Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

na certitude dos tempos

aprecio a franqueza de quem confessa não andar nisto para perder, nem para ganhar, por ganhar. Cada um fará a leitura que quiser. Louva-se a honestidade, até porque nunca vi qualquer político dar de seu para remediar qualquer situação, enquanto, exemplos de arrebanhar o público, é o que por demais sobra por aí.

E uma 90ª opção, é tão boa como seria uma 1ª, principalmente se não houver 91ª. Para manter o circo, qualquer figurante serve. Sabemos que o papel destas pequenas juntas é o de figuração, à mistura com a passagem de uns atestados de pobreza a uns mais pobres que outros, assim como temos a certeza de que quando as coisas descambam, sempre aparecem duas ou três pessoas com o peso necessário para resolver a questão. Portanto, e por aqui, qualquer kitsch embrulhado em papel laranja, ganha eleições. O descrédito em que caiu o folclore partidário, afasta quem tem barba, e vergonha na cara.

Perante a escassez de mão-de-obra, as máquinas partidárias deveriam ao menos, ter o cuidado de adesivar a boca ao que vão encontrando. Deixá-los em roda livre, só pode produzir mais disparate e aumentar o descrédito destas novas agências de empregos.

A questão de fundo, é que estas sucessivas travessias do deserto, vão produzindo o país que passa nos jornais e na televisão. Gente ancestralmente irresponsável, em muitos casos oportunista e corrupta, que vai atirando o país para o terceiro mundo, sem que mostre um módico de vergonha ou culpa. Ainda hoje, foi constituído mais um arguido no Freeport, a quem se garante a presunção de inocência, até que se prove o contrário, coisa rara neste país, em tudo o que ultrapasse o furto de duas galinhas.