Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

louvar os régulos

vinte e poucos anos, três filhos, desempregada, vive dos diversos apoios sociais com que o regime sustenta uma sociedade tão podre quanto o dito. na idade em que deveria estar a trabalhar para se autosustentar, cria os filhos que a exemplo dos pais, viverão de esmolas, ou integrarão a mole de trolhas sem estudos nem qualificações que vão fazendo a prosperidade dos azeiteiros.

os tempos da aprendizagem, foram passados nos balneários das inúmeras colectividades de ócios vários que as autarquias alimentam com os dinheiros exigidos aos cidadãos. a escola ficou para trás e da licenciatura em patinagem, ficou o recurso à esmola do regime.

pessoa amiga dizia-me que o projecto de construir mais uma infra-estrutura desportiva, esta na aldeia de Fermelã, teria sido abandonado, ao que se julga, devido à falta de dinheiro que, parece também já não haver para manter os serviços sociais da câmara. sorte dos fermelanenses cujos filhos não serão sujeitos à alienação destes albergues de indigentes que retiram da escola quem deveria estar a aprender as matérias com que ganharão a vida.

por estes dias, entram em vigor uma série de aumentos nos impostos que terão como único resultado o alargamento da pobreza, sustentadamente estendida a muitos cidadãos que ainda ontem, se auto proviam e só por isso, poderiam dizer-se livres. o poder, central e autárquico, têm feito de todos nós pobres, cada vez mais dependentes do regime. de tão pobres e ignorantes que somos enquanto povo, aceitamos viver nesta confrangedora mediocridade dirigida por régulos que nos satisfazem com a construção de um parque de merendas, e nem sequer esboçamos qualquer protesto que nos dignifique enquanto humanos, quando os mesmos régulos nos fecham um hospital, ou a escola onde os nossos filhos deveriam aprender os fundamentos das matérias que nos diferenciam dos irracionais.