Em campanha eleitoral, o senhor Pinto de Sousa vai multiplicando as promessas de apoios avulsos aos mais necessitados, exigindo a outros que apresentem um programa, como se as suas promessas de ajuda aos pobrezinhos, constituíssem em si mesmo, qualquer programa.
A verdade é que os pobres são cada vez mais, e prometer qualquer tostão dos cofres públicos a um povo que não quer trabalhar e muito menos estudar, é garantir muitos milhares de votos. Na cabeça do senhor Sousa, o país não passa de uma enorme instituição de caridade que a destruição da classe média vai suportando, até ao dia em que essa mesma classe, por força da extorsão fiscal, se incorpora e eleva, o número dos pobres.
O caminho para a construção de uma sociedade desenvolvida e capaz de prover o seu próprio sustento não passa certamente pelo manancial de “ajudas” que apenas ajudam o país a empobrecer.
Passará seguramente por muito trabalho, muito estudo, investimento, investigação e desenvolvimento. Dizer a um país de mandriões e oportunistas que vão ter de trabalhar, não dará votos. Mas continuar a enganar um povo de coitados idiotizados, propagando que o seu futuro passa por viver à custa de outros, é antecipar um fim ignóbil e ultrajante de qualquer espécie de dignidade.

