Sábado, 2 de Outubro de 2010

com tanto peso em cimento, o naufrágio é natural

li algures, que o executivo em funções na autarquia de estarreja, pretende ainda, depois do país estar oficialmente falido, construir uma ponte pedonal sobre o rio antuã o que, como se percebe, logo a seguir à piscina, é outra necessidade do caralho para quem não tem dinheiro para mandar cantar um cego.

ainda perceberia, se a intenção fosse a de consolidar e alargar, a miserável e única ponte que liga o sul do concelho. mas não, é mesmo uma ponte pedonal, cuja necessidade apenas se percebe pela previsível falta de dinheiro para os trolhas viajarem de carro. vão a pé, pela nova ponte pedonal.

como tenho dito, as câmaras – 208 diga-se, serão os maiores sorvedouros de dinheiro públicos, melhor dizendo, de dinheiros emprestados por estrangeiros e, há muito deveriam ter sido reduzidas a metade, para não radicalizar. deveríamos muito menos ao estrangeiro.

talvez seja uma obra de caridade explicar aos senhores da câmara que o país faliu. que já nenhum fundo de investimento compra títulos de dívida portuguesa. que ainda conseguimos comprar pão, porque o banco central europeu, piedosamente mas não por muito mais tempo como já avisou, ainda vai emprestando alguma coisa.

imagino que não os preocupará. fodidos estarão os que nunca puderam pôr a salvo no estrangeiro o capital necessário para se manterem à tona, coisa que neste país não se consegue a trabalhar. aqui, ou se herda, ou se rouba, acerta no euromilhões, ou entra para a política. é ver o número de licenciados nas mais variadas artes, ou mesmo de caixeiros de balcão que deixaram as suas honradas profissões para se dedicarem à gestão dos dinheiros públicos. é, como diria essa santidade de seu nome guterres que tanto trabalhou para o naufrágio, é só contá-los.