Enquanto se indromina processos e investigações que não têm importância nenhuma, tais como o do sucateiro, o daquela loja da banda de lá, o gamanço na banca, e mais uns milhares de outros que também não interessam a ninguém, os tribunais não dão descanso à ladroagem desengravatada.
Um colectivo de três juízes, poderia ser só um mas dado a gravidade do crime, julgou duas abéculas, o Ganita e o Pistolas, por alegado roubo de um saco de amêndoas, quer dizer, p’ra aí 100 gramas de amêndoas, e uma garrafa de whisky, gamados num supermercado, crime que, como estipula a lei, pode dar prisa superior a 5 anos.
Apesar da eficiente e competentíssimas investigação e instrução processual, parece que o próprio procurador do Ministério Público considerou terem ficado dúvidas quanto ao roubo da garrafa, "mas das amêndoas temos a certeza que foram no bolso". E assim é que é, palonços a armar ao fino, se não se lhe dá com o martelo justiceiro, qualquer dia, ‘tão a gardanhar robalos.
Não se sabe quantas toneladas de amêndoas se poderiam comprar com a guita atirada à rua numa merda destas mas, o prestígio das instituições não tem preço, e os senhores magistrados e juízes têm de mostrar ao povoléu que, com a justiça não se brinca.
Já com o dinheiro dos contribuintes, é outra estória.

