Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

calúnias

É claro que estes senhores, (.) (.) (.) são inequivocamente vítimas de uma qualquer cabala que o Ministério Público anda a amanhar. Gente tão importante, seria impensável andar na promiscuidade governo/privados só para arrebanhar o que estiver ao alcance da mão.

Por outro lado, se algum dia o país vier a ter uma justiça séria e códigos penais adequados, o melhor é colocar gradeamentos à volta de Lisboa e declarar a zona de prisão de alta segurança.

Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

a bem do negócio

A nulidade política incumbente da Saúde, mais aquele senhor George, é que deviam ir explicar aos americanos as vantagens da vacina contra a gripe dos porcos que estão a impingir aos incautos que, na verdade, também não merecem outra merda. Compradas 3 M de doses, alguém tem de levar com elas, não é?

A relação risco-benefício, concretamente, é o quê? Por cada 3 vacinados, um morre, o outro constipa-se e o ultimo fica imune?

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Titanic

Por Aveiro, discute-se o destino dos 13 milhões de contos que custou o estádio de futebol no qual se realizaram dois encontros. Uns querem a sua implosão. Outros defendem que, caia de pé. De qualquer forma, os 13 milhões e respectivos juros, estão a pagamento até para lá de 2020. Tirando alguma coisa à mesa, mais um pouco à saúde, alguma à farmácia, uns trocos à educação dos filhos, e sacrificando qualquer extravagância relacionada com qualidade de vida, a gentinha há-de pagar.

Os mesmos coiros que contribuíram ao aumento da dívida a pagamento, atarefam-se para a repetir. A turba aplaude. Lembra o naufrágio do Titanic que se afundava num mar de gelo, enquanto a orquestra tocava.

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

faz de conta

Passadas 24 horas sobre a emissão da reportagem da TVI sobre o despejo selvagem de lamas e lixos tóxicos um pouco por todo o país, o ministério do ambiente, presidido por aquele senhor que todos temos ideia de já ter visto em algum lado, não tem nada a dizer.

É natural. Talvez tivesse algo a dizer, se existisse. Estamos habituados a pagar fantasias, e esta ideia que nos meteram na cabeça de que existe um organismo que zela pelo nosso ambiente, apenas faz parte da farsa mais geral de que este sítio, é um país.

Estarreja pela objectiva de um visitante (V)


Porta sul da cidade

Sábado, 17 de Outubro de 2009

incúrias várias

A TVI apresentou ontem uma reportagem sobre a deposição ilegal de lamas e resíduos tóxicos, e os perigos recorrentes, associados à prática. Chamou-lhe muito apropriadamente, A Máfia Lusitana.

Posso testemunhar, no essencial, tudo o que foi dito, concluindo que passados dois ou três anos sobre o problema vivido nesta freguesia, nada mudou, nem sequer a estupidez, incúria e ignorância de quem deveria estar na linha da frente ao combate a este tipo de banditismo.

À época, quando levantei o problema, o então presidente da Junta desta Freguesia, nas primeiras reacções aos media, declarou que aquilo até era bom para a agricultura. A CME, tratou o problema assente no princípio de que não seria sua competência ou responsabilidade. As forças policiais, fizeram então o que hoje fazem ou seja, nunca têm efectivos para actuar na hora e se possível, tal como aqui aconteceu, arquivam o processo.

Outras instâncias, empurram o problema umas para outros. Por esta aldeia de Canelas, no Concelho de Estarreja, foi preciso levar o caso à Assembleia da República para que a empresa depositante, se visse constrangida a continuar a despejar a merda vinda do norte, em terrenos desta freguesia.

Para além da profunda ignorância revelada nas convicções de bondade destas acções, dos interesses económicos que se escondem por detrás destes despejos selvagens, do laissez faire comprometido de diferentes autoridades, o que está em causa, é a qualidade de vida e, principalmente, a saúde das populações, vítimas do laxismo, corrupção e desumanidade de quem é por si pago, para evitar que tais situações aconteçam.

Os relatórios apresentados nesta reportagem, por si, atestam a origem das terríveis doenças que nos vão devastando.

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

pequenas achegas à compreensão da crença

O PSD ganhou a autarquia de Estarreja com o voto de 36% dos eleitores inscritos. Um fenómeno recorrente que talvez se explique pela notável compreensão popular local, do fenómeno partidário e claro, respectivas doutrinas:

CDS, Partido Popular; o comunismo branco.

PS, Partido Socialista; o comunismo rosa.

PC, Partido Comunista; o comunismo vermelho.

PSD, Partido Social Democrata; hei-de votar no peessedêzinho do meu coração, até ao fim da vida.

PS, post scriptun ou disclaimer:
dado a confusão instalada na apreciação das posições políticas do autor deste blog, esclarece-se que o texto supra, nada tem a ver com a fotografia infra, por sinal bem bonita e testemunha do cuidado e ajardinado, coração da cidade.

Estarreja pela objectiva de um visitante (IV)

Estarreja, Cidade

Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Tempos difíceis

Trapalhada das escutas, delírio do BE e pulverização do PSD ajudam a criar os mais improváveis estadistas.

Ontem, à saída do palácio de Belém, o engº Sócrates brindou-nos com uma exibição de luxo: rendido aos encantos do diálogo e às vantagens da negociação, o novo primeiro-ministro dispôs-se humildemente a falar com todos os partidos da oposição, sem "reserva mental" e sem "preconceitos", para assegurar "um Governo de quatro anos que responda aos problemas do país". Este alto desígnio exige, como é óbvio, uma oposição grata e solícita que saiba corresponder devidamente ao "gesto de abertura" tomado pelo PS. Tendo em conta o Governo anterior, exigiria também um primeiro-ministro diferente mas, terminado o ciclo eleitoral, os tempos não parecem propícios a este tipo de avaliações.

Por muito que isso custe a alguns espíritos mais renitentes, o engº Sócrates, depois de ter ganho este ciclo eleitoral, pretende, agora, transformar-se numa espécie de referencial de estabilidade. Uma pretensão que seria, no mínimo bizarra, se não se desse o caso do PS ter pela frente um PSD em frangalhos, um Bloco de Esquerda diminuído e um Presidente da República fragilizado. Perante este quadro de miséria, não é particularmente difícil governar à vista, entre a esquerda e a direita, recorrendo, sempre que necessário, ao apetecível papel de vítima. Difícil, sim, será suceder a si próprio mas enquanto o principal partido da oposição não se apresentar como uma alternativa sólida aos devaneios socialistas essa dificuldade acabará sempre por ser resolvida – como, aliás, se viu, nas últimas legislativas. Se o PS perdeu um partido (e perdeu), o PSD acabou por perder mais uma vez o país.

Por outro lado, os resultados do Bloco de Esquerda, no domingo, nomeadamente os resultados em Lisboa, não mostram só que o partido tem uma fraca implantação autárquica, o que, já de si, seria um fraco consolo eleitoral: mostram principalmente as debilidades de uma agremiação que vive do voto de protesto e de uma série de propostas lunáticas. O caminho, que parecia tão prometedor nas europeias, acabou por se afunilar inesperadamente nas autárquicas e na intransigência de meia dúzia de luminárias. Ao excluir-se de qualquer solução governativa, o Bloco corre o risco da inutilidade e de ficar de novo a falar sozinho.
Já o Presidente da República, a única voz com autoridade neste cenário de desolação, corre o risco de a ter perdido. Depois admirem-se que tudo isto – a trapalhada das escutas, o delírio do Bloco de Esquerda, a pulverização do PSD – ajude a criar os mais improváveis estadistas.

Constança Cunha e Sá, Jornalista, in CM

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (III)

Praça Francisco Barbosa - Estarreja

o cavaquistão, é aqui

e não em Viseu. Em Estarreja, desde que candidato pelo PSD, até um cão ganha eleições. Aqui vota-se por fé, pura, autêntica, mais divina do que aquela que leva os crentes à igreja. Personalidades ou projectos, são irrelevantes, se não mesmo um problema porque dão que pensar, e isto de pensar, já se sabe, pode provocar dores de cabeça ou, coisa pior em cabeças que cultivam a felicidade que provém da ignorância.

O candidato Mendonça, é certo, acumulou erros de palmatória. E no entanto, o resultado, provavelmente teria sido igual, caso tivesse feito diferente. Estas terrinhas são pequenas, a inveja é um culto, e os ódiozinhos, são para a vida. O seu principal adversário, não foi o candidato concorrente. Foi sim, a sua esposa, então deputada à assembleia nacional, uma ascensão e um sucesso pessoal que a tacanhez local, jamais perdoará. Basta ouvi-los falar.

Alguns dos candidatos nas listas socialistas, representaram uma janela de oportunidade para estas terras. Foram literalmente varridos pela crença, e nem sequer valerá a pena falar dos custos da perda de oportunidade. Gente ignara que se sente feliz e realizada com excursões à Malafaia, dizem eles, à conta da Câmara, não merece outra merda senão aquela em que vive.

Mas, esta é a realidade do eleitorado local, e a língua que este percebe, é a das excursões por conta da Câmara. O candidato Mendonça, parece não ter percebido que os eleitores não são “os jovens” que fazem muita festa, muita animação, muita cantoria mas, globalmente, são poucos e não votam.

Por aqui, a decisão de voto é formada em conversas de mal dizer, ou boatos lançados a propósito, entre o espaço que medeia o minimercado e a taberna mais próxima. A uma franja significativa deste, projectos ou programas de candidatura não lhe interessa. Pior quando os ditos se não apresentam consistentes – caso do lago – ou não são vistos como sérios – caso da fábrica do carnaval, pois servem apenas para denegrir o seu autor.

Não vi um só eleitor, discutir os programas das diferentes candidaturas. Do programa do PSD, apresentado nos dias últimos da campanha eleitoral, não ouvi um só comentário. Já das propostas socialistas, ouvi alguns, quase sempre parvoíce. E destes, o que reti, foi o ódio sibilino que envenenava cada palavra.

Com toda esta fé partidária, o PSD pode dispor por mais quatro anos, da vida, da economia e do destino, dos que por aqui vão estando.

das eleições locais,

e como é conhecido, preferia que a candidatura do Camilo Rego tivesse vencido. Assim não aconteceu. Os eleitores preferiram mais do mesmo, pois que venha o caldo que a mesa está posta.

Isto é o que é, e não é seguramente, merecedor de grandes análises sociológicas. A candidatura PSD/CDS sabe do que é que o povo gosta e não se fez rogada. Ainda assim, apenas uma pequena nota para dizer que aqui, em Canelas, o PSD perdeu 74 votos e o Camilo Rego aumentou a votação do PS em 91. Tal significa apenas que aqui vivem mais 91 cidadãos para quem a vida não se faz com pinturas dos muros dos cemitérios. O PSD ganhou a freguesia por uma diferença de 109 votos.

à atenção do senhor Primeiro-ministro indigitado

Eis aqui dois potenciais ministros para o futuro governo desta comédia.

Disclaimer: Acessoria livre e desinteressada, gratuitamente concedida no espírito democrático do exercício da cidadania, conforme apelo do senhor presidente desta república.

Domingo, 11 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (II)


democracia

Gente que se mata a tiro de caçadeira, por razões partidárias. É desta animalidade que se faz a democracia, e a universalidade do voto. As consequências, são conhecidas.

Sábado, 10 de Outubro de 2009

Estarreja pela objectiva de um visitante (I)



Estarreja - Portugal

comédia

Sensibiliza-me imenso o cuidado com que este simpático crente, analisa os meus textos e acto contínuo, cola as minhas opiniões a qualquer coisa entre o bloco de esquerda e a falecida união nacional. Qualquer coisa serve, excepto um módico de exercício intelectual na ponderação das opiniões expressas.

E como o compreendo. Inegavelmente, o seguidismo político que antecede o carreirismo, impede toda e qualquer liberdade de pensamento ou expressão. Não é o melhor caminho. É sim o único caminho, condição sine qua non para se singrar na porca da vida e particularmente, no conspurcado mundo da política à portuguesa.

O Zé Matos, entende que o voto de um cidadão cumpridor das suas obrigações para com a sociedade, deverá valer o mesmo que o de um marginal à dita. Que o voto de um cidadão honesto, deverá valer o mesmo que o de um criminoso. Que o voto de um pagador de impostos, deverá valer o mesmo que o de um parasita. Que o voto de um demente, deverá valer o mesmo que o de um cidadão lúcido. Que o voto de um cidadão responsável, deverá valer o mesmo que o de um irresponsável. Que o voto de um comatoso, deverá valer o mesmo que o voto de um individuo em posse de todas as suas faculdades, e que isso, será quinta essência da democracia. Pois bem, eu acho que não, e é um direito que me assiste. Entendo que as escolhas para a vida, para a sociedade e para o país, deveriam consubstanciar-se num acto decidido por gente capaz e responsável, nunca por via desta inclassificável palhaçada em que o futuro se decide pelo marketing político, e onde o voto é trocado por bonés e esferográficas.

Entendo que assim não pense. Compreende-se que se o acto eleitoral fosse uma coisa séria e responsável, não estariam na política os vigaristas que se conhecem, nem o país teria chegado ao estado calamitoso a que chegou. Por isso sou livre e independente, não preciso de me encostar a qualquer seita nem de lhe louvar falsas virtudes.

Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

escolhas



Em Estarreja, as escolhas a fazer no próximo Domingo, são simples. Votar nos candidatos PSD, para continuarmos a viver como habitualmente ou, votar os candidatos das listas do PS, para ousar viver de forma diferente.

A escolha é simples. Já as implicações são mais complexas. Viver como habitualmente, significa um futuro próximo, igual ao passado. Ousar viver de forma diferente, obriga-nos a correr riscos, ir à luta, querer melhor futuro para nós e para os nossos filhos.

Cabe aos que sabem distinguir, influenciar com o seu voto, a escolha. A maioria dos eleitores, esses não estão capacitados para escolherem pela razão.

a maioria

Dizia-me um concidadão, que não lê nem lhe interessam os programas das candidaturas a Estarreja. Ele vota no partido X, independentemente de quem seja o candidato ou, o seu programa.

É desta massa idiota que é feito o país, sendo desta mesma massa que se alimenta a vampiragem que suga o esforço de quem trabalha e produz. E também é por isto que discordo da universalidade do voto que me sujeita a ser governado por maiorias de retardados funcionais.

enquanto o pau vai e vem..,

a legislação que limita os mandatos autárquicos a um máximo de dois consecutivos, deveria entrar agora em vigor. Os lobies partidários, autarcas de profissão e demais interessados nos negócios públicos, conseguiram adiar a coisa para daqui a quatro anos.

Adivinham-se quatro anos de grandes negócios, com forte incremento na construção de gaiolas para grilos e um peso significativo nas contas dos fazedores, em virtude do pesado aumento dos custos dos incentivos.

inaugurações

Ao que se diz, teremos amanhã nesta aldeia, umas horas antes de irmos a votos, mais uma inauguração, de mais uma semi-inutilidade pública, desta vez, um mini parque de recreação infantil, ali junto ao Ribeiro.

As preocupações da CME de Estarreja pelo bem-estar desta freguesia, particularmente depois do Camilo se apresentar a votos nas listas do PS, são comoventes e esclarecedoras quanto às políticas inconsequentes do executivo em funções, uma espécie de distribuição de papelinhos coloridos a indígenas selvagens.

De estrutural para resolução dos efectivos problemas dos fregueses, é que, nada! Fixar jovens através de políticas habitacionais, criação de emprego, exploração das potencialidades locais, políticas para o rejuvenescimento populacional, nicles batatoides.

Creio que o executivo camarário, veio mais vezes a Canelas nos pretéritos dois meses, do que nos oito anos que leva de governo. Na semana passada, tivemos a inauguração da recuperação do velho edifício da estação. Este, teremos a do parque infantil, um até sempre de José E. Matos que, mesmo a ser reeleito, adivinha-se, dificilmente cá voltará.

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

RSI

O PS, distribui por 385.000 indivíduos, muitos deles confirmadamente, indigentes profissionais, através de uma mecanismo denominado RSI, uma pequena parte da extorsão a que nos sujeita. Percebe-se e já aqui o disse diversamente, que a pobreza mantém os cidadãos reféns dos governos. Quanto mais gente for subsidiada ou paga pelo estado, mais seguro estará o voto no partido do poder.

O PS ganhou as eleições por uma maioria de votos equivalente ao número de indivíduos que recebem o RSI. Em vésperas de eleições, uma escola de um desses bairros sociais que albergam criminosos, indigentes e marginais, teve mesmo de destacar um funcionário para responder a uma questão recorrentemente posta:

- De que partido é o gajo que paga o subsídio à gente?

da ética ou, da sua falta

Na ética republicana, levar velhos a passear a 3 dias de eleições, é legal e democraticamente virtuoso. Na minha percepção, é uma desonestidade imperdoável, reveladora da tal honestidade intelectual, no caso, da sua falta, que venho referindo.

Levar os idosos a ver as obras do eco-parque, é claramente uma acção de campanha imposta aos mesmos que apenas seria aceitável se os ditos, voluntariamente o desejassem. Embarcar idosos em autocarros e, contra sua vontade ou, aproveitando-se da perda das faculdades subjacente à respectiva idade avançada, é uma espécie de sequestro e desrespeito que deveria ser objecto de participação criminal.

Devo confessar que me causa avultada repulsa este tipo de comportamento. Não bastando a desgraça da miséria moral, intelectual e financeira em que vivem estes idosos, ainda são abusados por quem, no fim de contas, encabeça a lista dos responsáveis pela situação em que se encontram.

Algumas destas pessoas, já não terão vontade própria, consciência de que estão a ser violentadas, força para dizerem não, mundo para perceberem que estão a ser usadas por gente pouco escrupulosa. Efectivamente, e como diz o povo, quem não tem vergonha, todo o mundo é seu.

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

por acaso, também acho

Os governantes têm de conhecer a realidade do País. E os cidadãos, por seu turno, têm o dever de participar na vida cívica, ao invés de se queixarem sistematicamente do Estado ou da classe política.

Discurso de Cavaco Silva em 5/10/2009

Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

comparando as propostas (3)

Do que representa efectivamente alguma verdadeira mais-valia para a freguesia, o programa da candidatura do PSD a Canelas é, basicamente omisso.

De tal forma que nem sequer vale a pena continuar a comparar os programas, ainda que mereça referência a obsessão pelo desporto.

Compreendo que a coisa veste como uma luva na cultura e consciências locais, formadas na filosofia vigente de que a vida não é para ser levada a sério. Para servir tal propósito, haverá um equipamento desportivo em cada esquina e um campeonato de qualquer berlinde, a qualquer hora.

Indo ao que interessa: O Camilo Rego, propõe-se a construir um lar para a terceira idade e lutar pela revisão do PDM, de acordo com as necessidades da freguesia. A candidatura do PSD rebate estes propósitos com a argumentação fútil de que os idosos preferem morrer em suas casas, e a revisão do PDM, não será prioritária. Por isso contrapõe a criação de (mais) um gabinete de apoio aos desvalidos, e o levantamento do número de habitações degradadas.

É óbvio que estas propostas são desonestas e profundamente perniciosas para esta aldeia, pela demagogia, pela irresponsabilidade dos seus proponentes.

A crua realidade, é que o PSD não quer a construção do lar em Canelas, porque o pretende para Estarreja, assim como não quer abrir frentes de construção nesta aldeia porque persegue o objectivo de concentrar investimentos e população, no mesmo local. Curto e grosso, o que a candidatura do PSD a Canelas propõe, é defender estes propósitos camarários, perpetuando a situação de retrocesso e a via do aniquilamento em curso.

Decidir ente Camilo Rego e Gabriel Tavares, é muito mais do que escolher uma cor ou um partido. É escolher os nossos, presente e futuro.

Sábado, 3 de Outubro de 2009

Ademais, parece-me pura perda de tempo ensinar a tabuada a bestas

Queria aqui deixar claro que todos os candidatos me merecem respeito. O que já me não merece o mesmo respeito, é receberem subvenções, senhas de presença e outras mordomias, sem fazerem a ponta de um corno, nem mesmo um pequeno esforço para amanharem um programita minimamente consistente.

ora, o estado da coisa

é o seguinte: Em Oeiras, dois grupos de patetas desentenderam-se por causa de um gajo condenado a 7 anos de prisão efectiva, por se abotoar a dinheiros públicos, e que se candidata novamente, para continuar a ter acesso aos ditos. Tudo legal, moralmente dentro da normalidade da ética republicana e essas coisas.

Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

com tantos tiros nos pés,

hoje é que os candidatos, verdadeiramente, sentem a falta das urgências do HVS.

atenção aos sapatos

A tal lista de tópicos, está a ser publicada no blog do melhor caminho, às mijinhas e respectivas pinguinhas.

caridade,

seria explicar aos senhores da CDU que, como em tudo na vida, para alargar o eleitorado, e ter mais votos, e ganhar influência e eleger representantes, é preciso trabalhar p’ra coisa.

Assim umas frases vagamente ligadas, atiradas em meia página de jornal, por alturas de eleições, em meia dúzia de palavras piedosas, é curtito.

Nem que fosse só para justificar os 75 €, o pessoal devia fazer de conta que faz oposição, que apresenta propostas sustentáveis, que as divulga, que trabalha num programa consequente, e o explica a estúpidos.

A dar beijinhos ao operariado, o Jerónimo já levou o partido à honrosa posição de último. E é mesmo muito provável que em próximas eleições, vá fazer companhia ao MRPP.

começo agora a perceber por que razão não há programas para ninguém

Li as entrevistas que os três candidatos a Estarreja, deram ao Jornal da terra. Prosa de grande qualidade, com evidente vantagem para a CDU. Do best!

Certamente por piedade, mão amiga fez-me chegar uma longa lista de tópicos, entendida por Programa de candidatura da coligação “o melhor caminho”.

Vou agora ver se meto uma cunha para aceder igualmente ao “futuro feliz”.

Como se percebe, estou prestes a entrar na clandestinidade. Um estúpido normal, pensa que os candidatos têm projectos e programas e visões e metas e objectivos e que tudo fará para que os estúpidos entendam a benevolência das suas propostas.

Errado. É por isso que são estúpidos.