequer o que é um estatuto e muito menos terão inteligência para o compreender.

apoiar os empreendedores

O país interroga-se sobre as razões que levaram o pior ministro das finanças da EU, a cozinhar o refinanciamento do BPP, coisa que a simples divulgação dos especuladores que lá perderam a massa, explicaria de imediato.

lamentável pá

acho incompreensível e inaceitável que a gatunagem não mostre o mínimo respeito pela segurança privada contratada pela CME para guarda do seu património. Entendo mesmo alvitrante que atribua a esta empreendedora contratação, a mesma eficácia que às forças policiais. Sugere-se pois a contratualização com a gatunagem, da guarda e protecção dos bens públicos, já que forças policiais e privadas, o não conseguem fazer.

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

mais do mesmo, lá para fevereiro

Câmaras que financiam carnavaladas, estão à espera de quê? Que as contas não se riam?