Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

quem os ouve falar, não os leva presos

então, onde andou o senhor silva nos últimos anos? no crochet? não foi presidente deste acampamento de indigentes intelectuais e não apadrinhou a política que nos levou onde estamos? não foi ele que por omissão dos poderes que lhe estão conferidos, permitiu que o país fosse arruinado por esta cambada de marginais?

p’ra próxima é que é? ora vá-se lá.., é tudo a mesma seita.

como é que chegámos aqui?

nas bermas das estradas, mulheres idosas tentam subsistir, prostituindo-se. mulheres de 60 anos, esperam à chuva ganhar o sustento de cada dia por via de qualquer favor sexual. pessoas que depois de uma vida de trabalho, se têm de sujeitar a esta iniquidade cometida por uma corja de delinquentes que arruinou o país.

economia de subsistência

com a fome a aumentar e a atingir milhares de famílias, a solução do regedor, é fazer hortas. a aldeia chega à cidade. o país, além de vendido em hasta pública, revela-se mais provinciano que nunca.

nunca sirvas a quem serviu

a senhora pássaro, mais uma nulidade política em funções, também quer os desempregados, agora, para limpar rios, imagine-se. a senhora de quem se desconhecia a existência, deve ter acordado com o rasgo político da sua breve passagem por esse admirável ministério onde cabe tudo e o seu contrário, designado por, do ambiente. recorrer aos tristes para que estes façam gratuitamente, o que os funcionários pagos para tal, não fazem. também a esta pássara, ninguém deve ter explicado que os desempregados a receberem subsídio, recebem parte do que é seu, retirado por força da lei, aos seus salários.

esta gente, não se lembra de pôr a limpar florestas e rios e mais o que lhes passa pela cabeça, os gajos que recebem subsídios sem nunca terem descontado, como é o caso da etnia cigana. os desempregados são o novo ódio de estimação desta trupe que deste modo, continua a saquear todo um povo, na maior das impunidades.

Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

não confundir

os responsáveis pela extrema pobreza em que caímos, não são aquelas entidades abstratas designadas por mercados. os responsáveis, têm cara; chamam-se guterres, barroso, sócrates e toda a cáfila instalada nos corredores do poder, na administração pública, nas autarquias, nos institutos e fundações. é necessário clarificar.

Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

é esta a canalha que se governa

José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País.

Henrique Neto em entrevista a Anabela Mota Ribeiro

Sábado, 20 de Novembro de 2010

baralha e torna a dar

segundo a estimada autarquia da terra, em contra ciclo com o país, o desemprego por estas bandas, está em queda.

meritoso sem dúvida. mas para percebermos a ideia, deve precisar-se, qual a taxa de desemprego no concelho. é que, dizer que baixa em termos homólogos, por si, diz apenas isso.

concretamente, a questão é a seguinte: sendo actualmente a taxa nacional de desemprego 10,9%, qual é que se verifica em estarreja? 10,8%? 11%? segundo o sol, será 10,1. teríamos assim uma variação positiva relativamente à taxa nacional de 0,8%. quase, quase, quase, uma pessoa a menos em cada 100. acontece que a taxa de desemprego na zona centro, é das mais baixas do país, segundo o ine, 7,4%, logo, estarreja, terá uma taxa de desemprego superior à da região em 2,7%.

acresce ainda que o facto de haver menos pessoas inscritas no centro de emprego, não significa que haja menos pessoas desempregadas. no contexto actual, o que normalmente acontece, é saírem das listas mais pessoas do que as entraram num determinado período homólogo. a avidez de limpeza de listas por parte do governo, é bem conhecida.

para um concelho que suporta um parque industrial químico, o qual tem causado incontáveis prejuízos às populações e ao meio ambiente, atirar foguetes por uma taxa de desemprego inferior à média nacional, 8 décimas, num pequeno universo populacional de freguesia, (e pequena) numa terra detentora de um parque industrial e um punhado de gente capaz de trabalhar, diz tudo sobre a arte da manipulação de atletas, e excursionistas ao caldo-verde.

está percebido ou, é preciso explicar?

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

alguém há-de pagar

ao que parece, os imprescindíveis blindados comprados para a cimeira da nato, não chegaram. nem os 5, nem 4, nem, 3, nem 2, nem 1. nenhum! nem se consegue imaginar, como é que a dita decorre, sem a coisa.

é por estas e muitas outras, que estamos no buraco onde estamos. comme d’habitude, ninguém será responsabilizado. vai p’ró livro dos fiados. é pena não servirem p’ratrelar aos submarinos. grandes empresários, perdão, governantes.

é o famoso circo

A ausência de um acordo teria produzido duas coisas, ambas meritórias. Primeiro,a demissão de Sócrates. E, segundo, a certeza de que o FMI traria vigilância às contas públicas; rigor na execução; e, claro, juros incomparavelmente mais baixos do que a extorsão a que o país está submetido. Infelizmente, os consensos podres prevaleceram. E, pior, um coro de eminências pardas e comentadores parvos pedem agora um governo de ‘salvação nacional’. Para liquidar de vez qualquer possibilidade de alternativa e ruptura com a mediocridade instalada? O que nos salva é que a Irlanda, muito provavelmente, vai atirar a toalha; e, depois da Irlanda, seremos nós. Louco? Irresponsável? Antipatriota? Muito obrigado. Deixo ficar a sanidade, o rigor e o patriotismo para quem nos trouxe até aqui.

João Pereira Coutinho, CM

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

teletrabalho

ora vamos lá ver se a gente entende. o senhor arrecadou o dinheiro para constituir uma empresa que nunca funcionou. empregou-se num gabinete camarário que não tem existência física mas onde partilha o espaço com mais dois assessores e uma vereadora. isto é um escândalo. então onde é que estes quatro servidores públicos se reúnem? no martinho da arcada? nos bancos do cais das colunas? então não se dá condições de trabalho a esta gente? depois admiram-se que nunca lá apareçam.

aí valente.

isto é que é ter tomates. para saberem que com o senhor ministro não se brinca. tivesse o senhor os mesmos para os donos deste esterqueiro.

defender o serviço nacional de saúde (II)

ainda sobre o serviço nacional de saúde. quanto maior o número de portugueses a recorrerem aos cuidados de saúde privados, maiores serão as justificações para a redução e aniquilamento do sns. é previsível que brevemente, apenas recorram aos serviços públicos, os mais pobres, fragilizados, e sem voz para se fazerem ouvir.

contrariamente a muitos outros, a minha opinião sobre este serviço, é que será o melhor serviço público do país, capaz de rivalizar com qualquer outro nesta área, em qualquer parte do mundo. um bem precioso que a cambada parece não perceber, nem saber preservar.

os neoliberais que defendem a sua insustentabilidade e necessária extinção, a bem das contas públicas, ou são parvos, ou fazem-nos por mesquinho interesse próprio ou, o mais normal, para bajular e favorecer essa casta típica de empresários indígenas que desde sempre, apenas sabe fazer fortuna à sombra do estado, melhor dizendo, dos contribuintes.

aceito que o custo deste serviço é grande e que o seu financiamento seja, cada vez mais, complexo, até porque, como é sabido e o dizem os soares, é fazer autoestradas e aeroportos e comboios de alta velocidade que o dinheiro sempre aparece. para o necessário é que já é preciso fazer contas.

ora o bom do zé povinho, aceita estas inevitabilidades forjadas pelos fazedores de opinião, de conluio com os melos, os espíritos e os santos, e lá vai a correr subscrever um plano de saúde, já agora e preferencialmente, numa seguradora propriedade dos mesmos, sem grandes alaridos.

para além da questão ideológica do serviço público de saúde, para todos e tendencialmente gratuito, a verdade é que vai faltando o dinheiro para manter a ideologia. a pergunto que faço poderá ser idiota – também tenho direito. porque razão os segurados não são tratados nos hospitais públicos, pagando de acordo com os plafonds estabelecidos com as seguradoras?

creio que a única razão aceitável para se pagar a saúde nos hospitais privados, será a questão das esperas. de resto, tudo é melhor no sns. no caso das maternidades e por exemplo, paga-se facilmente no privado 5, 6, 7 mil euros por um parto, em péssimas condições – veja-se algumas das instalações – e, se a coisa der para o torto, a parturiente arrisca-se a ir de charola para um hospital público porque, algumas destas unidades privadas não têm material de suporte à vida.

talvez não fosse má ideia, o sns oferecer serviços equivalentes aos privados, a quem possa e queira pagar, como meio de ajudar o financiamento necessário à sua manutenção. não no modelo das ppp porque aí, como se constata, os lucros vão para os privados, e os prejuízos são remetidos aos contribuintes.

no meu caso, tem aqui um cliente,

é em momentos destes que um gajo se orgulha de ser português

um porta voz da PSP, não o responsável por mais esta trapalhada, disse hoje que dos 5 blindados adquiridos para utilização na cimeira da nato, 2 estarão cá na véspera da reunião.

como a dita começa amanhã, imaginamos que hoje à noite, os polícias terão uma formação – talvez nos cursos das novas oportunidades – e amanhã de manhãzinha já estarão capazes de enfiar a primeira no veículo.

em tempo de aperto financeiro, esta é obviamente, mais uma despesa imprescindível à vaidade do país e particularmente à dos organizadores destes encontros que mais não servem para alinhavar os negócios da guerra.

além dos comes e bebes, vai para o livro dos calotes mais este investimento estratégico que será depois utilizado para levar os perigosos velhos ao caldo verde e à sardinha no pão durante os comícios eleitorais que se avizinham.

do senhor ministro responsável pela trapalhada, desconhece-se o paradeiro.

sem generalizar

como é isto possível? que raio de gente somos nós? as leis contra os maus tratos a animais, não se aplicam? ninguém corta os tomates aos gajos que autorizam isto?

defender o serviço nacional de saúde

apenas pontual e circunstancialmente, tenho recorrido ao SNS. De forma geral, tenho a melhor das impressões, salvo um pequeno mal entendido na extensão de saúde aqui da aldeia.

tenho dos serviços do HVS, instituição a quem mais tenho recorrido, a prova da inquantificável valia que representa para os portugueses o acesso ao SNS. não se paga o que estas pessoas fazem por nós e pela nossa saúde. apenas quem vive ou viveu em países onde os cuidados de saúde são privados, e pagos à cabeça, terá esta consciência.

é caro, e dizem-nos insustentável. ainda recentemente um jornal referia que mais de metade dos portugueses já recorrem aos privados. é natural. a burrice não tem conta nem medida e os privados agradecem. as diferenças que percebi numa ou outra consulta privada, é que, são para bastante pior. recorri pontualmente a um hospital privado, ali junto à Luz. esperei mais de duas horas pelo atendimento numa sala desconfortável onde se encontravam muitas dezenas de pessoas na mesma circunstância. saí com uma prescrição para uns comprimidos e paguei, se não estou em erro, 90€ pela consulta.

deveríamos tomar verdadeira consciência do que para nós representa o SNS e defender a sua existência contra as investidas dos interesses privados e lobbies associados. não será apenas pela anunciada intenção de combate ao desperdício que o serviço será financeiramente sustentável. os utentes, deveriam contribuir à sua manutenção constituindo-se em seus sérios defensores e racionalizando a sua utilização.

já agora, é de elementar justiça alargar estas consideração ao Centro de Saúde de Estarreja. passei por lá, hoje mesmo, para um reforço de vacinação. sem espera, competência e simpatia a rodos.

Bem hajam!

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

limpar florestas

a este propósito, o grupo parlamentar do CDS foi, até ao momento, o único a acusar a recepção do e-mail enviado:

Cumpre-me informar V. Exa. que o mesmo foi reencaminhado para os nossos Deputados que integram as Comissões Parlamentares de  Agricultura e Pescas e Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a quem o assunto diz respeito mais directamente.

Ora o senhor secretário de estado, tem aqui mais mão-de-obra, seguramente altamente qualificada, esta sim, paga pelos contribuintes sem que estes vejam qualquer payback da despesa.

os desgraçados dos desempregados, são agora pau para toda a obra no que trata a despertar os ódios dos imbecis. nem sei como é que se vão desdobrar para tanta atividade. os cómicos de serviço, num dia anunciam que os vão mandar para as novas oportunidades. no dia seguinte, que vão limpar florestas. como é? vão para as matas de dia e para a escola à noite? ou o contrário?

o que é que se aprende nas novas oportunidades? a fazer gaiolas para grilos? a ser empresário como o assessor técnico e político do gabinete da vereadora Graça Fonseca na Câmara de Lisboa?

mistério é ainda haver o que roubar

seitas de pulhas com modus operandi destes, só poderiam levar o país à exaustão, decadência e falência.

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Salreu, uma aldeia em papel de arroz

O meu estimado amigo, Sérgio Paulo Silva, teve a bondade de me fazer chegar o seu mais recente escrito; Salreu, uma aldeia em papel de arroz.

Declaro-me suspeito ao falar da escrita do Sérgio. Talvez porque fala numa linguagem que é também minha, como será a de todos os nascidos nestas terras ribeirinhas. Talvez porque fala de nós tal como o somos, das nossas coisas, dos trabalhos colossais por que passámos, das nossas vitórias e derrotas, tristezas e alegrias, dos invernos húmidos, dos verões escaldantes, das cestas de enguias apanhadas à mão nos derradeiros charcos formados nas terras de arroz, dos garotos que fomos, pés descalços nas regueiras a caminho do campo, no perfume dos morangos silvestres, nos agriões que cresciam em cada regato.

A propósito do arroz que nos anos 50 do século passado inundava, como se uma maré fora, os campos alagados de Salreu, e também de Canelas, o Sérgio constrói mais um inestimável documento narrativo do nosso passado recente, infelizmente já tão distante para alguns. Ilustrado com belas fotografias desse trabalho árduo que era a cultura daquele cereal, das saudosas bateiras que engarrafavam o trânsito nos nossos esteiros.

Num ápice, e pelas suas palavras, revi a minha infância. Como se as palavras escritas se animassem e passassem diante de mim como o filme da vida que dizem vermos, nos instantes finais.

Para lá das memórias passadas a letra de forma, fica um contributo mais para a história destas aldeias que, de tão pequenas e insignificantes, pouca atenção merecem daqueles que determinam o mercado cultural. Como habitualmente, é uma edição de autor de tiragem reduzida e, ao que julgo saber, a maioria dos exemplares – se não a totalidade - adquiridos já por uma empresa multinacional. Não sei se haverá exemplares disponíveis. É passar pelos Móveis Neto, ali ao lado do supermercado Couto em Estarreja, e perguntar.

Fica o telefone: 234 844 265

Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

um povo assim, não merece outra coisa

a propósito do post infra, li diversas referências quanto ao facto de haver gente desempregada que não aceita trabalhar.

relembre-se que dos 600.000 desempregados, cerca de metade não recebe qualquer abono. dos restantes, a grande maioria recebe o valor mínimo, 475 euros, livres de impostos, montante baixíssimo quando comparado com outros países europeus, a que têm direito em função dos anos de contribuições para o sistema.

o patronato miserabilista que se lamenta nas televisões da falta de candidatos - melhor será dizer escravos – é esse o salário que oferece, quando não, menos do que o mínimo; 475 euros por um mês de trabalho, sujeito aos devidos descontos, para grande indignação geral, e particularmente de muitos pensionistas ignorantes que, sem terem feito descontos para o sistema, lá vão recebendo alguma coisa.

alguém que está no desemprego com 475 euros, sem descontos, custos de transporte, alimentação (em casa come o que houver) e, caso tendo filhos, sem custo dos infantários, irá trabalhar por aquele valor?

por estas aldeias, ainda se deixam crianças nos centros sociais a 100 euros mensais. nas cidades, um infantário que não seja simplesmente um depósito de crianças, custa 700.

os parodiantes em funções, têm lidado bem com a estupidez geral, despertando e remexendo os ódiozinhos desta populaça mumificada, assim mantendo o poder enquanto arruínam definitivamente este acampamento mal frequentado. a perseguição às classes privilegiadas, seja isso o que for, merece por princípio, a aprovação dos ignaros. foram os professores, médicos, enfermeiros, magistrados e por fim, o comum funcionário público; enxovalhados, despromovidos, carreiras congeladas, vencimentos reduzidos, impostos aumentados. os brutos bateram palmas.

passou-se depois aos miseráveis; congelamento das pensões, redução das comparticipações, fecho de serviços de saúde. as bestas continuaram a aplaudir.

entrámos na fase da perseguição aos desvalidos, a braços com bocas para alimentar com um subsídio de desemprego temporário, após o que serão obrigados a escravizarem-se a um destes empresários de salários mínimos e ferraris à porta. a turba continua a aplaudir.

enquanto isso, sem intervalos, o acampamento continua a ser saqueado. os espoliados, vão-se regozijando com a desgraça do vizinho. enquanto isto, o ladrão rouba-os a todos.

Sábado, 13 de Novembro de 2010

mais que limpar florestas, urge limpar o esterco

Abaixo transcrevo e-mail enviado ao dito secretário de estado, ao presidente da AR e a todos os grupos parlamentares:

 

Se ainda é possível surpreendermo-nos com este país, as suas declarações de que os desempregados vão limpar florestas, sob pena de perderem o acesso ao respectivo subsídio, são bastante reveladoras do carácter da gente que somos e, particularmente, de quem nos (des)governa.

O senhor secretário de Estado e nem vou pôr em dúvida as suas competências para tão alto cargo, deveria saber que os subsídios de desemprego não são uma esmola social e sim, um  seguro para acudir a estas situações a que o estado obriga os assalariados, por força de lei, a pagarem mensalmente. Das suas declarações, a concretizar-se o triste anúncio, será apenas uma forma de humilhar quem já se encontra fragilizado e vive situações económicas, em muitos casos, imorais e insustentáveis.

E sabe o senhor secretário, cujo vencimento e mordomias os trabalhadores também pagam, porque chegámos aqui? Porque temos sido governados por gente que conduziu, em meia dúzia de anos, o país à bancarrota. De competências como as do governo que o senhor integra, estamos cheios, fartos e com dívidas para pagar por muitas gerações.

Quem o senhor deveria pôr a limpar matas, deveriam ser os gatunos que faliram instituições bancárias e cujos prejuízos, mais uma vez, vão ser pagos por quem trabalha. Se não forem suficientes, poderia recorrer aos trafulhas das negociatas de sucatas com robalos à mistura ou, aos que se abotoaram com os milhões em luvas do freeport, e tantos outros, que jamais lhe faltaria mão-de-obra para limpar florestas.

Sabe senhor secretário de Estado, estas coisas acontecem porque somos um povo iletrado, ignorante e medroso, para nossa infelicidade, e do país. Se outra gente fossemos, seguramente que não teríamos descido tão baixo nem seríamos governados por estadistas anões. A par com a honestidade, a grandeza faz um povo. O resto são bagatelas. Deste governo, ficará para a história o buraco financeiro e social que cavou. De si, ninguém se lembrará por muitos desempregados que mande limpar florestas.

E não pense que sou apenas mais um ressabiado que não quer limpar matas. Não meu caro. Não sou desempregado. Sou um cidadão sem cadastro, eleitor e pagador de impostos; a partir de Janeiro, 43 de IRS 23 de Iva e as alcavalas de IMI, imposto de selo, taxa de ocupação de espaço aéreo, taxa de ocupação terrestre, taxa de recolha de lixo, taxa de esgotos, portagens, parques, estacionamentos, selo automóvel, taxa para as energias renováveis, taxa para o audiovisual, outras que não lembro e outras ainda, que pagarei, e desconheço. Acresce, que neste acampamento miserável, tudo se paga a preços imorais, do mais simples fármaco para a dor de cabeça, à energia eléctrica ou aos combustíveis. Contrariamente, os salários, exceptuando os daqueles que transitam entre governos, empresas públicas e banca, são dos mais baixos da Europa civilizada.

Gente como o senhor secretário, capaz de humilhar e esmagar aqueles que nada têm, nem sequer o direito à dignidade, mas não diz uma palavra contra os que roubam descaradamente, traficam influências, acordam negócios ruinosos para os contribuintes, não merece o tempo que levei a alinhavar estas palavras. Faça-nos o favor de se demitir para que o possamos esquecer a sua existência, rapidamente.

cortar na despesa

ó sôr secretário de estado, tem aqui mais gente para ir limpar florestas.

nivelar por baixo

Não sei o que será mais triste. Se os desempregados a contas com situações dramáticas, se estes cretinos que do alto da sua própria estupidez, mandam os outros trabalhar, sob o argumento de que são eles, que pagam os desempregados. Não é de estranhar que a nação tenha chegado aqui.

O subsídio, não é uma esmola dada a quem cai nas malhas do desemprego. É um acerto de contas dos descontos obrigatoriamente retidos para acudir a estas e outras situações. Estes palermas que ainda têm emprego, esquecem-se de que podem ficar igualmente desempregados a qualquer momento. Aí, aparecerão outros idiotas que acham bem que, apesar de terem feito os descontos obrigatórios, sejam humilhados a limpar florestas , ainda que dado o esquema mental, fizessem melhor trabalho a limpar sanitas.

O senhor secretário, devia ter vergonha na cara, por mais esta humilhação feita a milhares de pessoas vítimas deste e anteriores governos que tudo fizeram para os manter na ignorância conveniente à manutenção de mão-de-obra fácil e barata, gente que elege e mantém na governação, saqueadores que levam um país à bancarrota em meia dúzia de anos.

Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

poderemos queixar-nos?

imaginemos que, em vez de gastarem o dinheiro de forma perdulária em obras faustosas e não reprodutivas como os estádios para a bola, as auto-estradas onde passa um carro de vez em quando, nos milhões de estudos encomendados a amigos, e tantas outras incontáveis desonestidades, tendo sido governados por gente séria e competente, e as apostas feitas na educação, no ensino de qualidade, na investigação, no desenvolvimento tecnológico, estaria hoje o país a mendigar empréstimos de capital para poder comer o pão de cada dia?

seríamos hoje uma nação de velhos iletrados, dependentes de esmolas sociais? teríamos o futuro de várias gerações empenhadas ao capital especulativo? teríamos milhares de pessoas em idade ativa a roçar o cu pelas esquinas? seriam os nossos jovens na sua generalidade, os boçais analfabetos funcionais que passeiam a sua nulidade com argolas penduradas no nariz, como os porcos, e brincos nas orelhas como o gado vacum?

os tempos futuros serão bem piores que os atuais. o emprego tal como o conhecemos acabou e o que resta, está em vias de extinção. não há mais trabalho braçal, nem nas obras. o emprego do futuro será raro e altamente exigente, apenas acessível a indivíduos altamente qualificados, criativos, empreendedores, educados e instruídos. há dias, a imprensa noticiava que um jovem de 11 anos teria sido contratado pela microsoft como analista. é esse o emprego do futuro, para quem ainda não percebeu.

os irresponsáveis que chegaram ao poder central ou local, andaram a enganar velhos com passeios em autocarros, e novos com atividades desportivas e brinquedos tecnológicos. o essencial, o estudo e a educação, ficou para trás. para ajudar à festa, muita desta gente completamente imbecilizada, constitui-se em entidades desportivas e associações de entretenimento, já agora, subsidiadas pelos autarcas que assim compram votos com dinheiro público, enquanto governam a vida própria.

poderá o povo queixar-se? claro que não. sempre teve a soberania nas mãos e jamais a soube exercer. inculto, estúpido e reverente, achou que poderia viver sem trabalhar no país ficcionado que lhes era vendido por senhores engravatados que deveriam estar engavetados e infelizmente, andam à solta a assaltar bancos, e o povo em geral.

também não vale a pena torcer a orelha. nem em duas gerações nos tornaríamos suficientemente competentes para construir um país capaz de ganhar o pão que come. continuaremos a servir de capacho a quem trabalha e produz, vivendo a miséria consequente à estúpida ociosidade que nos vem com a pele.

a gente compreende mas,

para melhor percebermos a ideia, diz-nos de onde vieste e com quanto bolso. e também, onde estás, e quanto amealhaste na função.

só assim, saberemos quanto vamos poupar.

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

sem qualquer pudor

de malas aviadas e o produto do saque amanhado, a quadrilha põe os seus a salvo. uma vergonha, um insulto a quem tem de pagar esta merda toda.

Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

tudo se governa

elegemos sistematicamente trafulhas para nos governarem. de que nos queixamos?

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

o óbvio

e como aqui se tem repetido, é confiscar-lhes o que ainda for possível e sentá-los na tripeça.

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

tetas, precisam-se!

estes sem vergonha, em vésperas de naufrágio, estão a garantir que os seus boys e girls ficam a salvo. num só dia, vejam quantos foram colocados, ou seja, postos a mamar noutra teta da mesma vaca. como isto já vem desde o verão, é só fazer as contas.

e aqueles 25 cá para o burgo? já entraram em funções. já se sente a pujança económica do concelho? já cheira a suor?

a cultura está mais cara que a carne de vaca

através do retrato já se percebe melhor as altas qualificações e competência da nata. o pequeno salário de 14.300 euros mensais, vezes catorze mais carro, e outros pequenos nadas. do magalhães lá da terra que diz, e com toda a razão que quem quer a nata tem de assumir as responsabilidades, espera-se que entre com a massa para a senhora, do seu próprio bolsito, porque eu, enquanto pagador, não lhe encomendei qualquer nata.

E logo que comece o transporte destas sumidades para o atol, é embarcar este senhor e respectiva comitiva.

boas noticias de sherwood

luvas para o frio

caminho certo para ultrapassar a crise

continuem a amochar, eleger marginais e constituir novas equipas para a prática do berlinde.

Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

FMI em Portugal

.

sacanagem

nestes dias difíceis que os idiotas pagantes de impostos atravessam, consola saber que o dinheiro extorquido, é empregue em boas causas. um exemplo para a nação.

claro que os culpados, são os gajos que nos emprestam dinheiro para comprar pão

os derradeiros atos da comédia, não convencem ninguém a emprestar dinheiro a indigentes falidos conduzidos por malabaristas e assim, os juros do calote vão aumentando apesar dos tangos dançados.

a entrada do fmi é, obviamente inevitável, e urgente. antes que tenhamos de dar um litro do próprio sangue ao cómico das contas.

Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

para não dizer outra coisa..,

o cómico das contas, diz que a jantarada da anacom, foi organizado por uma garçonete desse outro impagável, o lopes.

ora isso não justifica nada. o  que é preciso saber, é se a dita já foi com a da mãe para a porta do iefp, ou continua por lá a organizar beberetes e a mandar as contas para os trolhas pagarem.

e se ainda não foi, o sor ministro está aí a fazer o quê? a foder-me com mais impostos para dar caviar a comedores engravatados?

cortar na despesa

por aqui, chega-se aqui. é ler e perceber porque não há dinheiro que chegue para sustentar tanta malandragem engravatada. a nação não produz riqueza que possa sustentar tanto oportunista, chulo, vigarista, ou ladrão.

e já agora, é ver a nata que nos desnata.

Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

somos uns merdas

enquanto povo, bem merecemos cada extorsão, cada redução salarial, cada corte nos apoios e assistência social, todo o desemprego, todo o roubo perpetrado por engravatados.

somos cobardes, analfabetos, mandriões e destituídos de qualquer sentido de dignidade.  

cortar na despesa

ORGANISMOS

DESPESA (em milhões de €)

Cinemateca Portuguesa

3,9

Instituto Português de Acreditação

4,0

Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos

6,4

Administração da Região Hidrográfica do Alentejo

7,2

Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias

7,4

Instituto Português de Qualidade

7,7

Administração da Região Hidrográfica do Norte

8,6

Administração da Região Hidrográfica do Centro

9,4

Instituto Hidrográfico

10,1

Instituto do Vinho do Douro

10,3

Instituto da Vinha e do Vinho

11,5

Instituto Nacional da Administração

11,5

Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural

12,3

Instituto da Construção e do Imobiliário

12,4

Instituto da Propriedade Industrial

14,0

Instituto de Cinema e Audiovisual

16,0

Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional

18,4

Administração da Região Hidrográfica do Algarve

18,9

Fundo para as Relações Internacionais

21,0

Instituto de Gestão do Património Arquitectónico

21,9

Instituto dos Museus

22,7

Administração da Região Hidrográfica do Tejo

23,4

Instituto de Medicina Legal

27,5

Instituto de Conservação da Natureza

28,2

Laboratório Nacional de Energia e Geologia

28,4

Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu

28,6

Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público

32,2

Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos

32,2

Instituto de Informática

33,1

Instituto Nacional de Aviação Civil

44,4

Instituto Camões

45,7

Agência para a Modernização Administrativa

49,4

Instituto Nacional de Recursos Biológicos

50,7

Instituto Portuário e de Transportes Marítimos

65,5

Instituto de Desporto de Portugal

79,6

Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres

89,7

Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana

328,5

Instituto do Turismo de Portugal

340,6

Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação

589,6

Instituto de Gestão Financeira

804,9

Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas

920,6

Instituto de Emprego e Formação Profissional

1.119,9

TOTAL.........................

5.018,4

 

esta é a lista dos montantes transferidos em 2010 pela quadrilha no poder para manter, em grande parte dos casos, os empregos aos boys, familiares e amigos socialistas, pagos com o dinheiro extorquido aos infelizes que não conseguem fugir. Muitos destes institutos, ninguém sabe muito bem para que servem, nem se questiona a utilidade pública e muito menos se verifica o quadro de pessoal, funções e vencimentos.

para manter este verdadeiro regabofe, reduziram-se salários, eliminaram-se apoios sociais, aumentaram-se os impostos. uma redução de apenas 20% nas transferências para estas sanguessugas, pouparia 1.000 milhões de euros. fechar esta merdalhuça toda, pagaria o desfalque do bpn em apenas um ano. deixar o prejuízo do bpn para quem lá andava a especular e fechar a merdalhuça, daria para vivermos francamente melhor.

agora, bom, seria fechar a merdalhuça, cagar no bpn, e exportar para um atol qualquer do pacífico a classe dirigente, desde a presidência e, pelo menos, até ao nível autárquico.

num acampamento de pulhas

não vale a pena explicar a este comentador circense que os únicos entalados, foram os trolhas que não conseguem fugir ao pagamento de impostos, nem que o senhor catroga, é mais um que se presta a partes gagas e números de circo para manter o gado sossegado.

este é o maior retrocesso a que o povo é sujeito nos últimos 100 anos. um saque fiscal sem paralelo histórico, agravado pela eliminação de apoios sociais que, em teoria, os impostos continuam a pagar.

em memória e durante os anos que vivi, conheci dois governantes sérios e empenhados na causa pública; o Dr. Salazar e o General Ramalho Eanes. os restantes, governaram-se como puderam e, de forma geral, bem.