Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

merecem-se

este, é o retrato do estado da instrução neste sítio a que chamamos país. oportunistas vários sem competência, valias ou pudor. chama-se a si mesmo de doutores, e mantêm-se à tona agarrados à tábua dos compadrios políticos, sugando dos trolhas pagadores tudo o que for possível. a política é material e efectivamente, o refúgio do que de pior a sociedade produz.

francamente, qualquer gajo com pudor, teria vergonha de apregoar uma licenciatura numa coisa chamada UIFF, seguramente uma casa prestigiada tal como a escola básica da abrunheira do meio. acresce que estes doutores mal amanhados, ensinam o que não sabem, a futuros doutores, ainda pior amanhados, se tal é possível.

o estado, através de sucessivos governos desta mesma gente, tem vindo a reduzir drasticamente o investimento na instrução dos trolhas, enquanto estes batem palmas, lambem mãos e pedem mais. a tão aplaudida medida de fazer doutores a martelo designada por processo de bolonha, foi mais uma artimanha para eliminar os custos dois anos de ensino superior que, simplesmente deixaram de existir. medida de visionário alcance, convencidos os jovens trolhas de que tanto se aprende em três, como em cinco anos, com a vantagem de reduzir dois anos à chatice de se ter de ir à escola.

acabado o cursinho e lançados para o mundo do trabalho, a generalidade dos novos doutores descobre que não têm competências para exercer qualquer profissão, nem ninguém que os queira para coisa alguma. felizmente, lá está o ensino privado para lhes vender os dois anos de escola em falta, agora sob designação de mestrado, a pagar pelo utilizador, qualquer coisa entre dez e vinte mil euros, comparticipaçãozinha que só faz bem a esta mole de idiotas que por cá vegeta.