depois de muitos avanços e recuos, discussões sem fim sobre poentes e nascentes, a solução para o transito na picada 109, foi a construção de uma via rápida a nascente destas aldeias. por conta dos impactos ambientais e económicos, a dita picada seria melhorada ao nível de qualquer boulevard parisienne. espatifado o cacau dado, mais o pedido emprestado, toca de portajar a via rápida e, como seria de esperar, o transito voltou a transferir-se para a picada.
um gajo para ir comprar batatas a estarreja, tem de se enfiar num 4X4 e ir cedinho porque a fila é longa. poderá sempre ir a aveiro, mas aí, terá de contribuir para pagar o que já pagou. assim sendo, enche-se de paciência, toma uma dose cavalar de ansiolíticos e mete botas a caminho do povoado.
felizmente que os governos locais, sempre prontos para os mais diversos carnavais, já encontraram a solução para fazer andar a economia, colocando uns plásticos pendurados em tubos metálicos – a fazer de conta que é informação vertical – dissuadindo os gajos que ainda transportam as batatas de continuarem na picada municipal, sob pena de passível condicionamento – seja lá isso que merda for – na capital. se os camionistas querem ir levar batatas ao povo, que paguem portagens e metam na conta que o povo paga.
esta merda é demasiado má para ter sido lucubrada por qualquer inteligência humana. pensaria eu, que a autarquia, dentro dos deveres que lhe são exigíveis, estaria a tratar de beneficiar a picada como alternativa a uma situação para a qual contribuiu e em muito prejudica os residentes, e a atividade económica em geral. mas parece que não. a solução, é ameaçar os condutores com condicionamentos.
a menos, que a dita queira transformar a picadita num sambódromo municipal. se é assim, a gente já se entende, aprova, e até sugere desde já o nome de baptismo.
ou, como defendo, reduzir as autarquias a um terço das atuais 308, poupava muita despesa inútil, com o único contra de a gente não se rir tanto.

