Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

gestão à séria

Mês de Agosto, mês de férias, não de banhos. Faz todo o sentido encerrar as piscinas do Concelho. Excelente gestão municipal. Acho mesmo que se deveria igualmente encerrar o albergue de Estarreja. Definitivamente, de preferência.

obrigado, senhor presidente!

A verdadeira dimensão da catastrófica decisão da CME na adesão à ARA, é-nos competentemente explica pelo Zé Matos. É só ler.

Albergaria-a-Velha, tem simplesmente, o preço da água mais elevado do país. Não é do Concelho, da região ou da zona centro. É do país.

Como nos explica, a ideia é que daqui a 5 anos, todos os municípios aderentes à dita ARA, estejam a pagar a água, ao custo de Albergaria-a-Velha.

No meio de todas as explicações que, no seu dizer, obrigaram a CME a aderir a este roubo, não imagino como ficarão todos os municípios que resolveram não roubar os seus cidadãos. Há municípios nos quais a água, é praticamente gratuita.

O senhor José Eduardo Matos, prestou ao Concelho e particularmente aos cidadãos, um péssimo serviço. A falta de tomates na política, é coisa fatal para os cidadãos, como por este caso, se prova.

A ser verdade tudo o que o Zé Matos diz, resta aos cidadãos, protestarem. Indignarem-se e mandarem o senhor presidente, para onde já deveria ter ido à muito tempo. Para casa, entenda-se.

Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

bacia de retenção de efluentes em Canelas/Fermelã

Depois de ler isto, começa a fazer-se luz quanto ao imbróglio da construção da bacia de retenção de efluentes não tratados.

A ser verdade que a sua construção foi solicitada pela Câmara Municipal de Estarreja, como é que esta mesma entidade não pode impedir a sua construção?

É tempo do senhor Eduardo Matos clarificar toda esta questão, rápida e honestamente.

bacia de retenção de efluentes em Canelas/Fermelã

Vamos lá ver se nos entendemos. O candidato à CME, Fernando Mendonça, relativamente à pretensão de construção de uma bacia de retenção de efluentes em terrenos destas freguesias, afirmou em Fermelã que “enquanto Presidente da Câmara não permitirei a sua construção, porque esta bacia constituirá uma ameaça permanente à qualidade de vida das pessoas destas duas freguesias”.

Ora o presidente em exercício, José Eduardo Matos, diz-nos que tal obra é uma pretensão da Simria e que a CME não tem poder para a impedir (nem sequer precisaria de licenciamento camarário) apesar de, disse, “ter pedido àquela empresa o estudo de soluções alternativas”.

Ora bem, afinal em que ficamos? O candidato do PS não sabe o que diz ou, o presidente Eduardo Matos está a mentir-nos? Este é um assunto decisivo na qualidade de vida dos habitantes destas freguesias e na determinação do valor económico das suas propriedades. Não é assunto de brincadeira nem de chincana política. É absolutamente indispensável que seja esclarecido.

efectivamente, é a conversa do costume

O tal cidadão simpático de Canelas, é exactamente isso; um cidadão. Que paga e muito para a carnavalada que você protagoniza. Um eleitor a quem deveria ouvir,que não está minimamente satisfeito com a sua prestação enquanto seu representante na assembleia municipal.

O tal cidadão simpático, não é irresponsável. É pagante! E entende que já paga demais, para ver continuadamente aumentados, impostos, serviços públicos e bens essenciais, sem qualquer contrapartida relevante, pior ainda, para ver o país afundar-se social e economicamente.

O tal cidadão simpático, entende que ensino de qualidade, é aquele que produz resultados e Homens. Qual é a posição no ranking das escolas concelhias? Qual é a escola de Estarreja e de que área, é reputada pela qualidade dos alunos que produz?

O tal cidadão simpático, entende igualmente, que se por exemplo, tivesse sido construído a meio caminho entre Canelas e Fermelhã, um extensão de saúde dimensionada para servir 3.000 habitantes, em vez de duas baiucas onde os clínicos vão quando entendem e prestam serviços miseráveis, talvez os utentes destas freguesias não tivessem que ir a Estarreja buscar uma simples receita de comprimidos para o colesterol.

Tudo o resto, é conversa para adormecer boi. Se você entende que legitimar actos lesivos da economia, saúde, educação dos seus eleitores, é um acto responsável, ficamos conversados quanto à sua responsabilidade política.

Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

o prometedor

O actual primeiro-ministro pretenderá ficar para a história como o “prometedor”. Há de tudo. Ao fim de dia, saiu da cartola, com a habitual língua de pau, uma reforma fiscal a favor da classe média, essa casta de abastados a liquidar, que lhe era desconhecida há dois ou três anos atrás.

O conceito é engraçado. Se o governo que lidera, entende que cidadãos ricos são os que têm rendimentos iguais ou superiores a 5.000€ mensais, quem serão os “classe média”? Os indigentes que recebem o apoio solidário?

É que uma reforma para beneficiar esta classe média, traduz-se apenas e simplesmente em aumentar impostos aos tais “ricos”. É bom que se entenda este palavreado na justa medida do seu alcance. Para ganhar as eleições, a senhora Ferreira Leite nem precisa de apresentar o tal programa minimalista. Basta lembrar aos eleitores com a frequência necessária, mais esta promessa.

números e factos, sff.

Encontrei na caixa do correio, um pequeno cartão postal do candidato à CME, José Eduardo Matos no qual, resume as mais valias da sua candidatura. Resume, resumidamente.

Não ponho em causa o trabalho, ou a responsabilidade do cargo. Sei que ambos são elevados. Mereceriam bastante mais do que meia dúzia de balelas, por correio. Dizer que “iniciámos um decisivo ciclo de desenvolvimento sustentável” diz tanto como a sua negação. Estas coisas, quantificam-se.

A qualificação dos serviços da Câmara, resultou em quê? Em quanto se reduziu a despesa? Quantos funcionários se dispensaram? Quanto aumentou a produtividade? Qual é eficiência dos serviços? Ainda se demoram seis anos a licenciar um consultório? Já não é preciso os cidadãos irem falar ao capataz para que lhes seja ligada a água, em tempo útil? Já se não cobram taxas de justiça a quem se atrasa no pagamento da dita?

Qual é o saldo económico e social do eco-parque? Quanto investiu a Câmara, quanto recebe pela cedência dos terrenos, quanto aumentou a recolha de impostos sobre as empresas, qual é o saldo do emprego no Concelho?

As novas oportunidades, as bolsas e estágios, são o quê? Equiparações de analfabetos a indivíduos que estudaram? Quantos estágios e bolsas e, qual o valor das mesmas?

Respostas sociais? Os velhos da minha terra, em Agosto, fazem como as galinhas. Picam o que aparecer e dormem onde calhar, porque o Centro de dia, está fechado para férias, e o de noite, não é da responsabilidade social da CME.

É com números e factos que se faz o caminho. Não com sofismas e conversa política.

Águas da Região de Aveiro

Estou neste momento a tentar perceber o quadro legal no qual se enquadra a criação da ARA (Águas da Região de Aveiro) e a respectiva concessão pelos municípios aderentes, da exploração, por 50 anos, da distribuição da água e tratamento dos esgotos. Em princípio, tudo será legal. A questão para a qual procuro resposta, é a da responsabilização pelos prejuízos causados por tal decisão.

A questão não fazia parte do programa eleitoral do presidente da Câmara de Estarreja, nem foi sujeita – que eu saiba – a discussão pública, não tendo sido portanto, submetida a qualquer escrutínio público. Um contrato por um período de 50 anos, no qual se obriga os cidadãos ao exclusivo de um negócio com uma só empresa, a qual, em função do monopólio criado, praticará os preços que entender, não será ilegal do ponto de vista jurídico. Será, no mínimo, danosa para quem fica sujeito a pagar a água ao preço que a ARA determinar. Para já, e no Concelho de Estarreja, um aumento variável entre 28% e 130%, diluídos pelos próximos 5 anos.

Caso se encontre forma legal de contestar ou responsabilizar os responsáveis por esta situação, entendo fazê-lo. Os munícipes dos Concelhos abrangidos - Águeda, Albergaria, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Sever do Vouga e Vagos – que entendam associar-se a esta contestação ou, colaborar nos procedimentos a desenvolver, queiram contactar-me para o e-mail noticiasdaaldeia@gmail.com

direito de resposta

Gabo-lhe o esforço e a paciência na procura de contradições discursivas que me possam desacreditar. E gabo-lho pelo acto de penitência que faz em prol do seu partido. Depois da tentativa de me associar ao BE, desdobra-se agora em provar as contradições do meu discurso. Provavelmente, não valerá a pena pois os meus leitores são poucos e não terei o dom de influenciar quem quer que seja.

Ainda assim, e caso existam, saberão separar o trigo. Da minha parte, só devo elogiar a coerência do Zé Matos na prontidão com que defende causas e vota determinações lesivas do interesse dos munícipes. Espero que o PSD lhe pague na devida e justa medida de tanta dedicação.

Os orçamentos de 250.000 € para as pequenas freguesias são votados por si. A favor, claro. A constituição de albergues para acomodar boys e girls, são votados por si, ainda que os munícipes vejam a conta da água subir em flecha. O encerramento das urgências do HVS, teve o seu acordo e defesa. Os impostos municipais, sempre no maior escalão, são votados por si. As obras de recreio, em desfavor das essenciais, são votadas por si. Sempre a favor.

Entretanto, a saúde do Concelho depende dos humores de médicos e funcionários. Um idoso de Canelas, foi daqui a Estarreja, buscar uma receita. Aqui, uma funcionária, disse-lhe que a mesma tinha sido enviada para Salreu. Em Salreu, disseram que era engano, que estaria em Estarreja. Um idoso de quase 80 anos, voltou a Estarreja para levantar uma receita que sempre lá esteve. E sabe porquê? Porque se constrói uma piscina de 5 milhões de euros mas não há dinheiro para construir instalações conjuntas que possam albergar médicos e equipamentos necessários. Escusa de me responder que tal não é da competência da CME. Na sua perspectiva, sabemos que a função da dita é dar subsídios a colectividades e pagar folclores.

O ensino, é básico, escolaridade obrigatória, com passagem de ano assegurada. O ensino de excelência de que há muito falo e o candidato do PS agora referiu, é uma outra coisa. É ensino para quem quer ser alguém na vida e não apenas aprender a ler. Presumo que também para isso, não haja dinheiro na CME.

A rede de transportes públicos do Concelho, são táxis privados. Quem precisa de ir de Canelas a Estarreja, chama o táxi, porque como os senhores executivos e restantes lacaios têm carro, não sentem necessidade de outros transportes.

A dita, cidade de Estarreja, é uma ruína que afugenta qualquer um que por lá passe. Habitação e comércio é coisa passiva. Até para escolher e comprar uma lata de tinta, se tem de ir a Aveiro mas, a CME, entende que a cidade se resume no largo Barbosa, agora parcialmente intransitável para conforto e mordomia dos senhores da câmara.

O Zé, esqueceu-se do elementar de uma representação popular. É que os eleitos, são-no para defender o interesse popular e não o partido e respectivos lobies de interesses. Esqueceu-o mas eu lembro-o e digo-lhe que a sua actuação quanto à defesa dos meus interesses é lamentável. Se me fosse possível, há muito que o teria destituído e responsabilizado pelos prejuízos que me tem causado. Mas na partidocracia instituída pelas seitas, apenas me resta o voto. A mim, e a todos os lesados com as decisões por si votadas.

estes gajos não prestam mesmo

a medida da miséria

Este governo, determina o nível de riqueza dos cidadãos aos 5.000€ mensais. Todo o cidadão que auferir rendimentos mensais, a partir deste montante, é rico.

Isto, não é o nível de riqueza. É sim, o nível da pobreza em que esta quadrilha, submergiu o país. Ricos de 5.000€ dos quais entregam imediatamente metade ao Estado, não compram, não aforram, nem investem. Engrossam o número dos pobres.

Era bom que o povo percebesse, que nestes tempos de globalização, a função primeira de qualquer governo, é a de promover a competitividade do país, tornando-o atractivo ao investimento e ao trabalho, o que se faz através da política fiscal.

Produzir demagogia em nome dos pobrezinhos, num país de analfabetos funcionais, só pode produzir novos pobrezinhos.

políticas de enriquecimento

Isto é que é política à sério. 200 € por cada recém-nascido, a levantar daqui a 20 anos. Peço desculpa de não alargar as considerações mas, de momento, tenho de ir fazer filhos.

PS: Óh Sousa, quando falava em saír o euromilhões a todos os mabecos, era a brincar. Também não é preciso exagerar.

Terça-feira, 28 de Julho de 2009

se alguém puder ajudar..,

Não sei se o PSD/Estarreja, tem alguma página on-line. Uma busca no Sapo, remete para o site da CME, o que será certamente algum erro ou confusão, já que não é crível que o Estado se possa promiscuir com o partido no poder, até este ponto.

Eu sei que o discurso, assim como os meios, devem ser adaptados aos receptores, logo e no caso, no mercado a cada Sábado, durante excursões de velhinhos ou, entre duas sandes de “barriga” grelhada, e tinto. Mas, que diabo! Os tempos têm mudado, vivemos no país do plano tecnológico, a internet é um óptimo meio de comunicação, rápido, barato, eficiente, e a gente já não tem confiança ilimitada nos doutores e tal, pelo que gostaria de conhecer em tempo útil os programas dos candidatos, se é que têm algum, claro.

Também não sei se o partido já terminou a audição à sociedade civil, para depois formular o seu programa minimalista e sem promessas, pelo que nem se percebe o que tem andado a fazer desde que o Barroso emigrou. Em todo o caso, o PSD/Estarreja pode sempre consultar o site da candidatura do PS e espreitar as ideias que por lá se vão anunciando. Isto, apenas em caso de absoluto desespero, claro. Hoje, estão por lá duas com as quais concordo. Regenerar a cidade e a criar centros escolares de excelência. É só copiar, ainda que a moçada seja pouco dada a estudos e coisas que façam pensar.

Ps: para não perderem tempo a ler (provoca dores de cabeça), é no texto sobre a apresentação do candidato a Salreu.

Ps1: para o Zé; é ironia. Não vale a pena ir aos arames nem produzir grandes análises sociológicas.

por Canelas

Não tenho qualquer dúvida . Apoio o Camilo apenas porque entendo ser o melhor candidato para Canelas. De tal, não se deve inferir que mudei de opinião quanto à política, os partidos ou, aos candidatos a Estarreja.

Creio que a CME foi sempre PSD, excepto no mandato do senhor Vladimiro. O que terá sido feito ou não nesse período, um em muitos PSD, não é importante neste momento. Exigirei ao candidato vencedor, seja ele quem for, o cumprimento integral de todos os compromissos que assumir relativamente a esta freguesia, e ao Concelho, nem que seja apenas o de ter de vestir camisolas.

Se melhor ou pior, é óbvio que é difícil a qualquer partido fazer pior em Canelas do que o PSD tem feito ao longo dos anos. Só quem aqui vive, pode sentir as faltas com que esta freguesia se debate e que, obviamente, orçamentos de 250.000 € concretizados anualmente pela metade, ou menos, não poderiam evitar.

Poderá estar certo e descansado que enquanto os orçamentos camarários não reflectirem as prioridades à boa satisfação das necessidades mais elementares dos habitantes, independentemente da cor partidária, continuarei a reclamar da afectação de dinheiros públicos a obras ou actividades que se não se insiram no que é obrigação do Estado, providenciar. Assim como, continuarei a pugnar por uma distribuição justa e equitativa dos montantes orçamentados às freguesias.

Quanto ao candidato senhor Fernando Mendonça, já tive oportunidade de lhe dizer frontal e pessoalmente, o meu desacordo quanto à afectação de dinheiros públicos para sustentar carnavaladas. Ele fará como entender, eu agirei como se justificar.

Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

o óbvio

Anda um certo nervosismo no ar com a candidatura do Camilo. No intuito de continuar a manipular os eleitores da freguesia com o requentado papão do comunismo, associa-se a coisa a uma hipotética adesão do candidato à ideologia socialista, como se a generalidade da mancebada que actualmente milita na política soubesse o que é isso, ou mesmo, tivessem hoje os partidos outra ideologia que não a de arranjar empregos aos boys, e sinecuras aos líderes. Claro que isto não é política. É a putice habitual do PSD.

Como se fosse fácil, alguém candidatar-se com qualquer hipótese de sucesso, fora das listas partidárias. Como se o facto de poder contar com apoios, não facilitasse o que interessa nesta candidatura ou seja, o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida de quem aqui habita. Como se o candidato escolhido pelo PSD, tivesse alguma coisa a dizer ou a fazer pela freguesia que fosse além de “vestir a camisola da dita, e dinamizar o parque de merendas”. Como se uma Câmara PSD, fosse melhor para Canelas do que uma PS.

Se a eleição do Camilo veicular a vitória do candidato Mendonça, não vejo o que de mal tal possa ter. Para Canelas, pior do que têm sido as Câmaras PSD, não pode acontecer. A obra do actual executivo, vê-se em Pardilhó, Avanca ou no Largo Barbosa, não aqui. Em boa verdade, não vejo motivo ou vantagem na reeleição do actual presidente. Para acabar a obra? Qual? A piscina? A bacia de retenção encomendada para Canelas e Fermelã? O fecho das urgências de Salreu? O desmoronamento por completo da cidade? O extermínio das aves no baixo Vouga?

Com mais um mandato de 4 anos pela frente, o actual presidente nada fará de novo à frente da CME. Limitar-se-á a manter o entretenimento instituído até metade do mandato, porque na segunda metade, estará à procura de outra vida. Acredito que o PSD não tivesse mais ninguém para candidatar por Estarreja. Não me parece boa ideia, uma nova dose do mesmo.

Em nota de rodapé, e apenas para esclarecer, o entusiasmo referido é expressão de quem o afirma. Move-me a vontade e o dever de, conscientemente, apoiar quem de melhor se apresente na defesa dos interesses desta terra. A escolha é óbvia.

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

valor acrescentado

Maria de Medeiros é a terceira escolha do PS por Lisboa. Eu por acaso acho bem a distribuição destas prebendas, sinecuras e tachos, até porque está na cara que a senhora tem enorme potencial no acrescento de boçalidade que faz escola ali para S. Bento. A menos que seja por causa daquela coisa das quotas, esta merda bateu mesmo no fundo e não há sobreviventes.

a minha deputada

Fico muito satisfeito por saber que a deputada do PS por Aveiro é a dona Maria de Belém. Estou absolutamente convencido que é a pessoa indicada para pugnar pela região que, se por acaso não souber onde fica, é só dizer, que a gente manda-lhe um mapa.

litanias

A resposta a esta missa encomendada, está aqui, na citada zanga, cujas razões foram; a falta de investimento na freguesia, os orçamentos de 250.000€, e o nenhum respeito do PSD pelas pessoas desta freguesia. É um hábito muito cristão.., o das missas pelos defuntos.

eleição para a JF Canelas

O Camilo disse ontem, das razões que o movem enquanto candidato à Junta de Freguesia de Canelas e, nem sequer me estou a referir às pessoais mas, pelo que se propõe lutar para que esta freguesia saia, finalmente, da idade medieval em que se encontra.

A sua candidatura, é uma oportunidade que Canelas não pode desperdiçar, pois não terá outra desta qualidade, durante a vida da maior parte dos habitantes. Claro que a concretização das propostas apresentadas, passará, em grande parte, pela eleição do candidato Fernando Mendonça, à CME. Mas, a acontecer, teremos a garantia de que o essencial para a vida de quem aqui vive e trabalha, será feito, o que contrasta com as propostas do PSD que de momento, só nos garante a construção de mais uma fossa de merda, e um aumento imoral no preço da água que consumimos.

Eu exijo dos meus conterrâneos, a clareza de espírito e a inteligência suficiente para saber distinguir entre pessoas que financeiramente desinteressadas, se dispõem a consagrar parte da sua vida à cousa pública, e partidos políticos que no caso em concreto, apenas têm sabido fazer de Canelas, a sanita do Concelho. Seria criminosa a troca do seu voto, pela cor do partido ou, pela esmola de uma sardinha e um caldo verde, uma vez por ano, prática aliás, que só a falta de vergonha na cara, seja dos promotores ou dos passeantes, permite que aconteça.

Não eleger o Camilo, significaria na prática, adiar para as calendas o futuro, dos eleitores, dos seus filhos e netos. Seria simplesmente, a realização da mediania imbecil que tem sujeitado Canelas à insultuosa pasmaceira em que vegeta.

Claro que o PSD não age de boa fé para connosco. Se o fizesse, teria sabido promover a satisfação das necessidades da freguesia. Teria sabido escolher candidatos com as qualidades que se exigem para a administração pública. Teria uma política de trabalho e desenvolvimento. Teria um tratamento de equidade e justiça para com as freguesias. Mas, como está à vista, o PSD não faz trabalho. Dedica-se mais à putice. E já agora, novos e repetentes candidatos às juntas de freguesia do Concelho, atentem nas linhas de força do candidato Camilo Rego. Pode ser que aprendam alguma coisa.

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

por Canelas

O Camilo, formaliza hoje a sua candidatura à Junta de Freguesia de Canelas. Fá-lo como independente nas listas do PS, num acto de grande abnegação pelos superiores interesses desta freguesia. Só por isso, merecerá toda a gratidão dos naturais e/ou residentes nesta pequena aldeia do Concelho de Estarreja.

O PSD de Estarreja, entendeu que o Camilo é demasiado exigente e incómodo quando se trata de defender os interesses desta terra, pelo que descartou a possibilidade de o convidar a candidatar-se nas suas listas. Por tamanha mesquinhice, se entende a política do PSD para as pequenas aldeias. Não quer à frente destas, gente que exija respeito, tratamento de igualdade nas oportunidades, e nos orçamentos municipais.

Pelo carácter, pelos serviços que já prestou a esta terra, pela experiência na gestão pública, pelo conhecimento que tem das insuficiências desta aldeia, o Camilo é a pessoa certa para dirigir os destinos de Canelas e, mostrar a quem nos despreza, com que dignidade se ergue a força da razão.

fácil de entender

o desastre social e económico da governação Pinto de Sousa.

Jovita?

Gente de grande visão e curta memória. Os portugueses já disseram NÃO à regionalização. O país não tem tamanho para ser país, muito menos para ser dividido em governos regionais. Para quintal, já tenho um próprio e pessoal.

Agora é natural que deputados com o trabalho e capacidades já demonstradas, como é o caso da dona Jovita, queiram ampliar o leque de oportunidades de encaixe tanto mais, que o número de oportunistas não para de aumentar. Louça para lavar e meias para coser, não há lá por casa?

Estarreja para além do carnaval

Por Estarreja, PS e PSD batem-se pela autoria da ideia de uma hipotética instalação de uma oficina de baterias da Nissan, nesta localidade. Mais uma baiuca de poluição que parece ser a única coisa que vem para Estarreja.

Acontece que o investimento da Nissan, a realizar-se, será com dinheiro nosso, da Caixa Geral de Depósitos. Duzentos milhões de euros, é quanto o governo português pagará para a Nissan, instalar uma fonte de poluição em Portugal.

Fosse o investimento daquela empresa, ou marca, ainda se compreenderia a euforia e a disputa da autoria da ideia. A concretizar-se, o governo meterá 200 milhões de euros do nosso dinheiro, para os japoneses, levarem os lucros. É por isto que se batem PS e PSD de Estarreja.

Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

o farturas

Dá gosto! Aumento dos subsídios aos mais necessitados; apoios aos estudantes; financiamentos para a compra de painéis solares; 5.000 euros na compra de um carro a pilhas; cheques-dentista; vacinas grátis para todos, e ainda agora são 16:00. Até à meia-noite ainda sai o euromilhões a toda a gente.

Até Outubro, é óbvio que cada eleitor vai acumular uma fortuna em promessas. A coisa promete. Como diz o João Gonçalves, ainda vamos ver o senhor Pinto de Sousa a distribuir farturas. Grátis, evidentemente.

isto é política, negócio ou, crime?

Se bem percebi, caso as coisas não corram como esperado para a Mota-Engil, o Estado, quer dizer, eu e o leitor, compensaremos a dita. No entanto, se as previsões forem ultrapassadas, o Estado, não recebe mais nada.
Esta negociata, faz-me lembrar uma outra, a da concessão da exploração da ponte Vasco da Gama, cujo ministro das obras públicas, Ferreira do Amaral, concedeu um contrato de exclusividade, obrigando o Estado a pagar indemnizações à Lusoponte, caso viesse a ser construída qualquer outra ponte.

O senhor Amaral, é agora o presidente da Lusoponte. Adivinha-se o futuro do ministro Lino, tanto mais que continua em funções.

Terça-feira, 21 de Julho de 2009

tende fé irmãos

Um futuro engenheiro em potencial, da leva socialista p’ras estatísticas.

Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

venha o diabo..,

o candidato socialista à CME, promete festa. Não é que nos sintamos infelizes já que o que não tem faltado no Concelho, são festas e isto, apesar de faltarem muitas outras coisas. Mas o senhor Mendonça, promete uma coisa mais “a sério” tipo festa continuada e ininterrupta.

Primeiro foi o anúncio da constituição de uma empresa municipal – ao que julgo – para manter o Carnaval a tempo inteiro. Agora brinda-nos com a constituição de uma outra parceria, para transformar Avanca na Hollywood nacional. Tudo isto com os inesgotáveis dinheiros públicos, como é natural.

As coisas são o que são e, se estas “ideias” são economicamente viáveis, o senhor Mendonça deve incentivar os privados a concretizá-las, podendo e devendo mesmo, tornar-se sócio de tão notáveis empresas, investindo nas mesmas, capital próprio. Caso contrário se, se destinam apenas a serem novos sorvedouros dos dinheiros que já não temos, seria melhor que o senhor candidato começasse a apresentar ideias sérias, realistas e fundamentalmente, rentáveis a curto prazo.

Já basta a inaceitável delapidação de dinheiros que é feita na distribuição de apoios e subsídios a colectividades de berlinde e pião. Chega de palhaçada, rotundas e piscinas. Estarreja, é um aglomerado de ruínas, onde não há condições mínimas de desenvolvimento habitacional ou comercial. Talvez fosse bom começar por aí.

ajudas

Em campanha eleitoral, o senhor Pinto de Sousa vai multiplicando as promessas de apoios avulsos aos mais necessitados, exigindo a outros que apresentem um programa, como se as suas promessas de ajuda aos pobrezinhos, constituíssem em si mesmo, qualquer programa.

A verdade é que os pobres são cada vez mais, e prometer qualquer tostão dos cofres públicos a um povo que não quer trabalhar e muito menos estudar, é garantir muitos milhares de votos. Na cabeça do senhor Sousa, o país não passa de uma enorme instituição de caridade que a destruição da classe média vai suportando, até ao dia em que essa mesma classe, por força da extorsão fiscal, se incorpora e eleva, o número dos pobres.

O caminho para a construção de uma sociedade desenvolvida e capaz de prover o seu próprio sustento não passa certamente pelo manancial de “ajudas” que apenas ajudam o país a empobrecer.

Passará seguramente por muito trabalho, muito estudo, investimento, investigação e desenvolvimento. Dizer a um país de mandriões e oportunistas que vão ter de trabalhar, não dará votos. Mas continuar a enganar um povo de coitados idiotizados, propagando que o seu futuro passa por viver à custa de outros, é antecipar um fim ignóbil e ultrajante de qualquer espécie de dignidade.

Política e crime, são a mesma coisa

O negócio dos contentores de Alcântara, feito entre o Estado e o grupo Mota-Engil, seria um escândalo de dimensões nacionais em qualquer lugar do planeta com alguma vergonha na cara. Mas aqui, neste sítio pobre, deprimido, manhoso, cheio de larápios e cada vez mais mal frequentado, a coisa passa com umas tantas notícias, umas tantas declarações piedosas e umas idas à praia em tempo de Verão. A verdade é que a história cheirou mal desde o início. E não era só pelo facto de os indígenas ficarem separados do rio Tejo por uma barreira de contentores. Era desde logo pelo facto de um grupo privado ver uma concessão prorrogada por mais 27 anos, sem concurso público, e com cláusulas altamente lesivas para os cofres do Estado. É evidente também que a coisa da vista serviu para esconder os milhões de estavam em jogo, como o Tribunal de Contas do insuspeito socialista Oliveira Martins fez saber sem margens para dúvidas. O negócio é uma escandaleira imensa e só beneficia o grupo Mota-Engil. É evidente também que a sempre atenta Maria José Morgado fez saber logo que a coisa estava debaixo de olho e que o Ministério Público estava a preparar uma investigação. Outra coisa extraordinária quando um Tribunal de Contas vem dizer que o negócio em causa é, de facto, uma roubalheira dos dinheiros dos contribuintes e dá o nome aos bois. É claro que no meio desta desbunda socialista ninguém se lembrou de que este escândalo obrigava o ministro Lino a sair do Governo do senhor presidente do Conselho a alta velocidade. Mas não. Neste sítio um ministro pode ir para a rua por um par de cornos infantis ou por uma piada de mau gosto. As roubalheiras, os negócios escuros, os compadrios, a corrupção a céu aberto e o tráfico de influências, não só são tolerados como premiados nas urnas. É por isso que, mais do que nunca, era importante uma palavra de Cavaco Silva.

António Ribeiro Ferreira, Correio da Manhã

Apenas me permito discordar, da palavra de Cavaco e Silva. Não é necessária. Quem pôs a economias a render na Dona Branca do BPN, conseguindo 138% de lucro em menos de dois anos, ajudando a criar o buraco que hoje pagamos, não tem idoneidade intelectual para criticar outras roubalheiras. Deveriam ser os cidadãos a exigirem responsabilidades a quem os rouba. Lamentavelmente, a generalidade destes são feitos da mesma massa e, quando podem, roubam como os demais.

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

bebam vinho

Um gajo anda sempre a aprender. Convencido que estava de que as Câmaras seriam solidárias com os seus munícipes, venho agora a saber que a de Estarreja, votou a criação da Águas da Região de Aveiro (ARA), por solidariedade para com os outros municípios.

Os patetas que aqui vivem, que se fodam. Paguem a água ao preço do vinho (bom) que é para aprenderem a escolher quem os governe. A irresponsabilidade deve ser mútua. Câmara e munícipes, estão bem uns para os outros. A generalidade daqueles que têm a inteligência e os meios para fazerem ouvir o seu protesto, ainda não se manifestaram. Deduzo que estarão de acordo com um aumento de 130% no custo do mais essencial dos bens. E viva a liberdade.

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

impagáveis

A dona Roseta e o senhor Alegre, são uma dupla impagável que fazem do melhor humor da paróquia, para delícia dos pagantes, em anunciada e permanente ruptura com a entidade empregadora mas, na hora da verdade, estão sempre do lado conveniente.

Os cidadãos por Lisboa, votaram na senhora porque queriam outra cidade, independente dos partidos que vão atrofiando o país. Perante um decréscimo de confiança dos seus eleitores, a senhora arquitecta, não encontrou outra garantia para manter o tacho que não refugiar-se nos braços do Costa, à sombra protectora do PS. Seguramente, perderam os quatro. Ela, o Costa, o PS, e a cidade.

Já o humorista Alegre, conhecido por votar a favor do que considera errado, deixou-se de questões fracturantes e abrigou-se no Largo do Rato, na perspectiva de que a entidade empregadora o apoie para presidente da república. Vidas inteiras a sorver o erário público sem uma só contribuição ao país, digna de registo.

Até o Zé que fazia falta, mandou à fava os idealismos e tratou de se aconchegar na vida. Gente digna da maior admiração e, já agora inveja. Foda-se que eu tive de trabalhar toda a vida.

dificuldades com a matemática

Fantástico pá! Equipa afinadinha em tempos de arrumar os pertences, a prometer coisas que não sabe bem o que são, e muito menos, quem é que vai pagar. Mas muito piedosa e cristã a preocupação com os pobrezinhos que é preciso manter a qualquer custo. Pobres e de preferência, estúpidos.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

a água e os truques habituias do PS e, do PSD

Segundo a matemática do José Matos, com a adesão da CME à ARA (Águas da Região de Aveiro) o custo deste bem, aumentará 28% durante os próximos 5 anos e não, os 130% anunciados pelo PS. Ao que explica, as contas do PS terão sido feitas sobre os escalões de consumo mais elevado, enquanto as do PSD, reflectirão o aumento do escalão médio.

Se isto é a fundamentação que se exige à tomada de decisão, não serve. Num país com as carências económicas que se sentem, uma economia em deflação, desemprego crescente e salários baixos e estagnados, qualquer aumento de preço superior à inflação – e tal já não é bom porque significa a estagnação da riqueza das famílias – é inadmissível, para não dizer outra coisa.

Dê as voltas que quiser, o PSD/Estarreja ou, o José Matos, o custo da água vai mesmo aumentar 130%. É necessário perceber, que os grandes consumidores, aqueles que serão mais onerados, são os pequenos empresários, a indústria e os produtores agrícolas, que não deixarão de fazer incidir no custo dos bens produzidos, o aumento dos factores de produção. Com esta decisão, a CME/PSD, para além de prejudicar economicamente os cidadãos residentes, agrava a situação de competitividade das empresas e produtores instalados no Concelho.

E isto, é dramático para não dizer criminoso. Se a constituição da ARA se justifica pelo concurso a fundos e recursos públicos, para ampliação ou renovação da rede de distribuição, deve a dita ser pensada para optimizar a gestão de um recurso essencial à vida e à economia, e não no objectivo de assaltar o bolso dos cidadãos e das empresas, para alimentar a pão-de-ló, mais uma catrafilada de boys, e distribuir dividendos às autarquias.

Estão agora claros os prejuízos que este tipo de decisão provoca, bem como os objectivos subjacentes. Não sei se outra gente faria diferente. Pessoalmente, entendo que os partidos políticos são uma chaga para o país, talvez não devido à sua própria natureza mas, à generalidade da gente que os corporiza. Os eleitores, esses devem fazer contas à vida e ver se ainda têm dinheiro para continuar a sustentar quem vive à sua conta.

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

a obra, e o balanço

Diversamente tenho manifestado o afastamento e mesmo repúdio que me merece o sistema partidário vigente. Considero-me cidadão vitimado pela partidocracia na figura da muchachada que alegre e irresponsavelmente, tomou conta do país, e o conduziu ao lugar que hoje ocupa; o último na EU e na generalidade dos indicadores sócio-económicos.

Vivemos numa sociedade ficcionada, alicerçada na propaganda e irresponsabilidade que todos pagaremos. A vida fácil dos subsídios, dos Magalhães, das novas oportunidades, da certificação de competências, do crédito fácil, está no fim. Amanhã mesmo, será divulgado um relatório sobre o programa das novas oportunidades que arrasa o dito pela inutilidade de se gastar muitos milhões de euros, a fazer crer que um papel qualquer, capacita quem quer que seja de competências e conhecimentos que efectivamente, não adquiriu, nem ninguém reconhece.

Em boa verdade, não temos outros partidos, nem outra gente. Somos quem somos, a viver de expedientes porque o trabalho duro será para outros povos. Estamos chegados a um tempo de escolhas. As eleições deveriam ser uma coisa digna e séria, porque é a gente que se escolhe que determina o nosso futuro. Infelizmente, as coisas não são assim. Vota-se num regedor porque este passa convenientes atestados de pobreza, num presidente de câmara porque nos emprega um familiar, num governo por simpatia, ou fé no partido. São as escolhas que se fazem numa sociedade onde é permitido e aceite que o partido leve a passear os eleitores idosos, quatro dias antes das eleições. Ao aceitarem tal, os próprios eleitores são coniventes com esta enorme desonestidade e actores do ficcionismo anteriormente referido.

Aqui pela minha aldeia, creio que o PSD foi, desde sempre, o partido vencedor. Esta hegemonia, construiu-se em tempos de caça às bruxas, na convicção de que os comunistas iriam tirar as parcelas aos seus proprietários. Hoje, não é muito diferente. Quem vota, e tem ainda pesadelos com o comunismo, vai na excursão à Quinta da Malafaia, organizada pelo Câmara, ou seja, pelo partido no Poder, e quem não pensa assim, não vota. Entenda-se que comunistas, são todos os partidos à esquerda do PSD. A imbecilidade é tanta e tal que nesta aldeia rural, pobre e estagnada no tempo, o segundo partido mais votado é o CDS, uma agremiação semi-privada cujos simpatizantes cabem num táxi, e representa nada na sociedade portuguesa.

O resultado, e outro não seria de esperar, é o do total desrespeito e abandono desta freguesia, por parte do PSD que, desde a democracia e apenas com um intervalo, gere o Concelho de Estarreja. Aplica-se aqui, o caso da esposa, a tal que está sempre certinha. Merecemos anualmente um orçamento camarário de 250.000 euros, cuja efectivação se faz normalmente pela metade. É quanto investe a CME/PSD nesta freguesia, por ano. Compreende-se que se não possa fazer balanços. Não há nada feito para além do que o magro orçamento permite. As ruas estão limpas. É este o balanço que se pode fazer da gestão da CME enquanto liderada pelo PSD, para esta freguesia de Canelas.

Somos 1.500 pessoas, com uma média etária bastante elevada, temos um restaurante, um mini-mercado e uma micro-empresa do sector da construção, que vão dando uma mão de empregos, quando há trabalho. No presente mandato, a CME fez construir uma piscina em Estarreja e remodelou Pardilhó. É tudo.

As freguesias pequenas, lideradas por eternos crentes do PSD, consolidaram o atraso e a velhice dos seus habitantes. Estes, também não conhecem do mundo o necessário para exigirem outra coisa. Concedem o voto por uma excursão a Viana do Castelo, uma tigela de caldo-verde e uma sardinha no pão. São almas que consideram tal evento, um luxo que a extrema pobreza económica e intelectual, agradece. Um dia diferente neste pasmar dos dias sempre iguais, sentados num mocho ao portão ou, nas cadeiras de pau do centro-de-dia, até que a morte se lembre deles.

É esta a obra do PSD na CME.

a questão do aumento do preço da água

Tinha esperança que o soubesse entender alguma ironia. Enganei-me mais uma vez. Não é fácil explicar a quem não quer perceber. Efectivamente, é tempo perdido discutir o que quer que seja nestas circunstâncias.

Vou tentar ser directo e claro.

1. A água é um bem essencial à vida, finito e escasso. Deve ser acessível a todos, em condições que todos, possam pagar.

2. O custo da exploração e distribuição da dita, poderia já estar financiado pelos consumidores na enormidade dos impostos a que estão sujeitos. Aplicando o tão utilizado princípio do utilizador/pagador, para que servem por exemplo, os 70% de imposto que pagamos nos combustíveis se o custo real está pago nos restantes 30%?

3. O país das maravilhas, é um conceito seu, e não meu. Do que falo é de “sociedades equilibradas”. Tal seria possível se a política não estivesse recheada de bonzos e patetas que os sustentam.

4. Demagogia, é querer fazer acreditar que um aumento de preço na água entre 25 e 130%, é moralmente aceitável, apesar de compreender que o próprio Zé votou favoravelmente esta situação, seguramente na defesa dos interesses dos seus eleitores. Municípios houve e mesmo responsáveis políticos do PSD/Estarreja que perceberam de que lado deveriam estar. O Zé apenas percebeu que deveria estar do seu próprio “lado”.

Está o meu amigo errado ao pensar que somos todos idiotas e em persistir em nos tomar por ignorantes. Efectivamente, há gente que não aprende nada ao longo da vida. Mas, são cada vez menos os casos.

Esta discussão termina aqui. Ou o PSD/Estarreja explica direitinho os fundamentos desta decisão ou, sujeita-se às consequências que se extraiam da questão.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

quanto à questão da água,

aqui do meu desconhecimento e ignorância sobre tudo o que se passa, vale-me a clarividência do Zé Matos sobre todos os assuntos e mesmo os que o não são, que vai tendo a paciência de me elucidar sobre as graves problemáticas que a mancebada política vai produzindo para seu contento e benefício.

Efectivamente, desconhecia a escassez de um recurso natural como a água, e a necessidade da racionalidade no seu consumo. O que não desconhecia, é que tal se faria pelo aumento do seu custo, disponibilizando-a à farta às classes que a podem pagar, em desfavor da grande maioria que, na sábia e douta opinião do Zé, terão uns pingos de vez em quando subsidiados por dinheiros públicos, dentro da tradicional linha de apoio aos pobrezinhos.

Do alto da minha ignorância, sempre pensei que um recurso que suporta a vida, um recurso natural de propriedade colectiva, seria um direito tão natural quanto a própria vida. Claro que estava enganado. Este recurso, deve ser privatizado e vendido a quem o puder comprar, numa óptica de mercado visando o lucro proprietário, e distribuindo comissões a autarquias e outros participantes no negócio.

O que agora se discute sobre a água, discutir-se-á no futuro relativamente a muitos outros recursos e bens. Combustíveis, cereais, legumes, frutos, etc., para já não falar no acesso a coisas tão simples como, frequentar uma praia. A lógica, perante uma redução de recursos essenciais ou a de beneficiar de privilégios, é e será sempre a mesma; o favorecimento das classes dominantes, em detrimento da maioria explorada e sacrificada. Se fosse preciso um exemplo, bastaria aquele plano de vacinar prioritariamente os políticos em caso de pandemia gripal. Depreende-se do dito, que já nem a mãe natureza consegue livrar o mundo de sanguessugas.

O que me custa a engolir, é que sejam os potenciais futuros sacrificados a defenderem as políticas que inexoravelmente conduzirão ao seu próprio sacrifício. A bestialidade das massas é algo que serve na perfeição ao crescente aumento de poder dos exploradores sobre os explorados. Basta ver as leis que se vão produzindo. Num mundo equilibrado, os consumidores estariam suficientemente educados e esclarecidos para o uso racional de todos os bens finitos. Nesse mesmo mundo, a dramatização da água não se faria, uma vez que a tecnologia permite a sua dessalinazação, bem como reciclagem. Os governos, se estivessem efectivamente preocupados com este recurso, não deixariam que 70% da água transportada nas condutas, se perdesse nas rupturas dessas canalizações ou, que detentores do poder económico, poluíssem industrialmente a atmosfera condicionando o planeta a efeitos de estufa que produzem as alterações climáticas que se conhecem.

O que efectivamente se passa, é que o Estado procura aumentar continuamente os seus recursos financeiros, mesmo que se à custa de bens que não são de sua propriedade, como é o caso da água, - da qual deveria apenas ser gestor - usando para tal quem um dia jurou defender os seus eleitores.

O que não desconheço, é que estas políticas de foder os mais desfavorecidos são resultado deste atavismo eterno, perpetuado pela estupidificação e ignorância de regedores que anuem a tudo o que lhes é indicado pelo seu senhor, seja ele o partido ou o doutor a quem devem o emprego dos filhos. Valha-nos quem tão bem sabe defender estes crápulas e clarificar as ideias preconceituosas sobre quem tão bem nos quer.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Photographo d'Aldeia

Danças d'Aldeia

Grupo Etnográfico Danças d`Aldeia nas festas da Cidade de Estarreja.

é preciso não desesperar

Até ao momento, apenas o PSD anunciou o seu candidato à junta de freguesia de Canelas. Este, disse umas circunstanciais e inócuas palavras enunciando as linhas de força da sua candidatura, resumidas na promessa de vestir a camisola da freguesia, e desapareceu.

Os partidos políticos merecem-me toda a desconfiança. Não representam a sociedade portuguesa para além da defesa dos interesses de diferentes lobies que vivem na sombra do Estado, e do carreirismo político que leva ao poder gente que não tendo condições para se governar a si mesmo, acaba a governar uma nação.

O sistema político, por intermédio dos partidos, vedou o acesso de cidadãos independentes às funções políticas e, na prática, inviabilizou o aparecimento de novos partidos ou movimentos de cidadania, obrigando quem se dispõe a servir a comunidade, não se revendo na actual partidocracia, a candidatar-se nas suas listas.

É nesta situação que deponho todas as esperanças de que Canelas, possa vir a ter um candidato que sacuda este marasmo ancestral em que vivemos. Precisamos de alguém que possa e saiba liderar uma corrente de inconformismo para com o abandono a que Estarreja tem votado as mais pequenas freguesias, que lute pela alteração do PDM, que exija um tratamento de respeito e igualdade para com os habitantes desta aldeia. Alguém que saiba distinguir o necessário do acessório, e se não comova com palmadinhas nas costas e porcos assados.

Não espero um Messias. Apenas alguém inteligente e honesto, com os ditos no sítio e determinação em trabalhar para o bem comum, porque para vestir camisolas, ou continuar a obra do actual executivo, a gente dispensa a maçada.

quem nos defende dos assaltos?

Segundo o PS, os senhores presidentes das juntas de Freguesia de Veiros, Canelas, Salreu, e Fermelã, votaram favoravelmente a adesão da CME à ARA (Águas da Região de Aveiro) a tal coisa que vai aumentar o custo da dita ente 25% segundo o José Matos, e 130%, segundo o PS Estarreja. O presidente de Beduído terá votado contra.

Eu babo-me de espanto. Com que consciência, conhecimento ou moral, terão estes senhores votado favoravelmente uma decisão que se reflectirá dramaticamente na vida dos cidadãos. Logo os presidentes dos aglomerados mais pequenos e desfavorecidos, cujas competências são, o que salta à vista?

Será que estas pessoas não pensam pelas suas cabeças. Será que a crença partidária lhes tolhe a inteligência. Se o próprio vice-presidente da CME se declarou incapaz de ver os benefícios de tal adesão, que terão visto estes indivíduos?

Talvez estes senhores nos devam explicar os motivos em que basearam as suas decisões. Se é que existem.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

merecem-se

As conclusões do inquérito parlamentar ao BPN, por decisão do PS, não tem conclusões. São 6 meses de trabalho, atirados ao lixo, apenas para salvar a pele do senhor Constâncio cuja entidade a que preside, irresponsavelmente deixou andar até ao fim. No mesmo dia, a justiça deverá devolver à liberdade o senhor Oliveira e Costa, ao que se sabe, o cérebro de toda aquela vigarice, e único preso preventivamente.

Entende-se a choldra habitual deste país de ronhas que se habituou à impunidade onde pulha algum exige responsabilidades a outro pulha. É assim desde que se conhece a história deste sítio cada vez mais mal frequentado. A coisa é simples de entender e resume-se ao chamado centrão. A SLN, proprietária do BPN, é um produto de figuras gradas do PSD, gente com capacidade de influência e conhecedora dos corredores do poder. Armaram uma grossa vigarice que o Banco de Portugal deveria ter evitado. Por desleixo, incompetência ou qualquer outra razão, o socialista senhor Constâncio, fez vista grossa ao esquema. As contas acertam-se agora; não há acusados do PSD e o governador do BP sai ileso de um processo em que tem óbvias responsabilidades. A conta e não é pequena, manda-se aos contribuintes.

Nos Estados os Unidos, o senhor Madoff, por burla idêntica, em seis meses, foi investigado, julgado e condenado a 150 anos de prisão, para além de lhe terem sido confiscados todos os bens. Por cá, não se passou nada.

Esta canalhada que tomou o poder de assalto, tem menos culpa do que os eleitores. Limita-se a cumprir a função da raposa dentro do galinheiro. Agora as bestas que continuam a legitimar com o voto este chavascal, merecem bem o país que têm.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

era uma antiga aspiração

agora satisfeita graças a um colectivo de juízes sábios e generosos, finalmente, matar um humano, deixou de ser castigado com pena de prisão. Isto sim, é progresso e satisfação de uma justificadíssima reivindicação da malta que gosta de se divertir a martirizar deficientes até estes darem o peido mestre.

Ao colectivo que julgou os energúmenos, aqui fica a nossa homenagem por tão sábia e corajosa decisão e os votos para que um dia destes, os mesmos ou outros animais da mesma espécie, não atem à porta do tribunal, tão ilustres juristas.

Fica apenas difícil de perceber o que é mais hediondo; se o crime ou, a pena.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

o preço da água

O PS/Estarreja diz que o preço da água concelhia aumentará 130%, durante os próximos 5 anos. O Zé Matos diz que a água aumentará 25% sem especificar qualquer período. Será 25% por ano? Numa questão de tão grande sensibilidade social, qualquer aumento terá consequências na qualidade de vida dos cidadãos. Convinha esclarecer tal disparidade.

o estado a que isto chegou

depois de Loures e Setúbal, novos e graves desacatos, agora em Lisboa, numa tasca ali para os lados de S. Bento.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

transparente, como água

Pelo que aqui se pode ler, parece que toda a gente vai ganhar com o negócio da ARA (Águas da Região de Aveiro). Ganham as autarquias, ganham os trabalhadores, ganham os administradores, ganham as empresas fornecedoras, ganha a cidade de Aveiro, ganham os penduras do costume. Até os consumidores ganham um aumento do preço da água superior a 100%, Uma festa em que todos ganham.

Continuamos à espera que o senhor presidente da CME nos explique, o que é que ganham os estarrejenses consumidores de água e pagadores de impostos.