Terça-feira, 30 de Março de 2010

desesperança

O país precisa desesperadamente de um líder. Alguém que nos trace um objectivo exequível, que desfaça a ideia de que se pode viver sem trabalhar, que moralize o poder político, que acabe com os compadrios público-privados, que nos peça sacrifícios em troca da certeza de um futuro melhor.

Tenho-me escusado a comentar o novo líder do PSD. Não porque tenha grandes esperanças de que seja diferente mas, porque mesmo eu, preciso de acreditar que um dia D. Sebastião regressará ao reino. A raça de gente que hoje está na política, não o faz por convicção ou serviço público e sim, porque precisa de ganhar a vida, sem se juntar aos 600 mil desempregados constantes nas listas do IEFP. Como muitos outros, o novo líder não terá um dia de trabalho nas costas e foi formado no sistema que pede emprestado e vende todo o património público. É natural que o continue e venha a acabar primeiro-ministro, dado a descredibilização contínua do actual e o rumo decadente do país.

fantasias

Ainda não se finou o primeiro trimestre, e já o Banco de Portugal arrasa as previsões de crescimento inscritas no orçamento, de 0,7 para 0,4%. No final do ano, a nossa economia terá crescido nada, comme d’habitude. A fantasia com que se vai entretendo os imbecis, sai mais cara a cada dia que passa e não há matinés dançantes que disfarcem a terrível realidade.

quebra ossos, perdão, nozes

Entenda-se o novo grande desígnio nacional municipal - a organização de matinés dançantes para maiores de 65 anos - como mais uma louvável resposta do Estado à falta de iniciativa privada, depois de Bombeiros, colectividades de danças de salão, clubes de bairro, organizações de caridade, paróquias e outros enguiços, terem desleixado a organização destes saudáveis convívios em que os idosos revivem a sua juventude em matreiros roçar de próteses que os fazem esquecer a má sorte de terem nascido em Portugal.

Simultaneamente, motiva-se os recursos humanos que abundam no Estado e particularmente nas autarquias, quase sempre o maior empregador de cada região, que assim, em vez de roçarem o cú nas esquinas, vão roçá-lo nos salões paroquiais e quejandos, evitando-se o enorme despesismo de pôr o pessoal a limpar as valetas, pelo menos, enquanto o estrangeiro não nos fechar a torneira dos empréstimos.

Deveremos mesmo estar eternamente agradecidos ao autor desta patriótica ideia, cuja contribuição à felicidade não será menor que as ideias do Lopes, exigindo-se por isso ao senhor Silva, a consagração deste herói nacional, pela atribuição de uma comenda no próximo 10 de Junho, pois que como sabido, é com ideias e homens destes que algum dia, faremos desta pocilga em que vivemos, um país.

E que não falte ambição a organizadores e dançarinos. Porque não, um grande concurso nacional entre autarquias, de danças de salão? A RTP, sustentada pelos mesmos, tem o dever de mostrar ao país a graciosidade de um entrechat quatre aos setenta anos, porque a dança televisionada não deve ser apenas para desocupados ditos, famosos.

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

quaresma

Porque estamos em tempos de reflexão, por onde andará aquele desígnio nacional chamado, choque tecnológico?

matinés dançantes???

Efectivamente, a carneirada não merece mais e os mabecos de pastoreio estão esgotados mas, matinés dançantes promovidas por Câmaras Municipais? A demência autárquica não está a ir longe demais. Isto não é tudo um gigantesco Júlio de Matos? Depois das rotundas, piscinas, ciclo vias, e um sem fim de gastos em obras inúteis, promovidas pela Associação Nacional dos Municípios, matinés dançantes?

Sexta-feira, 26 de Março de 2010

internacionalização

A menos que isto seja moeda de troca pelas suspeições inglesas sobre o Trocas-te, a esta malta da justiça, deve reconhecer-se a obstinação e persistência com que faz de tudo para alargar o fosso onde se atolou há já uns valentes anos. Já não bastam as prescrições de todo e qualquer processo que envolva gente esperta, a total incapacidade para investigar e produzir acusações à prova de desmontagem, a conspurcada relação com o poder político, os extraordinários julgamentos de roubos de pacotes de amendoins, e por aí fora, não satisfeita com o enxovalho nacional, quer internacionalizar os julgamentos de pilha galinhas e levar longe a merda que por aqui vai produzindo.

Quinta-feira, 25 de Março de 2010

interesses próprios, são diferentes dos interesses públicos

O PSD provou hoje, ao abster-se no projecto de resolução que visava a credibilização do PEC, que continua a não ser alternativa ao governo. É, como se costuma dizer, mais do mesmo. A senhora Ferreira Leite, que chegou a dizer que o PEC, seria um programa de estagnação, determinou a cobardia da abstenção ao partido.

A senhora Ferreira Leite, mudou de opinião porque mudou um paragrafo do dito projecto, não do PEC. Neste, a eliminação de alguns benefícios fiscais, se tal coisa existe, mantêm-se. A subida de impostos, lá continua. Os investimentos públicos em delírios aeroportuários e linhas alta velocidade, lá estão. A falta de ambição no crescimento económico ou o assumido crescimento do desemprego, estão para ficar.

Nada distingue o PS do PSD. Ambos são associações de albergue ao que de pior a sociedade produz, gente que ganha a vida como lhe for possível, não olhando a outros interesses que não os seus.

Segunda-feira, 22 de Março de 2010

gajos que metem nojo

Longe vão os tempos de arrogância do soba da Madeira. Os continentais deixaram de ser cubanos, o presidente deste sítio deixou de ser o senhor Silva, e mesmo o aldrabão em exercício, já lhe merece consideração e apoio.

Bastou uma chuvita descer dos montes, para lhe lavar a vergonha, se é que alguma vez a teve. A mudança de discurso, nada tem a ver com cidadania ou, civilização. O soba, é hoje tão português, como há um ano atrás. O que mudou, é que precisa que os cubanos do continente entrem com a massa para pagar os prejuízos causados pelo temporal, pelas obras de cartão e cuspo, pelos licenciamentos de construção nos leitos dos cursos de água, e por aí fora.

Devo dizer que a nacionalidade dos Açores e Madeira me é perfeitamente indiferente. É gente que se não sente portuguesa, nem sente os portugueses como sendo a sua nação. Também não me comove minimamente o folclore dos peditórios para a reconstrução do que na sua essência, é mau ou inexistente planeamento, em que se deixa construir em pontos que a simples vista desarmada desaconselha. Para este peditório, darei a minha parte no que o governa entenda oferecer ao soba e companhia e será demais, porque os seguros, é exactamente para estas coisas que existem.

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

assuntos verdadeiramente importantes

Por falar em folclore, e políticas de entretenimento animal, é de louvar a extraordinária cimeira que sentou frente a frente os edis das duas maiores cidades portuguesas, para resolverem aquele importantíssimo caso dos aviões.

Questões menores como o facto de estarem ambas a desabar, ou sem dinheiro para papel higiénico, não merecem o seu tempo. O assunto que os sentou, diz tudo sobre os autarcas que vão enterrando o país.

Já se percebeu

que esta gente do governo e respectiva entourance, perdeu qualquer assomo de vergonha. Daqui até ao final, o banquete vai ser sério; percebe-se pelos valores dos prémios atribuídos aos boys, pela corrupção à tona da espuma, ou negócios contratados.

José Sócrates, é totalmente responsável pela grave situação política, económica e social em que afundou o país. Pela leviandade com que anestesiou os portugueses com ficções de apoios para todos, criou a milhares de cidadãos uma situação de total dependência do Estado, sabendo-se que não haveria dinheiro para tal. Fomentou a ideia de que não seria necessário trabalhar, investir, produzir, ou estudar o que, como se constata, veio a acontecer. Os fundos da segurança social, que deveriam garantir o desemprego e reforma de quem para tal descontou,34% do seu salário, foram alegremente distribuídos por tudo o que mexe, e em grande parte, por quem nunca descontou um tostão e portanto, nada teria a receber.

Usou de total falta de seriedade para ser eleito, fazendo em bom rigor, o contrário de todos os pressupostos usados em campanha. Recorreu aos instintos mais baixos, lançando na sociedade o odioso do funcionalismo público, humilhando diferentes classes profissionais, abrindo ferozes combates contra professores, médicos, enfermeiros, polícias, juízes etc., sem que nada de útil para o estado ou os cidadãos, tivesse resultado. Desmotivou milhares de bons funcionários, desprestigiou a justiça, desautorizou professores e polícias, acabando a perder em todas as frentes, com enormes custos para o país, na segurança, na justiça, na saúde e na educação.

Quem continua a apoiar esta gente, ou dela faz parte, ou dela espera fazer.

Quinta-feira, 18 de Março de 2010

não sou menos que o trocas-te

Éh pá.., ‘tou desolado! Óh Godinho, atão e o meu Montblanc? Juro que também paguei p’ras sucatas que comprastes àqueles senhores finórios e tal…

não se morde a mão..,

é de todo louvável, a fidelidade deste senhor. O meu cão tem muito a aprender.

Quarta-feira, 17 de Março de 2010

extraordinário

Fé e esperança, é o que nos salva. Mais 130.000 empregos até 2020, criados por este extraordinário governo, a juntar aos 150.000 prometidos há 5 anos, temos o problema do desemprego resolvido.

E parece que o zarolho disse isto sem se rir!

Terça-feira, 16 de Março de 2010

sem vaselina,

o PEC, essas poucas sinistras folhas de papel que o país vai sentir cu acima sem protesto ou discussão, representa para além da extorsão em que o estado se tornou especialista, um período negro durante o qual a classe média se juntará definitivamente aos incontáveis pobres que nos envergonham enquanto nação.

Qualquer povo civilizado e minimamente esclarecido, já teria demitido estes trastes, teria já feito prova de que não é o gado bovino que se adivinha, apascentando-se alheio ao que se passa à sua volta.

Segunda-feira, 15 de Março de 2010

na hora do recreio

Pronto! Este não valeu.

Já agora, o senhor Teixeira, não deveria ter sido demitido por este assunto mas sim, pela economia de mercearia instituída.

ir à bruxa

Há predestinados. Este, é para desaparecimentos. Não há pôrra de coisa na sua vida, que não desapareça, sejam eles escrituras, diplomas, família, processos, etc. Com ele, há-de desaparecer o país.

o paradigma

Portugal, é efectivamente dirigido por imbecis.

justiça elementar

Estão identificados os culpados. Nós! A dramática situação financeira do país não é da responsabilidade dos inúmeros governos que só fizeram coisas boas. Imensas auto-estradas, inúmeros estádios de futebol, incontáveis rotundas, palácios para a cultura, outros para a música, criaram novas fortunas através do desleixo na supervisão bancária, distribuíram os descontos de quem trabalha por gente que nunca entregou um dia do seu próprio esforço à comunidade, derreteram as 600 toneladas de ouro herdadas do antigo regime, passaram a patacos as empresas públicas mais rentáveis, etc., etc., etc.

Por todo o país, é uma alegria ver a comunidade cigana, por exemplo, feliz e próspera com rendimentos, casa, água e luz garantidos sem que para isso tenha qualquer obrigação social de trabalho, ou inserção na comunidade que a sustenta.

As autarquias, embaladas na onda de progresso do betão, não se pouparam a esforços para distribuir o pouco dinheiro que o país gera, por entre empreiteiros amigos e conhecidos, numa crença de que o país precisa é de piscinas, parques de merendas, ciclo vias, piscinas, tachos e donativos a toda e qualquer agremiação local.

É pois da mais elementar justiça, que se foda agora qualquer tostão que os cidadãos tenham posto de lado - fruto do seu trabalho - que como é sabido, lhes deve ser extorquido a bem de quem tanto bem nos tem feito.

Diz muito bem o senhor Teixeira de que este é o PEC que o país precisa. O senhor Teixeira tem toda e legitimidade para roubar quem trabalha, para impedir que o patronato queira pagar aos seus colaboradores ou, que cada um seja dono de si mesmo. O que é nosso, é dele, sirva-se à vontade, nosso dono e senhor.

Domingo, 14 de Março de 2010

e os anos vão passando

A tropa fandanga do PSD, passou para o país a certeza de que nada mudará. Por eles, Sócrates pode dormir descansado. Do congresso, saiu nada, ou mais do mesmo. Gente pequena com ideias à sua altura, sem projecto, sem estatura política, sem dimensão, tudo traduzido na ideia peregrina da Lei da Rolha.

Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa, notabilizaram-se exactamente por apresentarem projectos, que bem poderiam ser moções de candidatura. Creio que a arraia do partido não os quer. São outra gente, acima da dimensão intelectual dos Botas e companhia. A coisa compreende-se nas palavras desse farol da humanidade que dá pelo nome de Filipe Menezes, ao dizer que Aguiar Branco não ganhará as eleições para líder porque é honesto, credível e de uma seriedade inacreditável, acabando a dizer que vai votar em Passos Coelho.

O que fica desta reunião de taberna, é o desalento de ver perdida mais uma oportunidade para se começar a resolver o sufoco em que estamos metidos. Não será com esta gente.

decomposição

Não é apenas a qualidade de vida dos cidadãos que se degrada continuamente. A seita no governo, vai igualmente perdendo a qualidade mínima exigível, traduzindo-se de momento em perfeitas nulidades políticas desconhecedoras da vida real, das suas funções e do seu papel na sociedade.

É, como se cheira, um regime em final de festa e fim de vida que subsiste a balões de oxigénio, corporizado no charlatão e um tal Teixeira dos Santos. Aliás, qualquer outro, dito ministro, foi desde há muito dispensado. Alguém se lembra ou sabe, da ministra do trabalho? Da economia? De um tal António Serrano que se diz ser ministro da agricultura? Da ministra da cultura? Da entertainer da gripe? De um gajo qualquer que dizem ministro da presidência, uma espécie de porta voz, perfeitamente dispensável. Daquela senhora que escreve ficções para miúdos e diz que mais importante do que discutir a violência nas escolas é proteger as crianças? Da senhora ministra do ambiente, vagamente lembrada por uma questão qualquer de touradas?

Que faz toda esta gente que se diz, governantes? Esperemos que nada. Da sua preparação e competências, qualquer coisa que possam fazer seria inócuo ou mesmo prejudicial ao país. A governação de um país não se pode fazer apenas no ministério das finanças sob pena de enquadrar o país numa óptica de mercearia que não paga aos fornecedores.

Sábado, 13 de Março de 2010

gente séria

Marcelo Rebelo de Sousa disse no Congresso do PSD, o elementar da questão:

Temos de mudar de gente. É preciso gente na política de quem se possa dizer que trabalhou na vida. Gente que o que tem em património seja fácil de entender, de onde veio, e de onde vem. Gente séria, apoiada por gente séria.

Seria por aqui que se começaria e resolver o imbróglio em que estamos metidos. Mas, para mal dos nossos pecados, as putas que se perfilam, já andam na vida há muito tempo, e sem um dia de trabalho nas costas.

Sexta-feira, 12 de Março de 2010

folhetins

Um povo entretido a ver telenovelas que se demitiu de ser gente, pai, mãe, educador cidadão ou outra merda qualquer, que deixa que lhe caguem em cima e, nem sequer tem um módico de decência para se limpar.

Por omissão, deixou que os seus filhos passassem a ser educados pelas inconsequentes nulidades adidas ao ministério da educação que entre reformas e contra-reformas do ensino, fez do ir à escola, um recreio irresponsável sem quaisquer ordem ou regra, pastoreado por professores manietados na sua autoridade e incapacitados de dar aulas efectivas, porque ninguém os ouve.

Alunos que se suicidam porque são diariamente violentados por pequenos criminosos que estão na escola quando deveriam estar num reformatório, professores agredidos com cadeiras porque os alunos não gostam das notas, e outros ainda que não encontram outra solução para a sua vida senão a dignidade de se matarem.

Quanto a isto, todos somos responsáveis. Uns porque são pais apenas porque fizeram filhos, outros porque trocam o tempo que deviam dedicar aos filhos, por telenovelas e futebol, outros ainda porque se demitiram do seu dever de cidadania e vão fechando os olhos a um país que já não tem ponta por onde se lhe pegue.

Quinta-feira, 11 de Março de 2010

recomenda-se

aos patetas no governo,o visionamento desta entrevista. Igualmente ao povoléu, ainda que seja no intervalo das telenovelas ou do futebol.



Quarta-feira, 10 de Março de 2010

a luz ao fundo do túnel

A curto prazo, Portugal não tem qualquer hipótese de sair desta espiral de miséria em que se encontra. Continuadamente, os cidadãos serão espoliados do fruto do seu trabalho até ao empobrecimento geral e consequente falência económica e social.

A riqueza faz-se nas mais valias que a inovação e consequente produção, permitem obter nos mercados internacionais. Para isso, é necessário possuir três factores essenciais:

1. Verdadeiros empresários que apliquem capital próprio, correndo os riscos inerentes.

2. Um tecido industrial capaz de produzir qualidade a custo competitivo.

3. Mão de obra de alta capacidade intelectual e altamente qualificada.

Quanto ao primeiro ponto, empresários nacionais que arriscam o seu próprio capital, devem contar-se nos dedos de uma mão. O que temos, são mestres de obras encostados às obras públicas cujo único mérito, é o de celebrarem contratos com o Estado nos quais saem sempre grandemente favorecidos. É por isso que nos empenhamos para pagar obras que não interessam a ninguém, desde auto-estradas onde passa uma carro a cada hora, a estádios de futebol onde ninguém joga ou, rotundas e piscinas que são as meninas dos olhos de autarcas provincianos.

Tecido industrial, não temos. Há para aí umas fabriquetas à beira da falência e uns barracões semi-clandestinos. Tudo o que o país tinha em condições de produzir e competir internacionalmente, foi queimado nos festejos decorrentes de 74. Basta lembrar a CUF, a Lisnave ou a Sorefame.

Quanto à mão-de-obra, basta dizer que o primeiro-ministro se formou por fax e ao fim-de-semana, com os resultados conhecidos. O ensino que ensina, é uma referência do passado. Hoje temos doutorados em coisa nenhuma que formam fila à porta dos partidos ou, recorrentemente, nos atendimentos dos centros de emprego, melhor dizendo, de desemprego. As excepções são recrutadas ainda nas faculdades para trabalharem no estrangeiro.

Reverter isto, se começássemos hoje, demoraria entre 15 a 20 anos. Como vamos andar ainda mais uns anos a empobrecer, já não será em tempo útil de servir de consolação a quem hoje se vê espoliado do fruto do seu trabalho.

é definitivo

que o governo em funções, por falta de dinheiro para pagar a conta, mandou apagar a luz ao fundo do túnel.

jogo de cintura

ao forçar a aprovação do PEC pela assembleia da república, o que a lei não obriga, o aldrabão pretende a conivência e responsabilização de todos os partidos para com as suas políticas desastrosas ou, caso contrário, um motivo para abandonar o barco antes dos ratos.

só há duas formas de governo;

o que tem por objectivo o bem da comunidade e o que visa somente a vantagem para os governantes.

Aristóteles

suave milagre

na contabilidade merceeira do PEC, o PIB crescerá 1,7%. Nos últimos 10 anos, com crises e sem elas, o dito cresceu, em média, 0,8%.

Sem qualquer medida que sustente tal previsão, perante o encerramento contínuo de milhares de empresas, com um tecido produtivo degradado e antiquado, só resta mesmo acreditar em milagres.

novas oportunidades

Esta antiguidade manhosa de 78 anos, conhecida por perorar pelo congelamento dos salários e contra o despesismo das donas de casa, contra as reformas e as prestações sociais, a dívida pública e pela necessidade dos pobres fazerem sacrifícios para salvação das suas almas, aos 78 anos como dizia, com a vida bem amanhada e o conforto de pelo menos, 3 reformas – Banco de Portugal, professor catedrático, ex-membro do governo - amanhou um emprego catita na EDP renováveis, empresa que os tais pobres que devem fazer sacrifícios sustentam coercivamente através de um imposto criado para tal.

Deve ser esta a ética republicana ou a moral socialista ou o caralho, que baixa pensões, corta comparticipações nos medicamentos, esfola os desgraçados que ainda têm um tostão no bolso, para manter estes matusaléns a comer a nata da merda em que afogaram o país.

interesse nacional

Recentemente, a seita emitiu dívida pública para investidores estrangeiros à taxa de juro de 4,9%.

Por cá, os títulos do tesouro são remunerados a 0,6%. Estão a ver o interesse nacional da coisa ou precisam de óculos?

Terça-feira, 9 de Março de 2010

a seita

Aquele vesgo que fez um grande trabalho a foder as reformas - e de quem agora nem lembro o nome - de quem desconta para a segurança social desde menino e que dizem que é agora ministro da economia, não tem nada a acrescentar ao PEC? Não serão as empresas, o único motor capaz de nos fazer sair deste atoleiro de merda? O gajo ainda existe? Ou mudou de área para fazer às empresas o que fez aos trabalhadores?

apertar o cinto

Quanto ao PEC, muito pior que esmagar a classe média, é a total ausência de qualquer estratégia económica no sentido de inverter o rumo do país. Não tenho qualquer dúvida que daqui a quatro anos, estaremos bem pior do que actualmente.

É claro que os bonzos que presidem ao governo, são na sua generalidade e a começar pelo primeiro, desqualificados para o exercício de outro cargo que não seja acartar baldes de massa. Que competências de gestão de um povo, poderão ter gajos que não sabem o que é ter um dia de trabalho no corpo? Que nunca criaram um emprego ou geriram uma empresa? Que nem sequer estudaram ou se licenciaram de forma inequívoca? São indivíduos que não durariam um dia, se tivessem de trabalhar numa empresa privada.

Este PEC, serve para foder quem trabalha e arruinar definitivamente o país. É mais que tempo de mandar estes gajos todos de volta às berças e de caminho, para o caralho que os foda, sem pensões nem subsídio de desemprego. Pode ser que se amanhem com as novas oportunidades.

e que tal, devolver o gajo lá p’ras berças?

Ora bem.., boas notícias. O pessoal vai pagar mais impostos mas, o aldrabão de serviço, diz que não.

fasquias baixinhas

Diferentes governos, para efeitos de colecta, tipificaram-me como classe média. Até que chegou o menino d’oiro e by the way, sem que os meus rendimentos aumentassem, passei a rico. Dado que não jogo no euromilhões, peço a todos os santinhos, longa vida a este governo. É a minha única hipótese de ainda vir a ser milionário, para efeitos fiscais, entenda-se.

a ler

5 meses e 10 dias depois

apenas para memória futura

Quando o troca-tintas que faz de primeiro-ministro chegou ao cargo, a taxa máxima de IRS, era de 40%.

Vai agora em 45%. Isto sem subida de impostos, claro está.

Segunda-feira, 8 de Março de 2010

aniquilar a classe média

Se bem percebi, o PEC resume-se ao seguinte: Os totós que pagam esta ficção, vão ter que pagar mais para que esta prossiga.

Quem paga a segurança social, perde todo e qualquer direito sobre os benefícios que esta proporciona, a outros. Quem paga a escola pública, não poderá descontar qualquer parcela dos custos de manutenção dos seus filhos na escola privada ou seja, paga a escola dos seus e, dos outros. Quem paga os medicamentos dos ociosos, não pode descontar qualquer valor dos seus próprios medicamentos. Quem pagava 45% de IRS a 42%, passa a pagar a 45% para que mandriões e espertalhões possam continuar a viver por conta de outrém.

No entretanto, a barcaça continua a afundar alegremente.

apertar o cinto.., dos outros

Um novo escalão de IRS. 45% do produto de quem trabalha, fica retido para pagamento do folclore, desfalques, submarinos, frotas automóvel, Magalhães, e demais imoralidades públicas perpetradas por esta canalhada que sem saber como, chegou à liderança da nação.

Como se estes badamecos, fossem donos do trabalho e das vidas de todos nós. A resposta não é dada nas eleições porque a farinha é do mesmo saco. A resposta, tem de ser dada na rua.

anos perdidos

Os imbecis que ainda recentemente afrontaram professores, médicos, forças de segurança e ordem, magistrados e, de forma geral, o funcionalismo, como se nada fosse, voltaram atrás, exactamente no que eram os seus pontos fortes. Estatutos, carreiras e, as famosas férias judiciais. Uma mão cheia de nada, foi tudo o que ficou dos princípios de governação da seita no poder, e mais quatro anos perdidos, a pagar pelos do costume.

Domingo, 7 de Março de 2010

austeridade

Os néscios vão começar a pagar a fantasia em que vivem. Vem aí a factura dos carnavais, piscinas, parques de merendas, rotundas e festividades várias. O viver de subsídios, o passar sem ir à escola, as amizades com sucateiros, a promiscuidade entre interesses públicos e privados, os crimes de colarinho branco, a incompetência da supervisão bancária.

O PEC (programa de estabilidade e crescimento) a anunciar amanhã, é o início do apertar do cinto. O governo, sabedor de que não completará a legislatura, ao que se vai dizendo, deixa o odioso da implementação de medidas necessáriamente draconianas, para o que vier a seguir, ficando-se por uns leves congelamentos salariais e fim de algumas deduções no IRS. Apenas adia e compromete, ainda mais, o que inevitavelmente terá de ser feito.