Terça-feira, 14 de Julho de 2009

a água e os truques habituias do PS e, do PSD

Segundo a matemática do José Matos, com a adesão da CME à ARA (Águas da Região de Aveiro) o custo deste bem, aumentará 28% durante os próximos 5 anos e não, os 130% anunciados pelo PS. Ao que explica, as contas do PS terão sido feitas sobre os escalões de consumo mais elevado, enquanto as do PSD, reflectirão o aumento do escalão médio.

Se isto é a fundamentação que se exige à tomada de decisão, não serve. Num país com as carências económicas que se sentem, uma economia em deflação, desemprego crescente e salários baixos e estagnados, qualquer aumento de preço superior à inflação – e tal já não é bom porque significa a estagnação da riqueza das famílias – é inadmissível, para não dizer outra coisa.

Dê as voltas que quiser, o PSD/Estarreja ou, o José Matos, o custo da água vai mesmo aumentar 130%. É necessário perceber, que os grandes consumidores, aqueles que serão mais onerados, são os pequenos empresários, a indústria e os produtores agrícolas, que não deixarão de fazer incidir no custo dos bens produzidos, o aumento dos factores de produção. Com esta decisão, a CME/PSD, para além de prejudicar economicamente os cidadãos residentes, agrava a situação de competitividade das empresas e produtores instalados no Concelho.

E isto, é dramático para não dizer criminoso. Se a constituição da ARA se justifica pelo concurso a fundos e recursos públicos, para ampliação ou renovação da rede de distribuição, deve a dita ser pensada para optimizar a gestão de um recurso essencial à vida e à economia, e não no objectivo de assaltar o bolso dos cidadãos e das empresas, para alimentar a pão-de-ló, mais uma catrafilada de boys, e distribuir dividendos às autarquias.

Estão agora claros os prejuízos que este tipo de decisão provoca, bem como os objectivos subjacentes. Não sei se outra gente faria diferente. Pessoalmente, entendo que os partidos políticos são uma chaga para o país, talvez não devido à sua própria natureza mas, à generalidade da gente que os corporiza. Os eleitores, esses devem fazer contas à vida e ver se ainda têm dinheiro para continuar a sustentar quem vive à sua conta.