Perante a bandalheira a que o país chegou, as facções digladiam-se. Os apoiantes dividem-se entre a favor, e contra. Logo que a quadrilha no poder mude, mudarão igualmente as doninhas; as que eram a favor serão contra, e vice-versa. E nem estou a falar somente de boys, comedores ou aspirantes à gamela onde se dilui o esforço e trabalho dos cidadãos que ainda mantêm uma empresa, ou um emprego. Falo igualmente da multidão de mentecaptos que enche autocarros alugados para manifestarem apoio ao líder ou, à seita do coração.
O país vive nesta ficção há quase 40 anos. Muitos dos que a iniciaram, ainda por lá permanecem e, nestas seitas, há mais inscritos que nas escolas. Entretanto, a nação chegou onde está.
A bizarria presidencial, última esperança e recurso de uma nação exaurida, recusa cumprir o seu dever de exigir a seriedade, competência e responsabilidades, exigíveis a quem governa. Não serve para nada. Para manifestar vagas preocupações de quando em quando, já cá estou eu, e faço muito mais barato.
O país não sairá deste ciclo de pobreza com esta gente que se alcandorou ao poder. A história recente, prova-o. Basta perguntar pelos muitos milhões que recebemos da EU. É necessária a emergência de pessoas que liderem pela seriedade, competência e exemplo já que, o do actuais líderes, é demasiado mau para que o futuro nos traga algo de bom. Indivíduos que mentem, que são suspeitos de tráfico de influências e mesmo corrupção, sem que as mesmas sejam algum dia devidamente esclarecidas, não servem.
Os eleitores para além dos aficionados partidários e interessados no poder, têm a obrigação moral de acabar com este ciclo que nos empobrece e envergonha.

