Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

ad nauseam

Perante a bandalheira a que o país chegou, as facções digladiam-se. Os apoiantes dividem-se entre a favor, e contra. Logo que a quadrilha no poder mude, mudarão igualmente as doninhas; as que eram a favor serão contra, e vice-versa. E nem estou a falar somente de boys, comedores ou aspirantes à gamela onde se dilui o esforço e trabalho dos cidadãos que ainda mantêm uma empresa, ou um emprego. Falo igualmente da multidão de mentecaptos que enche autocarros alugados para manifestarem apoio ao líder ou, à seita do coração.

O país vive nesta ficção há quase 40 anos. Muitos dos que a iniciaram, ainda por lá permanecem e, nestas seitas, há mais inscritos que nas escolas. Entretanto, a nação chegou onde está.

A bizarria presidencial, última esperança e recurso de uma nação exaurida, recusa cumprir o seu dever de exigir a seriedade, competência e responsabilidades, exigíveis a quem governa. Não serve para nada. Para manifestar vagas preocupações de quando em quando, já cá estou eu, e faço muito mais barato.

O país não sairá deste ciclo de pobreza com esta gente que se alcandorou ao poder. A história recente, prova-o. Basta perguntar pelos muitos milhões que recebemos da EU. É necessária a emergência de pessoas que liderem pela seriedade, competência e exemplo já que, o do actuais líderes, é demasiado mau para que o futuro nos traga algo de bom. Indivíduos que mentem, que são suspeitos de tráfico de influências e mesmo corrupção, sem que as mesmas sejam algum dia devidamente esclarecidas, não servem.

Os eleitores para além dos aficionados partidários e interessados no poder, têm a obrigação moral de acabar com este ciclo que nos empobrece e envergonha.

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

libertem o Ganitas e o Pistolas

Convenientemente enredados até aos entrefolhos em processos de pequenos furtos, desentendimentos, fugas ao pagamento de portagens e outros crimes de semelhante gravidade que a GNR poderia muito bem resolver, os profissionais da justiça vão deixando impunes os crimes cometidos por finórios ligados ao regime, ou encostados ao mesmo.

Levar a julgamento o roubo de um sabonete ou um pacote de amêndoas, mais do que avacalhar os tribunais, diz tudo sobre os afamados legisladores deste burgo. Desperdiçar o dinheiro dos contribuintes a julgar Ganitas e Pistolas não me parece bem. Mais vale dar para os carnavais, até porque, numa óptica de qualificação e produtividade nacional, há sempre bilros para fazer, gaiolas a grilos e mesmo, punhetas aos ditos.

quer-me parecer que não vai ser fácil escolher o substítuto

O primo! Poderia muito bem ser o primo. Ou o Dias. O Dias também é um forte candidato. E o do BPN? Hã? Alguém conhece melhor os truques para fintar a supervisão do BdP? E o Godinho? Um benemérito que se farta de passar cheques – e robalos - a gajos que não o conhecem de lado nenhum? E aquele outro senhor importante que agora não me lembra o nome e foi gestor do BPP? É tudo rapaziada com carreiras arejadas e currículos de se lhes tirar o chapéu.

éh pá, ‘tamos no carnaval, mas ele há brincadeiras do camandro

Enquanto se indromina processos e investigações que não têm importância nenhuma, tais como o do sucateiro, o daquela loja da banda de lá, o gamanço na banca, e mais uns milhares de outros que também não interessam a ninguém, os tribunais não dão descanso à ladroagem desengravatada.

Um colectivo de três juízes, poderia ser só um mas dado a gravidade do crime, julgou duas abéculas, o Ganita e o Pistolas, por alegado roubo de um saco de amêndoas, quer dizer, p’ra aí 100 gramas de amêndoas, e uma garrafa de whisky, gamados num supermercado, crime que, como estipula a lei, pode dar prisa superior a 5 anos.

Apesar da eficiente e competentíssimas investigação e instrução processual, parece que o próprio procurador do Ministério Público considerou terem ficado dúvidas quanto ao roubo da garrafa, "mas das amêndoas temos a certeza que foram no bolso". E assim é que é, palonços a armar ao fino, se não se lhe dá com o martelo justiceiro, qualquer dia, ‘tão a gardanhar robalos.

Não se sabe quantas toneladas de amêndoas se poderiam comprar com a guita atirada à rua numa merda destas mas, o prestígio das instituições não tem preço, e os senhores magistrados e juízes têm de mostrar ao povoléu que, com a justiça não se brinca.

Já com o dinheiro dos contribuintes, é outra estória.

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

entrudo 2010



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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

como é carnaval..,

É seguro que o trabalho tal como o conhecemos, o trabalho de mão de obra intensiva, acabou. Os magotes no desemprego, estão para ficar. A robótica fará o resto. O escasso emprego do futuro, exigirá pessoas instruídas, criativas, e altamente competentes.

O caminho da instrução em Portugal, vai no sentido contrário. O conhecimento adquirido no final de uma licenciatura, é o que sabemos. Hordas de licenciados em burrice, portadores de certificados de habilitações que nenhum empregador reconhece. O facilitismo instituído por políticos, eles mesmo produto de um sistema manhoso que atribui licenciaturas ao Domingo, terá um custo incalculável para o país e, acima de tudo, para as gerações formadas neste dolce fare niente escolar.

Pessoa amiga, reencaminhou-me um e-mail que dá conta da criação de um Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de golfe. Nem mais. Note-se que se não trata de um curso profissional, ou de uma licenciatura. Trata-se de um mestrado, o que confere grau de mestre ao seu titular.

Inovador como se reconhece, o ensino português, produz carradas de mestres em qualquer merdice. Apenas se lamenta a situação de crise nos mercados internacionais. À falta de tudo o mais, sempre poderíamos exportar estes mestres.

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

o polvo nacional

Até quando vamos continuar a tolerar o silenciamento da comunicação social?

Petição, Todos pela Liberdade, a assinar [Aqui].

quadrilheiros

Um deputado eleito nas listas do PS à AR pelo círculo de Lisboa, com residência declarada em Paris, recebe por esse facto, 528 € diários a título de ajudas de custo, acrescido do direito a viagem semanal a casa paga, ida e volta.

Que se saiba, a personalidade em questão, de relevante e até ao momento, nada fez para além dos grunhidos comuns à maioria da espécie.

Enquanto o Estrangeiro for fiando, estes pequenos saques, juntam-se aos de outra dimensão. Juntos, fazem da nação, a quadrilha que se conhece.

Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

no país do carnaval

Consta na aldeia, que a associação do carnaval de Estarreja terá a decorrer um peditório público. Nada de mais. Apenas mais um, num país de pedintes, e como contribui quem quer.., apenas acrescenta à contribuição a que a CME já nos obrigou por via dos impostos a que nos sujeita.

A ser verdade, não deixa de ser revelador da infantilidade que se apoderou do país e, tragicamente, da menoridade intelectual que entende tudo resolver pelo recurso ao estender da mão à caridade. A pobreza, a solidariedade social, os cuidados de saúde, a assistência na velhice, as finanças das colectividades, as festas, e mesmo, os carnavais.

Um país com elevado risco de insolubilidade financeira, seriamente escrutinado pelas mais diversas instituições financeira internacionais, organiza carnavaladas com dinheiro emprestado que não pode pagar. Uma associação local de tocadores de pandeireta, com saldo positivo nas anteriores organizações, lança um peditório de recolha de fundos para a organização de novos corsos carnavalescos. Isto não é carnaval. É um país de irresponsáveis e alienados.

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

aqui para as curvas

Aquela turba de jovens arruaceiros que ontem, em vez de assistir às aulas, veio para a rua exigir o fim dos exames e mais aulas de educação sexual nas escolas, é o espelho do país que temos, da sub-gente que somos.

Uma nação de ignorantes que de afundanço em afundanço, vai reclamando mais música e vinho. Abdicámos do presente e auto-excluído-nos do futuro.