Periférico, indigente, sem vergonha na cara, opaco e traficante de influências, é este o meu país que vai a votos.
Candidatos envoltos em suspeitas dos mais variados crimes que vão da corrupção pura e dura, ao compadrio, passando pelo tráfico de influências, apropriação ilícita, falsificação de assinaturas, e até ao roubo de uns fardos de palha, todos reclamados inocentes até prescrição dos respectivos processos, por força de sucessivos recursos.
Um país que diz ser José Sócrates, o pior ministro da sua história recente, acompanhado de um ministro das finanças, catalogado internacionalmente, como o pior da Europa. No final de uma legislatura que nos tornou mais pobres, mais endividados, que aumentou os impostos e diminuiu as pensões, subiu dramaticamente o número de desempregados, e a esperança escureceu, vamos a votos.
Uma democracia diminuída na qual o povo se não revê nos deputados que elege, estes mais interessados no carreirismo político ou nos lugares de administração das empresas públicas ou privadas.
Vamos então eleger os novos moleiros, sabendo à partida que continuarão a roubar na farinha.

