Este é um caso insignificante. Um pateta qualquer destes que por aqui arribam, resolveu exibir-se ao volante da sua máquina, a dar cabo de uma obra pública recentemente concluída.
O engraçado da peripécia, é a inqualificável cobardia dos populares que assistiram à função, mas não fizeram queixa à GNR por temerem represálias. Gente que assiste impávida e serena à destruição de um bem público, não é gente. É fauna imbecil e acéfala que vagueia na vida entre o ócio e a manjedoura, até que a morte dela se lembre.
É gado deste que legitima qualquer patifório de taberna a passear-se com malas de dinheiro proveniente da corrupção, licenciados domingueiros a ascenderem a ministros ou, à subjugação da justiça perante o poder político.
Testemunhar e não denunciar a destruição de património público ou privado, é tão ou mais criminoso que a sua prática. O pior da questão, é que a mesma reflecte o Portugal destes tempos. Um país de imbecis; uns a exibirem-se, outros a aplaudirem.

