as buscas por causa dos submarinos que o Portas comprou, um equipamento essencial à pesca de arrasto, inserem-se no espectáculo de entretenimento que as respectivas polícias mantêm em cena e ameaçam bater todos os recordes de permanência em cartaz, mercê do grande profissionalismo das ditas, e da paciência dos espectadores, pelo menos, da dos pagantes.
Assim que me lembre, estão em cena meia dúzia de comédias que arrasam a concorrência das produções fictícias. Temos a das malas de dinheiro e respectivos primos Suíços, a generosa distribuição de casas aos mais necessitados e respectivos amigos, a do autarca que enriqueceu como um nababo mas os investigadores mandam arquivar os inquéritos, a mega produção Freeport com primos gordos e ausentes em parte incerta, a comédia do aterro, os financiamentos com massa do jogo do bicho, e tantos outros já lavados pela espuma dos dias.
Só é pena que todas tenham o mesmo final; acabam sempre em nada e um gajo, chateia-se, não é?

