Domingo, 30 de Agosto de 2009

incendiários

Ao final do dia de ontem, mais uma vez, um criminoso qualquer, incendiou a canísia nos campos do Baixo Vouga Lagunar, com o intuito de desproteger as aves e provocar a sua fuga para as regiões vizinhas.

Este problema que se arrasta sem fim à vista, não é de fácil resolução. Nada pode impedir que um destes anormais, lance o fogo na natureza a coberto da sua cobardia e de um estado de evolução animalesco. É uma questão sociocultural que só pode ser enfrentada com a lucidez e coragem necessárias, para lá dos meios adequados ao tratamento de javardos.

Estas medidas não passam seguramente pelo financiamento público de clubes de caçadores, nem pela falta de coragem política que o actual executivo de Estarreja tem revelado, pactuando com a criminalidade praticada por bípedes que se dizem caçadores.

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

pois,

Os candidatos a deputados e os partidos políticos devem concentrar a sua atenção sobre os grandes problemas do país, como o desemprego, a pobreza ou o endividamento, insegurança, competitividade ou cuidados de saúde.

Com certeza que alguns podem desejar afastar as atenções de que o desemprego é elevado, porque Portugal tem problemas de competitividade e de insegurança.

Presidente da República

ARA

O Dec. Lei 90/2009, não obriga nenhum município a aderir a qualquer parceria.

O mesmo decreto Lei não impede consulta pública.

Igualmente, não estabelece níveis de preço para os bens e serviços a contratualizar.

Enquanto cidadão, não entendo o interesse público de pagar a água mais cara do país.

Adenda: Conforme recentemente noticiado, os portugueses manifestam-se descontentes com os actuais preços da água e electricidade que, consideram demasiado elevados.

o discurso do enrola

Não adianta Zé. Não é com discursos enrolados que lá vamos. É com factos e números. Já escrevi que o apoio que der a quem quer que seja, valerá o mesmo que o de qualquer outro cidadão logo, não mereço o tempo que perde na análise das minhas, no seu dizer, incongruências.

Qualquer candidato que vá a votos sustentado em anúncios de despesa pública não essencial, será para mim, mais do mesmo, e o mesmo aqui, é PSD/CDS na distribuição dos dinheiros públicos a entidades que de interesse público, têm nada.

O apoio ao Camilo, é ao Camilo. Considero que a sua candidatura é uma espécie de Euromilhões para a freguesia. Se esta não souber aproveitar esta generosidade caída do céu, é escolha sua. Os residentes civicamente empenhados em melhorar esta terra e as suas vidas, pagarão o preço que as bestas determinarem.

Quanto ao candidato Mendonça, vem anunciando intenções e fazendo propostas que entendo renovadoras do bafio e falta de transparência nos actos públicos que são prática do PSD/CDS. Desta coligação, até agora muda, surda e queda, deveremos esperar o habitual. Ainda assim, espero para ver.

Quanto ao negócio da ARA, a abordagem política contida na pretensa resposta às questões colocadas, não diz nada. A ladainha das contas e a megera tentativa de justificação do futuro preço da água, significa nada. Se dissesse que a ARA pretende gastar o dobro do que diz, o preço da água teria de ser o dobro do que será. É pura conversa para adormecer boi.

A consulta pública neste caso, deveria ser, obrigatória, se é que o não é. E um período de consulta pública nada tem a ver com assembleias municipais, realizadas não para discutir o assunto mas, para aprovar as decisões do executivo, o qual escondeu o assunto dos cidadãos durante mais de dois anos.

Quanto à falta de resposta aos suportes legais para a tomada da decisão, significa apenas o que é óbvio. Nem o Zé os conhece e, possivelmente, nem sequer existem. Ficamos conversados mas o assunto não morre aqui.

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

andam farrapos de nevroses no ar

Ainda que o meu apoio ou desapoio, valha o mesmo que o do Manel Trolha, no sentido de lhe evitar qualquer comoção, faço saber ao amigo Zé que de momento, e ao contrário do que afirma, não apoio o candidato Mendonça. Espero antes a divulgação do seu programa e então, se verá. Assim como, espero o programa do candidato do PSD, este aliás, com grande curiosidade.

umas poucas questões ao Zé Matos

Dado a súbita mudez autárquica, e a gente percebe, talvez o Zé Matos, tão inteirado de tudo, literalmente tudo, nos pudesse explicar algumas coisas simples, mas importantes, nomeadamente:

1. Porque razão a questão da ARA não foi objecto de consulta pública?

2. O que sustenta a decisão de cobrar a água aos preços de Albergaria, sendo estes os mais elevados do país?

3. Que indemnizações estão previstas caso uma futura presidência do município queira desvincular-se do contrato de adesão.

4. Que clausulas protegem os munícipes contra um possíveil abuso de poder por parte da ARA?

5. Qual a legislação e procedimentos internos da CME que legitimam a entrega das águas para exploração por um prazo de 50 anos.

Estou certo que o Zé saberá responder a estas poucas questões, pois que nem me passa pela cabeça que votasse favoravelmente a adesão sem conhecer estas minudências.

percebes, percebes

É óbvio que se candidata quem quer e será eleito quem os eleitores determinarem. Ponto. O senhor António Simões ser uma mais valia para a lista do PSD em Canelas, diz tudo sobre o que se possa esperar de tal lista.

A diferença entre riqueza e pobreza, faz-se pelo dinheiro sem retorno que se gasta, ou no investimento reprodutivo que produz mais valias. O Zé Matos já anteriormente concordou que os impostos a que estamos sujeitos, são excessivos. Aliás, é algo que a sociedade em geral reconhece. A questão, é que chegámos onde estamos devido à orgia de gastos sem retorno que o Estado, e no que está em causa, as autarquias, desbaratam em obras que se dispensam, salários e avenças questionáveis, estudos, consultorias e pareceres, em muitos casos desnecessários ou de favor, parque automóvel, festanças e subsídios que não se inserem no carácter de interesse público, etc., etc.

E para pagar estes excessos, o Estado, as autarquias, vão espremer os contribuintes tornando-os sistematicamente mais pobres e dependentes. É aqui, na autorização destes gastos supérfluos, na autorização à cobrança de novos impostos que os Zés deste mundo, são os principais responsáveis pelo estado da nação.

E quanto à representatividade do povo, falo por mim. Se representasse efectivamente o povo, já não havia Zés metidos a gestores públicos.

Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

constituída a comissão, resolvida a questão

Fodidos, estão os que cegos. A culpa, foi de um ajudante de marceneiro que foi arranjar os pés de uma mesa do refeitório e que por acaso, ninguém sabe quem é.

negócios públicos e vícios privados

Tudo gente séria e transparente. O caso da venda do terreno das piscinas pela CMA ao Beira-Mar, é apenas mais um daqueles negócios em que o património público é gratuitamente entregue para negócios privados. Não há efectivamente riqueza que chegue para sustentar tanta chulice.

Na prática, uma das Câmaras mais endividadas do país, anda a dar o dinheiro dos contribuintes, a clubes de futebol profissional. A mais simplista das explicações, é a suspeita de financiamento ilegal, até porque neste país, já não há ladrões. Agora, só doutores.

repetentes

Ao que se diz pela freguesia, o senhor António Simões, actual presidente da Junta de Freguesia, será novamente candidato nas listas do PSD, aos órgãos locais. A ser verdade, a mesma pessoa que ainda há pouco se declarava ao Jornal de Estarreja, farto e indisponível para se recandidatar, lá dá o dito por não dito, e promete continuar a sustentar as incúrias, injustiças, desleixo, incompetência e desprezo com que a autarquia tem tratado esta freguesia de Canelas.

Igualmente o José Matos, ufanamente se declara pronto para continuar o combate político. Combate político? Antes de falar em combate político, o Zé deveria explicar-nos qual a ideologia, quem e quais interesses defende, no seu “combate político”.

Dispenso estes folclores de engana tolos. Se ambos, independente e reconhecidamente de serem boas pessoas, tivessem um módico de consciência social, vergonha na cara também serviria, seguramente não seriam candidatos a nada, por nenhum partido. O trabalho que desenvolveram fala por si. O país que resultou está aí, traduzido no endividamento galopante do Estado e das famílias. No mais de meio milhão de desempregados. Nos salários mais baixos da Europa. Na rapinagem fiscal a que são sujeitos os trabalhadores por conta de outrem. Na justiça submissa ao poder político. Na falência de muitos milhares de empresas. No ensino que não prepara ninguém para a vida, antes promove sucessivas vagas de gente licenciada em alguma coisa, sem que saiba coisa alguma. Nos reformados e pensionistas que depois de uma vida de trabalho sofrem ainda a indignidade da recorrência à esmola pública, e privada.

Ambos, José Matos e António Simões, validaram as políticas locais de abandono das pequenas freguesias praticadas pelo actual executivo autárquico, os orçamentos de 250.000 euros para as mesmas, a cobrança de todas as taxas e impostos locais nas mais elevadas percentagens permitidas por lei, permanentes políticas de lazer nas quais se enterraram dinheiros públicos sem qualquer mais valia ou retorno. Terminaram em apoteose ao aprovarem a entrega e gestão das águas do concelho pelo prazo de 50 anos e em regime de exclusividade, a uma empresa constituída para o efeito, e de permeio, albergar rapaziada diversa.

A repetência das suas candidaturas significa tão só, a repetência das mesmas políticas megeras, de entretenimento social, vazias e inócuas quanto aos reais interesses das populações, criminosas no que respeita ao afundamento do país. E não estou a confundir o concelho com o país. As autarquias são as principais responsáveis pelos gastos do Estado, as primeiras responsáveis pela qualidade de vida dos cidadãos. Os ratos que vão mijar no mar, fazem-no porque sabem que todas as pinguinhas, contam.

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

não se esqueçam de ir votar

A gente vai aturando e um dia vai fartar-se. O Estado cujos tentáculos se estendem até ao controlo do número de vezes que um gajo mija, ainda que para tal consuma tudo o que o país produz, ameaçou processar uma empresa devido a uma dívida de 48 cêntimos. A mesmíssima administração fiscal, entre as muitas incompetências, desleixos e ignorâncias, deixou prescrever mais uma dívida desta vez, 2 milhões de euros a uma empresa falida, cujo proprietários era, o senhor Veiga, o do Benfica. Durante 10 anos, o Estado não conseguiu cobrar o senhor Veiga. Lembram-se do Carrapatoso…, e de outros concerteza.

E nada acontece. Nem ao senhor Veiga, ao senhor Carrapatoso ou tubarões semelhantes, nem aos responsáveis da administração fiscal responsáveis pela cobrança de impostos. Uns prescritos, outros perdoados e promovidos. O rigor, aplica-se ao Chico, empregado por conta de outrem, um ricaço de 500€ mensais, que nem sequer chega a ver o guito, retido e entregue, à cabeça.

a nova rotunda em Angeja,

serve para quê? Que valor acrescentou ao tráfego rodoviário, para além de nos fazer andar às voltinhas?

Assim se desbarata o dinheiro que se pede emprestado ao estrangeiro. Assim se atira pela janela o futuro dos nossos filhos.

juntos conseguimos

507.700 desempregados.

lembrei-me assim de repente,

será que o competentíssimo e independente ministério público, já saberá em que bolso se foi aninhar a massa do Freeport?

Domingo, 23 de Agosto de 2009

puro oportunismo

Como habitualmente em períodos que antecedem eleições, por estas aldeias, lava-se a cara às paredes, varrem-se as ruas e inauguram-se obras de faz de conta, como fontanários, rotundas ou parques de merenda. O truque habitual para ganhar eleições. Excursões de velhinhos à mistura e ladainhas muito cristãs sobre o melhor caminho, missinhas em directo de Veiros com o senhor presidente na primeira fila, num daqueles actos essenciais que são as aparições, o folclore eleitoralista excita estas almas simples que na sua imensa fé e ignorância, vão agravando a ruína do país.

Ano após ano, este, empobrece e endivida-se. As futuras gerações serão sistematicamente mais pobres que as antecedentes. Os reformados, verão sistematicamente as suas pensões diminuídas. Quem tem poder económico, já pôs os filhos a salvo. Estudam e crescem no estrangeiro. Por cá, ficam os pobres de dinheiro e espírito, a defender quem os fode.

gosto do conceito

Autarquia esperta. Presumo que se trata de uma autarquia de espertalhões. Faltava apenas a confirmação autorizada.

Entregar a gestão da água por 50 anos a uma empresa que a gerirá como e ao preço que entender, retirando aos verdadeiros proprietários – os cidadãos – o direito de se pronunciarem sobre o recurso mais essencial à vida, designa-se agora por um acto de esperteza. Sem dúvida.

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

desalento

A prestação da senhora Ferreira Leite na entrevista ontem à RTP1, foi lastimosa. Sem ideias ou valores, para além do apoio incondicional a amigos a contas com a justiça, sem um efectivo programa de governação, em meia hora de boçalidades e lugares comuns, liquidou com uma mão cheia de nada, qualquer esperança dos portugueses numa alternativa às políticas do talentoso propagandista, senhor Pinto de Sousa.

A classe política em exercício, é hoje o verdadeiro flagelo do país. Manuel Ferreira Leite, limitou-se a afirmar que vai fazer o que tem dito, sem que tenha dito alguma coisa. José Sócrates, farta-se de dizer que vai fazer coisas, sabendo-se que as não vai fazer. Com esta gente, apenas caminharemos convicta e apressadamente a uma situação de crise económica e de valores, sem precedentes.

Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

chega de PSD em Estarreja

A autarquia de Estarreja fechou-se em copas quanto ao negócio da ARA. O gado pagante, não lhe merece sequer a atenção do dever de informação ou, do direito de ser informado. Ao que se diz, este executivo autárquico andou a congeminar, durante dois anos, às escondidas e nas costas dos munícipes, um negócio no qual é difícil vislumbrar qualquer interesse público.

Ao que julgo saber, vereadores do PS/Estarreja, em sessão de Câmara, apresentaram um requerimento no qual pediam a informação dos pareceres e procedimentos técnico-administrativos internos que sustentariam a legalidade da decisão de concessão de exploração das águas e saneamento, por um prazo de 50 anos, à ARA.

Parece que o senhor presidente não quis que se registasse em acta o dito, pelo que a coisa se ficou por uma simples intervenção que aguarda resposta. Se bem conheço o comportamento deste executivo municipal, os senhores requerentes devem esperar sentados, sob pena de virem a morrer, de pé.

Até ao momento, uma decisão de um negócio público que afecta directamente os munícipes, é tratado como qualquer segredo empresarial privado, sem qualquer informação ou esclarecimento, ou mesmo, a transparência que se exige a todos os actos da vida pública, o que é inaceitável a qualquer indivíduo que manifeste qualquer vago sentimento do dever de cidadania.

Fala-se de virmos a pagar a água mais cara do país. Fala-se que a taxa de ligação ao saneamento será abolida, desconhecendo-se o futuro valor das taxas de saneamento fixo, saneamento variável e, conta de resíduos. Talvez não seja o mais importante neste momento. Importante e urgente, é tornar público os contornos deste negócio. Antes do acto eleitoral. Caso contrário, preventivamente, é votar sem dúvida Fernando Mendonça, pois deste executivo apenas poderemos esperar o mesmo tipo de actuação, sabendo à partida o candidato, que dele se espera a renegociação da participação do município, na ARA.

mandarins

Para o actual executivo da autarquia de Estarreja, os presidentes das juntas de freguesia, pelo menos os das pequenas, apenas são tidos em conta para a vassalagem de votarem favoravelmente as propostas do dito. Para tudo o resto, a sua existência é desconhecida e ausente em parte incerta. É-lhes enviado anualmente um plano de actividades que o executivo elabora, e normalmente cumpre pela metade em anos bons, para o qual não são tidos nem achados e, talvez menos de uma vez por ano, passa por cá um indivíduo que se intitula, vereador das freguesias, e parece saber dos planos do executivo, tanto como os ditos presidentes das juntas.

Esta prepotência e claro desinteresse do PSD/Estarreja pelos munícipes é, inaceitável. O candidato Fernando Mendonça, afirma que não terá vereador das freguesias, a meu ver, muito bem. Considera que deverá ser o presidente de cada junta a veicular junto de si, os problemas e necessidades dos munícipes que representa. É um bom princípio.

Por parte do PSD, a renovação de alguns candidatos no que respeita às freguesias, caso sejam eleitos, servirá exactamente para quê? Para continuarem a acenar com a cabeça quando o senhor presidente fala? Concretamente, nesta freguesia de Canelas, caso o PSD vença a eleição, o senhor presidente vai atender a justa reclamação sobre os miseráveis orçamentos anuais de 50.000 contos? Vai passar a atender as solicitações, sugestões e pedidos do seu candidato? Vai exigir-lhe um plano de actividades a desenvolver pela Câmara, nesta freguesia? Ou, como é expectável, vai deixar tudo como está, e esperar que vote de acordo?

Para memória futura

convém saber quem votou favoravelmente a adesão do município de Estarreja à Águas da Região de Aveiro, o que nos coloca no honroso lugar de pagadores da água mais cara do país:

José Eduardo Matos
Abílio Silveira
João Alegria
Alexandre Fonseca
Armando Correia
José Matos
José Teixeira Valente
Agostinho Valente
Carlos Albérico
António Manuel Saramago
António Santos
Pedro Matos
Ìlidia Mónica
César Amorim
António Rebelo
António Rego Simões Pinto
Sílvio Marques
Joaquim Oliveira Henriques
José Fernando Barbosa Henriques
Manuel Nascimento Valente Almeida e Silva

E que Deus lhes perdoe a malfeitoria e os eleitores a não esqueçam.

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

obra urgente e necessária; um matadouro!

Este é um caso insignificante. Um pateta qualquer destes que por aqui arribam, resolveu exibir-se ao volante da sua máquina, a dar cabo de uma obra pública recentemente concluída.

O engraçado da peripécia, é a inqualificável cobardia dos populares que assistiram à função, mas não fizeram queixa à GNR por temerem represálias. Gente que assiste impávida e serena à destruição de um bem público, não é gente. É fauna imbecil e acéfala que vagueia na vida entre o ócio e a manjedoura, até que a morte dela se lembre.

É gado deste que legitima qualquer patifório de taberna a passear-se com malas de dinheiro proveniente da corrupção, licenciados domingueiros a ascenderem a ministros ou, à subjugação da justiça perante o poder político.

Testemunhar e não denunciar a destruição de património público ou privado, é tão ou mais criminoso que a sua prática. O pior da questão, é que a mesma reflecte o Portugal destes tempos. Um país de imbecis; uns a exibirem-se, outros a aplaudirem.

Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

os ricos que paguem a crise

Não se pode esperar de um licenciado da extinta universidade independente, grandes teorias económicas nem qualquer capacidade séria de análise. Em período eleitoral, mais uma vez, Sócrates recupera o jargão d’os ricos que paguem a crise, enquanto vai anunciando nova sobrecarga fiscal aplicável a reformados e trabalhadores por conta de outrem que aufiram alguma coisa acima do salário mínimo nacional.

Num país miserável como Portugal, este discurso rende votos. A prática, enterra o país na miserabilidade do desemprego, do desivestimento, da desgraça alargada a todos, conforme os cânones socialistas destes pés rapados emergidos das berças, entre latidos de cães e balidos das cabras.

Os ricos, resolvem facilmente a situação. Mudam-se e vão fazer a vida para qualquer país civilizado. Consigo levam as respectivas fortunas, fechando empresas e atirando para o desemprego os respectivos trabalhadores. Um país que não atrai investimento estrangeiro, liquida qualquer esperança de progresso ao escorraçar qualquer detentor de capital. Os países de acolhimento, agradecem.

à atenção do senhor candidato Fernando Mendonça

Diria que a decisão da autarquia de Estarreja de integrar a ARA e consequentemente, de pôr os munícipes a pagarem a água mais cara do país, é juridicamente contestável. É uma decisão que não tem sustentabilidade no interesse público – eu pelo menos, não tenho qualquer interesse em pagar a água mais cara do país.

Caso o candidato Fernando Mendonça vença as próximas eleições, é sua obrigação rever todo este processo absolutamente opaco, totalmente conluiado ao arrepio dos cidadãos, de moral e propósitos que se não enquadram no interesse público.

por Canelas

A eleição do Camilo Rego, representa para esta freguesia:

  • Serviços da Junta de Freguesia, abertos diariamente.
  • Capacidades da Junta ao serviço dos cidadãos; impressões, fotocópias, preenchimento e entrega do IRS, pagamento dos vales de reforma, acesso à internet, etc.
  • Pedido de certidões e atestados via internet.
  • Projecto de alteração do PDM para que se torne possível a construção de novas habitações e consequente valorização da propriedade.
  • Projecto de construção de um lar para a infância e terceira idade.

a taxa de roubo

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

os asnos do costume


Premeditadamente, algum asno que por aqui habita, incendiou terrenos do Baixo Vouga, junto à ponte do Ribeiro, em Canelas. Fê-lo em dois dias consecutivos, ontem e hoje, no mesmo local logo, premeditadamente e com qualquer objectivo que, não tendo sido alcançado da primeira vez, o levou a tentar novamente.

A GNR no local, parece não ter qualquer pista para encontrar o responsável. Apesar de se encontrarem pescadores na zona que poderiam ter testemunhado o acto, não me pareceu que os agentes tivessem interrogado quem quer que fosse. Espero estar enganado.

Provavelmente, a proximidade do início da época de caça, não será alheia ao acto, e a impunidade reinante no país, só alimenta o crime.

As maravilhas que os períodos eleitorais produzem

Aos indígenas desprovidos de cérebro, informa-se que 0,3% de crescimento numa merda de economia a negativo, significa, “ter saído da recessão”.

Mais um triunfo da propaganda, perdão, do admirável líder, somente possível graças ao plano tecnológico, aos Magalhães e às criancinhas que aprendem inglês ainda nos tomates dos pais.

A poucos dias de mais uma época de morte

Ao recusar-se a iniciar o processo de constituição de uma Reserva Natural Local nos terrenos do Baixo Vouga Lagunar, o senhor Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, reclama para si, toda a responsabilidade material e moral, pelo abate indiscriminado das aves que aqui se acolhem, nidificam ou habitam.

Esta recusa, tem um só motivo. O voto de alguns indivíduos que de espingarda na mão, destroem a biodiversidade numa área classificada e protegida, no papel. O senhor presidente, que tanto apregoa o projecto Bioria, é o mesmo que perante a ameaça de um pequeno lóbi de gente socialmente marginal, autoriza a destruição da natureza para gáudio de umas poucas alminhas que ainda não compreenderam a urgente necessidade de preservar a natureza, e o meio ambiente.

É bom que os cidadãos adultos e conscientes, no momento de votarem, se lembrem, também, destas posições do senhor Eduardo Matos.

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

uma questão de fé

Quando os interesses de uma nação se confundem com os partidários, quando a governação é eleita em função da clubite partidária, mal anda o país.

É o que acontece em Portugal. E nem valerá a pena referir os incontáveis atropelos que entulham os tribunais, os inúmeros detentores e candidatos a cargos públicos a contas com investigações, julgamentos e suspeitas diversas. O povo português, aceita o princípio da trafulhice, do tráfego de influências, da corrupção, ou do apropriamento indevido, como salutares princípios de vida. A febre partidária limpa qualquer nódoa por muito grande que seja.

Um povo adulto, saberia escolher os seus líderes em função dos seus próprios interesses colectivos, e não por vestirem de rosa ou laranja. Saberia distinguir entre quem se propõe a servir a cousa pública por dever de cidadania, e os que apenas vêem na mesma, uma fonte extraordinária de receitas, mordomias e oportunidades.

As consequências deste laisse-faire, está à vista de todos. Tal como a clubite, a partidarite é resultado de uns poucos interesses privados, à mistura com uma enorme dose de ignorância, analfabetismo funcional, e desresponsabilização colectiva. Preterir gente séria e competente em função de candidatos do partido, é uma questão de fé que só pode resultar no aprofundar deste clima de república centro africana em que vivemos.

Talvez porque, enquanto povo, não mereceremos outra coisa, pois que nem sequer alcançámos ainda a maturidade que separa o trigo do joio.

Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

para memória

Em rodapé da SIC Notícias, passa a informação de que os lucros das Águas de Portugal aumentaram 161% no primeiro semestre.

Aumento de lucros de uma empresa totalmente pública, na distribuição de um bem tão essencial como a água. É esta mesma empresa, através das Águas da Região de Aveiro, que se prepara para nos cobrar a água mais cara do país, por obra e graça dos municípios aveirenses e, no caso, particularmente por decisão do senhor Eduardo Matos, presidente da Câmara Municipal de Estarreja.

reprodutores

A pobreza de espírito é um produto da ambiência social, cultural e económica. Num país como este socrático Portugal, milagre seria não termos mais bestas por metro quadrado do que moscas ao sol.

O avacalhamento dos tempos e das instituições, não será alheio ao fenómeno. A unidade familiar, o casamento e a dignidade pessoal não fazem parte do código de conduta de muito ser, dito gente. Por isso, subsistem indivíduos que mudam de fêmea mais rapidamente do que tomam banho. Juntam-se, fazem um filho à dita e passam a outra. Esta, já com filhos de outras relações, emprenha mais uma vez, enquanto o cobridor muda de estábulo e vai emprenhar outra. E assim sucessivamente.

Actuam na irracionalidade do macho com cio. Fazem filhos e deixam que as fêmeas os criem. Estas, por sua vez, fazem o que podem para alimentar as bocas que vão chegando à mesa. Não deixam as crias morrer à fome mas, mais que isso não sabem ou podem. Criam a prole no exemplo que dão, criando novos machos e fêmeas que por sua vez, e salvo raras excepções, se constituem no que viram fazer.

A vox populi, condena sistematicamente o macho, um desgraçado que não tem onde cair morto; ela é que ainda lhe tem de dar para o vinho e o tabaco que ele, nem para si mesmo ganha. Como se ela, na mesma irracionalidade ciosa, não fosse tanto ou mais responsável pelos filhos que deita ao mundo sem que tenha condições mínimas para os criar e educar, convenientemente.

Criam-se. Abandonam precocemente a escola e seguem a esteira dos pais. Eles a vadiarem, elas a dias onde calha. A sociedade precisa desta força de trabalho imbecil, barata, fácil e dócil. O país a braços com uma baixa natalidade, agradece, pelo que nem me admiraria que o governo estabelecesse qualquer subsídio que ajudasse à subsistência ociosa destes machos reprodutores, ainda que numa sociedade normalmente civilizada, fosse mais natural passar-lhes uma corda ao pescoço e levá-los ao veterinário. Para castrar.

a obra

O PS/Estarreja, divulgou um vídeo no qual reclama como seu, praticamente tudo o que o PSD, em oito anos, apresenta como obra, excepto a fundamental e estrutural piscina, cuja construção em muito favorece o entretenimento dos dias de quem não arranja trabalho, e a respectiva construtora.

Não sei quem terá razão mas, uma coisa é certa. Como marca indelével da sua passagem, o PSD deixa aos munícipes, a prenda de pagarem todas as taxas, impostos e serviços, nos valores e/ou percentagens mais elevadas, permitido por lei. É obra!

propaganda, claro

Imagino que no entender PSD Estarreja, isto seja propaganda eleitoralista. Não terá nadinha a ver com estímulos empresariais e privados, consciência da pobreza que submerge o país, que a eficácia será nula, e que a Mealhada é uma terra pobre, contrariamente a Estarreja, terra de gente que arrota notas de 500. Valha-lhes Deus.

a medida da ignorância

Convém explicar que o post infra (escrito anterior, abaixo, antes deste)seria totalmente despropositado, caso anteriormente [aqui] se não tivesse explicado, como é que os consumidores vão pagar, directa ou indirectamente, o brutal aumento do preço da água que deriva da entrega, por parte da CME, da exploração deste recurso, pelo prazo de 50 anos, à Águas da Região de Aveiro (ARA) uma empresa criada para o efeito e que se propõe, desde já, a cobrar aos munícipes dos Concelhos cúmplices, o preço mais elevado do país.

Também convém perceber que, na prática, este acto equivale à privatização, em regime de monopólio, da água, um bem essencial que é de todos nós mas, cuja exploração a Câmara de Estarreja, decidiu entregar a uma só empresa, sem que para isso, tenha feito qualquer consulta aos proprietários ou seja, aos munícipes.

Não é difícil entender, que passados os 5 anos iniciais durante os quais os preços subirão aos níveis agora decididos, a ARA poderá determinar novos aumentos dos mesmos, em função de quaisquer necessidades financeiras, ou outras. E nada nos poderá valer. Até agora, decisões deste calibre, sancionavam-se nos actos eleitorais. Futuramente, nada ou ninguém, poderá intervir. É pagar e calar.

Daí, o apelo ao Romão. É que o gado que defende estas políticas, não fode só a sua própria vida. Fode quem trabalha, fode a economia familiar, e fode o país. Percebe-se porque é que a vara e o aguilhão fazem falta na educação.

alfabetização, tão necessária quanto o pão para a boca

O minimercado da aldeia, é uma admirável central de comunicação, um ponto de encontro para conversas sérias, entre a compra de dois quilos de batatas, e o roubo de umas cuecas, ou meio quilo de redfish congelado.

Comentava-se hoje, a derradeira assembleia municipal extraordinária, e a questão dos novos preços da água.

Que não senhora. A água não ia nada aumentar 130%, como se diz por aí, ainda que a rês em questão, não soubesse ao certo de quanto seria efectivamente, o dito. E mais, que a oposição, não parara de atrapalhar, e as jornalistas presentes, de falar.

Para um indivíduo normal, a probabilidade de fazer compreender a uma besta destas, as coisas tal como o são, é diminuta. É por isso que apelo ao amigo Romão. Os seus métodos para educar gado, estão amplamente comprovados. Não sei é se ele próprio, terá paciência.

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

vaga de calor em espanha

e não comer? ...da-se, isso é que mata a valer? não comer…, não sei se estão a perceber…, com este calor e tal…

novas oportunidades

Será que a dona Manuela levou aquilo das novas oportunidades a sério na questão do Preto, da Zézinha e daqueles outros senhores reformados?

limpinho

O meu cão é um gajo bem parecido simpático afável fiel à mão que lhe dá o pão insuspeito no desaparecimento de dados biográficos ou na assinatura de projectos de outros animais de envolvimento em qualquer negócio de aterros ou de aquisição de apartamentos a preço de favor de pressionar polícias não convidou a Joana para nada e relativamente a Alcochete apenas fez umas mijas à socapa nos terrenos da reserva natural porque nisto das águas todas as pinguinhas contam e agora que investigadores canadianos descobriram que os cães podem contar até 5 e reconhecer 150 palavras afiançando uma inteligência comparável à de uma criança de dois anos não tivesse o senhor primeiro mandado fechar aquela universidade manhosa e ainda ia a doutor como os outros e quem sabe mesmo a ministro ou presidente da câmara de arroxos dabiela ou coisa assim.

para quem acha a dona Manuela cinzentona

Os comediantes

Ao pedir a um cunhado médico que lhe engessasse o braço antes de uma prova judicial de caligrafia que o poderia incriminar, António Preto mostrou ter um nervo raro. Com este impressionante número, Preto definiu-se como homem e como político. Ao tentar impô-lo ao país como parlamentar da República, Manuela Ferreira Leite define-se como política e como cidadã. Mesmo numa época de grande ridículo e roubalheira, Preto distinguiu-se pelo arrojo e criatividade. Só pode ter sido por isso que Manuela Ferreira Leite não resistiu a incluir um derradeiro arguido na sua lista de favoritos para abrilhantar um elenco parlamentar que, agora sim, promete momentos de arrebatadora jovialidade em São Bento.

À tribunícia narrativa de costumes de Pacheco Pereira e à estonteante fleuma de João de Deus Pinheiro, vai juntar-se António Preto com o seu engenho e arte capazes de frustrar o mais justiceiro dos investigadores. Se alguma vez chegar a ser intimado a sentar-se no banco dos réus, já o estou a ver a ir ter com o seu habitual fornecedor de imobilizadores clínicos para o convencer a fazer-lhe um paralisador sacro-escrotal que o impeça de se sentar onde quer que seja, tribunal ou bancada parlamentar.

Se o convocarem para prestar declarações, logo aparecerá com um imobilizador maxilo-masséter-digástrico que o remeterá ao mais profundo mutismo, contemplando impávido com os olhos divertidos de profundo humorista os esforços inglórios do poder judicial para o apanhar, enquanto sorve, por uma palhinha apertada nos lábios, batidos nutritivos com a segurança dos imunes impunes.

Em dramatismo, o braço engessado de Preto destrona os cornos de Pinho. Com esta escolha, Manuela Ferreira Leite veio lembrar-nos que também há no PSD comediantes de grande calibre capazes de tornar a monotonia legislativa no arraial caleidoscópico de animação que está a fazer do Canal Parlamento um conteúdo prime em qualquer pacote de Cabo.

Que são os invulgares familiares de José Sócrates, o seu estranho tio ou o seu temível primo que aprende golpes de mão fatais na China, quando comparados com um transformista que ilude com tanta facilidade a perícia judiciária? António Preto é mesmo melhor que Vale e Azevedo em recursos dilatórios e excede todos os outros arguidos da nossa praça com as suas qualidades naturais para o burlesco melodramático.

Entre arguidos, António Preto é um primo inter pares. Ao fazer tão arrojada escolha para o elenco político que propõe ao país como solução para a nossa crise de valores, Manuela Ferreira Leite só pode querer corrigir a percepção que o eleitorado possa ter de que ela é uma cinzentona sem espírito de humor e que o seu grupo parlamentar vai ser o nacional bocejo.

A líder social-democrata respondeu às marcantes investidas de Pinho com as inimitáveis braçadas de Preto. Arguidos na vida política há muitos, mas como António Preto há só um. Quem o tem, tão fresco e irreverente como na primeira investigação judicial, é Manuela Ferreira Leite e o seu PSD. Karl Marx, na introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, escreve que "a fase final na história de um sistema político é a comédia". Com estas listas do PSD e com a inspiração guionística de António Preto, Ferreira Leite está a escrever o último acto.

Domingo, 9 de Agosto de 2009

adequação, é fazer obras diminutas, em freguesias pequenas

Este remendo envergonhado, é o bom exemplo da política de pequenas - e demoradas - obras tão cara ao executivo PSD e, ainda assim, apenas concretizadas no âmbito protocolar, dá-me um porco que levas um chouriço.

O remendo em questão, que funciona em regime de fila de espera a partir das 4 da madrugada quando o clínico colocado comparece, é o chouriço pelo encerramento das urgências nocturnas do HVS. Presumo que as vantagens do dito encerramento, ainda não foram percebidas pela população, já que aqui, há gente que prefere padecer em casa, do que recorrer ao magnífico hospital de Aveiro. Uns ingratos que provavelmente, esperam que o novo hospital de Estarreja esteja pronto, para então irem tratar dos seus males. Vá lá saber-se.

Esperamos um outro desenlace no supra âmbito protocolar, que são as compensações pelos prejuízos causados pela construção da A29. Duvido que outra freguesia tenha sido mais prejudicada do que Canelas. Ao que li, o chouriço será, o arranjo da Rua da Estrada (N109) e eu, espero ainda estar vivo para ver tão magnífica obra. Será certamente empreitada de arrasar com o casario existente, rasgar uma avenida de duas faixas em cada sentido, ao melhor estilo Avenue des Champs-Elysées, porque menos do que isso, nem chega a chouriço. De tão entusiasmado com tamanho benefício, atrevo-me até a propor desde já o topónimo adequado a inscrever na célebre plaquinha de acrílico. Avenida Dr Eduardo Matos. E não fazemos por menos.

PS: parabéns pelas fotos de família
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

grandes contratações no defeso

A fantasia vai no bom caminho. Para que não restem dúvidas, aqui está um extraordinário reforço na garantia de manutenção de políticas de educação solidamente ficcionadas, e infantilizadas.

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

ningém fala deles mas, andam por aí

Isso é certo. Albergues, é o que não vai faltar, para além dos já existentes. É que, oportunidades, em Portugal, só à sombra da política e as empresas públicas ou semi, são o único abrigo dos muitos indigentes que, à falta de competências para fazer alguma coisa na vida, vão fazendo o percurso, nos esconsos corredores partidários. Para amparar tanto oportunista, novos, velhos e recuperados, tem de se inventar empresas. Não há outra forma.

A ARA, é mais uma, nascida da cabeça daquelas competências Menesistas cujos cérebros se alojam no bolso. Dos contribuintes, claro.

Um contrato por 50 anos, é coisa que vai muito para além do mandato do senhor Eduardo Matos, possivelmente, mesmo para lá da sua própria vida e, ainda que a lei lho permita, assumir este contrato, sem qualquer consulta pública, mostra prepotência e desconsideração pelos munícipes deste Concelho.

Os partidos no poder, vão e vêm a cada quatro anos e o que o actual determinou, pode valer nada já daqui a dois meses. Hipotecar um recurso vital como a água pelo prazo de 50 anos, não lembraria ao diabo. E ainda que as inteligências Menesistas entendessem constituir a ARA, em que se basearam para determinar que o preço da água nestes municípios, tem de ser a mais cara do país? Não lhes servia um preço baseado na média? Ou qualquer outra solução tarifária como por exemplo, eliminar a taxa de disponibilidade?

Merdas destas, não são política. São violentos ataques à qualidade de vida e ao bolso do cidadão, perpetrados por indivíduos que confundem a gestão dos interesses públicos – do povo – com quaisquer outros.

A meia dúzia de dias de eleições, o senhor Eduardo Matos, teria duvidosa moral para comprometer os cidadãos num assunto de tão fundamental importância. E se isto não fosse o que é, teria proximamente a devida resposta. Da minha parte, não lhe faltará.

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

a experiência conta

Pacheco Pereira, João de Deus Pinheiro, Maria José Nogueira Pinto…, a dona Manuela levou as tangas do Sócrates a sério. Um bocadito requentado e p'ra estes, também já demos.

Águas de Aveiro

Estive a ler o curto decreto-lei 90/2009, o tal que estabelece o regime de exploração e gestão dos sistemas multimunicipais e municipais de captação, tratamento e distribuição de água para consumo público, de recolha, tratamento e rejeição de efluentes e de recolha e tratamento de resíduos sólidos.

Ora o dito, não estabelece, enquadra ou indica qualquer tarifário, o que faz cair por terra a teoria de que os aumentos do preço da água, previstos entre 28 e 130%, decorrentes da constituição da AdA, (Águas da região de Aveiro) seriam uma consequência deste decreto, emanado do governo em funções.

Não. O nível de preços (aumentos previstos), serão os necessários para criar e manter em funções mais um albergue de boys, e respectivas mordomias. Estes aumentos, são efectivamente da responsabilidade dos municípios constituintes que sem qualquer consulta pública, entenderam determinar aumentos inaceitáveis para um bem tão elementar quanto a água.

Fique claro que estes aumentos, são da responsabilidade do actual executivo PSD/CDS de Estarreja, do presidente da autarquia senhor, Eduardo Matos, dos vereadores e presidentes de junta que votaram favoravelmente a adesão à AdA. Para que não reste qualquer confusão.

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

com um bocado de sorte, ainda lhe chamam combate político

A propósito deste caso, lembrei-me de que nunca tive em devida conta, o gado do Romão. Para quem o não saiba, o Romão é um agricultor local que cria e educa os seus animais na arte do trabalho. As suas vacas são famosas e frequentemente convidadas para tudo o que é reunião, evento, ou festa de raiz etnográfica.

Efectivamente, já ouvi da boca de gente que supus ter alguma coisa na cabeça, para além de cabelo, a estória citada. Nem será necessário qualquer esforço intelectual para perceber que a sede da banda é propriedade privada, pelo que nenhuma junta de freguesia, poderá dispor de um bem privado. O que o Camilo disse, e eu ouvi, foi o que aqui afirma.

E já agora, diga-se que a oferta é generosa. A construir-se um lar para a infância e terceira idade, a disponibilidade das instalações do actual centro-de-dia, seria óptima para, por exemplo, se acomodarem os alunos da banda num ambiente apropriado e digno, isto, no caso das respectivas instalações serem públicas, coisa que desconheço. Qualquer besta pode perceber isto.

O boato de que o Camilo quereria expropriar a banda do seu património, só poderia ter partido de um imbecil que aproveitando o analfabetismo funcional de meia dúzia de palermas, tenta criar um facto político para daí retirar proveitos eleitorais. Se assim é, e tudo indica que sim, percebe-se o que, de tal gente, pode esperar Canelas.

Meia dúzia de bestas que vivem e morrem como animais, deveriam estar a discutir a possibilidade de eventualmente, poderem vir a ter uma velhice e morte dignas, tratadas com o carinho e cuidados necessários, numa casa que lhes serviria luxos, que jamais experimentaram ou imaginaram. Mas não. Desenganemo-nos. Discutem uma patetice, manipuladas por um qualquer idiota.

Foi por isto que me lembrei do gado do Romão. Ao pé destes bípedes, que classificamos de gente, as vacas do Romão são, a intelectualidade da freguesia. E, ao Camilo, em vez de se propor a lutar pela construção de um lar, talvez fosse mais apreciada a ideia, de construir um matadouro, no qual se pudesse abater dignamente, estas bestas.

preço do ouro, perdão, da água, em Estarreja

A propósito do previsto, prometido, ou encomendado, aumento do preço da água no município de Estarreja, e talvez mais capaz de responder ao Zé Matos, esteja o candidato do PS, à Câmara de Felgueiras.

Quanto ao Zé, eu não quero maçar mas, lembro-lhe novamente que dele, enquanto eleito à assembleia municipal, esperamos que defenda os interesses dos seus eleitores, não quaisquer interesses partidários, corporativos ou, outros.