Sábado, 30 de Janeiro de 2010

o mercado ibérico da energia eléctrica

O ex-presidente da AdC, Abel Mateus, dizia recentemente numa estação televisiva, que os pequenos consumidores portugueses, pagam a energia eléctrica mais cara 60%, do que os homólogos espanhóis.

Disse, e está dito. A EDP é surda, o governo mouco e os ditos consumidores, trouxas. Ou, como era hora de telenovela, já se sabe.

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

faz-de-conta

Ainda recentemente, os senhores do executivo de Estarreja, mediam meças com o candidato socialista à dita, a propósito dos créditos relativos a dois extraordinários investimentos a realizar; a fábrica de pilhas e a construção do novo hospital.

Das pilhas, a comissão de trabalhadores da fábrica de Cacia, resolveu sem alarido nem discursos eleitoralistas. Do hospital, parece não estar nos propósitos mais recônditos dos faz-de-conta que governam. Também não faz mal. É tudo faz-de-conta.

de mal a pior,

vamos andando. O estado, leva-nos em média, metade do que ganhamos. Uma carga fiscal que paralisa qualquer veleidade de investimento ou crescimento económico. Ainda assim, tudo o que recolhe, já não chega para pagar, apenas três dos diferentes encargos financeiros; os juros da dívida acumulada, as prestações sociais, e os vencimentos da administração pública. Todos os restantes investimentos e despesas para além daqueles, são a crédito.

O cidadão comum, não se dá por achado. Enquanto o vale da segurança social for chegando, a coisa não será grave. São muitos anos de imbecilidade servida a copo, e muita malandrice no corpo.

A crédito serão, portanto, os festejos carnavalescos que se avizinham, subsidiados por essa extraordinária raça de autarcas que vão enterrando o país um pouco por todo o lado, bem como as rotundas, ciclovias, piscinas e parques de merenda, excursões várias e demais gastos em inutilidades inúteis, num clima de caos económico.

Quem ainda nos empresta dinheiro, começa e bem, a duvidar da nossa solvabilidade. Entende que o risco é grande e, necessariamente, aumenta o preço dos empréstimos. Vivemos em roda livre, até que a banca internacional pare a dita e finalmente, nos resolvamos a passar ao estádio de adultos.

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

a retoma

Como se tem visto desde o Verão de 2008, não há para esta crise nenhuma solução imediata que não agrave, a prazo, o problema. Ora, uma verdadeira solução não é a que adia o problema, é a que o elimina. E, até aqui, o que temos visto não é isso: a enorme dívida privada tornou-se numa imensa dívida pública, transformando os Estados nos prováveis agentes da próxima bolha, que se antecipa bem mais difícil de enfrentar do que a última.

 

Manuel Maria Carrilho

a obra de 12 anos de mandato

Os tempos correm de feição às maiores imbecilidades. Este, é anunciado pela autarquia como o maior evento de um Concelho. Umas trupes indígenas a fazerem piruetas, são o maior evento do Concelho. Pobre Concelho, pobre gente, pobre país que tal gente tem.

O executivo camarário, gasta neste maior evento, quase tanto como investe anualmente no desenvolvimento das suas freguesias mais pequenas. Depois, admiram-se.

Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

e os primos, já apareceram?

Parece que, e finalmente, uma quantidade razoável de caramelos, começa a dar-se conta da miserável situação a que chegou este cantinho de labregos idiotizados.

No entanto, a cambada que tomou conta dos pastoreamento deste gado, mantém-se inflexível naquela agenda política de coisas verdadeiramente importantes para a felicidade da nação, tais como o casamento entre animais de igual sexo ou, a decisão de ir para o matadouro de mote próprio.

Entretanto, o país vai pedindo mais fiados para pagar os anteriores, o emprego enterra-se por entre subsídios caridosos e as esperanças recaiem em idiotas como aquele que diz que o TGV vai trazer os madrilenos para a Cruz Quebrada, apanhar queimaduras solares e ver os cagalhões em que nos tornámos.

Sábado, 2 de Janeiro de 2010

vem aí o entrudo

O que o Camilo aqui explica, não surpreende. Num país pobre, pejado de gente ignorante, pastoreada pelo pior que a sociedade pôde produzir, não só não surpreende, como é bem merecido. Como já disse, as freguesias do Concelho não necessitam qualquer orçamento. A excursão ao caldo verde e respectivo pé-de-dança, é quanto baste para garantir a eleição de qualquer fala-barato, ou amante da boa caligrafia.

Um país que se afunda em milhões de euros a cada minuto que passa, que hipoteca o futuro em novas oportunidades e enterra o presente em velhos oportunistas, apenas pode merecer o que tem. É certo que vivemos um ciclo vicioso em que a estupidificação de todo um povo garante a sobrevivência de uns poucos milhares de oportunistas que vão saqueando o que podem, sem que nenhuma justiça se faça. Até um dia, espero.