a organização político-administrativa do território, deve ser urgentemente alterada. muitas das 208 câmaras municipais existentes apenas se justificam e servem para abrigar e dar de comer a milhares de indigentes, e respectivos amigos, conhecidos e familiares, que se reproduzem como coelhos nos corredores dos partidos políticos.
constituem-se num dos maiores sorvedouros dos dinheiros públicos e uma mole de sanguessugas permanentemente cravadas nos bolsos dos contribuintes. a maioria destes organismos apenas contribui ao prejuízo e pobreza dos cidadãos que pretensamente administram.
é provavelmente o caso de estarreja cuja área e população não têm massa crítica que justifique o concelho. o seu orçamento anual, equiparável ao de uma junta de freguesia citadina, é gerido a bel prazer pelos executivos sem que se perceba ou vislumbre uma intenção, um projecto, uma meta geradora de riqueza, emprego ou instrução. arrecada contribuições, organiza festas e distribui uns trocos por entidades tão estranhas como claques desportivas, associações de caçadores, ou industriais de moliceiros em miniatura. em suma, tendo-se demitido de gerir o interesse público, tornou-se num centro de custo totalmente desnecessário.
aqui nesta imutável paróquia de canelas, por infortúnio, freguesia do referido concelho, as ervas tomaram conta das valetas, os esgotos vazam para a ria e os velhos gastam os dias nas soleiras das portas. a existirem, os poderes eleitos – local e autárquico – têm o dom de não se fazerem sentir, saber ou ouvir. do mal o menos, ainda que paguemos o mesmo, no caso, o máximo permitido na lei.
também aqui, muitos fazem gaiolas e outros batem punhetas a grilos, actividades artesanais que deveriam merecer o respeito e respectivo subsídio que a autarquia concede a outros, com o nosso dinheiro. é para isto que serve.

