vamos andando. O estado, leva-nos em média, metade do que ganhamos. Uma carga fiscal que paralisa qualquer veleidade de investimento ou crescimento económico. Ainda assim, tudo o que recolhe, já não chega para pagar, apenas três dos diferentes encargos financeiros; os juros da dívida acumulada, as prestações sociais, e os vencimentos da administração pública. Todos os restantes investimentos e despesas para além daqueles, são a crédito.
O cidadão comum, não se dá por achado. Enquanto o vale da segurança social for chegando, a coisa não será grave. São muitos anos de imbecilidade servida a copo, e muita malandrice no corpo.
A crédito serão, portanto, os festejos carnavalescos que se avizinham, subsidiados por essa extraordinária raça de autarcas que vão enterrando o país um pouco por todo o lado, bem como as rotundas, ciclovias, piscinas e parques de merenda, excursões várias e demais gastos em inutilidades inúteis, num clima de caos económico.
Quem ainda nos empresta dinheiro, começa e bem, a duvidar da nossa solvabilidade. Entende que o risco é grande e, necessariamente, aumenta o preço dos empréstimos. Vivemos em roda livre, até que a banca internacional pare a dita e finalmente, nos resolvamos a passar ao estádio de adultos.

