Aos poucos, as Câmaras Municipais, têm transferido para terceiros a generalidade dos serviços que prestavam às populações e mesmo, a gestão dos recursos públicos que lhes estavam afectos. É o caso dos recursos hídricos, o caso da manutenção de ruas e espaços públicos, entre outros. Entre contratos de outsourcing e delegação de competências nas juntas, tudo o que dá chatice, deixou de ser da sua responsabilidade.
Em troca, tornaram-se organismos mundanos que organizam eventos, sejam eles festas e romarias, excursões de idosos, carnavaladas, ou bailes. Não me parece que seja este o papel das autarquias mas, isto sou eu que tenho mau feitio quanto ao mau uso do dinheiro que me é sonegado através dos impostos a que sou sujeito.
Para pagar estas Câmaras e os festejos que as ditas organizam, o governo corta comparticipações nos medicamentos, paga pensões miseráveis, elimina apoios sociais, aumenta impostos, elimina deduções no IRS e o que mais por aí virá. Pergunto eu, não seria socialmente mais vantajoso e financeiramente mais eficaz, eliminar metade das Câmaras?

