O senhor primeiro-ministro não estaria em perfeito juízo, quando afirmou a “regionalização e o casamento entre homossexuais como bandeiras que identificam o Partido Socialista com a esquerda progressista e a esquerda do povo.”
Eu que sou povo, distanciado o suficiente das maquinações partidárias mas comungando dos valores essenciais da esquerda, devo dizer ao senhor primeiro-ministro, que me estou cagando para os casamentos entre homossexuais e, que sou, total e inequivocamente, contra qualquer regionalização. O país é suficientemente pequeno e pobre para, por si, não ser mais do que uma região, atrasada e periférica.
Já agora e de passagem, lhe digo que um país, um povo com uma vida dura e pobre, não se governa a partir de tramas Hollywoodescas, ainda que possa compreender a questão em concreto. Esta coisa a que o senhor preside, não é mais uma ficção. É real. Tem gente, problemas estruturais, pobreza, atraso económico e social, carências gritantes que e apesar das fartas esmolas que a EU tem providenciado, continua o mais pobre, atrasado e inculto do espaço europeu. Mas, provavelmente, é por tudo isso que chegou a primeiro-ministro e ainda por aí se mantém, apesar de tudo.

