Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

renúncia

  • Renuncio ao bem que me faz ver o meu semelhante deslocar-se no máximo conforto de um automóvel de topo de gama pago com as minhas contribuições para o Orçamento do Estado, e nessa medida estou disposto a que se decrete que administradores das empresas públicas, directores e dirigentes dos mais variados níveis de administração, passem a utilizar os meios de transporte que o seu vencimento lhes permite adquirir;

  • Renuncio à defesa dos direitos adquiridos e à satisfação que me dá constatar a felicidade daqueles que, trabalhando metade do tempo que eu trabalhei, garantiram há anos uma pensão correspondente a 5 vezes mais do que aquela que eu auferirei quando estiver a cair da tripeça;

  • Renuncio ao PRACE e contento-me com uma Administração mais singela, compacta e por isso mais económica, começando por me resignar a que o governo seja composto por metade dos ministros e secretários de estado;

  • Continuar a ler

    os submarinos do portas já começaram a fazer efeito

    a verdadeira tragédia é os faz de conta que governam, apenas estarem preocupados em pagar o que se deve, para puderem pedir mais. qualquer estratégia de desenvolvimento, investimento, criação de emprego, não lhes passa pela cabeça. em boa verdade, o país não tem qualquer futuro digno. a seguir a este aperto de cinto, virá outro, e outro, até à inevitabilidade da bancarrota.

    saquear em terra queimada

    e não se previa que fosse tarefa fácil. esbanjar os incontáveis milhões que a EU para cá mandou, pedir outro tanto emprestado e fazer desaparecer tudo, requereria uma enorme competência na arte da finança que é fazer o dinheiro passar de mão em mão, até que este desapareça.

    estou certo que se a mesma competência tivesse sido aplicada no desenvolvimento do país, seríamos hoje um dos líderes mundiais. se muita gente ficou bem na vida? seguramente! é nisso que se materializa a competência nacional.

    agora a lata destes gajos, com uma enorme cara de pau, a anunciar a necessidade de saquear uma vez mais os indígenas como se nada tivessem a ver com o colapso do país, é de admirar.

    vai indo que não deixas saudades

    A esta besta que sempre viveu à conta de quem trabalha, não vale a pena explicar que os governos não sofrem crises e muito menos, as pagam. Quanto muito, provocam crises, como é o caso. Os únicos que pagam os desmandos de gente igual a este matusalém, são os contribuintes coagidos a entregar a estas seitas de malfeitores, o produto do seu esforço.

    Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

    austeridade! fazem favor de comprar gasoso em vez de champanhe!

    bom, agora que este belíssimo elenco de cómicos que faz de governo assumiu que estamos a chegar ao fundo do buraco, a solução proposta é boa. chegar mesmo ao fundo e fechar esta merda. claro que a solução não estaria no corte da compra do papel higiénico mas, se os gajos soubessem alguma coisa de gestão, estariam a tentar trabalhar. estaria sim, na criação de condições competitivas que atraísse investimento e o emprego consequente. a solução, seria a criação de riqueza, nunca o aumento da pobreza. com este nível de impostos e o custo brutal de matérias primas como combustíveis e energia eléctrica, ninguém, rigorosamente ninguém virá criar investimento nesta espécie de país. a redução de salários proposta, agravada pelo aumento dos impostos, terá uma consequência dramática na procura interna, levando ao fecho de inúmeras pequenas empresas, a uma baixa da colecta no IVA e, um aumento do desemprego.

    chegamos assim ao ponto que se adivinhava. resta-nos agradecer aos cómicos que desde o tempo do guterres tanto se esforçaram para foder isto tudo, sem esquecer os inúmeros parodiantes que nas autarquias ajudaram a levar a nau ao fundo através das inenarráveis obras em cimento e betão que perpetuarão a sua memória através do número recorde de rotundas, piscinas, pavilhões multiusos, parques de merendas, subsídios a ranchos folclóricos, jogadores da lerpa e clubes de matadores de passarinhos.

    e finalmente, à imensa manada de asininos que foram mantendo esta paródia, votando pela fé e pelo caldo verde oferecido a ignorantes profundos.

    PS: sem esquecer os inúmeros contadores de piadas que andaram todos estes anos a entreter novos e velhos, contribuindo assim para o que hoje somos enquanto povo. iletrados, irresponsáveis, incompetentes, incapazes de competir com qualquer trabalhador que não seja africano.

    medidas duras e difíceis

    acabou-se o luxo e a boa vida. a palhaçada de serviço, avisa que são que são necessárias medidas duras e difíceis, dado que os gajos que têm emprestado o dinheiro a juros, querem-no de volta. assim meus amigos, para que o espectáculo continue, com estradas que ninguém pede, estádios para a bola, concertos do tony carreira, popós novos e dos bons para a classe dirigente, comboios de alta velocidade, submarinos que fazem uma falta do caralho, aeroportos, flores para o primeiro, bolo-rei para os funcionários das câmaras, espumantes e vinhos finos, canetas e rebuçados e tudo o mais que nós, pagadores desta merda toda vamos legitimando com o votinho nestas quadrilhas de gente de mau porte possa continuar, vamos levar mais um aperto.

    medidas duras e difíceis, para quem já paga 43% de irs e 21% de iva, medidas difíceis, é entregá-lo todo e ir mendigar para a porta do pingo-doce, pagando o irs devido sobre as esmolas recebidas, bem entendido. o necessário, é que as comissões recebidas, as influências que arruínam os negócios do estado, os  compadrios, as caixas de robalos, os tachos para os afilhados, a corrupção, o roubo puro e simples, possam continuar mas, para isso, os trolhas têm de ser objecto de novas medidas duras e difíceis.

    ora vão todos para o caralho. os que roubam, e os que se deixam roubar.

    medidas de grande justiça social

    todos os produtos para venda ao público, por lei, devem ter o preço marcado de forma visível. a inutilidade que faz de ministra da saúde, determinou que os preços dos medicamentos, deixam de cumprir a lei e, portanto, estes deixam de ter o preço impresso na embalagem.

    embrulhou-se de seguida em explicações que além de nada explicarem, escondem o verdadeiro sentido da medida. deixarmos de perceber que o estado deixou de comparticipar a generalidade dos medicamentos. chama-se a isto, medidas de grande alcance social e mais a pqp.

    Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

    faremos tudo o que for necessário.., para vos limpar os bolsos

    a revista Sábado, explica os motivos ou melhor, o desperdício de dinheiros públicos que obrigam ao aumento dos impostos a pagar pelos trolhas.

    só para abrir o apetite, já que é um dever cívico comprar a revista.

    - Concertos do Tony Carreira / 331.200 €

    - Despesas com figurantes para gravação de telenovela, pago pela Câmara do Funchal / 111.115 €

    - Câmara de Matosinhos, ofertas de canetas e salvas de prata / 16.725 €

    - Flores para a residência do cabeça de cartaz / 63.000 €

    - combústiveis /90,8 milhões de €

    - 210.000 € em 6 BMW para o banco de portugal

    - 9.830 € para remodelação do sistema de rega do jardim da residência oficial

    - 208.103  em café

    - Câmara de Cascais, 21.445 € em bolo-rei para os funcionários

    - ao escritório do Júdice, 476.000 € por um trabalho de uma semana no Tagus Park

    - 297.900  à universidade católica por um estudo sobre o impacto das novas oportunidades

    - 117.085 € em brinquedos à toys’r’us

    - Quim Barreiros, 256.303 €

    como diz o comediante das finanças, faremos o que for necessário, para manter esta vidinha.

    o grande final da opereta

    chegados ao acto derradeiro da comédia, o cabeça de cartaz ameaça demitir-se caso não o deixem aumentar o saque. o que vier a seguir, não será melhor e, seguramente, bem pelo contrário.

    certamente que não levará carta para o fundo de desemprego. pairará por aí, tal como as nulidades que o precederam. prósperos, bem instalados, acumulando salários, pensões e rendas vitalícias.

    lembram-se do bonzinho, aquele que dizia que era só fazer as contas? anda por aí. do outro que dizia haver vida para além do défice? anda por aí.  daquele do bolo-rei que enterrou todos os recursos a fazer auto-estradas? continua por aí. do outro do país de tanga? anda por aí.

    fodidos estão os gajos que não chegaram a ministros. a esses, cortam-se pensões, aumenta-se-lhes os impostos, e tira-se-lhes os medicamentos, na esperança que morram rapidamente e assim aliviem os encargos sociais.

    do lixo político em que nos afundámos

    a capital deste almoxarifado, umas ruínas a que chamamos lisboa, é uma enorme caixa de esmolas a céu aberto. prédios abandonados que ameaçam ruir a cada momento, ruas esburacadas, uma tristeza confrangedora numa cidade apagada e que se apaga à meia-noite.

    o alcaide em funções, um tal costa, pretendente a ministro, não existe. decreta taxas de entrada, de estadia e de saída. cobra estacionamento em cada esquina mijada e suja de dejectos imundos espalhados pelo chão. quem visita o sítio, foge incrédulo depois de pagar ao tal costa, para entrar, estar, e para fugir.

    uma boa amostra do portugal contemporâneo governado por seitas.

    parece que a ideia, é enfiá-lo até ao tutano

    concedendo que há muitos oportunistas, vigaristas e comedores, concentrados massivamente no aparelho de estado e respectivos satélites, diga-se, é inaceitável a humilhação a que estes bandalhos estão a submeter, essencialmente, os mais desfavorecidos.

    esta obrigatoriedade de fazer filas nas ruas para provar à segurança social a pobreza que justifica as esmolas dadas através da mesma, não encontra paralelo na obrigatoriedade aos gajos que fazem de ministros e a começar pelo primeiro, de demonstrar a origem das fortunas que fazem em poucos anos de mandato, de provar a inocência nas inúmeras suspeições públicas como o freeport, a devolver os robalos que recebem em troca de influenciar negócios ruinosos para os contribuintes, ou as mais valias que fazem em investimentos em bancos que, meses depois, são nacionalizados e paga a sua ruína, com o dinheiro proveniente da extorsão fiscal.

    se o povo merece? sem dúvida. a legitimidade que atribui através do voto, às quadrilhas partidárias, a passividade com que se deixa roubar, vexar e humilhar, a baixeza de vender o voto pessoal por uma excursão e um caldo verde, é mais que merecedora deste enrabanço colectivo perpetrado por esta gente videirinha e ignóbil.

    Domingo, 26 de Setembro de 2010

    heróis do mar

    essas associações criminosas que dão pela simpática designação de partidos políticos, têm prestado um serviço inestimável ao país. a gente nem sabe louvar quem tão bem e rapidamente nos conduziu à vergonhosa pobreza em que vivemos. foi um excelente trabalho de meticuloso saque em que nada escapou. o ouro que o outro senhor amealhou, os camiões de dinheiro que a europa para cá mandou, e tudo o que se pediu emprestado a pagar pelos poucos que ainda vergam o coiro. saquearam, na boa tradição dos antepassados, tudo o que puderam.

    esse destemido herói que faz de primeiro-ministro, num gesto de patriótico dever, anuncia novo aumento de impostos para tapar o buraco que o próprio e respectivos antecessores cavaram, como se nenhuma responsabilidade tivessem, como se a responsável, fosse  turba de asininos que carrega o fardo do trabalho, de ganhar honestamente o pão de cada dia.

    conheço muitos que entrados para as quadrilhas sem um tostão, em poucos anos, amealharam capital que só o ganhar a euromilhões poderia explicar. gabo-lhes a arte. ciclicamente, as quadrilhas vão fazendo aquele número da criminalização do enriquecimento ilícito sem que se nada se passe. compreendo-os. num país sério, estariam todos presos.

    vais sacar para outro lado

    o cómico das finanças já ralhou com o aquele senhor que compra carros às centenas com o dinheiro dos trolhas que consomem água. e prometeu castigo. vai comprar carros para outra empresa que a gente paga.

    sentá-lo no banco dos réus e fazê-lo devolver o dinheiro do saque, é que está de chuva.

    fazer filhos em mulheres alheias

    parece que esse grande benemérito que dá pelo nome de carrapatoso, e nos vende a energia mais cara da europa, quer fazer caridade em áfrica com o dinheiro dos trolhas. coisa pouca. 4 euros por ano, a juntar aos milhares que já saca aos desgraçados que têm de lhe comprar a electricidade.

    parece-me muito bem. fazer caridade em áfrica tem muito mais impacto do que em amiais da carrapiteira e com o dinheiro dos outros, melhor ainda porque o dele, não é para brincadeiras. quando rodar, ainda se arrisca a tirar o lugar ao bonzinho do guterres.

    Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

    boas acções

    fizeram bem em não reclamar do aumento da factura da água. é por uma boa causa e, sendo assim, nada a dizer. a gente anda cá mesmo para isso. para entregar o que tem a estes senhores importantes que constituem empresas em regime de monopólio para depois nos venderem o que já é nosso, ao preço que for necessário para manter vidinha farta e popós novos de vez em quando. o nosso agradecimento aos matos desta vida.

    Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

    conquanto que o circo continue

    os empresários do circo da bola, trocaram um cavalo por um burro. é a degradação natural que se vive. mas, convenhamos que é triste nascer entre bestas, viver entre bestas e morrer, entre bestas.

    Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

    o desporto ajuda acrescer, ainda que não se veja bem o quê

    recomenda-se aos atletas que participam na semana olímpica da aldeia, cuidado com o desgaste, lesões e acidentes. tenham atenção à qualidade dos brancos e tintos e não comam muitos picantes.

    é que a senhora daquela coisa do serviço nacional de saúde, já veio avisar que as comparticipações nos remédios vão baixar, o que é mais uma saudável medida de justiça social e muito ajuda a manter os empregos catitas dos familiares, compadres e amigos dos senhores que fingem de ministros, e da tropa do partido naquelas entidades reguladoras, institutos que ninguém sabe para que servem, fundações, ministérios e secretarias de estado e respeitáveis instituições semelhantes que os trolhas pagam, e nem sabem que existem.

    e também se pede aos senhores da junta de freguesia que, e sem querer incomodar, e isto é mesmo se por acaso, sobrar algum guito depois de pagarem as sandes de porco assado e os copos nas tascas das veneradas instituições participantes, se, e isto é mesmo se, porque não é prioritário nem tem a importância do saudável convívio entre patinadores, andebolistas de praia e futebolistas de salão se, dizia, podiam pagar ao velho que limpa as putas das valetas para retirar as lamas e dejectos vários que se acumulam nas ditas. mas, repito, é mesmo se. prioridades são prioridades e as valetas não enchem barriga nem dão votos.

    e não liguem àquela cómica do ministério do desporto ou da cultura ou lá o que é, que diz que o estado social está por um fio. é mentira. todos sabemos que o dito, já acabou. espero que a musculação seja útil para o cultivo agrícola porque lá para o natal, devemos estar a pagar as dívidas em géneros tipo, meio quilo de lombo, três alqueires de milho. até lá, divirtam-se e não pensem em tristezas.

    opereta

    ainda bem que o país estava preparado para a crise e o investimento público, é no dizer do gajo que faz de primeiro, a melhor receita para desenvolver a economia dos asininos.

    Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

    os superiores interesses do país

    o calote do sítio está agora em ritmo competitivo e, de acordo com os superiores interesses da maralha, os pândegos contraem mais dívida à taxa de 6% ao ano. aos trolhas indígenas, os tais pândegos, pagam taxas na casa do 1%. percebe-se os tais interesses.

    venham mais sócrates e passos

    e nesta campanha alegre, vai uma aposta no subsídio de natal p’rá’judar o calote?.., das estradas que ninguém pagaria, das piscinas que estão a fazer uma falta do caralho, do guito sacado aos bancos manhosos, das festas para entreter os idiotas pagantes.

    Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

    Lisboa dos chineses

    foram vários os alcaides que contribuíram larga e definitivamente para a situação miserável em que se encontra a cidade de Lisboa. o actual Costa, resolveu-se pelo encerramento das ruínas. as luzes de presença, apagam-se à meia-noite, talvez porque não haja nada para ver, ou não more ninguém.

    no seu entender, são os chineses e respectivas lojas que vão fazer a cidade renascer. e a gente, que se não livra deles. de uns, e de outros.

    Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

    merecem-se

    este, é o retrato do estado da instrução neste sítio a que chamamos país. oportunistas vários sem competência, valias ou pudor. chama-se a si mesmo de doutores, e mantêm-se à tona agarrados à tábua dos compadrios políticos, sugando dos trolhas pagadores tudo o que for possível. a política é material e efectivamente, o refúgio do que de pior a sociedade produz.

    francamente, qualquer gajo com pudor, teria vergonha de apregoar uma licenciatura numa coisa chamada UIFF, seguramente uma casa prestigiada tal como a escola básica da abrunheira do meio. acresce que estes doutores mal amanhados, ensinam o que não sabem, a futuros doutores, ainda pior amanhados, se tal é possível.

    o estado, através de sucessivos governos desta mesma gente, tem vindo a reduzir drasticamente o investimento na instrução dos trolhas, enquanto estes batem palmas, lambem mãos e pedem mais. a tão aplaudida medida de fazer doutores a martelo designada por processo de bolonha, foi mais uma artimanha para eliminar os custos dois anos de ensino superior que, simplesmente deixaram de existir. medida de visionário alcance, convencidos os jovens trolhas de que tanto se aprende em três, como em cinco anos, com a vantagem de reduzir dois anos à chatice de se ter de ir à escola.

    acabado o cursinho e lançados para o mundo do trabalho, a generalidade dos novos doutores descobre que não têm competências para exercer qualquer profissão, nem ninguém que os queira para coisa alguma. felizmente, lá está o ensino privado para lhes vender os dois anos de escola em falta, agora sob designação de mestrado, a pagar pelo utilizador, qualquer coisa entre dez e vinte mil euros, comparticipaçãozinha que só faz bem a esta mole de idiotas que por cá vegeta.

    Sábado, 11 de Setembro de 2010

    cheira-lhe!

    está confirmado. este povo não é para ser levado a sério. gente que acredita na inocência do senhor cruz e, por exclusão de partes, que o dito não abriu o esfíncter aos rapazes, como carinhosamente os trata. cheira-lhes!

    o grave, não é a dúvida lançada em forma de petição sobre a idoneidade dos juízes. grave, é que esta gente, trabalha com crianças.

    Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

    em cena há 35 anos

    e por razões da mais elementar justiça social, aí estão as portagens naquelas estradas feitas com dinheiros da união, que os trolhas pagam com os 70% de imposto cobrado em cada litro de pitról e tal, e mais o fim de deduções nos custos da educação e da saúde e os putos atirados para centros de convívio a trinta quilómetros de casa enquanto os pais vão ali ao centro de desemprego.., tudo dentro da normalidade e a atestar a qualidade quer dos artistas, quer dos espectadores.

    Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

    a civilização da indigência intelectual

    enquanto o país se continua a endividar, pagando agora taxas de juro pornográficas aos poucos que ainda se dispõem a arriscar emprestar dinheiro a esta tropa, os régulos, sabiamente, aplicam estas derradeiras massas no entretenimento inócuo dos que os mantêm nos grandes e pequenos poderes, pela inércia do intelecto ou desabituação do pensar.

    a semanada desportiva – e não cultural, que se avizinha, custa dinheiro. pouco certamente porque se tivéssemos muito, seríamos outra gente e outro país. ainda assim, ferozmente subtraído aos trolhas coagidos a entregar ao fisco o produto do seu trabalho, ou engenho. é deprimente tanta irresponsabilidade, ignorância e desonestidade que nos condenam a viver nesta lamentável pobreza pecuniária, e intelectual.

    estas almas simples, merecem o céu porque o inferno, já aqui o viveram. na última assembleia de freguesia em que estive presente, falou-se das finanças locais. o então presidente, recitou de cor o deve e haver, tendo-se entendido que a caixa estava vazia e faltava ainda pagar umas sandes, a uma das instituições que abrem tasco na semana do desporto.

    é inaceitável que se gastem dinheiros públicos em merdas destas. jogos de andebol, futebol entre solteiros e casados, e actos culturais semelhantes. que o façam, a expensas dos interessados, dentro do moderno conceito de, utilizador pagador.

    os promotores desta estirpe de eventos, prestam um péssimo serviço; aos gentios, ao país, e em última análise, a si mesmos. perpetuam a ignorância secularmente servida em doses cavalares a sucessivas gerações de mão-de-obra barata, desqualificada, iletrada e serviçal. qualquer criança prefere brincar, patinar, jogar à bola ou andar de bicicleta, à tarefa árdua de aprender a ser gente. a responsabilidade de pais e educadores, deve ser a de criar as condições exigíveis de qualidade de vida, de instrução, educação, formação moral e demais necessidades que possam fazer dos vindouros gente melhor, mais conhecedora, culta, instruída e rica, que nós próprios.

    convencidos de que prestam um grande serviço à comunidade, esta gente esmaga qualquer possibilidade de que tal, algum dia, venha a acontecer. desta aldeia, em tempos passados, saíram um ou dois nomes que ficaram célebres nas letras ou, nas leis. nenhum no chinquilho, no pião ou no andebol de praia e, depois daqueles, nenhum outro em nenhuma área. é este o resultado de tanto suor destilado, e tanto dinheiro delapidado.

    Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

    de 11 a 19 de setembro

    no conceito de cultura, cabem as práticas ancestrais de um povo, as suas crenças, artes, comportamentos e valores morais que o identificam enquanto grupo social inserido num espaço e tempo determinados.

    alargando o conceito, aceita-se que o cultivo da couve galega possa igualmente ser, um factor cultural. nestas coisas, é preciso abrir o espírito e dar corda à grandeza subjacente à ilustração de cada um, ou do povo em causa.

    na minha pequena aldeia, não somos parcos em manifestar a nossa cultura. a mais pequena freguesia de um concelho sempre em festa, mostra à cidade de estarreja e ao mundo, que não será por não termos dinheiro para limpar as bermas das ruas que habitamos, que deixaremos de celebrar, o nosso entendimento da cultura.

    os estimados leitores, ficam convidados para apreciarem as nossas raízes culturais numa semana próxima. provavelmente, não conhecem as nossas crenças no andebol de praia e outro, no futsal, na patinagem, na aeróbica, na btt, nos passeios de motorizada, tudo isto comido e regado a favor das instituições locais, ao som dos famosos e conceituados grupos, puxa a carroça, enfim brazil, a tuna da universidade de aveiro e, cereja em cima do bolo, um conhecidíssimo dj a partir da meia-noite no meio da rua, porque aqui não se dorme nem trabalha.

    nasceu aqui há anos, um rapaz a quem chamaram Francisco Bingre que fazia uns versalhotes enquanto vivo e que, eventualmente, também poderia ser uma referência cultural local mas, como isso já foi há muitos anos e depois disso, a gente tem ido pouco à escola, não interessa.

    para os mais entendidos também haverá um simulacro de uma desfolhada, um passeio através do património da aldeia e, um concerto pelas bandas bingre canelense, e vale de cambra.

    neste concelho de eventos oficiais, a este, dado o cuidado tido na elaboração do programa que eliminou tudo o que possa cansar as cabecinhas, poderia bem chamar-se, semana do regabofe; suor, brancos e tintos, assados e estrugidos. as autoridades designaram-no semana cultural e é obrigatório em cada freguesia deste mundo à parte de estarreja, não vá o povo pensar que já não há dinheiro para festas, ou que a autarquia o anda a gastar em rotundas e piscinas.

     

    ps:(não significa partido socialista) se a escrita não andasse tão amargurada, e, se é que cabe no conceito local de cultura, talvez se pudesse integrar na semanada, uns jogos florais – ao que julgo saber ainda há poetas vivos na aldeia, umas declamações dos versos do falecido, talvez uma ou outra exposição de pintura, fotografia, cerâmica ou outra pôrra que não cheire a suor, de artesanato local, de artigos ligados ao passado da freguesia tais como a moagem.., não sei.

    no manicómio a céu aberto

    este inocente rapaz que nunca foi a Elvas nem a qualquer outro sítio onde se praticaram ignominias a troco de chocolates, promete revelar, no seu dizer, o nome de outros 200 inocentes rapazes que também nunca estiveram em tais sítios nem conhecem o Bibi de lado nenhum.

    a gente espera sentados por tais revelações. entretanto, para gente tão amante de práticas tão escabrosas, melhor do que prisão, não seria enfiar-lhes um bastão de basebol pelo cu acima? correndo-se o óbvio risco de alguns deles o não entenderem como castigo, entenda-se.