Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

fui a estarreja

enquanto se vão passando barbáries como as relatadas no post infra, tive de ir a estarreja. ao banco. a praça fervilha com o carnaval. uma azáfama pouco vista, a não ser para festas. postes, tendas, roulottes em cima dos passeios num notável esforço empresarial que só pode culminar na afirmação feita por um idiota de serviço, de que é necessário construir a aldeia do carnaval. como se estarreja não fosse a dita aldeia, e como se aqui, não fosse sempre carnaval.

os dinheiros emprestados que o país mendiga pelo mundo, a taxas superiores a 7%, não servem para salvar vidas. servem para gastar em desfiles carnavalescos que alimentam a tremenda idiotice e irresponsabilidade instaladas. uma gentinha que nem sequer tem o bom senso genético e comum ao gado de duas patas, de não gastar o que não tem, de poupar os poucos recursos que nos vão emprestando, porque os teremos de pagar com língua de palmo. fraca gente esta, a que somos.