Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

números e factos, sff.

Encontrei na caixa do correio, um pequeno cartão postal do candidato à CME, José Eduardo Matos no qual, resume as mais valias da sua candidatura. Resume, resumidamente.

Não ponho em causa o trabalho, ou a responsabilidade do cargo. Sei que ambos são elevados. Mereceriam bastante mais do que meia dúzia de balelas, por correio. Dizer que “iniciámos um decisivo ciclo de desenvolvimento sustentável” diz tanto como a sua negação. Estas coisas, quantificam-se.

A qualificação dos serviços da Câmara, resultou em quê? Em quanto se reduziu a despesa? Quantos funcionários se dispensaram? Quanto aumentou a produtividade? Qual é eficiência dos serviços? Ainda se demoram seis anos a licenciar um consultório? Já não é preciso os cidadãos irem falar ao capataz para que lhes seja ligada a água, em tempo útil? Já se não cobram taxas de justiça a quem se atrasa no pagamento da dita?

Qual é o saldo económico e social do eco-parque? Quanto investiu a Câmara, quanto recebe pela cedência dos terrenos, quanto aumentou a recolha de impostos sobre as empresas, qual é o saldo do emprego no Concelho?

As novas oportunidades, as bolsas e estágios, são o quê? Equiparações de analfabetos a indivíduos que estudaram? Quantos estágios e bolsas e, qual o valor das mesmas?

Respostas sociais? Os velhos da minha terra, em Agosto, fazem como as galinhas. Picam o que aparecer e dormem onde calhar, porque o Centro de dia, está fechado para férias, e o de noite, não é da responsabilidade social da CME.

É com números e factos que se faz o caminho. Não com sofismas e conversa política.