Longe vão os tempos de arrogância do soba da Madeira. Os continentais deixaram de ser cubanos, o presidente deste sítio deixou de ser o senhor Silva, e mesmo o aldrabão em exercício, já lhe merece consideração e apoio.
Bastou uma chuvita descer dos montes, para lhe lavar a vergonha, se é que alguma vez a teve. A mudança de discurso, nada tem a ver com cidadania ou, civilização. O soba, é hoje tão português, como há um ano atrás. O que mudou, é que precisa que os cubanos do continente entrem com a massa para pagar os prejuízos causados pelo temporal, pelas obras de cartão e cuspo, pelos licenciamentos de construção nos leitos dos cursos de água, e por aí fora.
Devo dizer que a nacionalidade dos Açores e Madeira me é perfeitamente indiferente. É gente que se não sente portuguesa, nem sente os portugueses como sendo a sua nação. Também não me comove minimamente o folclore dos peditórios para a reconstrução do que na sua essência, é mau ou inexistente planeamento, em que se deixa construir em pontos que a simples vista desarmada desaconselha. Para este peditório, darei a minha parte no que o governa entenda oferecer ao soba e companhia e será demais, porque os seguros, é exactamente para estas coisas que existem.

