O actual primeiro-ministro pretenderá ficar para a história como o “prometedor”. Há de tudo. Ao fim de dia, saiu da cartola, com a habitual língua de pau, uma reforma fiscal a favor da classe média, essa casta de abastados a liquidar, que lhe era desconhecida há dois ou três anos atrás.
O conceito é engraçado. Se o governo que lidera, entende que cidadãos ricos são os que têm rendimentos iguais ou superiores a 5.000€ mensais, quem serão os “classe média”? Os indigentes que recebem o apoio solidário?
É que uma reforma para beneficiar esta classe média, traduz-se apenas e simplesmente em aumentar impostos aos tais “ricos”. É bom que se entenda este palavreado na justa medida do seu alcance. Para ganhar as eleições, a senhora Ferreira Leite nem precisa de apresentar o tal programa minimalista. Basta lembrar aos eleitores com a frequência necessária, mais esta promessa.

