Isso é certo. Albergues, é o que não vai faltar, para além dos já existentes. É que, oportunidades, em Portugal, só à sombra da política e as empresas públicas ou semi, são o único abrigo dos muitos indigentes que, à falta de competências para fazer alguma coisa na vida, vão fazendo o percurso, nos esconsos corredores partidários. Para amparar tanto oportunista, novos, velhos e recuperados, tem de se inventar empresas. Não há outra forma.
A ARA, é mais uma, nascida da cabeça daquelas competências Menesistas cujos cérebros se alojam no bolso. Dos contribuintes, claro.
Um contrato por 50 anos, é coisa que vai muito para além do mandato do senhor Eduardo Matos, possivelmente, mesmo para lá da sua própria vida e, ainda que a lei lho permita, assumir este contrato, sem qualquer consulta pública, mostra prepotência e desconsideração pelos munícipes deste Concelho.
Os partidos no poder, vão e vêm a cada quatro anos e o que o actual determinou, pode valer nada já daqui a dois meses. Hipotecar um recurso vital como a água pelo prazo de 50 anos, não lembraria ao diabo. E ainda que as inteligências Menesistas entendessem constituir a ARA, em que se basearam para determinar que o preço da água nestes municípios, tem de ser a mais cara do país? Não lhes servia um preço baseado na média? Ou qualquer outra solução tarifária como por exemplo, eliminar a taxa de disponibilidade?
Merdas destas, não são política. São violentos ataques à qualidade de vida e ao bolso do cidadão, perpetrados por indivíduos que confundem a gestão dos interesses públicos – do povo – com quaisquer outros.
A meia dúzia de dias de eleições, o senhor Eduardo Matos, teria duvidosa moral para comprometer os cidadãos num assunto de tão fundamental importância. E se isto não fosse o que é, teria proximamente a devida resposta. Da minha parte, não lhe faltará.

