Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

faz-nos um favor! Vai pastar cabras para Vilar de Maçadas

Ao que se conta, o director geral da comissão liquidatária, terá pedido ao cantor Chico Buarque, um encontro para lhe pedir autógrafos para a família. Um assunto de Estado como se compreende.

Disse depois, que o cantor é que teria pedido o referido encontro, coisa que este desmentiu categoricamente. Mentir, mesmo sobre aspectos mesquinhos, revela quão doentia é a sua relação com a verdade. Está-lhe no ADN. Felizmente que já ninguém o leva a sério.

Domingo, 30 de Maio de 2010

a comissão liquidatária

O senhor Cavaco Silva, talvez seja a melhor das opções, de entre os candidatos que se perfilam à Presidência da República, ainda que tal seja discutível. É seguramente, um excelente contributo ao prolongamento da agonia que se vive.

Contrariamente ao que se diz, o senhor Silva não defraudou apenas a direita conservadora com aquela chinesice do casamento gay. O dito senhor, defraudou uma nação inteira ao permitir que a comissão liquidatária em exercício, conduzisse o país ao desastre acontecido. E o senhor Silva, por inerência do cargo, é o presidente da referida comissão, fazendo obviamente parte do problema, e não da solução.

Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

2/3 dos municípios gregos, vão ser eliminados

Parece que não sou só eu que entende que se deve reduzir o número de municípios como forma de reduzir a despesa do Estado. Por cá, na tradição do pastoreamento de imbecis, aumenta-se os impostos, em vez de diminuir a despesa.

Apenas para informação, dos 308 municípios portugueses, 109 têm menos de 10.000 habitantes.

São Passos

Nascemos sem consciência do mundo, uns perfeitos inocentes anjinhos. De ordinário, a vida encarrega-se de nos ensinar a fazer as boas ou más escolhas. Basta estar atento, ir lendo alguma coisa, e aprender com os erros.

A sondagem que dá o emergente Passos como à beira de uma maioria absoluta, apenas demonstra que uma grande parte dos mabecos, mesmo que vivesse duas ou três vidas, não aprenderia rigorosamente nada.

Em que é que o senhor Passos, será diferente do engenheiro da serra, ou de todos os outros que o antecederam, cuja governação levou o país à grave situação em que se encontra? Já esqueceram os resultados da última maioria absoluta dada ao PS? Não perceberam que a situação económica do país é dramática, o que obrigará qualquer governo, qualquer que seja,  a agravar a vida dos portugueses?

É lamentável que se nasça, viva e morra, néscio.

reduzir o número de Câmaras Municipais

Aos poucos, as Câmaras Municipais, têm transferido para terceiros a generalidade dos serviços que prestavam às populações e mesmo, a gestão dos recursos públicos que lhes estavam afectos. É o caso dos recursos hídricos, o caso da manutenção de ruas e espaços públicos, entre outros. Entre contratos de outsourcing e delegação de competências nas juntas, tudo o que dá chatice, deixou de ser da sua responsabilidade.

Em troca, tornaram-se organismos mundanos que organizam eventos, sejam eles festas e romarias, excursões de idosos, carnavaladas, ou bailes. Não me parece que seja este o papel das autarquias mas, isto sou eu que tenho mau feitio quanto ao mau uso do dinheiro que me é sonegado através dos impostos a que sou sujeito.

Para pagar estas Câmaras e os festejos que as ditas organizam, o governo corta comparticipações nos medicamentos, paga pensões miseráveis, elimina apoios sociais, aumenta impostos, elimina deduções no IRS e o que mais por aí virá. Pergunto eu, não seria socialmente mais vantajoso e financeiramente mais eficaz, eliminar metade das Câmaras?

Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

um país extraordinário

Um país que teima em não criminalizar o enriquecimento ilícito alegando que tal implicaria a inversão do ónus da prova, condena os Zé Ninguéns, sem apelo nem agravo, por factos ou crimes que estes nem sequer terão cometido.

Dois exemplos breves: Os jornalista do SOL, terão sido condenados em 400.000 €, por terem transcrito e publicado partes das escutas entre uns tais Vara e José Sócrates. Ou seja, condena-se o direito de informar, sem condenar os verdadeiros responsáveis pela fuga ao segredo de justiça ou seja, quem passou para a comunicação social os documentos em questão, e muito menos, qualquer criminoso de colarinho branco.

Num café de Estarreja, está colado na caixa de pagamento, um aviso que nos informa de pesada multa ao abrigo legal, caso não seja exigido o recibo pelo pagamento do pequeno almoço. Ou seja, não se exige aos comerciantes o dever legal de manter uma contabilidade fiável, é o caramelo que vai tomar o pequeno almoço que tem de fazer de fiscal, e exigir recibo.

breacking news (breiquingue nius)

Relembra-se que no próximo dia 30, a partir das 15 horas, com o alto patrocínio da Câmara de Estarreja, se realiza na sede da Banda de Canelas, uma matiné dançante para seniores, e mesmo veteranos, abrilhantada pelo famoso grupo musical, Jota C.

Fazem favor de aproveitar porque não é todos os dias que se organiza um evento dançante desta dimensão e com tão alto patrocínio. Tanto mais, que é provável que o habitual pastoreio ao São Toinho se não venha a realizar por falta de carcanhol, da Câmara e vosso, porque o subsídio de natal deve ir, em todo ou em parte, para descontar no calote, assim como é pena que não haja porco assado para retemperar do esforço da dança mas, devem compreender que o senhor presidente não se pode recandidatar, e que atravessamos tempos austeros.

Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Isto sim, é serviço público

A Câmara de Estarreja fez distribuir pelas aldeias do concelho o que parece ser um teste visual com qualquer coisa escrita relacionada com as festas a Santo António, num belo rosa velho sob fundo cinzento, e em caracteres diminutos. Aquilo está bem feito. Ninguém consegue ler patavina do que lá possa estar escrito. Os velhos desataram a pedir credenciais para oftalmologia e o daltónico da terra é que tem feito o favor de elucidar o povo sobre o programa das festas.

Bem pensado. Finalmente a velhada percebeu que não vê nada, os oftalmologistas não têm mãos a medir, e os oculistas esfregam as ditas. Há muito se esperava uma intervenção da autarquia na dinamização do comércio local o que, aqui e agora, se saúda.

Terça-feira, 25 de Maio de 2010

e o povo pá? o povo também quer um carro novo!

Bruxelas bem poderia nomear uns porta-vozes minimamente capazes. Assim ninguém se entende. De manhã os transportes vão aumentar, ao almoço desmente-se o aumento, a meio da tarde, desmente-se o desmentido e à noite, os transportes sempre vão aumentar.

Agora acho muitíssimo bem, que os rompedores de cus de calças de S. Bento sejam desde já largamente subvencionados por forma a poderem fazer frente a estes aumentos, até porque o carrego dos burros, vai do jeito do carregador.

Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

o desastre anunciado

Não me parece que a generalidade dos mabecos já tenha percebido o sarilho em que estamos metidos. Para lá do saque perpetrado por tudo o que se pôde aviar, desde empresas que derrapam obras 10 vezes o custo inicial, a trafulhas que acumulam pensões, vencimentos e comissões, não esquecendo aqueles respeitáveis senhores banqueiros que venderam acções a 5€, de valor real menor que 1, ou aqueles outros que faliram as instituições e o Teixeira foi lá pôr a correr o dinheiro público para tapar o buraco, as especulações várias sobre o petróleo, o pão ou o euro, as infindáveis mordomias com que os quadrilheiros se mimoseiam, tem sido um grandioso regabofe.

Com pouca vocação para o trabalho, este gado foi-se habituando a mandriar na medida em que o ouro deixado por Salazar, e depois, os fundos perdidos da EU (e digo perdidos porque o foram de facto, entre betão vário, macadame, fraudes de formação profissional, putas, Audis e BMWs) foram permitindo que se vivesse sem trabalhar. Neste intermezzo, liquidou-se a agricultura, as pescas, a indústria pesada, e muitos milhares de empresas que foram fechando portas por falta de competitividade nos mercados internacionais.

O analfabetismo que nos caracteriza e está no sangue, foi primeiro disfarçado com sucessivas vagas de formação profissional, uma burla gigantesca que enriqueceu alguns espertos e deixou na escuridão ancestral os frequentadores de tais programas. De seguida, apareceram as novas oportunidades, um entretenimento que serve exactamente para entreter quem não tem competências para ir além da antiga quarta classe. O ensino, tal como os sectores produtivos, foi entretanto, igualmente desmantelado. Basta ver o conteúdo das provas a que os estudantes dos nossos dias são sujeitos, para se ter a medida do seu saber.

Naturalmente, um país que não tem riquezas naturais, não trabalha, não produz e não ensina, não tem dinheiro para sustentar tanta malandragem. A solução, à falta de coragem ou saber, tem sido a costumeira, aumento dos impostos, ou seja, alargar sistematicamente o número de pobres, entre grandes desígnios que passaram por paixões pela educação, um computador em cada lar, ou a realização de um campeonato europeu de futebol. Em suma, fodeu-se o que havia, o que nos deram, e o que pedimos emprestado.

A crise que vivemos, e a menos que se corra com todos estes aldrabões que nos pastoreiam, ficará por muitos e largos anos. Estamos no caminho de uma futura pobreza que fará dos tempos Salazaristas, um período de saudosa abundância. Já aqui referi que Portugal não tem competências técnicas ou humanas, conhecimento cientifico ou aparelho produtivo, para criar a riqueza que nos permita viver dignamente. As restrições agora impostas, com os cortes salariais, os aumentos nos impostos, a redução do investimento, apenas servirão para agravar a situação. Temos pela frente, tempos verdadeiramente difíceis, e muita gente a evitar.

há vida para lá dos partidos

Cresce na opinião pública a ideia de que o país não tem viabilidade se continuar a ser gerido por patifes oriundos das quadrilhas políticas. A ideia de constituição de um governo de iniciativa presidencial, integrado de gente competente e séria, parece ser a única saída para livrar o país de uma bancarrota eminente. O povo, esse tipo fixe que se vai baixando sempre mais a cada enrabanço, na sua preguiça secular e indigência intelectual perene, não o saberá exigir.

O senhor presidente em exercício, ele próprio oriundo de uma das quadrilhas que alternam o poder, jamais se pronunciará sobre o que quer que seja que diga respeito à nação que representa. É uma inutilidade política, a juntar às outras que aos milhares, repartem o que resta do descomunal saque a que sujeitaram estes idiotas que se deixam pastorear por tão reles pastores.

No próximo ano, se lá chegarmos, teremos eleições presidenciais. Será o momento de começar a varrer as sanguessugas partidárias e eleger qualquer candidato fora deste sistema político que nos conduziu ao ponto onde estamos.

breacking news (breiquingue nius)

Notícias relevantes do Concelho de Estarreja:

A Associação do Carnaval de Estarreja, tem nova direcção.

Efectuou-se mais uma descida do Rio Antuã. (Entenda-se uma mascarada aquática que só interessa aos participantes).

Uma Associação Desportiva do Concelho, ganhou seis medalhas, creio que em patinagem.

O Marco Paulo, vem cantar nas festas do Concelho. (Custa a crer que a Câmara ainda tenha lata e carcanhol para gastar em festas, a menos que venham aí novas taxas).

Parece que uma rua em Beduido e outra em Salreu estão em arranjos, e uns meninos das Escolas do 1º ciclo e Jardins-de-infância, nas escolas do Paço e Padre Donaciano, finalizaram a sua missão ecológica de colocarem ninhos e comedouros nas árvores do recreio escolar.

As quadrilhas locais andam em polémica porque ainda não receberam – ou já, não sei bem – o dinheiro que os extorsionários em funções sacam aos contribuintes para financiar mascaradas de carnaval.

E pronto. Não se comovam mais porque aqui não há desgraças nem paredes onde se possa bater.

retrato de uma nação de mentecaptos

Indignam-se em directo nas televisões uns analfabrutos, que vão de madrugada fazer fila para ver uns outros analfabetos, dar pontapés em bolas, porque os segundos, estarão pouco tempo a fazerem o que sabem; dar pontapés em bolas.

O país, escorrega mansamente para a nação de mentecaptos inúteis e falidos que se levanta cedo, não para trabalhar, mas para ir ver gajos aos pontapés na bola. Gado educadinho.

Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

urge, reduzir o número de Câmaras Municipais

Enquanto não batemos na parede, o que segundo consta estará para breve, convinha começarmos a pensar em soluções que nos possam reabilitar deste estado miserável em que nos encontramos.

Para um país tão pequeno e de escassos recursos, a primeira coisa a lembrar é a economia doméstica e o bom senso de que se não deve gastar mais do que se tem. O peso do Estado na despesa é insustentável. Ministérios, Secretarias de Estado, Fundações, Gabinetes, Câmaras Municipais, tudo isto e o restante, tem de ser severamente reduzido. Um sítio com 96.000 Km2 e dez milhões de indígenas, sustenta 308 Câmaras Municipais e respectivos stafs, em média, uma para cada 32.000 habitantes. E para quê?

Tomando de exemplo o município de Estarreja, constituído por sete freguesias rurais e 28.000 habitantes, actualmente nada, rigorosamente nada, justifica a sua existência. O Concelho não tem massa crítica para que tal. Tudo é pequeno e pobre. O orçamento anual é de 30 milhões de €, menor que o de algumas freguesias na AML (Área Metropolitana de Lisboa)e consumido em boa parte (12 M) por despesas de funcionamento e custos com pessoal.

O Concelho de Estarreja, é como sabemos, decadente. No urbanismo, comércio, na população envelhecida. Anuncia como seu maior evento, o carnaval local, um triste, pelintra, boçal e curto desfile de alguns cómicos, subsidiados com dinheiros públicos pedidos a crédito no estrangeiro.

E como Estarreja, haverá centenas de autarquias que, fundidas nas suas próximas, reduziriam este desperdício de dinheiros públicos, enquanto ganhariam dimensão e valor económico que justificassem a sua existência.

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

a gajada que pode esperar, é que tem prioridade no atendimento

A orientação técnica nº02/DGAP/2006, estabelece regras de atendimento preferencial ou prioritário nos serviços públicos. Por esta, deve ser dada prioridade ao atendimento de idosos, doentes, grávidas, pessoas com deficiência ou acompanhadas de crianças de colo e outros casos específicos com necessidades de atendimento prioritário e também aos portadores de convocatórias junto do serviço que as emitiu.

Os advogados, quando no exercício da sua profissão, têm preferência para ser atendidos por quaisquer funcionários a quem devam dirigir-se e têm direito de ingresso nas secretarias judiciais.” (Conforme com o disposto no artigo 63°, nº 2, do Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado pelo Decreto-Lei nº 84/84, de 16 de Março).

Também os solicitadores têm preferência no atendimento e direito de ingresso nas secretarias judiciais e outros serviços públicos.

Ou seja, o normal cidadão é o fodido desta estória. Qualquer anormalidade tem direito de preferência sobre o gajo que trabalha para pagar esta merda toda. Ele sim, pode esperar as horas necessárias para que todos os deficientes, pranhudas, constipados, domésticas e ciganas com filhos ao colo, idosos de aspecto, profissão ou idade, polícias e ladrões, preferencialmente, se ponham a andar. Tem ainda de dar a sua vez a advogados e solicitadores, sem que se perceba ou explique porquê, presumindo-se que entre o Zé perder meio dia no emprego e o senhor Doutor, foda-se lá o Zé.

Depois destes, ainda há os casos específicos com necessidades de atendimento prioritário que o farol que estabeleceu tal regra não soube especificar mas que se pode entender como, os amigos.

O escrivão de tal merda, do conforto da sua secretária, não faz a menor ideia dos transtornos e prejuízos, que aos cidadãos e ao país, a sua masturbação intelectual, provoca. Se quiser ter uma pálida ideia, basta tentar a delegação da Segurança Social de Estarreja ou as finanças da mesma terra. Nunca se espera menos de meia hora e facilmente se passa hora e meia a ver as ciganas a escolherem nas carrinhas a criança mais leve para porem ao colo e beneficiarem de prioridade sobre o gajo que na fila, faz contas ao tempo que o patrão lhe vai descontar no salário.

Domingo, 16 de Maio de 2010

da canalhocracia

Manuel Alegre denunciou o PEC, que mais uma vez vai atirar o peso da crise para os alvos habituais. Fez bem, mas omitiu o essencial.

O PEC é a factura que vamos pagar por anos e anos de saque organizado e contínuo dos recursos públicos, por uma vasta quadrilha pluripartidária que vive de comissões, subornos e tráfico de influências. As derrapagens, sempre as derrapagens…

Tudo isto é velho e tem raízes fundas. Não podemos é deixar de recordar a responsabilidade que este Governo e este PS têm no agravamento da situação. Começaram por pôr Alberto Costa na justiça. Nomearam Ricardo Rodrigues para porta-voz nesta área. Conseguiram tornar ainda mais labiríntico o Código do Processo Penal. Deram todos os sinais ao mercado da economia paralela de que os ventos eram de feição.

Guardar um respeitoso silêncio nesta matéria não é hipocrisia, é cumplicidade activa. Atacar o PEC (e o economicismo, um conceito tão vazio como a cabeça dos que o utilizam) é fácil. Mas não chega. A principal razão dos ataques de João Cravinho à corrupção é a percepção que este tem há muito de que, com este nível de esbulho de dinheiros, a corrupção no sector público torna totalmente insustentável qualquer ideia de que este possa ter um papel na economia, se não determinante, pelo menos complementar.

Para o Bloco de Esquerda, estas questões são secundárias. O capitalismo é a própria expressão encarnada da corrupção e das malfeitorias. Contudo, se pensarmos de forma diferente, nenhum candidato que queira assumir de forma séria os reais problemas do país e que não aceite facilmente os trinta dinheiros que compram tudo e todos não pode enfiar a cabeça na areia e fingir que a corrupção, ao nível que atingiu, é apenas mais um dos problemas do país.

Um candidato sério tem que ter o saque da res publica no centro da sua agenda política. Tem que ter coragem para enfrentar aquela frente tão difusa como bem estruturada que consegue fazer da corrupção uma questão sobre a qual se desliza sem grande atrito e sem consequências – pode eventualmente abordar-se o tema, mas rapidamente o discurso desliza dessa para outras questões.

Corremos o risco trágico de ter candidatos a atirar impropérios à ganância dos especuladores internacionais, mantendo um silêncio cúmplice sobre os métodos de gestão da coisa pública que nos deixaram indefesos e impotentes nas suas mãos. Sabemos que o problema tem as mais variadas faces. Podemos mesmo esperar que da Comissão de Acompanhamento da AR saiam algumas propostas consensuais. Aprová-las será para alguns membros da mesma Comissão, não o proverbial ingurgitamento de sapos, mas de tartarugas. Ficar calado, refugiar-se em minúcias técnicas, andar de braço dado com os fautores públicos e notórios da corrupção tem que ter um preço. E esse preço é a assunção pública e expressa de que se trata de um candidato de um regime apodrecido. Por isso, para Alegre a opção é clara: ou procura o apoio das quadrilhas que nos roubam impunemente, ou guarda um silêncio cúmplice e envergonhado a troco de meia dúzia de votos, ou toma sobre a corrupção uma posição digna e inequívoca.

 

Saldanha Sanches - Artigo publicado no jornal “Expresso”, de 10.4.2010.

 

Adenda: Acontece que este patriota que se pretende Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas, foi desertor da guerra do Ultramar, tornando-se locutor da Rádio Argel, onde denunciava as posições dos nossos soldados e se congratulava com a sua morte. Um perfil que se adapta na perfeição a esta canalhocracia que se assenhorou da vida de todo um povo.

vender lixo

Decorre neste fim-de-semana no Parque de Exposições de Aveiro – empresa municipal – um evento designado por feira de outlet. Significaria, uma venda de artigos de marca(s) reconhecida(s), a preços inferiores aos praticados pelas lojas, produtos resultantes de excessos de stock ou, de colecções fora de época.

Provavelmente, a gestão do Parque, desconhece o sentido da designação ou, o que efectivamente é o evento em questão. Trata-se de uma pequena venda de lixo indiferenciado, e contrafacções óbvias à mistura que desacredita inequívoca e totalmente o referido Parque, umas instalações decadentes que em conjunto com o estádio, muito agradeceriam a necessária e urgente demolição.

Um evento no qual gritantemente, se sente falta da ASAE que bem poderia fazer as honras da casa e, de caminho, passar pela restauração do Centro Comercial Fórum e no mínimo, verificar o estado dos óleos, a higiene dos tascos, e os mecanismos de extracção de cheiros.

Sábado, 15 de Maio de 2010

António José Seguro

É urgente que tome conta do PS e do país. Cada dia que passa, é mais um sem governo.

por muito que nos custe e envergonhe

«Está em S. Bento como estaria uma planta, à espera do momento próprio de ser removido. É uma espécie de delegado regional da "Europa" ou, se preferirem, um moço de recados, com um emprego temporário e, ainda por cima, vexatório. No meio dos triunfos do Benfica e da visita do Papa e, à parte uma frase melancólica ou um adjectivo de passagem, ninguém reparou que o país sofreu a maior humilhação nacional deste último século. O que mostra aonde chegou o país, mas também o que sempre foi a "Europa". Poderia ser de outra maneira? Não parece. Como contar com a mais vaga "solidariedade" ou sequer delicadeza do sr. Sarkozy ou da sra. Merkel, que não nos conhecem ou têm qualquer motivo para gostar de nós? Para quem nos paga (e de certa maneira somos todos pagos) não passamos de um povo inferior e semibárbaro, que gasta prodigamente o dinheiro que não ganhou e que depois vem de mão estendida pedir esmola. Os ricos não respeitam mendigos; de maneira geral, correm com eles. Sobretudo, correm com os mendigos que não percebem, ou fingem que não percebem, o seu lugar no mundo e tentam aldrabar o próximo e viver a crédito. Para a Alemanha e para a França, os portugueses, como os gregos, merecem uma boa lição e muita cautela, não os leve a natureza, como de costume, para maus caminhos. Custa engolir isto ao fim de vinte anos de retratos de família e da imunda cegarrega da "união". Só que nunca houve "união". As grandes potências da Europa - a Alemanha, a Inglaterra e a França - não desapareceram e continuaram a desprezar por convicção e hábito os semicafres do Mediterrâneo e do Leste, que se dignam proteger e, de quando em quando, explorar. As tribos do Báltico, ao menos, sendo louras, permitem um certo sentimento de afinidade. O resto, não: essa tropa fandanga miserável, eternamente envolvida em querelas de má morte, preguiçosa e suja não faz parte da Europa por mais do que um desgraçado acidente geográfico. Por isso, o Sarkozy e a sra. Merkel não hesitaram em chamar o irresponsável sr. Sócrates, pregar uma descompostura ao referido Sócrates e mandar o homem para casa com o rabo entre as pernas. E, para cúmulo, com razão. Viva Portugal!»

Vasco Pulido Valente

Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

gente que vive noutro mundo

O Jornal de Estarreja [link para assinantes] relata críticas do PS local à Câmara, alegadamente, por esta se ter atrasado a dar o dinheiro dos contribuintes às diferentes associações locais que existem exactamente para isso; sacar dinheiro dos contribuintes.

Depreende-se do essencial que o PS da terra, ainda não percebeu que não há dinheiro. Que o país está falido e anda a pedir emprestado ao estrangeiro pagando elevadíssimas taxas de juro, que aumentam brutalmente a enorme dívida nacional. Que o governo acaba de impor aos contribuintes uma sobrecarga desumana aos elevadíssimos impostos a que estes já estavam sujeitos, criando situações insustentáveis a milhares de famílias. Entregar dinheiro – agora mais do que nunca – público, para financiar marchantes carnavalescos é criminoso, e os responsáveis por estes actos de gestão, como na Islândia, deverão por tal, ser responsabilizados.

Estas instituições carnavalescas devem existir pelos seus próprios meios financeiros e, se não têm dinheiro para tal, fecham a loja que é o que acontece na iniciativa privada. Dinheiros públicos para folguedos, deveria dar prisão. Vir para a praça pública reclamar dinheiro que não há para o essencial da vida, retrata de forma escorreita, a acefalia destes promotores carnavalescos.

O que se espera da Câmara Municipal, é que denuncie todos, rigorosamente todos os contratos que, por sua conta, estabeleceu com todas as sanguessugas dos dinheiros públicos, credibilizando a sua gestão e demonstrando que  está à altura de se manter em funções num período de grande responsabilidade financeira e aperto económico da generalidade dos portugueses.

estranho povo

este que mansamente ouve missas, enquanto lhe é sonegado o pão. Felizmente que já não são os socialistas e muito menos a dupla Dupont & Dupont que governam o país. A EU viu-se na contingência de parar os sucessivos disparates económicos perpetrados por esta canalha, e repor um módico de bom senso antes que arrastemos toda a união, para o precipício onde caímos.

Estas bestas que aos milhões, vão carpir para Fátima, deviam aproveitar a caminhada e exigir em S. Bento, a responsabilização criminal de todos os implicados na ruína a que conduziram o país e o povo. Estão quase todos vivos.

De resto, Sócrates e o neófito Coelho, vivem no mesmo país ficcionado pelo primeiro, com a diferença de que o primeiro já não tem qualquer autoridade, e o segundo nunca a teve. São gente a evitar. O pedido de desculpas, serve para aparecer na Maria e nada mais.

na Islândia, estão a ser presos

O querubim da Madeira, subsidia com dinheiros dos cidadãos e em dois euros, cada exemplar impresso do Jornal da Madeira, com a única intenção de fechar jornais concorrentes que politicamente lhe não sejam favoráveis.

Os cubanos do contenente, tiram mais uns cêntimos à boca, e aplaudem a medida. Merecem-se.

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

a ruína de um país

A propósito de todo este folclore religioso que desvia a atenção de mais um atentado que se prepara à bolsa dos cidadãos, conviria ao governo em funções que se desse efectivamente um milagre. Na falta deste, a reedição de Fátima, e o futebol que aí vem, devem chegar para manter o circo até Setembro.

Conviria dizer que a gigantesca fraude que é o negócio do Santuário, onde milhares de patetas vão entregar o pouco que têm de seu, diz bem do povo que somos. Um povo de fé, que acredita numa entidade divina que terá descido dos céus para anunciar a três crianças analfabetas e ignorantes, uma série de lugares comuns, e a conversão da então Rússia comunista. Independentemente da religiosidade que é de cada um, é preciso ser-se crente para aceitar tal coisa como boa.

É conveniente quanto muito, até porque, por estas horas na Islândia, aquele país recentemente falido, a polícia não tem mãos a medir a prender banqueiros e políticos que estão a ser acusados de conduta e gestão criminosas. A lista vai em 125 personalidades entre as quais, dois directores do Banco Central, os ex-ministros da banca e das finanças, dois ex-primeiros ministros, cerca de uma dezena de deputados, gestores e administradores bancários que são acusados de terem conduzido o país à ruína.

Por cá, vamos vendo passar o Papa, e ouvindo o emergente do PSD a assumir responsabilidades que não são suas, pelo estado comatoso a que, essencialmente o PS, conduziu o país. Não temos tradição na exigência da assumpção de responsabilidades mas, se por algum milagre tal viesse a acontecer, não teríamos seguramente prisões em número suficiente para engavetar tanto criminoso.

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

novas oportunidades

não haverá lá na JSD, nenhum mocito jeitoso a precisar de fazer alguma coisa? É que, com tanto requisito, vai ser difícil. Não serve uma licenciatura em patinagem? Canoagem? Em organização de eventos carnavalescos? Tem mesmo de saber ler e escrever?

o Benfica é campeão, a seguir vem o Papa e depois, temos o mundial

Aproveitando o estado opioso da nação, os comediantes de serviço, preparam mais umas medidas de elementar justiça social, a bem da nação, entre aumento de velhos impostos, criação de novos, e possivelmente, abifar parte dos subsídios que complementam a magreza da generalidade dos salários.

Este país que, símiescamente, sai à rua para festejar uma merda qualquer ligada ao futebol, é incapaz de vir à praça pública exigir a quem governa, - ou faz de conta - seriedade, competência e rigor na administração pública. Os patuscos, aproveitam a bovinidade e vão pondo em prática a teoria do cigano, que foi reduzindo a ração ao burro, até que este deixou de comer, lamentando-se então o dono de que, agora que já não dava despesa, é que morreu.

Sábado, 8 de Maio de 2010

santa terrinha

Ao que se diz, a AM de Estarreja terá aprovado uma moção contra o pagamento de portagens na A 29. A AM, é aquele órgão que serve para aumentar impostos e criar novas taxas municipais, daí, a enorme curiosidade em verificar os efeitos da dita moção na decisão tomada pelos faz-de-conta que governam.

E por falar em Estarreja, já começaram as obras de construção do novo hospital?

ó s’ora ministra

e esta gajada que vive das generosas pensões pagas pelo Estado, tem conta no banco? Ou anda a esconder a massa em off-shores, armados em Loureiros e Cª?

às ordens de vossa excelência

Nada tenho contra ou a favor da visita papal. Fátima, futebol e fado, em muito têm contribuído para o que somos. Desinfectar e perfumar as ruas por onde sua eminência passará, apenas atesta o estado de labregos provincianos que nos mantém estúpidos e submissos, às ordens de querubins.

em roda livre

A ideia que fica é a de que o país, está a saque. Contra tudo e contra todos, lá foi assinado o contrato de construção do TGV. A partir de agora, mesmo que o país se veja na inevitabilidade de adiar ou anular a obra, muitos milhões terão de ser pagos a esta cáfila insaciável, a título de indemnizações compensatórias.

Demos mais um passo de gigante no caminho da falência económica. Gastar o dinheiro que se pede emprestado a juros elevados, em obras que à partida, todos sabemos serem de cariz eternamente deficitário, é coisa que só pode acontecer a um povo de imbecis,à mercê de ladrões.

Exija-se aos pensionistas, a prova de que, também eles, não andam a roubar o Estado.

é preciso uma paciência do…

A recém-formada AdRA, fez questão de difundir na região, em folhetos de alta qualidade gráfica, a manifesta intenção de se manter em contacto com os clientes a que o regime de monopólio na distribuição da água, nos obriga ser.

Por email, perguntei o que seria necessário fazer para manter o sistema de pagamento por débito directo. Imagino que será preciso assinar uma qualquer autorização para a dita apresentar ao banco, ou não.

Em três ou quatro dias, fui informado que poderia pagar por transferência para um NIB fornecido, devendo neste caso enviar comprovativo da mesma ou, milagre dos milagres, que “aproveita -se para informar que pode optar pelo débito directo abolindo assim o envio de comprovativo “.

E assim, repentinamente, percebe-se a necessidade de aumentar o preço do produto.

Sábado, 1 de Maio de 2010

o engenheiro das berças

Ideia peregrina aquela de Sócrates, que se convenceu de que a riqueza se cria com despesa pública.