Os contornos do Portugal contemporâneo são os de uma república das bananas, e das más. Partido, estado, justiça, economia, política, estão misturados num saco de gatos controlado pelo primeiro-ministro.
É óbvio, e sabe-se desde sempre, que a investigação portuguesa ao caso Freeport, sempre daria em nada. Nesta república de(as) bananas, a investigação depende directamente do primeiro-ministro, o procurador geral da república, é pelo mesmo designado, a procuradoria tem autonomia para decidir o arquivo de qualquer investigação ou processo, segundo os juízes, o poder político tem acesso a processos mesmo quando em segredo de justiça pelo que, nestas circunstancias, de justiça, a indígena, só tem o nome.
Vivemos num estado a saque do poder instituído onde todas as normas, regras, deveres e direitos, estão subvertidos. Já todos percebemos que no processo de licenciamento do Freeport, há decisões mal explicadas. Tal, não faz dos governantes à época, corruptos. Quem não deve, não teme e, se José Sócrates nade deve, tem o dever de exigir às autoridades portuguesas, o total esclarecimento deste caso o qual, só ficará devida e totalmente esclarecido, quando forem identificados e levados a tribunal, os indivíduos que receberam o dinheiro que o Grupo Carlyle diz ter sido usado no pagamento de luvas para licenciamento do empreendimento.
O que é certo, é que não será com o arquivamento do caso que o primeiro-ministro limpará a honra. Bem pelo contrário.

