Terça-feira, 30 de Junho de 2009

futuro quê?

Tinha hoje na caixa de correio à mistura com a panfletagem do De Borla, um outro intitulado, Fernando Mendonça, Futuro Feliz. Referir-se-á ao seu próprio futuro, conquanto candidato à presidência da autarquia e pelo anunciado, não nos deixa grandes motivos de esperança.

Para que possamos perceber o que nos propõem o senhor candidato, seria de grande utilidade que nos explicasse a litania do rumo para o desenvolvimento económico de Estarreja, com a minudência e clareza como detalha a pretensão de gastar o nosso dinheiro na criação de uma empresa municipal para fabricar, mais carnavais.

O senhor candidato, como alternativa ao senhor Eduardo Matos, parece ser, mais do mesmo. Folclores e carnavaladas, palhadas e palhaçadas de que estamos saturados até à puta da medula. Trabalho sério, senhor candidato. Criação de emprego e riqueza. Redução de impostos. Ensino, qualificação e formação profissional. Estratégias para um desenvolvimento integrado do Concelho. Alteração do PDM que está a aniquilar as pequenas freguesias. Políticas consequentes à captação de empresas para se instalarem no Concelho. Políticas de atracção de novos residentes. Políticas concretas para a criação de uma zona de interesse turístico numa terra onde não há um restaurante onde possamos levar alguém, sem que nos envergonhemos.

Caridadezinha e delapidação do património em subsídios a indigentes, não se aceita mais. Este é um país em profunda crise económica, social e moral. Precisa de rigor, trabalho, competência e uma gestão pragmática que vise o enriquecimento dos seus cidadãos. Tudo o resto, é a paisagem do costume.

se estes não são os interesses do povo, interessam a quem?

aqui tinha falado de que o novo modelo de gestão da água que a CME se preparava para implementar, nos sairia do bolso. O tal modelo que na opinião de uma infeliz criatura que ganha a vida a presidir uma Câmara, até às autarquias daria lucro.

Pois estes servidores do povo ou, que se servem do povo, preparam-se para nos aumentar progressivamente nos próximos cinco anos, a factura da água, 130%, o que transforma um actual consumo de 25€, em qualquer coisa perto dos 60€.

A proposta terá sido aprovada em recente assembleia municipal, aquela que segundo o seu presidente garante, representa e bem, o povo, apenas pelos – deputados, ainda que tal adjectivo e no caso, até dê vómitos a escrever, da coligação em exercício.

O senhor Matos, actual presidente da autarquia, tenderá a esconder a decisão evitando explicar-nos as enormes vantagens desta sua decisão, para a futura felicidade das nossas vidas. É lamentável que esta fauna que habita pela política, não consiga aprender nada. Não conseguiu ver a que estado conduziu o país, não tem vergonha de continuar a empenhar e hipotecar as futuras gerações, não tem um cómodo de senso comum, honestidade intelectual e coragem suficiente para gerir seriamente o país.

A bem da necessária transparência, o senhor Eduardo Matos deve explicar clara e urgentemente, as vantagens que tal decisão trará aos estarrejenses, evitando desculpar-se com o governo pois este deixa às autarquias modelos suficientes para que as autarquias não penalizem de forma tão gravosa os cidadãos.

Quanto a continuarmos a votar em tais defensores dos nossos interesses, é bom que cresçamos o necessário para varrer o lixo político que atola e empobrece o país.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

futuro risonho

Se mais não houvesse, isto e isto, explica a política, os políticos e o povo que somos.

ginástica obrigatória

Ainda ontem o Falamansa jurava ao país que o Governo não se mete em negócios privados. Hoje, a mesma alma inviabilizou o negócio PT/Media Capital. Estamos conversados àcerca do cavalheiro.

Não sei é onde se vai despejar tanto lixo político.

na certitude dos tempos

aprecio a franqueza de quem confessa não andar nisto para perder, nem para ganhar, por ganhar. Cada um fará a leitura que quiser. Louva-se a honestidade, até porque nunca vi qualquer político dar de seu para remediar qualquer situação, enquanto, exemplos de arrebanhar o público, é o que por demais sobra por aí.

E uma 90ª opção, é tão boa como seria uma 1ª, principalmente se não houver 91ª. Para manter o circo, qualquer figurante serve. Sabemos que o papel destas pequenas juntas é o de figuração, à mistura com a passagem de uns atestados de pobreza a uns mais pobres que outros, assim como temos a certeza de que quando as coisas descambam, sempre aparecem duas ou três pessoas com o peso necessário para resolver a questão. Portanto, e por aqui, qualquer kitsch embrulhado em papel laranja, ganha eleições. O descrédito em que caiu o folclore partidário, afasta quem tem barba, e vergonha na cara.

Perante a escassez de mão-de-obra, as máquinas partidárias deveriam ao menos, ter o cuidado de adesivar a boca ao que vão encontrando. Deixá-los em roda livre, só pode produzir mais disparate e aumentar o descrédito destas novas agências de empregos.

A questão de fundo, é que estas sucessivas travessias do deserto, vão produzindo o país que passa nos jornais e na televisão. Gente ancestralmente irresponsável, em muitos casos oportunista e corrupta, que vai atirando o país para o terceiro mundo, sem que mostre um módico de vergonha ou culpa. Ainda hoje, foi constituído mais um arguido no Freeport, a quem se garante a presunção de inocência, até que se prove o contrário, coisa rara neste país, em tudo o que ultrapasse o furto de duas galinhas.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

O João Cravinho, está neste momento na SIC Notícias, a explicar como é que o Governo não poderia desconhecer a negociata entre a PT e a Media Capital. Adivinha-se um agravamento da delicada situação neurológica nacional, e recomenda-se a compra de flutuáveis em chiqueiros.

grand finalle

É natural que as vendas do vallium estejam a subir em flecha. Os respeitaveis senhores que nos pastoreiam estão com os nervos em franja. Mentem, contradizem-se, omitem, desconhecem e ignoram. O final da opereta, tem o grande final que se adivinhava. Confrangedor e patético.

Ver o senhor primeiro-ministro a dizer na Assembleia da República que o seu corregionário Carlos Guerra, arguido no caso Freeport, e gestor do PRODER, tinha sido substituido pelo Governo na semana passada, ao mesmo tempo que o ministro da agricultura dizia o contrário ou, que desconhecia a intenção da PT de entrar no capital da empresa proprietária da TVI, quando o Estado é detentor de uma golden share na própria PT, é patético.

O caso da fundação privada com sede no ministério das obras públicas e subvencionada com 36 milhões de euros de dinheiros públicos despejados para um saco azul que ao que parece distribui a massa pelas operadoras que entraram na palhaçada do Magalhães, é um caso da exemplar transparência socialista.

O caso Freeport começa a ser difícil de controlar. Os arguidos são cada vez mais, e mais próximos do querido líder.

Os senhores da banca vêem-se apertados. Ao que se diz, o gang do BCP sacou milhões, muitos milhões, através de elegantes esquemas que transformavam prejuízos sumptuosos, em lucros imorais.

Os tempos vão bons para a industria farmaceutica.

travessia do deserto

O Jornal de Estarreja, informa-nos que o PSD já tem candidatos à Junta de Freguesia desta aldeia de Canelas. As poucas palavras referidas e atribuídas ao jovem senhor candidato são, no mínimo, de grande infelicidade e despropósito, talvez na linha do Tino de Rãs, perfeitamente enquadradas na generalizada infantilidade que por aqui, fez escola.

Efectivamente, a questão da idade não é atributo. Não garante incompetência, nem o seu contrário. Agora o que se espera, é que seja posto um fim a este interminável pagode que mantém o país no lugar que ocupa; o último. Os cidadãos conscientes, estão cansados de pão e circo, bem como de alimentar bonzos e demais comedores.

No caso, os nossos jovens candidatos, deveriam primeiramente, explicar-nos as razões das suas candidaturas. O que os move, quais os objectivos e, que compromissos assumem com os eleitores. Só então os poderíamos levar a sério.

Litanias de vestir a camisola da terra, continuar o trabalho feito, apoiar crianças e idosos, remodelar o centro cívico, ligar a freguesia a Albergaria ou dinamizar o parque de merendas, é conversa para adormecer boi. Aqui no terreno ao lado, pastam dois bezerros com dificuldades de sono. Podem começar aqui.

Conversa séria, é explicar-nos com que dinheiro apoiaria a Junta, idosos e crianças e, em quê. Com o orçamento local, só se os levarem ao colo de casa ao centro de dia, e vice-versa. A hipotética remodelação do centro cívico, seria uma obra da CME – que já anda nos orçamentos e intenções camarárias há anos – e não da Junta que, aliás, não tem quaisquer competências neste âmbito. A ligação a Albergaria, idem idem, aspas aspas - e aqui nem a CME tem as necessárias competências. Agora quanto à dinamização do parque de merendas, está tudo dito. Quem tem tal coisa como prioridade social ou mesmo preocupação, está perfeitamente apresentado e nem precisa de lucubrar qualquer outro esforço intelectual.

O jovem senhor candidato, desconhecerá talvez que a prioridade da freguesia, é a revisão do PDM que a estrangula ao ponto de obrigar a generalidade da sua pouca juventude, a ir viver para outras paragens e que, sem gente, sem nova construção, sem produtividade, sem comércio, sem uma franja populacional activa e criadora de riqueza, a aldeia apenas espera a sua própria morte. Por isso, o seu único objectivo, compromisso com os eleitores, deveria ser, o de lutar pela alteração do dito PDM. Limpar anualmente as valetas ou aumentar a área do cemitério, não colhe e para nos dar música, já temos a respeitável Banda Bingre Canelense.

É certo que os partidos estabelecidos, nunca tiveram tanta dificuldade em encontrar quem vá mantendo a sua eternização, como agora. É compreensível que se vejam obrigados a baixar a fasquia da exigência. Ao que julgo saber, nos derradeiros dois anos, metade da população da freguesia, foi auscultada para o efeito. Quem tem a maturidade necessária ou reconhecidas competências, recusou e bem, continuar a participar nesta interminável palhaçada. É tempo de ganharmos juízo e mudarmos de vida.

Os senhores candidatos, sejam quem e quantos forem, não o serão por obrigação. Mas, ao sê-lo, deverão seriamente, explicar aos eleitores, motivos e propósitos. Do pouco reproduzido no Jornal de Estarreja, compreende-se que o fraco dito não é de origem pessoal ou seja, o senhor candidato não adianta nada de próprio. Estará a tempo de elaborar um programa, firmar compromissos com a população e negociar com os partidos que o apoiam, a necessária sustentabilidade do dito. Apresentado comprometida e seriamente, terá seguramente o apoio que as suas propostas merecerem. O que foi dito, não vale nada. De outra forma, seria proveitoso ao país e naturalmente, à aldeia, que repensasse a candidatura.

e por falar em canzoadas

Num intervalo daquelas ininterruptas excursões para venda de colchões a 2.500€ aos velhos destas aldeias, realiza-se no próximo fim-de-semana, uma outra para visita a uma menina sem pernas nem braços, que fala muito bem de coisinhas religiosas.

É este o meu país, em pleno século XXI, em todo o esplendor da miséria e boçalidades produzidas à farta por sucessivas gerações de políticos oportunistas e sem moral. É este o país real, moderno e tecnológico, de gente miseravelmente pequenina que manda comprar, com o dinheiro dos contribuintes e muito acima do seu real valor, uma estação de televisão, apenas para ter o prazer de despedir uma gaja que anda a dizer verdades.

Esta é a verdadeira miséria social, moral e económica. Encher camionetas de gente velha, imbecilizada e ignorante, para a levar a ver uma aberração da natureza, uma infelicidade que deveria ser tratada e protegida, exibida e explorada por gente igualmente imbecil e oportunista. Estão bem uns para os outros. Mas, as camionetas que levam esta gente a ver a dita menina que fala muito de coisinhas religiosas, são as mesmas que a levam aos comícios partidários ou, a apoiar um pateta qualquer candidato a lugar público, onde passe dinheiro.

Por muito que alguns poucos se esforcem para mudar o rumo das coisas, é certo que não romperemos este infernal ciclo da mediocridade e pobreza de espírito que nos condenam ao fatalismo da miséria e desesperança em que caímos. Quanto a estes excursionistas e similares, o mínimo a fazer, seria retirar-lhes os mais elementares direitos cívicos, porque é esta espécie de gente que alimenta e tolhe, o país que somos.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

canzoada

Está um cranio na SIC notícias, a dizer que não compreende como é que a doutora Leite conciliaria o enriquecimento do país com o combate ao endividamento.

Alguém poderia explicar ao cavalheiro que, deixar de dever, já é enriquecer. É que o dito cujo parece que é jornalista, pelo que conviria que soubesse minimamente o que diz.

políticas sociais socialistas, desculpem a redundancia

Se vais ter relações sexuais, o Governo dá-te os preservativos.

Se já tiveste, o Governo dá-te a pílula do dia seguinte.

Se engravidaste, o Governo dá-te o aborto.

Se tiveste o filho, o Governo dá-te o abono de família.

Se estás desempregado, o Governo dá-te o subsídio de desemprego.

Se és drogado, alcoólico, e não gostas de trabalhar, o Governo dá-te o rendimento de inserção social.

Se cabulaste e não fizeste a escola, o Governo dá-te um canudo em três meses, nas novas oportunidades.

Agora, se cometeste o erro de estudar, trabalhar e produzir, ‘tás fodido. O Governo carrega-te de impostos para pagar os inteligentes acima referidos.

Domingo, 21 de Junho de 2009

da sovietização em curso

Muita desta gente que milita nos aparelhos partidários, por força do servilismo a que se dispõe, e em não raros casos, pelo total despudor com que se comporta, acaba a exercer funções relevantes na vida pública portuguesa, aumentando o enorme rol de indivíduos que, não fosse a protecção dos seus pares, a ineficácia da justiça, e as leis que vão fazendo para protecção própria, estaria a cumprir pena pelos crimes que, impunemente, vai cometendo. A militância partidária esconde e falseia os verdadeiros números da marginalidade. Não será preciso citar exemplos.

Na ânsia do poder absoluto e certamente, no novo espírito de humildade anunciado pelo Falamansa, a maioria soviética que senta a peidola na casa que deveria ser da democracia, aprovou uma lei que despromove o presidente de todos os bananas, à figura de estilo de conselheiro do governo para os assuntos militares.

O poder corrompe. O poder absoluto, por si, já é corrupção e este governo, é um modelo que não serve os interesses da pátria e muito menos, dos portugueses. Espero que o presidente, tenha a coragem de não abdicar dos seus deveres e não traia a pouca confiança que na sua figura ainda depositamos, mandando de volta com o devido veto, mais esta tentativa socialista de sovietização do regime que não pedimos, não queremos ou, admitimos. De preferência, com uma nota de rodapé, a mandá-los para o caralho!

Bioria - percurso de Canelas

Fiz hoje e pela primeira vez, o percurso do Bocage que o projecto Bioria instalou nesta freguesia de Canelas. E, antes de mais, os parabéns pelo excelente trabalho produzido. Seja pela limpeza do percurso, pela boa qualidade do mobiliário instalado – a torre de observação está magnifica – ou, pela informação facultada.

Um ou outro símio que a todos nos envergonha, têm neste breve espaço temporal desde a inauguração, perpetrado alguns actos de vandalismo, socialmente inaceitáveis mas que teremos de compreender no sentido de que os animais, sempre se deslumbram com as novidades. A CME terá de ter a paciência de repor o que vai sendo destruído, sob pena de se perder todo um investimento decisivo à requalificação do baixo Vouga, pelo menos, até que estas espécies em vias de extinção, finalmente desapareçam para alívio de todos os seres civilizados.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

política da verdade

Os tais da política da verdade, ainda não sentaram o cu em Bruxelas, para o que se propuseram e foram eleitos, mal farejaram a hipótese de assento à mesa do orçamento, declararam-se de imediato, disponíveis. O pão-de-ló que se lixe, que aqui há caviar. É esta a alternativa, são estes os vira-latas que nos pastoreiam.

exéquias

O regime abate-se! Desmorona-se. Os bombeiros não têm mãos a medir. As grandes obras, as reformas na Administração pública, imprescindíveis à modernização deste pasto, de repente, vão parar àquela mesma gaveta onde outro grande timoneiro da mesma quadrilha, já tinha trancado o socialismo.

O admirável líder, ontem animal feroz no dizer de uns lambe botas que pastam à sombra do poder, transforma-se por artes mágicas num servidor humilde e atento, conhecido doravante pelo Falamansa, na vaga esperança de ainda enganar e mais uma vez, a Jericada iludida nos subsídios de desemprego, ou nos brinquedos Magalhães.

Mas, não chega, porque a alternativa, é mais, do mesmo. Quadrilha rosa, laranja ou vermelha, é folclore do mesmo. Estes pardos que se apropriaram do país, minando a sociedade desde as juntas de freguesia até à presidência da república, têm de ser responsabilizados, destituídos e afastados de qualquer centro de poder. Seguramente que não irão engrossar as filas dos desempregados, nem inscreverem-se em qualquer centro de emprego.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

pastagens

O cavaquismo estará morto e o regime moribundo. Seria bom que se lhes desse a extrema-unção e realizasse as respectivas cerimónias fúnebres para que se possa proceder aos respectivos enterros.

Tendo em conta que o cidadão comum paga à banca para ter o seu dinheiro à ordem, ou terá juros de 2% se o cativar por períodos mais ou menos longos, fosse Cavaquista, Chico esperto, ou vigarista, sempre poderia ter negociado em acções da SLN e, tal como o senhor Silva presidente desta república de bananas, ter multiplicado as suas poupanças 147,5% em menos de dois anos. Se assim tivesse feito, não teria de se preocupar. De outra forma, estará hoje a pagar com o dinheiro dos seus impostos, os lucros do senhor Silva e de todos os outros tubarões que comeram os 2.000 M de euros que se evaporaram do BPN.

Assim, recomenda-se vivamente a todos os jericos, que se não esqueçam de legitimar através do voto, a continuidade de todos estes finos senhores, à frente dos destinos do pasto.

falências falidas

A declaração de falência do Tribunal do Comércio de Lisboa, significa antes de mais, a falência de todo o sistema judicial. Todos, mas todos os tribunais, estão em iguais circunstâncias. Atulhados em burocracia e processos menores, falta de meios, incompetências e desleixo. E não há volta a dar, a menos que se destrua o edifício e se comece do zero.

Ainda assim, terá de ser com outra gente a começar pelos legisladores e deputados que aprovam as leis. O emaranhado de códigos e leis avulsas, algumas em vigor desde os tempos da monarquia, são um empecilho legal que transtornam e fazem perder eternidades a quem tem de as aplicar.

A brandura das penas é um dos principais incentivos ao crime. Mata-se por meia dúzia de anos de prisão e, sai-se para matar outra vez. A incompetência generalizada de investigadores e acusadores públicos, levam a que a maioria dos suspeitos e arguidos saiam em liberdade por se não provarem, em tribunal, os crimes de que são acusados. Quanto ao furto, diga-se que é tolerado pela democracia. Ninguém é condenado a prisão – ou mesmo a pagar os prejuízos causados – por roubos considerados menores e, pelos maiores, como serão os casos do BPP e BPN, é o que se vê.

E este pequeno furto que começa no poleiro do vizinho e acaba nas caixas multibanco ou no carjaking, é a ferramenta de formação do grande crime. Se esta gandulagem que a polícia leva aos juízes por furtarem uma mala por esticão, fosse condenada ao encarceramento e a pagar por força do seu trabalho, prejuízos causados e custos da estadia atrás das grades, certamente que o crime diminuiria drasticamente.

Quanto aos crimes de colarinho branco, enquanto o PGR for nomeado pelos detentores do poder, nada poderemos esperar. O caso Freeport, se necessário fosse exemplificar, serviria perfeitamente.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Festas da Cidade de Estarreja, 2009



No desfile etnográfico, Canelas recriou duas actividades agrícolas de grande importância no seu passado e das quais restam poucas memórias; as sagas do arroz e, do pão. O pouco que destes cereais ainda se produz, é feito mecanicamente. As mondas, sachadelas ou, o descasque feitos por via da força do trabalho braçal, acabou. E no entanto, deixou saudades.

Há dias assim

Um tipo levanta-se, e dá de caras com o senhor Pinto de Sousa a garantir uma atitude de humildade, se o povo o reconduzir a primeiro-ministro, coisa tipo, Deus desceu à terra. A peça, deveria ter tido consciência de que é funcionário público com contrato a prazo, e tudo o que de mau produziu ou viabilizou, o povo terá de pagar.

A prepotência, arrogância e mau serviço prestado ao país, foram demasiado graves para que o esqueçamos. Não ficará para a história. Constará apenas no imenso rol de suspeitos de má gestão pública, e no anedotário dos engenheiros de obras feitas.

Domingo, 14 de Junho de 2009

Bioria e outros folclores

O Camilo lembra com todo o propósito, a revelha questão da caça na Zona de Protecção Especial (ZPE) da Ria de Aveiro.

O foguetório da Autarquia de Estarreja com o projecto Bioria e todas as restantes boas intenções em carteira, não passa disso mesmo: Foguetório. A conservação ambiental, a efectiva protecção da natureza, vai-se declarando em conversas de circunstância, e uns poucos cartazes colados e espalhados, onde calha.

A Autarquia poderia resolver o assunto, como muito bem o sabe e já aqui foi dito, declarando a zona como Reserva Natural Local, ao abrigo do Dec. Lei n.º 142/2008 de 24 de Julho. Mas, está refém dos votos de uma meia dúzia de indivíduos que dizendo-se caçadores, insistem em abater a tiro, o pouco que por aqui, ainda mexe.

O senhor presidente, que naturalmente o continuará a ser desde que se candidate nas próximas eleições, deveria dar mais atenção e empenho a este projecto que é de grande interesse local. Bastaria atentar nos resultados da sondagem que a RVR mantém on-line, e perceberia que a vontade expressa, é a de se acabar com a prática. Hoje, os resultados da dita sondagem, revelam que de um total de 662 opiniões, 459 (69,3%) são a favor da proibição, e apenas 119 (17,9%) se revelam favoráveis à manutenção da actividade venatória.

Em época eleitoral, seria conveniente que os candidatos revelassem inequivocamente, as suas intenções quanto a esta questão. Querer os votos dos contra e ao mesmo tempo, os dos a favor, é capaz de não ser grande ideia.

tubarões

Segundo o Notícias de Aveiro, as Autarquias da região, estão em processo de constituição de uma empresa pública, pioneira para gestão de água e saneamento.

Do que se depreende da notícia, é mais uma empresa de capitais públicos para albergar boys & girls que serão pagos como habitualmente à tripa forra, com os lucros que a futura empresa prevê sacar-nos do bolso, acrescentando um tal Esteves, que também os municípios envolvidos, obterão lucros.

Ou seja, não bastaria termos de pagar a nova chulisse e ainda teremos de contribuir, também aqui, aos lucros municipais, não se percebendo qual a utilidade das Câmaras para além da criação de empregos. A água, enquanto bem essencial à vida e recurso da natureza, deveria ser gerida no duplo sentido da racionalização do seu consumo, e da universalidade no seu acesso. O estado da merda a que isto chegou, gere-a no sentido do lucro.

Ia sendo tempo do Distrito ser pioneiro em alguma coisa. Não se esperava que fosse no aumento do saque à bolsa dos seus cidadãos e esta gente que se vai governando, à custa de quem trabalha, deveria começar a dar mais atenção a quem sabe alguma coisa, nem que para tal, tenha de pagar a quem lhes traduza o inglês.

Festas da Cidade de Estarreja, 2009

vira, em contra luz

Algumas fotografias do mercado antigo e do desfile etnográfico, [Aqui].

Domingo, 7 de Junho de 2009

um país de cretinos

Lembro-me de uma boa dúzia de razões para se fazer boicote às eleições e a primeira, tem a ver com a espécie de gente que nos pastoreia e explora. Também poderia ser pelo atraso social e económico em que os poderes vão mantendo o país. Ou pela crise no emprego. Ou pela porcaria de justiça que temos. Ou pelo miserabilismo das reformas. Ou pela indecência que é o preço dos medicamentos. Ou, por pagarmos os preços mais elevados da Europa, enquanto recebemos os salários mais baixos. Ou pela dificuldade no acesso aos cuidados de saúde. Ou simplesmente, por nos querermos livrar destas quadrilhas.

Em Castanheira do Vouga, fez-se boicote por causa das dificuldades de acesso à net. Sem dúvida que resta um enorme espaço de progressão para que a classe dominante, nos continue a foder. Apenas lamento que por culpa das bestas, todos paguemos.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

peditórios

O contrato com o pessoal que andou hoje a fazer figuração no Chiado, prevê a obrigatoriedade de votar? É que, senão, não vai lá ninguém, a começar por mim. É que um gajo farta-se de fazer caridade.

constrangimentos

o senhor Silva de Boliqueime, anda muito pesaroso com a perda das poupanças que tinha entregado àqueles finos e insuspeitos cavalheiros dos esquemas D. Branca.

Os reformados da minha aldeia, são candidatos ao Nobel da economia de 2010. Não se afundaram na crise. As reformas estão a seguro na CGD, aquela instituição que não multiplica a massa mas, também não dá cabo dela e só saem de lá para entregar ao pessoal farmacêutico.

Ninguém terá falado ao senhor Silva no banco do Estado? Aquele da caderneta. É certo que um gajo tem de pagar para receber a reforma mas, é um acto de grande patriotismo. É que por causa destes esquemas, o people andou a pagar o gasoil a dois euros o litro e o pão ao preço do ouro. A malta que foi pôr o dinheiro a especular, tem de ter paciência. Quem o perdeu, que se aguente. Ou enquanto esteve a ganhar, entregou os lucros ao estado?

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

no Burkina

nenhum indício serve de prova e as investigações conduzem a nada; os processos são arquivados por falta de provas, e a existirem, são desvalorizadas; caso alguém chegue a tribunal, fazem-se leis à medida da sua capaz ilibação; por fraudes gigantescas de que ninguém é responsável, condena-se os contribuintes a pagarem; a inutilidade parlamentar não consegue nomear um simples provedor; as obras públicas são contratadas por ajuste directo; o desemprego não atinge os boys, e uma catrefada de bonzos, anda à cata do governo da sua vida.

É o lugar perfeito para qualquer quadrilha que se preze.