Mais que perdidos, Portugal retrocedeu nestes quatro anos de poder socrático. Regredimos na saúde, perdemos definitivamente o ensino, agravaram-se a criminalidade e a consequente justiça, o terrível problema do endividamento que parece passar ao lado de governantes e governados galopa para o colapso financeiro do país, consolidou-se o porreirismo que gera a corrupção, perdeu-se a noção de dignidade, aumentou o desemprego, o país empobreceu, e as instituições perderam a credibilidade.
Quatro anos não de governo, mas sim, de poder. Absoluto. Um embuste que insulta a inteligência que já não era muita. Aqueles poucos que ainda pensam, sabem que estão mais pobres, a sociedade mais injusta, os cidadãos mais desesperados. Afogados em demagogia analfabeta, anestesiados pela imbecilidade gerada no futebol e telenovelas, aguardamos que o estrangeiro nos feche a torneira do crédito e, de seguida, alguém feche este sítio mal frequentado.

