Se bem percebi, caso as coisas não corram como esperado para a Mota-Engil, o Estado, quer dizer, eu e o leitor, compensaremos a dita. No entanto, se as previsões forem ultrapassadas, o Estado, não recebe mais nada.
Esta negociata, faz-me lembrar uma outra, a da concessão da exploração da ponte Vasco da Gama, cujo ministro das obras públicas, Ferreira do Amaral, concedeu um contrato de exclusividade, obrigando o Estado a pagar indemnizações à Lusoponte, caso viesse a ser construída qualquer outra ponte.
O senhor Amaral, é agora o presidente da Lusoponte. Adivinha-se o futuro do ministro Lino, tanto mais que continua em funções.

