Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

a questão do aumento do preço da água

Tinha esperança que o soubesse entender alguma ironia. Enganei-me mais uma vez. Não é fácil explicar a quem não quer perceber. Efectivamente, é tempo perdido discutir o que quer que seja nestas circunstâncias.

Vou tentar ser directo e claro.

1. A água é um bem essencial à vida, finito e escasso. Deve ser acessível a todos, em condições que todos, possam pagar.

2. O custo da exploração e distribuição da dita, poderia já estar financiado pelos consumidores na enormidade dos impostos a que estão sujeitos. Aplicando o tão utilizado princípio do utilizador/pagador, para que servem por exemplo, os 70% de imposto que pagamos nos combustíveis se o custo real está pago nos restantes 30%?

3. O país das maravilhas, é um conceito seu, e não meu. Do que falo é de “sociedades equilibradas”. Tal seria possível se a política não estivesse recheada de bonzos e patetas que os sustentam.

4. Demagogia, é querer fazer acreditar que um aumento de preço na água entre 25 e 130%, é moralmente aceitável, apesar de compreender que o próprio Zé votou favoravelmente esta situação, seguramente na defesa dos interesses dos seus eleitores. Municípios houve e mesmo responsáveis políticos do PSD/Estarreja que perceberam de que lado deveriam estar. O Zé apenas percebeu que deveria estar do seu próprio “lado”.

Está o meu amigo errado ao pensar que somos todos idiotas e em persistir em nos tomar por ignorantes. Efectivamente, há gente que não aprende nada ao longo da vida. Mas, são cada vez menos os casos.

Esta discussão termina aqui. Ou o PSD/Estarreja explica direitinho os fundamentos desta decisão ou, sujeita-se às consequências que se extraiam da questão.