Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010

manicómio a céu aberto

evita-se o contacto com a realidade local por uma questão de higiene mental. mas, ao fim de algum tempo torna-se inevitável medir o pulso à idiotice concelhia. dá-se uma volta na página oficial da produtora de eventos de estarreja, e estarrece-se.

eis aqui chegado o progresso que fará a felicidade de todos os trolhas indígenas. acreditem infiéis no magnífico executivo em funções – ou eleito, que não é bem a mesma coisa – que, pela primeira vez se reuniu, mercê de convocatória, pasme-se, enviada por correio electrónico. foda-se, que esta gente não tem andado a dormir.

este excelente progresso não foi possível apenas por o concelho ser habitat de conceituados e reputados trolhas, mas também porque o dito executivo acredita piamente na nossa trolhice. Eu ainda estou de queixo caído. mas, como é que já descobriram uma merda que ainda só existe p’raí há vinte anos? e como é que todos conseguiram aceder ao dito? terão frequentado aqueles cursos de iniciação à internet tão em voga nas paróquias? um gajo pasma.

refira-se ainda a notícia dos 25 anos dos bombeiros da nestlé. deve ser uma coisa importante. um evento referenciável que muita felicidade aporta aos pagadores dos carnavais e, cereja em cima do bolo, o altíssimo patrocínio da autarquia que, seguramente com o propósito de desenvolver essa extraordinária industria dos moliceiros em miniatura que assegura p´raí uns milhares de empregos, incluindo o industrial rufo na lista de distribuição do guito sacado aos trolhas.

vou ali tomar um guronsan antes que vomite o teclado. muito apropriadamente, os canos da simria lançavam esta manhã, merda para o esteiro, dito do ribeiro, ali ao lado do campo de andebol de praia, outra invenção do caralho.