Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

folclore e quejandos

O boletim de campanha nº 6 do candidato socialista à CME, divulga mais 3 propostas denominadas, de desenvolvimento.

Relativamente à terceira; uma estratégia de desenvolvimento desportivo para o município, lembro ao candidato a necessidade de racionalizar os apoios pecuniários à catrafilada de instituições que proliferam como cogumelos, em prol das mais variadas modalidades de berlinde e pião, para entreterem miúdos e graúdos enquanto estes vão passando ao lado da vida e do que, para a dita, é importante.

Raros serão os que ganharão a vida na canoagem, na patinagem, na orientação ou, no futebol de salão e o país, endivida-se à razão de 300.000 contos à hora, enquanto o estrangeiro nos for dando crédito. O país, não é uma entidade abstracta e a dívida contraída, terá de ser paga. Nisto de dar o dinheiro que já não temos a instituições que nada acrescentam, o candidato socialista partilha a mesma fé, ou idêntica falta de coragem para enfrentar a crua realidade - e os lobies de trazer por casa - do homólogo social-democrata.

Sei que estas políticas rendem os votos de um povo que vive de bairrismos, partidarismos e imbecilidades semelhantes. Sei que falar de instrução, trabalho ou produtividade, não é bem visto mas, quanto mais depressa tivermos a coragem de fazer o que terá de ser feito, menos doloroso será. Condenar filhos e netos à miséria dos nossos avós, é um crime irreparável que se comete.

Os senhores animadores destes folclores, deveriam saber que quem efectivamente comanda este país, ou mesmo, simplesmente os que para isso têm posses, já mandaram os filhos embora. Vivem e estudam no estrangeiro. Quem sabe do país, há muito que sabe da sua inviabilidade. Por aqui vão ficando os restos das tendas da festa.