das entrevistas aos sete presidentes das Juntas do Concelho de Estarreja, não é necessário grande análise às conversas produzidas para veicular, de imediato, o estado de subdesenvolvimento local, à mediocridade de talento, instrução, visão, ideias, discurso, ou interesse expresso, dos detentores do cargo.
São efectivamente homens de outros tempos que vêm no partido o seu senhor, nos comunistas o diabo, e nas tecnologias, os instrumentos do inferno.
Disse um destes respeitáveis cavalheiros, que “ não estamos em tempos de utilização de internet” – coisa do demónio, já se vê. Estaremos em tempos de quê? Da mala-posta? A afirmação por si, não é grave. É ridícula! Grave, grave, é que este senhor vota, gesto simples com o qual ajuda a foder a vida de milhares de portugueses que se têm de virar ao avesso, para ganhar o pão de cada dia. Quem come da política, agradece ao todo poderoso, a existência e manutenção fóssil destas almas que, não sabendo ser boas para si mesmo, sempre vão mantendo o pão e necessário caviar, às pretensas elites deste país boçal.
Outros, entendem que o lugar das mulheres é na cozinha e o dos homens na taberna. Manifestar anseios, interesse pelas suas terras, preocupações com o presente ou futuro, é que não pode ser. Para isso, já há o partido, e eles próprios.
Um intelecto mediano, perante uma autarquia que não satisfaz as aspirações das freguesias, pensaria em se apoiar nos cidadãos que protestam ou reivindicam o bem comum, para aumentar a legitimidade das suas pretensões. Por aqui, não. O executivo autárquico não atende as freguesias e os regedores, entendem que está mal, quem reclama.
É nesta pobreza franciscana que o concelho e o país, se vão afogando inexoravelmente, na idiotia generalizada, na estupidez empedernida em conceitos infundamentados, destas almas simples e obedientes que, incapazes de um pensamento, fazem o que lhes dizem.

