Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

lixo

O senhor – e espero que mereça o epíteto – primeiro-ministro, em tempos graves e profundamente conturbados, a braços com uma crise económica que ameaça desmoronar o país, enredado numa teia de acusações que cabalmente, ainda não desmentiu, está preocupado com o casamento das minorias assexuadas e, pasme-se, depois de os portuguesas já terem dito que não à regionalização, volta ao assunto como uma prioridade para o seu próximo mandato que se deseja lá para as serranias da Covilhã.

O roubo perpetrado aos portugueses com a nacionalização do lixo chamado BPN, não o preocupa, assim como não está nas suas preocupações explicar a que propósito foi enterrar num banco privado uma fortuna que não existe para a saúde, por exemplo. Também parece não o preocupar os novos pobres, os novos desempregados, o sucessivo encerramento de empresas ou a sua deslocalização para outras paragens.

Obras, cimento e conversa manhosa, é tudo o que nos tem a dizer. Deixámos que o país se transformasse numa enorme lixeira a céu aberto. Não é de estranhar portanto que sejamos dirigidos por lixo político.