O país precisa desesperadamente de um líder. Alguém que nos trace um objectivo exequível, que desfaça a ideia de que se pode viver sem trabalhar, que moralize o poder político, que acabe com os compadrios público-privados, que nos peça sacrifícios em troca da certeza de um futuro melhor.
Tenho-me escusado a comentar o novo líder do PSD. Não porque tenha grandes esperanças de que seja diferente mas, porque mesmo eu, preciso de acreditar que um dia D. Sebastião regressará ao reino. A raça de gente que hoje está na política, não o faz por convicção ou serviço público e sim, porque precisa de ganhar a vida, sem se juntar aos 600 mil desempregados constantes nas listas do IEFP. Como muitos outros, o novo líder não terá um dia de trabalho nas costas e foi formado no sistema que pede emprestado e vende todo o património público. É natural que o continue e venha a acabar primeiro-ministro, dado a descredibilização contínua do actual e o rumo decadente do país.

