Anda um certo nervosismo no ar com a candidatura do Camilo. No intuito de continuar a manipular os eleitores da freguesia com o requentado papão do comunismo, associa-se a coisa a uma hipotética adesão do candidato à ideologia socialista, como se a generalidade da mancebada que actualmente milita na política soubesse o que é isso, ou mesmo, tivessem hoje os partidos outra ideologia que não a de arranjar empregos aos boys, e sinecuras aos líderes. Claro que isto não é política. É a putice habitual do PSD.
Como se fosse fácil, alguém candidatar-se com qualquer hipótese de sucesso, fora das listas partidárias. Como se o facto de poder contar com apoios, não facilitasse o que interessa nesta candidatura ou seja, o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida de quem aqui habita. Como se o candidato escolhido pelo PSD, tivesse alguma coisa a dizer ou a fazer pela freguesia que fosse além de “vestir a camisola da dita, e dinamizar o parque de merendas”. Como se uma Câmara PSD, fosse melhor para Canelas do que uma PS.
Se a eleição do Camilo veicular a vitória do candidato Mendonça, não vejo o que de mal tal possa ter. Para Canelas, pior do que têm sido as Câmaras PSD, não pode acontecer. A obra do actual executivo, vê-se em Pardilhó, Avanca ou no Largo Barbosa, não aqui. Em boa verdade, não vejo motivo ou vantagem na reeleição do actual presidente. Para acabar a obra? Qual? A piscina? A bacia de retenção encomendada para Canelas e Fermelã? O fecho das urgências de Salreu? O desmoronamento por completo da cidade? O extermínio das aves no baixo Vouga?
Com mais um mandato de 4 anos pela frente, o actual presidente nada fará de novo à frente da CME. Limitar-se-á a manter o entretenimento instituído até metade do mandato, porque na segunda metade, estará à procura de outra vida. Acredito que o PSD não tivesse mais ninguém para candidatar por Estarreja. Não me parece boa ideia, uma nova dose do mesmo.
Em nota de rodapé, e apenas para esclarecer, o entusiasmo referido é expressão de quem o afirma. Move-me a vontade e o dever de, conscientemente, apoiar quem de melhor se apresente na defesa dos interesses desta terra. A escolha é óbvia.

