Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

sugestão às candidaturas a Estarreja

Creio que facilitaria a consulta dos programas dos candidatos à CME, a sua colocação online para download. Fica a sugestão.

é bom que nos entendamos

Já expliquei que não discuto partidarismos, que não sou filiado, e nem sequer nutro qualquer simpatia particular por qualquer das agremiações que integram a área de negócio da política.

Discuto sim, as consequências que as decisões políticas têm para a vida dos cidadãos, das comunidades, e do país. Discuto a carga fiscal a que somos sujeitos e a aplicação do dinheiro que o estado nos subtrai.

Questionar ou comentar propostas de governo, assim como escrutinar a aplicação de dinheiros públicos, é um acto de cidadania a que, nem cidadãos nem políticos, estão habituados mas, neste negócio, quem não quer ser escrutinado, procura outra actividade.

Os senhores, devem entender que eu pago impostos – demasiados – e que voto, ou seja, legitimo as vossas promessas, gastos, endividamentos e todas as decisões, boas ou más, que tomam.

Não deveriam pois ficar incomodados com as questões ou opiniões com que são confrontados. Antes, deveriam procurar esclarecer, justificar, e clarificar, demonstrando o interesse público das vossas propostas ou determinações. A arrogância, prepotência e demais doutorices, não ajudam a construir um país melhor nem a alterar significativamente e para melhor, a vida dos cidadãos.

O mesmo princípio se aplica aos funcionários municipais que confundem partidarismos, com a legítima defesa dos interesses colectivos. É bom que nos entendamos.

quanto ao programa do PSD para Canelas,

é um misto de algumas ideias retiradas ou coincidentes com o programa da candidatura do PS, outras próprias e interessantes, como é o caso da feira rural, algumas propostas de complicação da vida dos fregueses – falo da eco-aldeia - e ainda outras que disfarçam a incapacidade ou a falta de apoio, para ir mais além.

A estratégia de preservação dos campos lagunares parece correcta, faltando-lhe e definição de um objectivo exequível a curto prazo, para a necessária exploração e rentabilização.

Discordo em absoluto da posição da candidatura quanto à questão da revisão do PDM. É uma questão vital para a freguesia. As explicações que foram dadas, creio que por um candidato à CME, não nos servem nem convencem e o facto do actual executivo local não ter sido consultado pela CME quanto à questão, apenas pressagia que esta não tenha qualquer intenção de promover a necessária revisão. Gostaria de estar enganado relativamente a isto.

Dispensa-se e não seria necessário no dito programa, alguma palhada como é toda a liturgia para a educação. O que há de certo, é o encerramento da escola de imediato ou posteriormente à construção do pólo em Salreu. Falar de educação holística para crianças de 4 anos é uma daquelas ideias peregrinas que resultam das teorias que conduziram o ensino ao estado em que se encontra. Bastaria perguntar aos pais o que é o holismo, acrescendo que aprender música com a Banda ou, fazer desporto no Arsenal, é o que já hoje acontece.

De qualquer forma, exaltações intelectuais é o que não falta à generalidade das candidaturas. Do fundamental para a construção de uma vida melhor, entendo o programa muito vago e nada ambicioso.

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

momento zen

Fui assistir, e enquanto cidadão, participar, na apresentação do programa do PSD a Canelas. Constatações:

· A dona Manuela não sabe o que é asfixia democrática.

· Os senhores do PSD enervam-se com perguntas.

· Segundo o presidente da junta, eu digo mal de tudo.

· Um funcionário da CME, pago também com os meus impostos, garante que a bacia de retenção, com o acordo da Câmara, não será construída, não se comprometendo quanto a uma eventual construção sem o dito acordo. Garante igualmente que, ao contrário do que a Simria diz, a obra não foi pedida pela Câmara.

· Os acólitos são mesmo acólitos.

· A Junta de freguesia não foi consultada pela CME para uma eventual revisão do PDM da freguesia.

· A população não tem dúvidas e raramente se engana.

Deus nos abençoe a noite.

hugh hugh hugh

Como era previsível, está consumado mais um acto desta patética palhaçada que entretém os nossos dias. O que ainda me surpreende, é a nossa capacidade de resistência a tanta merda.

visionários

Havemos de conceder que o Valentim esteve sempre muito à frente. Um verdadeiro visionário que enquanto a concorrência tentava trocar votos por esferográficas e bonés, já oferecia torradeiras, depiladoras e frigideiras. Mercê das dificuldades de aprendizagem características do país, a concorrência continua nos bonés e esferográficas mas, o Valentim deu o salto para outro nível. Bilhetes para um espectáculo do Tony Carreira.

Qual é a sopeira, que não dá o voto ao major, em troca de um bilhete para o Tony? Dá-lhe o voto e o que mais o major quiser!

espectáculo

as buscas por causa dos submarinos que o Portas comprou, um equipamento essencial à pesca de arrasto, inserem-se no espectáculo de entretenimento que as respectivas polícias mantêm em cena e ameaçam bater todos os recordes de permanência em cartaz, mercê do grande profissionalismo das ditas, e da paciência dos espectadores, pelo menos, da dos pagantes.

Assim que me lembre, estão em cena meia dúzia de comédias que arrasam a concorrência das produções fictícias. Temos a das malas de dinheiro e respectivos primos Suíços, a generosa distribuição de casas aos mais necessitados e respectivos amigos, a do autarca que enriqueceu como um nababo mas os investigadores mandam arquivar os inquéritos, a mega produção Freeport com primos gordos e ausentes em parte incerta, a comédia do aterro, os financiamentos com massa do jogo do bicho, e tantos outros já lavados pela espuma dos dias.

Só é pena que todas tenham o mesmo final; acabam sempre em nada e um gajo, chateia-se, não é?

quando o chefe não é melhor que os índios

Parece que o chefe dos índios convocou, não os índios mas a imprensa, para uma declaração à dita que não interessa nada aos índios.

Eu ainda pensei que seria para explicar devidamente como é que comprou e vendeu acções não cotadas em bolsa, um negócio de amigos que lhe permitiu arrecadar umas mais valias catitas, tudo isto antes da SLN falir e os índios terem entrado com a massa pagar os prejuízos.

Mas, ao que dizem os entendidos, parece que será por causa de um outro imbróglio que se prende com aludidas escutas à privacidade presidencial, um assunto que dura há ano e meio e a que o senhor, como seria seu dever e obrigação, nunca pôs um ponto final. Como deixou andar para não interferir no acto eleitoral, acabou a foder o PSD, consolidando a cooperação institucional que tão bem e depressa tem arrastado esta merda para o poço sem fundo em que se encontra.

vivó poder popular

Confesso uma imensurável admiração pelo inconformismo dos nossos candidatos no que toca a festejos e apoios às colectividades recreativas. Não se deixam abater pela pobreza, a crise não os toca, o endividamento não interessa para nada, e a leveza com que passam ao lado do que é importante para a vida, apenas tem paralelo no facto de sermos o povo mais pobre e atrasado da Europa.

Coitados dos mandriões, se algum dia a determinação dos nossos candidatos, se vira para o trabalho.

sentido de oportunidade

Em boa verdade, esperar-se-ia que o DCIAP tivesse igual sentido de oportunidade na obrigação de investigar todos os casos suspeitos de falta de lisura e, de preferência, antes de eleições. Se assim fosse, talvez soubéssemos já quem se abotoou ao guito do Freeport, do aterro da Beira e tantos outros que se encontram precocemente encalhados em gavetas esquecidas.

o caminho da luz

De vez em quando é necessário reconhecer a genialidade e mesmo, agradecer a bênção de termos quem nos indique o caminho da luz.

Depois da inauguração do primeiro recinto para andebol de praia, fora da praia – um novo e genial conceito de deslocalização – lembramos ao senhor presidente outra obra de premente necessidade e indiscutível utilidade que falta a esta freguesia; o campinho para o jogo da malha, senhor presidente. Faz muita faltinha. Talvez durante o próximo mandato, sff.

putativos candidatos

da leitura das entrevistas ao JE, dos candidatos às juntas de freguesia, conclui-se que o número de idiotas úteis, e mesmo inúteis, prontos a dedicarem-se à gestão pública, vai muito além do que o país pode sustentar.

Alguma desta gente, parece alienígena, tal é o grau zero do pensamento político e conhecimento do país e concelho, que somos. O parolismo do cimento é uma constante para a maioria que apenas aspira a ter uma piscina na aldeia, acrescida de obras de simbolismo semelhante, ou seja, gastar o dinheiro dos outros em dispensabilidades públicas.

Outros há que assentam toda uma candidatura em chavões, sejam eles sobre o Bioria ou, a defesa do Baixo Vouga. Desta maioria, não há um caralho que apresente um projecto de utilidade prática na construção de riqueza, na criação de emprego, de aproveitamento e exploração dos campos do Baixo Vouga, ainda que reconhecendo a pobreza em que vivemos. Em Veiros e a ser verdade o que dizem os candidatos, a única obra verdadeiramente necessária, é uma sopa dos pobres.

Enfim, em alguns casos, são mais uns valentes contributos para afundar o concelho e arrastar o país.

os programas dos candidatos

Em hora de apresentação do seus programas, espera-se dos candidatos à autarquia de Estarreja, contenção nas promessas e pragmatismo nos seus propósitos, em consonância com os reais problemas do Concelho, e a difícil situação financeira do país, o mesmo é dizer, dos contribuintes.

O anúncio de mega projectos que a população considera não serem exequíveis e classifica de imediato como promessas, não é uma mais valia para os candidatos, muito antes pelo contrário. Mesmo que de fundo, sejam importantes, devem ser encarados como uma janela de oportunidade a consolidar e tornar exequíveis, se tal e quando for possível.

O que deve constar em cada programa, deverá ser apenas o que de imediato, cada candidato entende de prioritário e passível de ser concluído durante o seu mandato. O anúncio de construir um lago em Estarreja, que ninguém leva a sério por falta de sustentação, não ajuda um candidato que, possivelmente, seria uma mais valia para Estarreja. Conjugar os estudos necessários, conseguir financiamentos e resolver a imensidão de problemas práticos, ambientais e burocráticos, levará muitos anos para além do seu próprio tempo de autarca. Entretanto, o que resta da cidade terá desmoronado por completo e Estarreja terá perdido a oportunidade de dar um valente safanão na pasmaceira em que existe.

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

resultados provisórios em Canelas

(Clicar na imagem para aumentar)


Por curiosidade, aqui deixo os resultados eleitorais nesta freguesia de Canelas.

Apenas três notas:

Em 5 anos, a freguesia perdeu 55 eleitores, mais de 4%, o que atesta do acelerado envelhecimento da população.

Numa terra de uma só cor, o PSD num momento em que o senso comum aconselharia o voto naquele partido, perdeu relativamente a 2005, 67 votos.

O número de votantes, baixou de 888, em 2005, para 811 ou seja, uma redução de 77 eleitores.

xuxialistas

Votei em Lisboa. No Sábado, véspera de eleições, ao longo de muitos quilómetros, deparei-me com uma gigantesca coluna de autocarros em direcção a Fátima, que transportavam idosos de um Concelho socialista do Porto, no seu passeio sénior anual, assim rezavam os identificadores. Quantos seriam ao certo, desconheço. O número mais elevado que vi foi o 122. Mais de 7.000 eleitores em passeio, pago com o erário público e por iniciativa de uma autarquia socialista. É isto o circo.

irresponsáveis

Como disse anteriormente, fosse qual fosse o resultado eleitoral, nada haveria a festejar. O imperativo nacional de retirar a maioria ao propagandista foi concretizado. Forçosamente, e a partir de agora, a prepotência e arrogância socialista serão comedidas. Os grandes projectos de endividamento do país, serão reconsiderados. Provavelmente teremos um qualquer governo a prazo já que em diferentes áreas, qualquer entendimento com Sócrates será impossível. Este, por sua vez, tudo fará para inviabilizar governos de ocasião na perspectiva de voltar a conquistar nova maioria em novo acto eleitoral.

Mas o grande vencedor, foi a abstenção. Mais de 3,5 M de irresponsáveis, entenderam que a situação não é suficientemente grave para que mereça o sacrifício de irem às urnas. Preferem circo, em lugar de pão. Deus lhe ponha a mão por baixo, tal como ao borracho.

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

o triunfo dos moleiros

Periférico, indigente, sem vergonha na cara, opaco e traficante de influências, é este o meu país que vai a votos.

Candidatos envoltos em suspeitas dos mais variados crimes que vão da corrupção pura e dura, ao compadrio, passando pelo tráfico de influências, apropriação ilícita, falsificação de assinaturas, e até ao roubo de uns fardos de palha, todos reclamados inocentes até prescrição dos respectivos processos, por força de sucessivos recursos.

Um país que diz ser José Sócrates, o pior ministro da sua história recente, acompanhado de um ministro das finanças, catalogado internacionalmente, como o pior da Europa. No final de uma legislatura que nos tornou mais pobres, mais endividados, que aumentou os impostos e diminuiu as pensões, subiu dramaticamente o número de desempregados, e a esperança escureceu, vamos a votos.

Uma democracia diminuída na qual o povo se não revê nos deputados que elege, estes mais interessados no carreirismo político ou nos lugares de administração das empresas públicas ou privadas.

Vamos então eleger os novos moleiros, sabendo à partida que continuarão a roubar na farinha.

grau zero da política

Não se pode comparar o roubo de uns fardos de palha com os Freeport, BPN, os primos da Suíça, e a imensidade de suspeições que as polícias não deslindam. O que temos de perceber, é que nesta área, cada um rouba o que pode.

gestão d'Aldeia

Realizou-se ontem a derradeira assembleia de freguesia desta, cada vez mais, aldeia. Um acto surrealista que pede meças a qualquer espectáculo de stand-up comedy, desta vez com grande assistência constituída pelos elementos das duas listas candidatas, e os três fregueses habituais nestas sessões. De qualquer forma, meia bilheteira.

Pontos altos foram a apreciação e votação ad hoc de assuntos financeiros, introduzidos no decorrer da sessão que a mesma assembleia aprovou na base da confiança na seriedade da Junta, sem qualquer estudo, ou documento de suporte.

Mas, o momento da noite, foi o relatório da situação financeira. O senhor presidente, recitou de cabeça, valores aproximados dos montantes em caixa, valores aproximados das dívidas a fornecedores (sem esquecer umas sandes em dívida à banda) e, transferências em dívida pela CME. Ficámos sem saber, como é óbvio, qual a situação financeira, ficando subentendido que é apertada. Tudo isto devidamente aceite pelos excelentíssimos membros da digna assembleia.

Não está em causa a seriedade de qualquer dos eleitos, nem a boa vontade em abdicarem de algumas horas da sua vida para constituírem este órgão de poder. O que está em causa, é o cumprimento da lei, a eficácia da gestão, e o papel da própria assembleia cuja existência se justifica pela obrigatoriedade de fiscalização dos actos da Junta, papel esse que se não consubstancia na aceitação de contas, recitadas de memória. Desconheço se o conceito de mapas de fluxo financeiro, ou outro semelhante, se aplicam à gestão pública mas, um mínimo de rigor na prestação de contas públicas, deveria ser exigível.

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

até ao lavar dos cestos

Afinal, não é Portugal, graças ao admirável propagandista, o líder nas tecnologias para a energia renovável? Querem ver que os Espanhóis entraram na campanha negra!

comparando as propostas (2)

Continuando a análise aos programas dos dois candidatos, vejamos a área de Cultura e Lazer:

Camilo Rego

» Elaboração de Programas ocupacionais para jovens e 3ª Idade - em colaboração com a CME
» Dinamização de eventos culturais ao longo do ano
» Criação do Museu Etnográfico Municipal - em colaboração com a CME
» Criação de um Centro de Apoio Escolar nas instalações da Junta
» Apoio às Colectividades e Instituições

Gabriel Tavares

- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por, núcleo museológico e centro de eventos
- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.

- Apoiar e dinamizar o projecto “Estação Viva”
-Conservar e desenvolver o projecto Bioria

Duas propostas relevantes para a freguesia:

1. Criação de um museu etnográfico municipal
2. Criação de um centro de apoio escolar

A primeira, é de grande importância duas ordens de razões:

- Preservar a história e identidade do Concelho.
- Uma primeira descentralização relativamente a Estarreja e um pólo de atracção para a freguesia.

Ambos os candidatos o propõem, ainda que a ideia pertença ao Camilo que se propõe a avançar, ao passo que a candidatura do PSD fala em promover elaboração de projecto. E como já expliquei, o candidato Eduardo Matos, caso vença as eleições, fará um derradeiro mandato pelo que, por parte do PSD, tal proposta jamais verá a luz do dia. Entre a promoção do projecto e a sua concretização passarão os 4 anos do mandato, e daria ainda para mais quatro.

A segunda, nem precisa de explicação ou comentário que não seja a sua ausência nas preocupações do PSD.

Não deixa de ser interessante verificar a propositada inclusão de alguns propósitos no programa do candidato Tavares que são apenas da responsabilidade da CME. Estão aqui apenas para enher.

- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.

Ora a Junta não é tida nem achada nesta obra, realizada com fundos europeus, inscreve-se num propósito abrangente a todas as ribeiras do Concelho e será concluída independentemente de quem seja o candidato vencedor à CME ou à Junta.

Há uma evidente e propositada colagem da projectos concelhios, já aprovados e financiados ao programa de candidatura à Junta. Nuns casos, como este último beneficia o candidato, noutro, como o do museu, só o prejudica.

A conservação dos percursos Bioria, será feita em qualquer dos casos – coisa que de momento não acontece – desde que as verbas necessárias sejam transferidas. Convinha aqui referir, que não vejo idêntica preocupação na limpeza das valetas das ruas da freguesia. Actualmente, são limpas 1 ou 2 vezes em cada ano. É pouco, como se pode verificar pela abundante fauna e flora que nas ditas vive.

comparando as propostas (1)

Comparando as propostas dos dois candidatos a Canelas, Camilo Rego e Gabriel Tavares, a primeira coisa que salta à vista é que se o Camilo cobra direitos de autor, o Gabriel está tramado. Há mais de um mês que o Camilo divulgou as suas propostas. O candidato do PSD, fê-lo ontem. Quanto às valências dos serviços da Junta, vejamos:

Camilo Rego:

Abertura da Junta também em horário diurno
» Acesso gratuito à Internet
» Serviço de fotocópias e impressão
» Pagamento de vales de reforma
» Imposto Municipal de Veículos (Selos dos carros)
» Formação gratuita em informática básica (Word, Excel, Power Poit, Outlook e Internet Explorer)
» Abertura das instalações da Junta a iniciativas particulares ou colectivas

Gabriel Tavares:

- Alargar o horário de funcionamento
- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Implementação de sistema Wireless
- Página na Internet da Freguesia
- Aumentar e melhorar os pontos de divulgação/informação em toda a freguesia

Ambos propõem o alargamento do horário de funcionamento. Pergunta-se, porque razão, sendo a Junta liderada pelo PSD, tal valência não está já em funcionamento?

O Camilo propõe-se a prestar uma série de serviços inestimáveis e de indiscutível utilidade prática aos habitantes, como é o caso do pagamento dos vales de pensões, regularização de dívidas ao fisco e, talvez mais importante, proporcionar formação gratuita na área das aplicações informáticas.

Creio que por aqui, estamos conversados.

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

fónix

era só gajos a fazerem desfeitas à doutora Ana Jorge e àquele outro senhor que ‘stá sempre a dizer que vai morrer meio mundo com a gripe dos porcos.

nem sei como dizer isto

Ando embatucado. Canelas foi objecto de um melhoramento de vulto, um factor de progresso visível e palpável, ao nível de qualquer metrópole, e eu, que insisto em apontar as carências da terra, tenho de dar a mão à palmatória.

Duas, hã, logo duas - até ando comovido - ruas, a da Estação e a do Ribeiro, foram objecto de demarcação do eixo da via. Ali, tracejadinho descontínuo branco, como nas avenidas, nos boullevards. Roa-se a vizinhança invejosa e ingrata.

É q’um gajo nem tinha a noção de que anda sempre em contramão, nem sequer de que cai na valeta contrária sempre que um morador deixa a voiture à porta da maison.

Faz muito bem o candidato do PSD em pedir reforço do policiamento. Vai ser um vê-se-te-avias.

As vacas (fêmeas dos bois) é que não gostaram desta novidade. Têm de se apertar todo o trajecto para não largarem a bosta em cima de tão notável beneficiação.

Éeeeeeh pá,

isto assim fia mais fino. Então a Câmara andou a viajar e a gente a pagar? E viajou para onde? Excursões ao São Toínho? À Quinta da Malafaia? E o candidato Mendonça também ia nas viagens ou era só a Câmara? E o que é que foi de viagem? O edifício, o mobiliário ou os funcionários?

Um gajo tem de saber estas coisas porque isto é que é política à séria.

PS: Eu posso testemunhar que o candidato Eduardo Matos, no porta a porta de Canelas, me mandou umas bocas mas, nada sobre a coisa do dique, o que, como é do conhecimento geral sai sempre dos serventuários mais papistas que o papa a fazerem jeitos.
Segundo PS: A direcção de campanha já pensou vender os textos do blog às produções fictícias?

o que está em causa

no próximo Domingo, não é o circo partidário, as emoções da vitória ou derrota da cor predilecta, não é José Sócrates ou a Doutora Ferreira Leite. No próximo Domingo, o que está em causa, é a vida de cada um de nós.

O que está em causa, são 600.000 desempregados, milhares de empresas encerradas e outras tantas em risco, uma dívida galopante do estado à razão de 300.000 contos por cada hora que passa, um povo asfixiado em impostos, pensionistas vítimas da extorsão do fisco que lhes cobrou em 2007 mais 104 milhões de euros sobre o que já tinha cobrado em 2006, reformados que pagam 42% de IRS enquanto a banca paga 5% de IRC, cidadãos que trabalharam uma vida inteira e vêm a sua reforma diminuída, milhares de famílias penhoradas pela cupidez fiscal, uma justiça de brincar que apenas condena pilha galinhas, um ministério público incapaz de investigar o que quer que seja, uma escola que não prepara os alunos para a vida, um país que confunde desenvolvimento com estradas e ensino com computadores de brincar.

Um país que já perdeu a noção do “ganhar a vida” que vive de facilitismos e da subsidio dependência. Filhos que já não vêm os pais saírem para o trabalho, e eles mesmo não conseguem um emprego.

As sondagens que daqui a poucas horas serão divulgadas, dirão que o PS está perto de uma nova maioria absoluta com cerca de 40% das intenções de voto. Tal significa que enquanto povo, não aprendemos nada. E é tudo isto que está em causa. E vença quem vencer, o que é certo é que não teremos qualquer razão para festejar. Bem pelo contrário.

e ainda não começou a chover

É pena que assim seja. Património público abandonado entre erva da altura de um homem no percurso do Rio Jardim, integrante do projecto Bioria.

perguntar não ofende

Neste curto período em que decidimos o que vai ser a nossa vida nos próximos quatro anos, o circo hasteou a bandeira da asfixia democrática. Não seria muito mais útil ao nosso esclarecimento, o hastear da asfixia económica?

abençoados

Circula pela aldeia, e também em Salreu, um movimento apelativo contra o voto no candidato Mendonça, alegadamente porque este teria sido o autor da denúncia que impediu a construção do dique de contenção da água salgada nos campos destas povoações.

Provavelmente, é mais uma manobra da cacicagem local em defesa do seu candidato.

Eu devo dizer que a coisa tem uma certa piada, ver ignorantes funcionais que vivem uma vida miserável, inflamados em defesa de quem os fode. Uma gajada que para poder sair destas aldeias, tem de esperar pela excursão da Câmara, que entrega as pensões nas farmácias e assina de cruz, incapaz de se defender a si própria, defende exactamente quem tal vida lhes fadou.

Esta fauna que se deveria indignar com o valor das pensões, com o preço dos medicamentos, a carga fiscal, o desemprego, ou o valor dos salários, indigna-se por uma merda qualquer passada, cuja veracidade está por confirmar. A menos que seja verdade que os abençoados que nada esperam, vão mesmo para o céu, esta malta passa mesmo por dois infernos. Em vida, e na morte.

do Manual do Bom Escutismo

Sinto-me na obrigação de tirar o chapéu ao(s) autor(es) do Manual do Bom Escutismo produzido pelo PSD para Canelas e o qual designa eufemísticamente por, Programa de Candidatura à Junta de Freguesia.

Gosto particularmente das, promoções. Basicamente, o programa(?) apresentado pelos candidatos, não é de fazer (verbo erradicado na linguagem do PSD no que respeita a Canelas) investir ou construir. É sim, promover.

Vejamos alguns exemplos:

- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Promover acções de formação
- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por:
. Núcleo museológico
. Centro de eventos

Até o espaço museológico, copiado ao Camilo o qual, este se propõe construir, é uma promoção para o PSD. Acontece que este é um programa para quatro anos, ou seja, teremos promoções durante quatro anos, findos os quais, se acabarão (as promoções) porque o candidato Eduardo Matos estará impedido de nova candidatura e, como se imagina, as famosas promoções bem como os estudos, irão, numa óptica de promoção da separação e reciclagem de resíduos, para o respectivo contentor.

Entretanto passaram mais quatro anos. Alguns dos actuais eleitores já estarão promovidos a pó entre o muro de contenção de terras do novo cemitério – se por algum celeste desígnio vier a ser construído – e o objectivo principal de entreter parolos, plenamente conseguido.

O que me espanta, é que entre as pessoas candidatas, há gente com cérebro. Falta saber a razão pela qual se dispõe a dar cobertura a tal merda.

diz-me com quem andas..,

a gentinha que tomou o poder de assalto, mandatou o embaixador Manuel Maria Carrilho – um dos poucos socialistas com carácter que ainda restam à agremiação – votar num egípcio ex-terrorista, para director geral da Unesco.

Manuel Carrilho recusou-se a votar em tal personagem. O propagandista secundado por um tal Amado, designou outro diplomata que foi a correr, executar o encarrego.

Felizmente para o Mundo, a organização para a ciência e cultura, acabou por eleger alguém com um módico de decência.

Também por estas escolhas, se avalia quem nos (des)governa, e de quem se rodeiam.

vale tudo

Em toda a minha vida consciente, nunca o país esteve nas mãos de gente tão pequenina, suja e boçal. Uma verdadeira quadrilha em toda a acepção da palavra, que envergonha as trabalhadoras do Intendente.

O famoso brinquedo Magalhães, o meio que o propagandista encontrou para fazer crer ao país que a instrução ou a genialidade se podem adquirir por atacado e sem qualquer esforço, serviu de distracção a uns milhares de crianças que ocuparam um ano da sua vida em jogos computorizados, em vez de aprenderem a tabuada.

Em vésperas de eleições, parece que o dito propagandista, cancelou as encomendas do brinquedo. Provavelmente, terá feito bem. A escola deve servir, essencialmente, para estudar. Já a justificação para o cancelamento, é própria da tal gente pequenina e sem escrúpulos; se ganharem a eleição, volta a haver Magalhães, se não… A isto chama-se chantagem.

É esta gente que escrutinamos no próximo Domingo.

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

‘tão a ver como eu tinha razão?

não vos dizia que o blog do Melhor Caminho ainda se ia tornar uma página humorística?
Aliás, em perfeita sintonia com a própria candidatura. Um gajo cheira-as! Promete, uma campanha alegre.

estranha-se não constar

do programa do PSD a Canelas, a exemplo do propósito; Incentivar a utilização de energias renováveis e a implementação de soluções para a poupança energética, propósito semelhante para poupança de água.

Tanto mais que ao que se pode ler, as facturas da mesma já começaram a reflectir no seu quantitativo, as vantagens da adesão do município à ARA, acrescendo ser a dita, um bem mais precioso e escasso, que a própria energia.

Com o incentivo e formação adequados, a gente sempre poderia deixar de tomar banho, lavar as partes púbicas ou mesmo, escusar-se a puxar o autoclismo, em perfeita consonância com tantas preocupações ecológicas, e tão poucas de investimento.

A menos que a ARA nesta fase de consolidação precise vender, para poder crescer e aí sim, albergar os boys impacientes, não se compreende tamanha lacuna.

folclore e quejandos

O boletim de campanha nº 6 do candidato socialista à CME, divulga mais 3 propostas denominadas, de desenvolvimento.

Relativamente à terceira; uma estratégia de desenvolvimento desportivo para o município, lembro ao candidato a necessidade de racionalizar os apoios pecuniários à catrafilada de instituições que proliferam como cogumelos, em prol das mais variadas modalidades de berlinde e pião, para entreterem miúdos e graúdos enquanto estes vão passando ao lado da vida e do que, para a dita, é importante.

Raros serão os que ganharão a vida na canoagem, na patinagem, na orientação ou, no futebol de salão e o país, endivida-se à razão de 300.000 contos à hora, enquanto o estrangeiro nos for dando crédito. O país, não é uma entidade abstracta e a dívida contraída, terá de ser paga. Nisto de dar o dinheiro que já não temos a instituições que nada acrescentam, o candidato socialista partilha a mesma fé, ou idêntica falta de coragem para enfrentar a crua realidade - e os lobies de trazer por casa - do homólogo social-democrata.

Sei que estas políticas rendem os votos de um povo que vive de bairrismos, partidarismos e imbecilidades semelhantes. Sei que falar de instrução, trabalho ou produtividade, não é bem visto mas, quanto mais depressa tivermos a coragem de fazer o que terá de ser feito, menos doloroso será. Condenar filhos e netos à miséria dos nossos avós, é um crime irreparável que se comete.

Os senhores animadores destes folclores, deveriam saber que quem efectivamente comanda este país, ou mesmo, simplesmente os que para isso têm posses, já mandaram os filhos embora. Vivem e estudam no estrangeiro. Quem sabe do país, há muito que sabe da sua inviabilidade. Por aqui vão ficando os restos das tendas da festa.

os senhores candidatos

não levem a mal a minha recusa em receber as vossas inutilidades publicitárias. Não é nada pessoal. Apenas uma questão de princípio entender que as dotações que os partidos recebem directamente dos impostos que pagamos, devam ser usadas em utilidades, não em inutilidades. Uma esferográfica, uma T-shirt ou, um boné, não significam rigorosamente nada para a nossa vida, excepto o dinheiro que sai directamente do nosso trabalho, para a sua aquisição.

Todos ganharíamos, se a política fosse séria. Todos ganharíamos, se entendesse-mos a política como as escolhas a fazer para as nossas vidas. Acontece que esta seriedade, não se conjuga com o marketing político. Lembra-me sempre de quando trocávamos especiarias por contas de vidro. A aldrabice ainda é a mesma e o seu entendimento, também.

pobreza

Por estes dias, a cada hora que passa, o défice do Estado aumenta 1,5 milhões de euros, ou seja, a diferença entre o que recebe e o que gasta é de 300 mil contos. Qualquer coisa como 7.200.000 contos por dia. Desconheço quem, quando ou como se vai pagar tal monstruosidade. O que sei é que isto tem de parar. De imediato se possível.

dolce far niente

Não há nada como dormir sobre o assunto. A coisa clarifica-se. O programa do PSD para Canelas, é um piedoso manual de boas maneiras para a educação de um agrupamento de escuteiros, repleto de eco-intenções e boas acções.

Pena que nada contenha de significativo para as nossas vidas, que se ganham com trabalho. Ajudar velhinhos a atravessar a rua para irem à assistência social é resultado da pobreza, coisa que já temos em demasia.

Projectos para enriquecer os habitantes desta aldeia, e o Concelho, seria criar condições para a produção e comercialização em larga escala, da carne Marinhoa ou, demarcar uma pequena zona industrial para instalar pequenas artes e ofícios de proximidade ou, rever o PDM ou, ou, ou, qualquer outro disparate que traga riqueza às pessoas, ao Concelho e ao país.

Este programa do PSD/Estarreja, é a continuidade do dolce far niente acomodado. É mais cómodo continuar a pasmaceira que produz a pobreza, do que partir convenções, rasgar caminhos, insurgir-se contra as desigualdades, acordar deste estado comatoso, revoltar-se contra a condição da ignorância ou, da pobreza. É em suma, um lamentável manual da estagnação social.

para o(s) destinatário(s)

Grande e substantiva é a diferença entre dizer, e fazer uns disparates. É que do dizer, não vem normalmente, grande mal ao mundo. Já do fazer, resulta muito do país que temos.

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

promessas

É a segunda vez que o presidente da CME, e novamente candidato, senhor Eduardo Matos, me diz que não faz promessas que não possa cumprir.

Nem outra coisa esperaríamos. Aliás, as promessas eleitorais, geralmente, acabam por não passar disso mesmo. Promessas.

O que pretendemos, é a assumpção de compromissos que garantam o nosso desenvolvimento colectivo e nos equiparem a outras freguesias cujos orçamentos em muito ultrapassam os desta, mesmo per capita.

E a conversa vazia das promessas que se não fazem porque se não podem cumprir, acaba por ser igual à das promessas que se fazem, sem pretender cumprir. Para as nossas vidas, o resultado é igual. Ficamos onde estamos.

Nenhuma destas conversas nos serve.

um primeiro comentário ao programa do PSD para Canelas

Da candidatura do PSD, não esperava grandes propostas, nem um programa tão fraquinho, devo confessar. No entanto, e de tanto falar no que é essencial para a freguesia, tinha esperança que o candidato Eduardo Matos, fizesse reflectir no programa para a freguesia, alguma coisa do que é realmente estruturante.

A questão do PDM, não merece interesse aos candidatos. Algo que asfixia a freguesia, que a empobrece, que mantém terrenos ao abandono, impedindo a sua valorização, não merece uma palavra. Aposta-se antes na assistência à crescente pobreza pela criação de mais um gabinete de apoio social.

A questão do abrigo à terceira idade, também não é importante. Uma estrutura essencial à qualidade do fim da vida de quem muito trabalhou, que criaria emprego local significativo, também não vale nada. Aposta-se no cemitério, um investimento seguro na morte.

Outra questão fundamental, a recusa, por parte dos habitantes, da construção da bacia de retenção, não é abordada. Presumo que se inserirá na ideia da ECO-Aldeia, que armazena a merda dos vizinhos.

Com o respeito que me merecem os senhores candidatos, a política apresentada para esta freguesia, é deplorável. A generalidade destes projectos, é simpática e todos estamos de acordo com uma aldeia mais limpa, projectos de artesanato, promoções e estudos vários. Mas é óbvio que ganhar eleições com cantilenas, resulta em aprofundar o atraso económico que nos separa do mundo. Do que é essencial para uma vida melhor, nada consta. De projectos de trabalho para criarmos riqueza, nada.

programa do PSD a Canelas (6)

Geral

- Alargar o horário de funcionamento
- Promover o orçamento participativo, com abertura à população para introdução de propostas executáveis
- Implementação de sistema Wireless
- Página na Internet da Freguesia
- Aumentar e melhorar os pontos de divulgação/informação em toda a freguesia
- Reforço do policiamento
- Farmácia/Posto de medicamentos

Questões e comentários; O alargamento do horário de funcionamento da Junta é bem-vindo e uma boa ideia do Camilo que mereceu seguidores.

O orçamento participativo é um bom princípio de gestão pública e já neste blog anteriormente abordado. Mas, não é a questão de fundo. De fundo, é a quantia inscrita que tem rondado os 250.000 euros, claramente insuficiente para as necessidades da freguesia. E o que não se vê no programa, é a alteração da situação.

A questão do wireless, é folclore. Quantos dos habitantes têm computadores portáteis e não têm internet?

Reforço do policiamento é uma boa piada. Basta conhecer a questão da segurança e os meios aquartelados em Estarreja.

Farmácia, não depende da Junta ou da Câmara. Depende em primeiro da respectiva autorização para a sua abertura e, do seu interesse comercial que se adivinha, pouco atractivo. O posto de medicamentos pode ser uma boa ideia, desde que as entidades a envolver vejam o interesse.

programa do PSD a Canelas (5)

Educação

- Apoiar a Associação de Pais
- Promover acções de formação
- Reactivação do espaço internet nas instalações da Junta de Freguesia.


Questões; a Associação de Pais já não é apoiada? Como vai a dita, ser novamente apoiada? Em que consistem as acções de formação? Bordados? O espaço Internet deveria privilegiar a formação na óptica do utilizador e ser disponibilizado em prioridade para os mais idosos. O que se passou anteriormente, foi uma vergonha. Um investimento público de alguma monta totalmente desperdiçado em jogos online, divertimento a que os miúdos terão direito, em suas casas e com o seu dinheiro.

programa do PSD a Canelas (4)

Ambiente


- Projectar Canelas como uma eco-aldeia
. Entreposto do Eco-Centro em Canelas: espaço para entulhos, resíduos bio-degradáveis e monos
. Promover a separação de resíduos e reciclagem
. Requalificação das fontes e linhas de água da freguesia
. Incentivar a utilização de energias renováveis e a implementação de soluções para a poupança energética.
- Definir uma estratégia para incentivar a preservação dos traçados originais das valas do campo para a sua limpeza e desmatação regular.

Comentário; o entreposto é uma necessidade. Durante o actual mandato, a Assembleia de Freguesia fez uma recomendação ao executivo da junta para demarcar um terreno para depósito destes lixos. O executivo não pôs em prática esta recomendação. Aparece agora no programa do mesmo PSD que se recusou à sua execução. O restante, é oratória. O campo só volta à vida por uma destas vias: Através de um programa sério de turismo da natureza; pela reabilitação agrícola; pela implementação de um projecto pecuário de vulto. Fora disto, será trabalho voluntário que nada acrescenta à economia local.

A requalificação das fontes é interessantes desde que as águas sejam próprias para consumo. No estado actual de contaminação, não vejo o interesse. Seria mais interessante e hipoteticamente útil à freguesia, o incentivo à reconstrução dos moinhos que um pouco por todo o lado, desabam. Poderia ligar-se esta actividade da moagem ao turismo da natureza que lentamente se desenha, criando mais um importante motivo de interesse para atrair visitantes à região.

programa do PSD a Canelas (3)

Hurbanismo

- Incentivar a implementação da postura de trânsito

Pergunta; mas de quem é a responsabilidade de implementação da dita postura? O que é ou qual é, a responsabilidade da Junta na colocação dos respectivos sinais? Incentivar quem? O que é que a dita implementação trás à população?

- Criação de espaços de estacionamento no centro da freguesia

Comentário; ainda que o centro da freguesia seja onde um homem quiser, esta questão é velha e revelha? O que interessa; Quem, Quando Onde e Como, se vai fazer?

- Criação da bolsa de habitação

. Levantamento das casas desabitadas ou em ruínas

. Incentivo ao restauro e utilização, juntamente com a CME

Comentário; a questão dos incentivos à reabilitação de imóveis degradados é ampla e não uma medida avulso inserida num programa de junta de freguesia. A CME há muito que deveria ter dado atenção a este assunto dado o carácter geral de degradação do parque habitacional do Concelho e mais concretamente, do da freguesia de Beduído a que habitualmente chamamos Estarreja. E o incentivo, só se faz com dinheiro, seja ele na forma de isenção ou baixa de impostos, comparticipação a fundo perdido ou, empréstimos a juros bonificados. Palmadinhas nas costas é que não dá mesmo. Seria oportuno divulgar de imediato quais os incentivos previstos.

- Conservação e melhoramento das vias de circulação da freguesia:

. Requalificação do acesso sul a Canelas

. Asfaltamento do troço Picoto Sul – passagem superior A1

. Estudo da ligação Canelas – Albergaria

- Estrutura de suporte de terras no cemitério novo

Comentário; a conservação e melhoramento dos acessos é uma obrigação dos órgão do Poder. Também é para isso que pagamos impostos. O estudo da ligação a Albergaria é coisa em estudo desde o tempo de dona Mafadona e a gente já não leva a sério. Já quanto ao cemitério, é efectivamente bem-vindo o suporte de terras, não vão os mortos desabar.

programa do PSD a Canelas

Relativamente às questões que aqui vou colocando sobre o programa do PSD, seria de grande utilidade que as mesmas fossem tratadas e respondidas durante a apresentação do referido programa a realizar em 29/09/2009.

programa do PSD a Canelas (2)

Cultura e lazer:

- Promover a elaboração do projecto do futuro espaço multiusos de Canelas, constituído por:
. Núcleo museológico
. Centro de eventos

Pergunta; não é à Câmara que compete a elaboração dos projectos? A junta promove o quê? Lembra à Câmara que tem de elaborar o projecto? Esta promoção, não corresponde à proposta do Camilo de constituir um museu rural concelhio? De que serve um projecto que não seja executado durante o eventual último período deste executivo?

- Continuar a reabilitação do Ribeiro de Canelas, aproveitando a operação prevista do POLIS da Ria para a execução desta 2ª fase de actuação em toda a zona do Ribeiro.
- Potenciar a realização de eventos de interesse público nas instalações da Junta
- Apoiar e dinamizar o projecto “Estação Viva”
. Acolhimento ao visitante
. Eventos culturais
-Conservar e desenvolver o projecto Bioria

Comentário; apoiar uma série de intenções que em concreto para a qualidade sócio-económica dos habitantes, trazem nada. Excepção à reabilitação do esteiro que continua debaixo do fantasma da construção de uma bacia de retenção de esgotos.

programa do PSD a Canelas (1)

Devo dizer que o programa do PSD a Canelas, distribui-se por seis áreas, e engloba 25 propostas. Merece análise, esclarecimento e a necessária discussão.

Para a área social:

- Criação de gabinete de apoio social

Pergunta; isto é, concretamente o quê? Sopa dos pobres? Delegação do IEFP? Do que estas aldeias necessitam não é de um lar para a terceira idade?

- Serviço de apoio ao cidadão

Pergunta; é o quê? Pagar os vales de reforma e preencher as declarações de IRS, contempladas no programa do Camilo?

- Manutenção e melhoria contínua dos serviços de saúde

Pergunta; consiste em quê? Pagar o táxi para levar os velhos ao médico de Estarreja?

finalmente,

acaba de me ser entregue o programa do PSD para Canelas. Estou petrificado. Nem sei por onde lhe pegar.

só para esclarecer

Já disse que apoio o Camilo por entender que é o melhor para Canelas. Basta ver o seu programa - por enquanto o único - limpo, atempado e abrangente do que é essencial à freguesia. Espero claro, pelo do outro candidato. Depois compararei.

A conversa mole de que não deixarei trabalhar o candidato do PSD, caso este vença as eleições, só serve para criar distracções ao que é essencial. Pelo contrário, os meus conterrâneos podem estar absolutamente certos e descansados. Não tenho a capacidade de realizar aquilo que vos passa pela cabeça, até porque, se tivesse tal, concretizaria o que vai na minha, e não na vossa.
Fiquem certos, dizia, que contrariamente aos vossos receios, qualquer que seja o candidato escolhido e particularmente, no caso da Junta e Câmara serem do mesmo partido, faço questão em escrutinar o cumprimento, passo a passo, alínea a alínea, caso a caso, de cada uma das propostas inscrita nos respectivos programas eleitorais.

E para que não pensem que descuido o meu dever de verificar o cumprimento destes contratos, nem a obrigação dos eleitos trabalharem nas ditas promessas eleitorais, fá-lo-ei ao longo de todo o mandato e não apenas no princípio ou, no fim do dito.

E não me movem partidarismos ou questões de índole pessoal. Apenas estou farto deste circo que entretém o povo, enquanto o mantém em níveis de desenvolvimento terceiro mundistas. Temos direito a tudo o que pagamos e o que temos recebido, não cobre o que nos custa.

e, por falar em boas práticas,


é de todo aconselhável que se faça a manutenção necessária a este pequeno espaço verde para que, continue verde. Não sei a quem pertence a responsabilidade da referida manutenção mas, todos agradeceríamos que a relva voltasse a ser relva, o mobiliário urbano que ali não pertence, fosse retirado, o candeeiro acidentado, reparado, etc., etc.

É que tal como está, apenas dá razão à senhora que lá estaciona o jeep. Sempre serve para alguma coisa.

civismo e boas práticas

Conheço e experimento as dificuldades de estacionamento nesta Aldeia. Sei das diligências que a Junta de Freguesia tem feito no sentido de encontrar resposta para o problema. Vivemos todos as mesmas dificuldades e nisso somos iguais. Já no civismo, na educação, na estima do património colectivo, alguns são mais iguais, a si mesmo.

A mim não me passaria pela cabeça, nem o faria em circunstância alguma, o que esta cidadã fez para resolver o seu problema de estacionamento. Abandonar o veículo dentro do pequeno e único local ajardinado da freguesia. A falta de respeito pelas mais elementares regras de civismo, respeito pelos outros e pela propriedade colectiva, demonstra a insuportável idade civilizacional em que alguns ainda se encontram.

É claro que, futuramente, e se o acto se repetir, lá teremos de apelar a quem de direito para que faça cumprir o que a boa educação aconselha, e as boas práticas estipulam.

O que está em causa

Diria que o Poder de proximidade (Câmaras e Juntas de Freguesia), estão tão longe do cidadão comum quanto o governo central, desfasado das grandezas e misérias dos anónimos que diariamente labutam e repartem com o Estado e à sua mesa, o resultado do seu trabalho.

Quem olha para Estarreja, identifica imediatamente dois potenciais clusters geradores de emprego e riqueza. O parque industrial, e a agricultura subsistente nos terrenos do Baixo Vouga, na sua maior parte e infelizmente, abandonados.

No que diz directamente respeito à vida dos cidadãos, o executivo camarário em exercício, tem mandado pintar uns muros e tapado uns buracos nas ruas. Por sua vez, as Juntas de Freguesia, têm ampliado os cemitérios locais. É tudo.

De estrutural à comunidade, nada. As hipóteses de instalação de grandes empregadores como o IKEA, por uma ou outra razão, acabam invariavelmente noutras paragens. Instrumentos fundamentais para a nossa vida, tais como um PDM que permita desenvolvimento e valorize a propriedade, são tratados com o desleixo que nem oito anos de mandato, conseguiram ultimar. A pouca agricultura subsiste apenas na teimosia de uns poucos proprietários que insistem em não abandonar os terrenos às silvas. A produção leiteira está moribunda e mesmo uma potencial riqueza concelhia, a carne da raça autóctone Marinhoa, não entra nos circuitos comerciais. Um bezerro Marinhão, vale menos do que um cão de raça.

Isto porque os órgãos do Poder, estão completamente desfasados e alheados da realidade e de todo, afastados da vida e dos cidadãos. Promovem festas e construções de duvidoso interesse, enquanto vão empenhando os contribuintes e alienando todo o bem público que possa ter valor, como é o caso da venda das águas do Concelho à ARA.

Do alto do seu Olimpo, o Poder vai anunciado os apoios à agricultura, as linhas de crédito bonificado, as alterações legais à produção e o mundo sem fim das burocracias. Na vida real, tal, nada significa. Em muitas destas freguesias rurais, nem um só agricultor conhece os ditos anúncios, nem um só, sabe como enfrentar a tempestade burocrática subjacente, onde ou a quem se dirigir.

Se os órgãos do Poder próximo estivessem vocacionados para servir e desenvolver o que é importante para as nossas vidas, nos interregnos das festarias e passeios, disponibilizariam meios e recursos, técnicos e humanos, para a formação profissional de agricultores e produtores de gado, nas respectivas áreas de cultivo e criação, fomentando e modernizando estas actividades. Criariam os apoios necessários à ultrapassagem das condicionantes burocráticas, conduziriam quem apenas sabe semear ou criar, ao acesso aos fundos de apoio, ao conhecimento, às inovações introduzidas no mundo rural.

Mas não. Deixamos a riqueza escapar-se-nos imbecilmente por entre os dedos, alegre e irresponsavelmente pulirando de festa em festa, de eleição em eleição. Dos derradeiros oito anos de gestão autárquica, em Estarreja, de real valor para a vida dos cidadãos, pouco ou nada fica, para além da tinta que a chuva lava nos muros e desaparece no chão. Estão passados e perdidos, mais oito anos das nossas vidas.

O que está em causa em cada eleição, não é o circo partidário ou sequer, a personalidade candidata. O que está em causa, é a vida real de cada um de nós e as condições em que viveremos o próximo período. No dia seguinte a cada eleição, a festa acabou. O que fica é o emprego que se tem ou não, o salário que nos permite ter uma vida digna ou não, os impostos que nos asfixiam, ou não.

Partidos e candidatos são-me indiferentes. Apenas me interessa o que se propõem fazer para melhorar a minha vida, a minha terra, o meu país. O PSD e o seu candidato a Estarreja, no momento que escrevo estas linhas e a quatro semanas das eleições, aos eleitores, disseram nada. Uma palavra, uma ideia, um programa. Nada. Um total desprezo pelas nossas vidas, uma irresponsabilidade intolerável, inadmissível e inaceitável. Muito mais do que querelas partidárias, futuros políticos ou profissionais dos profissionais da política, a única coisa que se joga e está em causa, é a vida de cada um de nós. E a vida, essencialmente, não se faz de inaugurações pífias e apressadas, em vésperas de eleições, e muito menos, da distribuição de bonés e esferográficas.

Um programa de governo, é algo demasiado importante para que não seja apresentado com o tempo necessário ao seu estudo e discussão. E mesmo que o faça nos próximos dias, será demasiado tarde para a sua necessária e obrigatória dissecação.

Publicado no Jornal de Estarreja de 19/09/2009

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

e.., o programita, sai ou não?

Devo admitir alguma graça nas posições do PSD/Estarreja e particularmente nas de um certo devoto comentador.

O estafado argumento tão ao gosto partidário de que as coisas da justiça compete aos tribunais, visa apenas dar cobertura a indivíduos albergados nas seitas, que com a mesma, estão a contas. A questão, é que quando se trata de cargos públicos, não é admissível a mínima suspeita, uma só mancha no cadastro, um só mal entendido e, ponto. A generalidade dos eleitores pode admitir Fátimas e Isaltinos. Eu, não!

O devoto comentador, deveria estar a discutir o programa para Estarreja do partido em que milita, uma agremiação que aqui representa o que de pior a política pode albergar. O vazio de se propor a eleições sem apresentar em tempo útil, qualquer programa, a indecência de ir a votos confiado no analfabetismo reinante, a ignominia de confundir o dever de apresentar propostas para o nosso futuro, com o passear idiotas a três dias das eleições, que vendem o seu voto livre e responsável, por duas sardinhas e um caldo-verde, o que sempre fica mais barato do que os 25 euros que compram outros votos.

Discutir a casa do candidato ou a culpa do doutorado em caligrafia, quando se devia estar a pensar a vida nos próximos quatro anos, é apenas e somente, a consequência da bovinidade reinante.

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

honestidade intelectual

A continuar assim, a página do Melhor Caminho, arrisca a tornar-se num fenómeno do bom humor. Percebe-se que não servirá para qualquer outra coisa que não destilar pequenos venenos, desculpar-se, e tornar pública a pequenez intelectual de gente minúscula que ainda nada percebeu do que interessa na vida.

Projectos, ideias, compromissos com os eleitores, não me parece que venham a passar pela dita. O post sobre o doutorado doutor Braga, é uma pérola.

Ao que se diz, o homem está acusado de falsificar a assinatura de um cliente, e tem julgamento marcado para Novembro. A coligação entende que é uma manobra eleitoral que visa prejudicar a candidatura.

No fim de contas, é mais um Preto e provavelmente um motivo de orgulho para o PSD/Estarreja que assim pode proclamar: - Também temos o nosso Preto! Se os Lisboetas pensam que Estarreja é uma aldeola de rústicos calçados com botas sujas de bosta de vaca, estão bem enganados.

E no fim de contas, um gajo na AM com jeito para a caligrafia – pouco, pelos vistos – pode sempre vir a dar imenso jeito.

Agora o que é verdadeiramente estranho é que o candidato Eduardo Matos dê cobertura a tal merda. A honestidade intelectual, lembram-se?

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

saúda-se

a entrada do Melhor Caminho na era das novas tecnologias. Um pouquito atrasado mas, mais vale tarde que nunca.

Os assuntos dos primeiros posts é que são lamentáveis, ainda que não surpreendentes já que vão na linha das grandes preocupações do candidato. A conversa da treta e a elevação discursiva.

Tinha alguma esperança de que nos viesse falar do seu programa de governo para os próximos quatro anos. Não desespero. Ainda faltam 24 dias e, até ao lavar dos cestos, é vindima.

Agora quanto ao passeio, já nem vou discutir a significância social do acto. O que qualquer cidadão pode esperar no fim da sua vida, é que o Estado tenha sabido criar as condições necessárias para que, pela força do seu trabalho, possa ter amealhado o necessário para viver digna e como lhe apeteça, os seus últimos anos. Roubar-nos o fruto do trabalho e esmolar-nos no fim da vida, é uma indignidade.

Levar os velhos a passear a 3 dias de eleições, cheira a tráfico de influências mas, como vai quem quer, corrompe-se quem vai. Agora o que é certo, é que o voto corrompido não ajuda a sair deste ciclo de miséria em que o país afundou.

o melhor caminho

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!

Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe

Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.

Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe.
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!

Cântico Negro - Miguel Torga

estou indeciso quanto ao voto

Se por um lado admiro a forma como o encerramento do Jornal da TVI arquivou o caso Freeport, aterro da Cova da Beira e umas outras estórias mal contadas, a verdade é que os lapsos de memória do arguido Dias Loureiro que não se lembra de como enriqueceu ou, daquele outro indiciado, o Preto, são igualmente merecedores de grande regozijo e admiração.

Aliás, a elegância com que PS e PSD não falam destes casos, um acordo tácito tipo, não falas das minhas vigarices e eu não falo dos teus roubos, deixa um gajo pouco à-vontade para os mandar a ambos, p´ró caralho.

a campanha negra está de volta,

logo agora que o Zézito tinha declarado o fim da crise, e escondido o Gordo, lá vêm a maledicência outra vez.

irremediavelmente

Num país com uma carga fiscal imoral, e salários miseráveis, as fantasias pagam-se. Ora venham lá as novas auto-estradas, aeroportos, TGV’s, rotundas e piscinas, os novos desempregados, os novos pobres, os novos dependentes das ajudas do Estado e, finalmente, todos seremos irremediavelmente, pobres.

Como diria o da Madeira, fuck you!

Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

e a CDU, pá?

pur acasu, ma memu i só pur acasu, trá alguma coizita a dzer sobre a vida do municípiu? ó bai a botus só pra dividir pru todus? ó pra justificar a existência du circu? ó tá cá pra suecadas? ó emigrou pra Patagónia? ó só se reúne às terças-feiras de cada 31 de Febreiro? ó tá ensseradu pra balanssu? ó anda no tiru ó patu nu biorria? ó foi de bacanssas? ó à truta no Antuã? foi ali e já volta? ó é memo só pra receber us 75 eurios pur reunião?

É qum gajo tá procupado. ópois de 4 anus de intençu e profícuo trabalhu, um silenssiu destes.., kamaradas, pá.., demucratas..,atão cumo é?

na capital do carnaval..,

já agora, a metade de página RUMO A 2013, não é o programa de governo ou eleitoral, não? Provavelmente a pergunta é idiota mas por aqui, tudo e qualquer coisa pode acontecer. Até mesmo, o quarto de folhinha ser mesmo o tal programa.., sei lá!

Já quanto ao infomail do PS,

Tenho alguns comentários e questões a pôr:

Os vereadores do PS, bem como os deputados à AM, fizeram o trabalhinho de ir questionando o senhor Eduardo Matos, sobre o ponto da situação? É que passaram 8 anos, mais de 10% da vida de um homem. Um puto de 20 anos, que há oito anos atrás não podia construir uma habitação, é hoje um trintão com barriga e peladas no couro cabeludo, que continua à espera da licença para abrigar a carola aos putos que entretanto já fez. Sendo certo que já não tenho a memória de outros tempos, não me lembro de qualquer alerta por parte do PS sobre a situação.

Igualmente a degradação da cidade e do próprio Concelho, acontece no mesmo período do, deixa andar. As oposições deveriam funcionar a tempo inteiro ou seja, desempenhar o seu papel ao longo do mandato, e não apenas por alturas de irmos a votos.

O candidato socialista, tem apresentado uma série de ideias, a generalidade de interesse para a cidade que respondem a diferentes carências. Há inequivocamente uma visão de alguma abrangência para Estarreja cidade. Mas, mais uma vez e tal como tenho vindo a lembrar o senhor Eduardo Matos, Estarreja não se esgota na cidade, melhor dizendo, Beduído. Tem mais seis freguesias e, quanto a estas, até agora não vi qualquer proposta que as tire do marasmo ancestral em que se encontram.

As escolas, os centros de formação e quejandos, têm de ser todos em Beduído? As freguesias não podem ser dotadas de pequenos parques semi-industriais para alojar pequenas indústrias ou pequenos negócios locais? A revisão do PDM não pode incluir a demarcação de centros habitacionais nestas freguesias? Temos de ir todos para Beduído? Não seria boa ideia descentralizar serviços que levassem vida a estes aglomerados? Não se poderia levar a sério o projecto Biorria e desenvolver por aqui uma indústria turística?

Eu não sou pago para gerir ou dar ideias para o desenvolvimento Concelhio mas, há coisas que até os cegos de Santa Maria vêem, não?

quanto ao infomail do PSD,

reconheço que é honesto. O que o partido entende que fez em 8 anos, cabe numa página A4. Uma algarviada romanceada, sobre o eco-parque, cabe na outra. A obra do PSD/Estarreja nos derradeiros 8 anos, descreve-se numa folha A4.

Também aqui se verifica a costumeira falta de iniciativa. Descrever o que o partido não fez e Estarreja não tem, dava dois volumes similares ao Guerra e Paz do Tolstoi e seguramente, um best seller. Assim se perdeu mais uma oportunidade de negócio que criava para aí mais 207,3 empregos no eco-parque.

para nós, são todos iguais

guardámos por aqui uns mapas do burgo que estão ao dispor do senhor Couto dos Santos e respectiva companhia. Já sabem, caso queiram ter uma ideia de onde fica o distrito pelo qual são candidatos, é só pedir.

PDM

Pela sua determinante importância para as nossas vidas, aguardo a evolução da questão da revisão do PDM com impaciência e curiosidade. Impaciência porque se faz tarde fixar os nossos jovens e travar a desertificação e envelhecimento da população desta aldeia. Curiosidade, porque depois de termos feito sentir ao senhor presidente da CME a dramática e urgente necessidade de desanexar da RAN alguns hectares de solo agrícola para solo urbano, apesar de não nos ter sido dado qualquer resposta, não acreditamos que a Junta de Freguesia local não tenha exercido o seu dever Junto da Câmara, de exigência desta alteração e, muito menos, que a dita entidade não tenha dado resposta a esta questão fulcral.

É um ponto tão decisivo para o nosso futuro que se sobrepõe a qualquer outro. Fixar os nossos jovens que, ao não terem aqui onde construir habitação, se vêm obrigados a partir para outras freguesias quando não, outros Concelhos, agravando assim o problema do envelhecimento da população, e é também uma questão económica não negligenciável, pela consequente valorização de terrenos que hoje nada produzem, e nada valem.

Espero pois que o executivo local em funções tenha feito o trabalho de casa, e que a o homólogo autárquico se não tenha esquecido, uma vez mais, de que Canelas, faz parte das freguesias do Concelho.

não me lembro de ter visto

o agora candidato pelo PSD a Canelas em qualquer reunião ou assembleia de freguesia. E infelizmente, têm sido algumas e nem sempre pelos melhores motivos. Basta lembrar o caso do depósito ilegal de lamas ou, mais recentemente, a questão em aberto da pretensa construção da bacia de retenção. Provavelmente, não terá interesse no bem estar dos habitantes, não quererá, tal como a maioria dos ditos, saber da freguesia para nada ou, na melhor das hipóteses, ignora o dever cívico e de cidadania, de participação na vida colectiva.

Estará no seu direito e a sua vontade, só poderá merecer o nosso respeito. Também se não terá oferecido para candidato. O PSD, ao que se diz, pelo dedo certeiro do actual executivo, perante inúmeras recusas, aceitou o primeiro que não soube dizer não. O problema da sua candidatura, é que eventualmente a ser eleito, agrava dramaticamente a já desastrosa situação da freguesia. Alguém que se não interessa pela nossa vida colectiva, que não tem qualquer passado de gestão autárquica, apresenta-se a candidato prometendo vestir camisolas, e diz agora, ir apostar num projecto concluído que mesmo que sofra evolução, não acrescenta valor à vida dos habitantes, para além de assustador, lembra-me uma das rábulas melhor conseguidas, da política portuguesa; o Tino de Rãs.

Eu espero que uma parte importante dos meus conterrâneos já tenha percebido de que valem os partidos e, que se não forem eles mesmo a olhar pela sua vida, estarão bem fodidos. A questão, nem tem sequer a ver com o candidato. É mais da responsabilidade do partido que o escolheu. Na sequência das irresponsabilidades, dos desleixos, do tratamento desigual relativamente às freguesias, o PSD/Estarreja, nem sequer foi capaz de encontrar uma pessoa capaz de liderar uma população de 1.500 almas. É obra, tão admirável quanto a de, ao fim de oito anos no poder, deixar esgotar o prazo para a revisão do PDM.

Um idoso habitante da freguesia, em resposta à pergunta sobre as mais-valias do candidato e as suas motivações, rematou o seguinte:

- É gente que aproveita tudo.

Fiquei esclarecido.

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

um poeta

Este proxeneta da política, vive há 35 anos por conta dos otários pagantes. Faz bem, é preciso aproveitar o dinheiro de quem não sabe o que com ele fazer.

até hoje

Soube através da blogsfera, que o candidato do PSD a Canelas, terá dito as imagináveis patetices costumeiras, na inauguração da lavagem de cara do Esteiro do Ribeiro.

Daqui pergunto ao candidato Eduardo Matos, a que propósito e com que legitimidade, a dispensável inauguração de uma obra menor, é transformada numa sessão de propaganda partidária? Não deveria ter chamado o candidato Camilo Rego a pronunciar-se publicamente, também? A obra é sua? É do PSD? Ou é pública? Ou o senhor Matos, confunde tudo?

Este ajavardamento da vida pública, como se fosse o dono de Estarreja e não um mero funcionário contratado a prazo certo, é insuportável e inaceitável. Não tendo grande apreço pela gestão que desenvolveu, considerava-o intelectualmente honesto. Até hoje.

Boas notícias. Acabou a pobreza

Espero que a ASAE tenha disponibilizado os seus próprios refeitórios para que os pobres possam comer. Já agora… O doutor Salazar também proibiu a mendicidade pela simples razão de que, onde não há mendigos, não há pobreza.

Miss Ria, o príncipe e a princesa de Estarreja

É isto que interessa ao povo. A miss Ria, o princípe, a princesa de Estarreja e mais o caralhoacetra. Assim se vai mantendo esta alegre patetada paga pelos otários que alimentam um bando de pelintras inúteis, muito experientes na arte de viver a custas do erário público.

A vida, tal como as dietas, adia-se sempre para o dia seguinte.

cheques em branco

Ao que julgo ter percebido, o PSD local e o seu candidato, já andam em campanha eleitoral. Aqui por Canelas, a propósito de uma inauguração pífia, passou o candidato do PSD acompanhado de um esquadrão de moços que entre cânticos partidários, distribuíam bonés e esferográficas.

Quanto a programa ou intenções de governo, o senhor candidato disse nada. Ou seja, a nossa vida, o nosso futuro, a nossa terra, parece não lhe merecem preocupações de fundo.

Acontece, que as merdas partidárias, os bonés e as esferográficas não têm qualquer significado ou utilidade, para a nossa vida. Para esta, o que conta são os empregos, os salários, os impostos, o trabalho, a riqueza gerada, o custo de vida e por aí adiante. Partidos ou candidatos, não põem o pão na mesa nem interessam substancialmente, para nada.

O que a cada eleição está em jogo é unicamente a nossa vida e as condições em que viveremos os próximos quatro anos, pelo que, os candidatos aos empregos em causa, têm de ser bem claros quanto ao que se propõem fazer pela nossa vida, pela nossa terra, pelo país. É intolerável e de todo inaceitável, que a quatro semanas da votação, o PSD e o seu candidato não tenham divulgado qualquer programa ou intenção de governo.

É que a nossa vida, já está demasiado cara para que passemos cheques em branco.

Domingo, 13 de Setembro de 2009

para se beber uns copos, é mesmo necessário abater aves?

Esta lengalenga manhosa (apenas para assinantes) não merece o tempo que me vai fazer perder e que também não será muito.

O senhor entrevistado deve partir do pressuposto que as bestas do Concelho não conhecem o Manual do Gestor da ZCM, publicado pelo Ministério da Agricultura. Apenas para que conste, é da exclusiva responsabilidade da entidade gestora, no caso o Clube de Avanca, a sinalização e demarcação dos terrenos. É ainda obrigatório, a reserva de 10% do território da ZCM, onde não é permitido caçar.

No caso da ZCM de Estarreja, o senhor entrevistado poderia esclarecer-nos sobre quais são os terrenos afectados à reserva obrigatória? E, se por mero acaso, não for na área do projecto Bioria, não pode passar a ser?

É lamentável que para além do terrorismo contra a natureza em que se traduz a prática da caça, os seus promotores ainda nos tomem por idiotas.

atira-te ao mar

Os actores são os mesmos neste velho circo de mais de trinta anos. O espectáculo não varia muito em cada sessão. Ainda assim, a doutora Leite demorou um minuto a explicar ao propagandista que um país mais justo, se faz pela criação de riqueza e não pela multiplicação das ajudas e apoios sociais. Ficou tudo dito. Os restantes 59 minutos, foram tempo perdido.

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Esteiro de Canelas

O Esteiro de Canelas e respectiva envolvente, estão dignos. São merecedores de uma palavra de apreço, todos os envolvidos neste projecto de limpeza e devolução à comunidade de um dos locais mais belos da aldeia e talvez, o mais guardado na memória de todos aqueles que o conheceram no esplendor do frenesim dos mergulhos do alto da ponte, por entre o tráfego das embarcações lagunares.

Bem hajam pois, a CME, a Junta de Freguesia, e os proprietários dos terrenos que acederam e os libertaram, para o arranjo paisagístico que se pode observar.

Amanhã, aquando da inauguração destes trabalhos, o senhor presidente da CME, poderá verificar o total descabimento de construção de tão falada bacia de retenção de efluentes, bem como, a urgente necessidade de devolver o braço à Ria, e o Esteiro aos Canelenses. Infelizmente, faltou limpar a massa líquida de cor castanha em que se transformou a água do nosso Esteiro. As mesmas boas vontades que possibilitaram a obra agora ultimada, saberão certamente concluí-la, abrindo-a às águas da Ria.

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

para sossego das almas alvoraçadas

Vou aludindo às propostas do Fernando Mendonça, como aludiria às de outros candidatos, caso estes as fizessem. Para mal dos nossos pecados, os restantes candidatos a Estarreja, até ao momento disseram, nada. Provavelmente, porque nada terão para dizer.

O PSD ou a coligação, como quiserem, deveria já ter divulgado as suas intenções de governo. Aos eleitores, deve conceder-se o tempo necessário à compreensão e digestão dos compromissos eleitorais. Eu sei que a questão se costuma resolver por duas ou três patacoadas e uns pés de dança durante as excursões de velhinhos, acrescendo que, de ordinário, os cidadãos não costumam pedir contas. Acontece que as coisas estão a mudar e o PSD/Estarreja, ainda o não percebeu.

Um programa que reafirme a conclusão da casa Egas Moniz, da piscina, ou o início da construção da escola de Salreu, é insuficiente. Tal pobreza, justifica o escárnio com que o PSD recebeu a ideia do Fernando Mendonça, para o desenvolvimento da cidade de Estarreja em torno do regato que a atravessa. Acredito que tenha sido um valente murro no estômago de quem não está habituado a pensar e mantém o poder com conversa da treta.

Se tal ideia é exequível, se a sua execução será nos moldes agora apresentados, ninguém saberá. Pessoalmente, e na falta de outras, parece-me boa. Os equipamentos de lazer agora mencionados, de momento, não me fazem qualquer comichão, até porque não pratico natação, pesca, tiro ou golfe, para sossego das preocupações do amigo Zé Matos. É que a execução de uma obra de tal envergadura, não me parece que venha a ser da responsabilidade finannceira da Câmara ou, lhe acarrete qualquer custo, antes pelo contrário. O imobiliário subjacente só pode ser entregue à iniciativa privada e pagará toda a estrutura paisagística. Só assim seria exequível e se justificaria tal obra.

Não será com habitação social na periferia que se atrairá ao Concelho, gente e riqueza, pelo contrário e como é sabido, os bairros sociais albergam, pobres, marginalidade e crime. Surpreende-me que o Zé Matos trate com tanta ligeireza um assunto de tal importância para o Concelho. As boas ideias são para se porem em prática, independentemente sua origem. Se o PSD renovar o mandato em Estarreja, deveria pegar-lhe e pô-la em prática caso seja exequível. Dizer mal apenas porque vem de outro quadrante político é dar continuidade à miserável política que se faz em Portugal.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

vá lá...

mesmo tendo em conta que os paroquianos andam afadigados com os sucessivos frente-a-frente entre aquela maltosa que apenas quer manter o circo, preocupados com os azares da selecção, ocupados nas pinturas dos muros em vésperas de eleições, cansados das festas a tudo o que é santo e o seu oposto, atarefados com a preparação do fim-de-semana gastronómico, indecisos na escolha da fatiota para o grande passeio sénior ao caldo-verde, apesar de tudo isto, arranjem lá um bocadito para perceberem porque é que a crise não caiu do céu, ainda não passou, nem vai passar no actual paradigma. Vá lá..!

oito anos perdidos

Já que na página oficial do PSD/Estarreja nada é referido, não sei onde se possa ler na integra o comunicado da coligação, acerca da revisão do PDM. Do resumo que se pode ler na RVR, conclui-se que, para os autores, o essencial da questão é apodar de ignorantes, os socialistas locais.

Quanto a um desmentido inequívoco de que terá deixado passar o prazo para concluir qualquer revisão, nicles. Invoca as grandes contrariedades que terá encontrado, nada dizendo sobre a enorme contrariedade de fazer o trabalho para o qual os contribuintes lhes pagam.

E a gente cansa-se de pagar folclores, carnavais, incompetências, desleixos, irresponsabilidades e falta de vontade para o trabalho essencial que já duram há 8 anos. Exactamente o tempo em que Eduardo Matos, em oratória de campanha, falava da simplicidade da revisão do dito PDM.

o Esteiro do Ribeiro e outras pinturas

Nos próximos dias, o executivo camarário, inaugurará a requalificação da boca do Esteiro de Canelas e, presumo, a pintura do muro do cemitério velho, ambas de indizível e essencial valor para quem aqui vive, e muitíssimo apropriadas ao período de folclore eleitoralista que atravessamos, até porque os mortos ganharam muita qualidade de morte, e a merda que a Simria vai despejando para a fossa do Esteiro, fica agora melhor enquadrada.

Estes são somente dois pequenos exemplos desta política local de faz-de-conta. O arranjo paisagístico do Esteiro não foi pensado como uma melhoria concreta a realizar nesta aldeia. Integra-se num vasto projecto financiado com fundos europeus e que visa a requalificação de todas as ribeiras do Concelho. Se está melhor que antes, sim. Está. Não passando de uma lavagem de cara em nada comparável com o que foi feito, por exemplo, na Ribeira da Aldeia em Pardilhó, ficou melhor.

De fundo, é que o Esteiro de Canelas não tem a utilidade da Ribeira de Pardilhó, nem outra que o armazenamento das inúmeras descargas que a Simria para ali faz, em águas estagnadas, poluídas, e impróprias para qualquer uso. Isto, porque se trata de um braço da Ria que à mesma, não tem ligação. O Esteiro de Canelas não passa de uma vala fechada contendo muitos milhares de metros cúbicos de dejectos vários que se acumulam a cada dia que passa.

O corte da ligação à Ria, feito ilegalmente por um anterior presidente da Junta, por meio de um aterro constituído de entulhos diversos, teria como utilidade, permitir a travessia entre as margens, a meio caminho. As consequências destes actos imponderados, estão aí. Criou-se uma fossa a céu aberto, estagnaram-se as águas, perdeu-se a navegabilidade, matou-se as espécies piscícolas, e a aldeia perdeu a sua ligação à Ria. Em boa verdade, o Esteiro morreu e a aldeia foi despojada dos seus encantos e provavelmente, da sua maior riqueza.

O Esteiro de Canelas, não tem vida. Não comporta uma só embarcação. Serve para acumular esgotos. Neste cenário, uma colectividade local constrói mais um equipamento desportivo para qualquer coisa, de praia, ali ao lado dos dejectos que bóiam em soluções de esterco, liquefeito.

O executivo local que sair das eleições próximas, deve encarar entre outras prioridades já identificadas, a urgente necessidade de devolver o Esteiro à Ria e aos Canelenses. Limpo, de preferência.

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

não é pressa mas,

por acaso o ministério público já sabe do Gordo? E o Pinóquio? Já sabe quem é? Se não, é pergutar ao corno!

finalmente, uma visão para o Concelho

A candidatura de Fernando Mendonça divulgou no nº 4 do jornal de campanha, as suas intenções urbanísticas para Estarreja, melhor dizendo, para Beduído. E desde já, tiro-lhe o chapéu. Chama-se a isto, ver em grande. Fazer crescer a cidade nas margens do seu Rio é algo tão óbvio que espanta que assim não tenha sido.

Várias vezes aqui falei no desmoronar de Estarreja, na liquidação do seu comércio, na total falta de atractividade para se viver e trabalhar. Finalmente, apareceu alguém que abriu os olhos para a dita cidade e viu, viu aquilo que qualquer um pode ver, desde que queira abrir os olhos.

É um projecto muito ambicioso mas, talvez o único capaz de fazer com que Estarreja mereça a designação de cidade, uma aldeia autopromovida na vaidade de ser chamada de cidade. Esta proposta de dar vida e qualidade ao local, contrasta e diminui as obras ridículas dos pavilhões polidesportivos à dúzia, os campos de malha ou as piscinas municipais, obras nas quais se gastaram milhões sem que nada de significativo para a cidade ou para a vida dos habitantes, tenha ficado.

Parabéns à candidatura de Fernando Mendonça, quanto mais não seja, pelo agitar da pasmaceira em que Estarreja tem vivido nos derradeiros anos. E também um alerta. O Concelho não se esgota em Beduído antes, deve ser objecto de uma visão de abrangência territorial, concretizada num plano de desenvolvimento global com prioridade às pequenas freguesias às quais o governo PSD/CDS, agora chegado o tempo eleitoral, pinta as paredes dos cemitérios, à pressa.

Sem a revisão do PDM, o Concelho não tem por onde crescer. A ser verdade que o executivo em funções deixou passar os prazos para a sua revisão, é uma catástrofe para a região. O desleixo com que a Câmara tem tratado os assuntos verdadeiramente importantes, não prenuncia nada de bom. É tempo de os cidadãos porem mãos ao trabalho e fazerem o que tem de ser feito.

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

A água mais cara do país

Tal como a generalidade das empresas públicas que geravam lucros foram privatizadas, basta lembras a GALP ou a EDP, logo que consolidado, o Grupo Águas de Portugal, será certamente privatizado. A actual líder do PSD já afirmou que esta empresa seria privatizada caso venha a ser eleita primeira-ministra.

Do que é público, o que Estarreja fez, pela mão do PSD, foi cumprir a sua parte na consolidação indispensável. Ao integrar a ARA, entregou para posterior privatização as águas do Concelho de Estarreja.

Segundo o Zé Matos, bastaria ler a Lei 90/2009, para se perceber que em caso de privatização “o espírito da lei deixa de ser cumprido e que a sociedade terá que acabar”. Ora a extinção da parceria, é definida no artigo 7º da dita Lei:

Extinção da parceria

A parceria extingue -se nos termos previstos no contrato de parceria.

O comum cidadão desconhece os termos do contrato. Mas sabe que o Grupo Águas de Portugal é o sócio maioritário, logo o decisor principal. Imagina-se, ou não, o valor global do negócio, concentrado numa única empresa. Precisamente o Grupo Águas de Portugal.

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

a grande filha da putice

É agora mais clara, a patifaria que se prepara no que respeita às águas do país e mais concretamente, sobre as águas do Concelho de Estarreja.

A putativa candidata do PSD às autárquicas, a senhora Leite, já deixou a coisa bem clara. Se for eleita, privatizará a empresa Águas de Portugal. É simples a sacanice. Constituem-se empresas regionais participadas, junta-se tudo, e entrega-se aos privados para exploração.

O estimado candidato do PSD a Estarreja, José Eduardo Matos, seguramente um dos autarcas espertos, no dizer do outro José Matos, tomou a dianteira e vai de liderar o processo que tornará o bem mais essencial a qualquer ser vivo, num negócio privado.

Sem dúvida que Estarreja, está bem servido de Matos, para não dizer outra coisa.