Segunda-feira, 9 de Março de 2009

o choro da hiena

É necessário ter-se uma dose cavalar de cinismo para se afirmar triste com o rumo do país. Como se o senhor em questão, não tivesse governado durante dez longos anos, precisamente aqueles em que mais dinheiro proveniente da EU, entrou em Portugal. Como se o senhor em questão, não fosse um dos responsáveis, directo e indesculpável, pela miséria a que chegámos.

Mas é esta a arte da política. Lembrar circunstancialmente a pobreza, enquanto se continua a viver principescamente, precisamente, à conta dos mais pobres. Há dias, gente desta estirpe manhosa que anseia uma qualquer sinecura – nem que seja a nível de bairro – tecia num blog vizinho, despropositada e anonimamente, comentários às minhas posições, face às políticas de entretenimento e abovinação que os governos, centrais e locais, vão produzindo. Enfim, o propósito de ganhar a vida por meios de pouco trabalho e muito rendimento, tem a legitimidade republicana. Para descanso dessas alminhas preocupadas, fica aqui e mais uma vez, a declaração de que não sou candidato a nada, nem a mandar em ninguém. Fica igualmente a garantia, de que não será com o meu voto que chegarão a qualquer cargo público e o lamento, do pouco dinheiro que já me levam em senhas de presença.

Quanto à pobreza, esta continuará a crescer entre lágrimas de crocodilo, e palhaçadas eleitorais.