Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

um país de sucateiros e um reino de sucatas

Vai-se a ver, e o Godinho dos robalos é um anjo no reino das sucatas.

Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

um conto de natal, num país improvável

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.

E diz que não fez nada.

O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.

O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.

O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.

Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.

E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.

O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.

O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.

O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.

Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.

O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura
de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.

E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.

Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.

Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

Mário Crespo

aos amigos


enganados, roubados e fodidos

Parece-me bem. Sinto-me mesmo orgulhoso por ter tido o azar de nascer num país liderado por gente de grande visão. Gente que não se perde com problemas mesquinhos de desemprego, défice ou pobreza generalizada.

Casar paneleiros e fufas, isso sim, é rasgo de modernidade que a todos nos faz feliz.

boas festas

Segundo o JE, os orçamentos para as pequenas freguesias, serão em 2010, menores do que os ridículos 250.000€ que durante anos, foram inscritos nas respectivas rubricas.

Não é de estranhar. O Concelho é gerido por gente que se está cagando para os munícipes, sendo que estes, têm o que merecem. Para a ignorância e estupidez demonstradas, provavelmente, até será demais. O passeio anual ao caldo verde, chegava e sobrava.

Apenas lamento, pagar impostos para sustentar estas súcias; as que fazem o que lhes dá na cabeça e, as que o permitem.

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

reconhecimento

Eu por acaso, acho bem. Um gajo que tão brilhantemente se distinguiu na supervisão bancária nacional, merece um cargo europeu, quiçá mundial, que o projecte ao estrelato internacional, considerando ademais, o alto valor acrescentado que é o facto de não ter espinha, cara ou vergonha.

Nós por cá, sentimos-nos honrados em pagar todas as vigarices bancárias que a sua supervisão tão eficazmente supervisionou, ainda que já não tenhamos para comer mas, como é sabido, para tapar buracos, arranja-se sempre.

Apenas desejo que o PS arranje um novo faz fretes com estômago que comporte tantos sapos.

um país que vive a fiado

Civilizacional, cultural e tecnicamente, somos muito fraquinhos. É o resultado da mescla entre chico-espertismo, malandrice, falta de carácter e irresponsabilidade que nos caracteriza enquanto povo.

Uma nação com um módico de decência, perante governos que se limitam a deixar andar, roubar e deixar roubar, pedindo fiados para continuar a festa, há muito teria exigido respeito e rigor. Como somos todos farinha do mesmo saco, só não rouba quem não pode, e quem não pode, morre de inveja.

Apenas nos poderão valer, as almas piedosas que decidirem cortar-nos o crédito.

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

fraquinhos

Estranharão o afastamento relativo aos affaires locais. Explica-se facilmente; o povo quis, o povo tem. Não vale a pena tentar melhorar a vida de quem o não pediu, nem quer a sua vida melhorada. Logo, que se fodam!

Através dos blogs locais, soube que a famosa fábrica de pilhas que o erário público vai pagar, para os japoneses deixarem por cá o lixo e levarem os lucros, vai ser instalada em Cacia, sítio que não fazia parte das localidades pré-seleccionadas; Estarreja e Sines. É elucidativo da capacidade do executivo de Estarreja quanto à atracção de empresas para o Concelho.

Deste executivo, o que se pode esperar, é que nos vá ao bolso tanto quanto a lei o permita, e mesmo, o não permita. Cobrar o IMI, mais uma vez, nos valores máximos, com o argumento de que é para fazer as obras que as freguesias pediram, é consequente à fraquíssima qualidade do dito.

É capaz de ser para financiar a piscina e mais uma série de obras estruturantes, como o campo de andebol de praia, e os parques de merendas. De resto, e como cansei de dizer, destes, não se espera nada de bom. Provavelmente, nem de mau.

Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

o primeiro mais suspeito da história

afinal, o gajo que tanto se indigna com as fugas ao segredo de justiça, é um dos que mais se aproveita das ditas.

quadrilheiros

meter a mão na cousa pública, não é grave. Grave, é saber-se!

peixeiradas

ainda não recebi a minha caixa de robalos.