É natural que as vendas do vallium estejam a subir em flecha. Os respeitaveis senhores que nos pastoreiam estão com os nervos em franja. Mentem, contradizem-se, omitem, desconhecem e ignoram. O final da opereta, tem o grande final que se adivinhava. Confrangedor e patético.
Ver o senhor primeiro-ministro a dizer na Assembleia da República que o seu corregionário Carlos Guerra, arguido no caso Freeport, e gestor do PRODER, tinha sido substituido pelo Governo na semana passada, ao mesmo tempo que o ministro da agricultura dizia o contrário ou, que desconhecia a intenção da PT de entrar no capital da empresa proprietária da TVI, quando o Estado é detentor de uma golden share na própria PT, é patético.
O caso da fundação privada com sede no ministério das obras públicas e subvencionada com 36 milhões de euros de dinheiros públicos despejados para um saco azul que ao que parece distribui a massa pelas operadoras que entraram na palhaçada do Magalhães, é um caso da exemplar transparência socialista.
O caso Freeport começa a ser difícil de controlar. Os arguidos são cada vez mais, e mais próximos do querido líder.
Os senhores da banca vêem-se apertados. Ao que se diz, o gang do BCP sacou milhões, muitos milhões, através de elegantes esquemas que transformavam prejuízos sumptuosos, em lucros imorais.
Os tempos vão bons para a industria farmaceutica.

